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Amor

A Dança do Aço e da Penumbra

O ranger ritmado das lâminas de madeira cortava o ar gelado da madrugada, quebrando o silêncio que cobria o acampamento de Wu Zhong. Enquanto a maioria dos recrutas dormia o sono pesado da exaustão, Tatsuyo mantinha o corpo em movimento perpétuo na clareira aos fundos da tenda de comando.

Suas botas deslizavam na terra batida, levantando uma poeira tênue iluminada pela luz prateada da lua cheia. Cada golpe desferido contra o ar era rápido, limpo e preciso. A dor do ciclo lunar havia passado há alguns dias, deixando em seu lugar uma energia renovada e feroz. Seus cabelos negros, ondulados e longos até a cintura, permaneciam implacavelmente disciplinados no topo da cabeça, firmados pelo coque alto de guerreiro que ela já aprendera a amarrar no escuro.

— Postura baixa demais, Kai — ressoou uma voz grave, surgindo das sombras como um presságio.

Tatsuyo girou nos calcanhares com a espada de treino erguida em guarda, mas seu coração deu um salto descompassado ao reconhecer a figura que se aproximava.

Kuro caminhava sem pressa para o centro do círculo de tochas apagadas. Como de costume, ele parecia sentir calor onde todos os outros homens tremiam de frio. O capitão vestia apenas calças escuras de combate e botas de montaria; seu tronco de pele branca estava completamente à mostra, exibindo o peitoral largo e o abdômen rigorosamente esculpido, cujos gomos firmes contraíam-se a cada passada comedida. Os cabelos brancos e curtos, cortados de maneira repicada e rebelde, brilhavam sob o luar, emoldurando os olhos castanhos escuros que a fitavam com aquela intensidade quase pecaminosa.

— Não sabia que o capitão fazia rondas a essa hora — disse Tatsuyo, forçando sua voz para o registro mais rouco e gutural de Kai Yume.

— Eu não faço rondas — respondeu Kuro, parando a menos de dois metros dela. Ele girava um bastão de carvalho entre os dedos compridos com a destreza de quem brincava com um galho seco. — Eu apenas não consigo dormir quando sei que o soldado mais insolente do meu regimento está gastando energia sem a minha supervisão.

Um meio sorriso provocador curvou os lábios desenhados do capitão.

Debaixo de uma pilha de mantas perto do mourão onde Tatsuyo deixara sua capa, a cabecinha vermelha de Mushu ergueu-se de supetão. O dragão esbugalhou os olhos dourados e levou as garras à boca para conter um grito de pânico.

— Ai, não... — chiou o pequeno ser divino, encolhendo-se entre as dobras de lã. — O fantasma exibicionista voltou. Por que esse homem nunca veste uma camisa?! Alguém precisa avisar a esse sujeito que a guerra é contra os invasores, não contra o bom senso têxtil!

Tatsuyo ignorou os murmúrios abafados do espírito ancestral e firmou os pés no chão, recusando-se a recuar diante da presença esmagadora de Kuro.

Nas últimas duas semanas, algo havia mudado de forma perigosa na rotina da guarnição. Desde o episódio do sino no topo do pinheiro, Kuro a puxara para a sua órbita imediata. Ele a colocara na vanguarda dos exercícios táticos, exigira que ela aprendesse leitura de mapas na tenda de comando e, com frequência alarmante, ordenava que ficassem até tarde para sessões particulares de esgrima.

O mais desconcertante para Tatsuyo era que Kuro não desconfiava de absolutamente nada sobre a sua verdadeira identidade. Para o capitão, Kai Yume era apenas um rapaz sulista peculiar: bonito demais para os padrões rústicos da fronteira, com uma compleição esguia e mãos que pareciam pertencer a um erudito, mas dotado de uma teimosia selvagem que nenhum outro homem demonstrava. Essa combinação de fragilidade aparente e ferocidade de guerreiro parecia ter acendido no capitão um fascínio constante e descarado. Kuro gostava de provocar, gostava de tocar e parecia encontrar um prazer quase proibido em desestabilizar o jovem soldado.

