Agora
O Último Ato da Mãe e o Acerto de Contas
A luz da manhã de domingo entrava pelas janelas da cobertura com uma agressividade que combinava com o humor de Ana Paula Renault. Era o seu último dia em São Paulo antes de retornar para a rotina de Belo Horizonte, e o apartamento de Juliano Floss parecia carregar o peso de uma semana de excessos, suor e uma quebra absoluta de qualquer barreira moral. Marina Sena havia saído cedo para uma sessão de fotos, deixando a loira e o "novinho" sozinhos entre os lençóis de linho e o silêncio pós-caos.
Ana estava sentada na ponta da cama, vestindo apenas uma camiseta branca de Juliano que mal cobria suas curvas magras e elegantes. Ela acendia um cigarro, soprando a fumaça com aquele desdém aristocrático que era sua marca registrada.
— Olha, Juliano... eu vou te falar uma coisa — começou ela, sem olhar para trás. — Essa semana foi uma aberração deliciosa, mas eu preciso voltar pra minha vida. Não tenho mais idade pra esse ritmo de tiktoker frenético.
Juliano, que estava deitado com as mãos atrás da cabeça, exibindo o corpo esculpido e as tatuagens, deu um riso anasalado. Ele se sentou, arrastando-se até ficar logo atrás dela, sentindo o cheiro de perfume caro e fumaça que emanava da loira.
— Você fala como se estivesse no controle, Ana — disse ele, a voz num tom grave que fez os pelos da nuca dela se arrepiarem. — Mas a gente sabe que você não vai embora sem uma despedida à altura. Ou você acha que eu vou deixar a "mamãe" sair por aquela porta sem antes mostrar quem é que manda aqui?
Ana Paula virou o rosto, soltando uma risada debochada que escondia a excitação crescente.
— Deixa de ser abusado, garoto! — disparou ela, apagando o cigarro no cinzeiro de cristal. — Você já teve o que queria a semana toda. Agora baixa a bola e me deixa arrumar a mala.
Em um movimento rápido e bruto, Juliano segurou Ana pelos pulsos e a jogou de costas na cama, prendendo-a com o peso do seu corpo. Os olhos loiros dele, geralmente alegres, agora estavam carregados de uma malícia sombria.
— Hoje não tem deboche, Ana — rosnou ele, apertando os pulsos dela contra o colchão. — Hoje você vai ser a minha puta de luxo. Eu cansei desse seu teatrinho de mulher superior. No fundo, você é igual a todas as outras, só que com um vocabulário melhor.
— Me solta, Juliano! — gritou ela, mas havia um brilho de desafio e entrega em seus olhos. — Você tá ficando louco?
— Louco? Não, eu tô lúcido — Juliano soltou um dos pulsos dela e segurou seu queixo com força, obrigando-a a encará-lo. — Eu lembro muito bem das suas conversas na casa, Ana. Eu lembro de como você olhava pro Jonas. Você queria dar pra ele, não queria? A "mãe" do programa estava doida pra abrir as pernas pro galã da edição.
Ana Paula sentiu o rosto queimar. O deboche falhou por um segundo.
— O Jonas é um homem, Juliano. Você ainda é um projeto de homem — provocou ela, tentando recuperar o terreno.
— É mesmo? — Juliano deu um tapa seco na coxa de Ana, que ecoou pelo quarto silencioso. — Pois esse "projeto de homem" é quem tá te prendendo aqui agora. O Jonas não te deu nem um beijo, mas eu... eu te virei do avesso a semana inteira. E agora você vai parar de falar e vai fazer o que eu mandar.
Ele a puxou pelos cabelos, obrigando-a a se ajoelhar na cama. Ana Paula soltou um gemido de surpresa, mas não resistiu. Havia algo na agressividade dele que a desarmava completamente.
— Você quer o Jonas? — perguntou Juliano, desabotoando a calça de moletom e libertando sua virilidade pulsante. — Pois olha bem pra isso aqui. Esquece aquele bosta. Agora, ajoelha e mostra que essa sua boca serve pra mais do que só falar merda e dar esporro nos outros.
Ana Paula olhou para ele, o deboche lutando contra o desejo cru. Ela passou a língua pelos lábios, sentindo o poder que Juliano exalava.
— Você é um desgraçado, Juliano Floss — sussurrou ela, a voz rouca.
— Menos conversa, Ana. Chupa — ordenou ele, segurando a nuca dela com firmeza.
Ela obedeceu. O contraste da loira sofisticada, a mulher que parava o Brasil com suas opiniões ácidas, ajoelhada diante do "novinho" que ela mesma apelidara de filho, era a maior ironia de sua vida. Juliano soltou um rosnado de satisfação, fechando os olhos enquanto sentia a habilidade de Ana.
— Isso... — dizia ele, as mãos enterradas nos fios loiros. — Faz jus à fama, Renault. Deixa de ser a "mãe" e vira a minha cadela por dez minutos.
Depois de alguns minutos de uma entrega voraz, Juliano a puxou para cima, jogando-a de quatro na cama. Ele rasgou a camiseta branca que ela usava, deixando-a completamente nua sob a luz impiedosa da manhã.
— Você queria o Jonas, né? — ele repetiu, a voz carregada de uma possessividade doentia. — Imagina que sou ele então, se isso te faz sentir melhor. Mas quem tá te fodendo sou eu!
Ele entrou nela com uma força bruta, sem aviso, arrancando um grito de Ana que misturava dor e um prazer ensandecido. Juliano não tinha delicadeza; ele a usava como se estivesse descontando cada esporro, cada olhar de superioridade que ela lançara durante os meses de confinamento.
— Olha elaaaa! — debochou Juliano, usando o bordão dela contra ela mesma enquanto a atingia com estocadas profundas. — Cadê a Ana Paula Renault agora? Cadê a dona da verdade?
— Vai... caralho, Juliano! — gritava Ana, as mãos cravadas nos lençóis, a cabeça balançando de um lado para o outro. — Me quebra... faz o que você quiser, seu porra!
— Eu vou te fazer de puta até você esquecer como se fala — disse ele, segurando-a pela cintura e acelerando o ritmo de forma desumana. — Você queria o Jonas? O Jonas não aguentaria dez minutos com você, Ana. Você precisa de alguém que não tenha medo do seu veneno.
O som da carne batendo contra a carne era o único ruído no quarto de luxo. Ana Paula estava entregue, sua dignidade de "mãe da edição" enterrada sob o peso do corpo de Juliano. Ela se sentia usada, humilhada e, paradoxalmente, mais viva do que nunca.
Juliano a virou de frente, puxando suas pernas para cima