— Mostre-me o golpe de desarme que tentei lhe ensinar ontem — ordenou Kuro, assumindo uma postura de guarda fluida, o bastão repousando levemente sobre o ombro largo.

— Como quiser, capitão.

Tatsuyo avançou em uma investida rápida. A madeira de sua espada zuniu pelo ar, buscando o flanco desprotegido do homem. Kuro não recuou; ele apenas desviou o tronco com uma elegância assustadora, deixando a lâmina de treino passar a milímetros de sua pele nua. O vento do golpe agitou suas mechas brancas.

Num piscar de olhos, ele girou o bastão e travou a arma de Tatsuyo, aplicando uma pressão para baixo que a forçou a dar um passo em falso.

Antes que ela pudesse recuperar o equilíbrio, Kuro deu um passo rápido para a frente, colando o próprio corpo às costas dela. O peito nu e quente do capitão pressionou com firmeza as escápulas de Tatsuyo, envolvendo-a em um cerco que cheirava a cedro, couro e calor masculino.

A respiração dela travou na garganta.

— O que eu disse sobre a posição dos ombros, Kai? — sussurrou Kuro. Sua voz saiu baixa e rouca, os lábios roçando quase imperceptivelmente a pele parda da nuca dela, logo abaixo do coque.

A mão esquerda de Kuro deslizou pela lateral do corpo de Tatsuyo com uma lentidão descarada, espalmando-se sobre o abdômen comprimido da jovem para corrigir sua postura. Os dedos calejados e quentes apertaram a linha de sua cintura, puxando-a um centímetro a mais contra si.

— Relaxe as costas — ordenou ele, o tom carregado de um duplo sentido que fez um calafrio elétrico descer pela espinha de Tatsuyo. — Você é tenso demais, garoto. Se continuar travando a musculatura assim, vai quebrar na primeira investida pesada.

O contato físico era quase insuportável de tão íntimo. Tatsuyo podia sentir cada músculo do tanquinho esculpido de Kuro colado às suas costas, a pulsação acelerada do homem e a pressão firme de seus dedos em sua cintura. As faixas de linho que comprimiam seus seios pareciam de repente queimar contra a carne, e ela rezou aos céus para que o capitão atribuísse a rigidez de seu corpo à tensão militar, e não à anatomia feminina que tentava desesperadamente ocultar.

— Estou prestando atenção na lâmina, capitão — respondeu ela, tentando firmar a voz que quase oscilara em um tom agudo.

— Pois deveria prestar mais atenção em quem segura a lâmina — retrucou Kuro com um riso baixo, provocador e próximo demais da orelha dela.

Ele soltou a cintura dela com uma relutância evidente, mas, antes de se afastar por completo, seus dedos deslizaram de leve pela lateral de suas costelas, como se desfrutasse do toque sem o menor pudor. Kuro deu dois passos para trás, girando o bastão mais uma vez e encarando-a com aquele brilho castanho e predatório nos olhos.

— Se todos os rapazes do sul fossem feitos desse jeito, acho que as campanhas militares no império teriam muito mais voluntários — disse o capitão, medindo Tatsuyo de cima a baixo com um descaramento inacreditável. — Você tem uma cintura fina demais para quem diz ter sangue de soldados nas veias, Kai. E esse rosto... às vezes acho que o imperador deveria proibir soldados de terem feições tão bonitas. Isso distrai a tropa.

Debaixo das mantas, Mushu bateu com a garra na própria testa, murmurando em agonia:

— Eu não ouvi isso. Meus ancestrais queridos, digam que eu morri e fui pro limbo das lagartixas. Ele tá cantando o rapazinho! Ele acha que você é um menininho apetitoso! Tatsuyo, pelo amor de tudo o que é sagrado, dá uma cotovelada na cara desse depravado de cabelos brancos!

Tatsuyo engoliu a raiva e a vergonha que tentavam pintar suas bochechas de vermelho. Ela cerrou a mandíbula, ajustou a espada de madeira com força excessiva e encarou o capitão com olhos pretos gélidos.

— Minha aparência não tem serventia no campo de batalha, capitão. Meus braços, sim. Se o senhor quiser continuar zombando de mim, podemos parar o treino agora.

A insolência de Kai Yume fez o sorriso de Kuro alargar-se ainda mais. Longe de se ofender, o homem parecia achar a altivez daquele suposto jovem a coisa mais divertida e atraente de todo o norte da China.

— Não se irrite tão fácil, novato — disse Kuro, baixando a arma de madeira e cravando-a na terra. — Venha. Já chega de poeira por hoje. Você precisa revisar os relatórios da fronteira comigo antes do amanhecer.

Tatsuyo hesitou por uma fração de segundo, limpando o suor da testa com o antebraço.

— Na sua tenda?

— A não ser que você prefira desenhar rotas de abastecimento no chão da terra com um pedaço de pau — devolveu Kuro, erguendo uma sobrancelha alva em desafio. — Acompanhe-me, Kai. É uma ordem.

Sem dar espaço para recusa, o capitão virou as costas e marchou em direção ao pavilhão de comando. Tatsuyo soltou um suspiro pesado, guardou a espada no suporte lateral e lançou um olhar rápido para o monte de mantas.

— Se cuida, Tatsuyo... — sussurrou Mushu, colocando apenas um olho para fora. — Se ele tentar te despir para "inspecionar os hematomas", grita por socorro ou morde a orelha dele!

— Fique aí quieto — murmurou ela antes de seguir os passos largos de Kuro.

A tenda do capitão era ampla, iluminada pelo brilho quente de braseiros de cobre e lamparinas a óleo que perfumavam o ar com sândalo. Ao contrário da bagunça habitual dos alojamentos comuns, o espaço de Kuro era ordenado com precisão cirúrgica: estantes com pergaminhos imperiais, suportes com armaduras cerimoniais de ferro negro e uma grande mesa de carvalho coberta de mapas topográficos da cordilheira de Tung Shao.

Kuro jogou o bastão em um canto e caminhou diretamente até um jarro de cerâmica, servindo dois copos rasos de vinho de arroz morno. Ele estendeu um deles em direção a Tatsuyo.

— Beba — disse ele. — O vento lá fora está cortante.

Tatsuyo pegou o copo de barro com todo o cuidado para não tocar nos dedos dele. A bebida ardeu em sua garganta, espalhando uma onda súbita de calor por seu peito que fez seus músculos doloridos relaxarem um pouco.

— Obrigado, senhor.

Kuro encostou a borda da mesa na altura dos quadris, cruzando os tornozelos. Sem a farda pesada e com a camisa ainda ausente, ele parecia relaxado, mas a imponência física continuava ali. Os traços de seu rosto, embora jovens aos vinte e quatro anos, carregavam uma sombra de cansaço que Tatsuyo nunca havia notado durante os treinos públicos.

— O general meu pai enviou mensageiros hoje à tarde — começou Kuro, a voz perdendo a leveza provocadora e assumindo uma cadência mais sóbria. Seus olhos castanhos fixaram-se no vapor que subia do próprio copo. — Ele confirmou que o exército invasor está se movendo mais rápido do que o esperado. Eles cruzaram o desfiladeiro ocidental e já devastaram três aldeias perto do rio amarelo.

Tatsuyo deu um passo à frente, aproximando-se da mesa onde os mapas estavam abertos. A preocupação familiar disparou em seu coração; a aldeia de seu pai ficava mais ao sul, mas a linha de avanço das tropas bárbaras era perigosamente imprevisível.

— E a corte imperial? — perguntou ela, mantendo o tom grave. — Chi-Fu continua insistindo que as defesas da muralha são suficientes?

Kuro soltou um riso seco e desprovido de humor, balançando a cabeça em negação. Seus cabelos brancos balançaram suavemente contra a testa.

— Chi-Fu é um tolo que só enxerga a tinta nos editais. A muralha foi perfurada há duas semanas, Kai. Nós seremos a primeira linha de contenção quando a tropa principal do imperador marchar para as montanhas. Se nós falharmos aqui, nada ficará entre o inimigo e as províncias centrais.

Ele pousou o copo na mesa e inclinou-se sobre o pergaminho, apoiando os braços musculosos na borda de madeira. Tatsuyo aproximou-se do outro lado da mesa, seus olhos pretos varrendo as marcações vermelhas que indicavam a posição dos acampamentos inimigos.

— Se eles vierem pelo vale estreito — apontou Tatsuyo, deslizando o indicador calejado sobre uma linha sinuosa no papel —, a cavalaria deles perderá a vantagem numérica. Podemos usar o terreno para emboscá-los com fogo e pedras antes que consigam formar uma linha de ataque.

Kuro ergueu os olhos do mapa, fitando o rosto dela com uma surpresa genuína. Ele observou a linha do queixo firme de Tatsuyo, a inteligência afiada que brilhava naquele olhar escuro e a postura de quem realmente compreendia o xadrez sangrento da guerra.

— Exatamente o que planejei com os veteranos — murmurou Kuro, a voz soando quase admirada. — Como um rapaz que passava os dias tecendo seda e organizando livros no sul aprendeu sobre logística de desfiladeiros?

O estômago de Tatsuyo deu um nó. A memória de noites infinitas ao lado da cama de seu pai, ouvindo as histórias das antigas campanhas militares enquanto o homem polia sua velha espada, veio à tona com força avassaladora.

— Meu pai... ele me ensinou muito sobre as guerras em que lutou — respondeu ela, sustentando o olhar com firmeza serena. — Ele dizia que o aço mais forte não serve de nada se a mente do guerreiro for cega.

Kuro continuou a encará-la em silêncio por alguns instantes. Aquele olhar castanho e penetrante parecia despi-la camada por camada, mas não havia desconfiança ali; havia apenas um reconhecimento profundo, quase fraternal, manchado por aquela atração descarada que ele parecia incapaz de conter.

Lentamente, o capitão deu a volta na mesa, parando bem diante dela. O espaço entre os dois tornou-se perigosamente estreito mais uma vez.

— Seu pai criou um bom homem, Kai Yume — disse Kuro, a voz descendo para um tom macio e aveludado que fez o ar faltar nos pulmões de Tatsuyo. — Mais do que isso. Ele enviou alguém que não tem medo de sangrar por este império.

Antes que ela pudesse formular uma resposta militar e impessoal, Kuro estendeu a mão direita. Seus dedos firmes não tocaram a espada ou o ombro dela em um gesto marcial; em vez disso, ele levou a ponta dos dedos ao rosto de Tatsuyo, deslizando o polegar com suavidade espantosa sobre a linha de sua mandíbula parda até a curva macia de seus lábios.

O toque foi tão inesperado e carregado de uma intimidade tão crua que Tatsuyo estancou no lugar, incapaz de recuar. O coração dela ribombava contra as costelas comprimidas como o sino que ela própria havia tocado dias antes.

— Você tem feições delicadas demais para esse capacete de ferro — murmurou Kuro, seus olhos castanhos escuros fitando a boca de Tatsuyo com uma fome mal disfarçada. Ele inclinou o rosto ligeiramente para frente, diminuindo a distância a ponto de Tatsuyo sentir o calor de sua respiração contra a própria pele. — Às vezes, quando olho para você no pátio, esqueço que você é apenas mais um recruta sob as minhas ordens.

Tatsuyo engoliu em seco, as mãos cerradas em punhos ao lado do corpo para impedir que tremessem.

— Capitão... — começou ela, a voz saindo um pouco mais suave do que deveria, traindo a confusão turbulenta que rugia em seu peito.

Kuro deu um suspiro curto, um sorriso irônico e quase resignado brincando no canto de seus lábios bem desenhados. Ele retirou a mão devagar, dando um passo para trás como se recobrasse a compostura de comandante, embora seus olhos continuassem cravados nela com aquele brilho descaradamente libertino.

— Não se preocupe, Kai. Eu não mordo... a não ser que você me peça com jeitinho — zombou ele, cruzando os braços fortes sobre o peito e flexionando o tanquinho de forma exibida, quebrando a tensão sufocante com sua habitual petulância. — Mas fique atento. Eu exijo mais de você do que de qualquer outro soldado aqui dentro. Quando o momento chegar, estarei esperando que você cubra a minha retaguarda.

Tatsuyo respirou fundo, recuperando o controle sobre a máscara de Kai Yume. Bateu o punho fechado contra o peito na continência perfeita, embora a sua pele ainda ardesse no ponto exato onde o polegar de Kuro havia tocado.

— Não vou falhar com o senhor, capitão.

— Eu sei que não vai — respondeu Kuro, o tom agora firme e autoritário de um verdadeiro líder militar. — Agora suma da minha tenda e vá dormir. O treino de tiro com arco começa com o nascer do sol, e se as suas flechas forem tão tortas quanto as suas desculpas, farei você correr cinco léguas com a minha armadura nas costas.

— Sim, senhor.

Tatsuyo fez uma reverência rígida e virou-se sobre os calcanhares, saindo rapidamente pela lona pesada da entrada.

O ar gélido da noite bateu contra o seu rosto quente como uma bofetada reconfortante. Ela caminhou com passos rápidos pelas sombras até alcançar o seu canto afastado perto das provisões, onde desabou de costas contra os caixotes de madeira, tentando normalizar a respiração que parecia ter esquecido como fluir.

— Eu vi! Eu vi com esses olhos que a terra há de comer! — Mushu disparou de dentro da trouxa de pano, saltando sobre o joelho dela e gesticulando freneticamente com as garras minúsculas. — Aquele branquelo seminu quase te beijou! Ele passou a mão no seu rosto! Ele tá completamente encantado por esse seu disfarce de rapazinho sulista! Isso é um escândalo! Uma calamidade espiritual! Se os seus ancestrais virem isso, vão me rebaixar a guardião de latrina!

Tatsuyo fechou os olhos pretos e levou as pontas dos dedos à própria bochecha, onde o calor da pele de Kuro parecia não querer se dissipar. Uma confusão angustiante e fascinante queimava em seu íntimo: o medo constante da lâmina da execução misturado ao impacto avassalador que a presença daquele homem provocava em cada fibra do seu corpo.

— Ele não sabe de nada, Mushu — sussurrou ela, abrindo os olhos e encarando o firmamento negro salpicado de estrelas frias. — Ele só acha que eu sou diferente dos outros.

— Diferente?! Ele acha que você é a sobremesa depois da marcha! — retrucou o dragão, cruzando os bracinhos escamosos em indignação. — Abre o olho, garota. Se a guerra não te matar, a falta de vergonha daquele capitão vai!

Tatsuyo puxou o ar puro da montanha até o fundo dos pulmões, sentindo a dor das faixas que comprimiam seu peito lembrá-la com precisão letal do preço de sua missão.

Ela ergueu o queixo no escuro, ajustando o coque de ferro em sua cabeça.

Kuro podia provocá-la, podia testar cada um dos seus limites e exibir todo o vigor impudente de seu comando. Mas enquanto o segredo de seu sangue pertencesse apenas à noite, ela continuaria de pé. Kai Yume lutaria ao lado daquele homem até o fim da tempestade que se aproximava.

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