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Amor

O Fogo sob o Gelo

A lona da tenda tremulava sob a fúria do vento que ainda castigava a cordilheira de Tung Shao, mas, dentro do refúgio iluminado pela brasa alaranjada do braseiro, o ar tornara-se denso e sufocantemente quente.

A mão calejada de Kuro permaneceu imóvel sobre a mecha sedosa dos cabelos negros de Tatsuyo. O capitão não desviou os olhos castanhos escuros dos dela; pelo contrário, seu olhar parecia agora despido de qualquer verniz militar. Não havia mais a hierarquia de oficial e recruta, nem a mentira de Kai Yume. Havia apenas um homem de vinte e quatro anos, cujo peito arfava diante da mulher que ele descobrira ser a dona de seus pensamentos mais proibidos.

Tatsuyo engoliu em seco. A manta de lã que ela segurava contra o peito escorregou alguns centímetros, revelando a pele parda de sua clavícula e o início das faixas frouxas que cobriam seus seios. O coração dela batia tão forte que parecia prestes a arrebentar as costelas doloridas.

— Você não faz ideia — murmurou Kuro, a voz descendo para um sussurro rouco, quase vibrante — do tormento que foi olhar para você todos os dias naquele pátio. Eu achei que estivesse enlouquecendo. Achei que os deuses haviam colocado um feitiço na minha cabeça para me fazer desejar um soldado.

Um sorriso lento, descarado e pecaminoso começou a curvar os lábios dele. A postura rígida do capitão desmoronou por completo, dando espaço àquele lado audacioso e libertino que ele mal conseguia conter.

— Mas você não é um soldado — continuou ele, inclinando o tronco para a frente até que sua sombra de um metro e oitenta envolvesse o corpo de Tatsuyo. — Você é uma mulher. E é a criatura mais linda e insolente que já respirou nesta terra.

A mão dele deslizou da mecha escura para a nuca de Tatsuyo. Os dedos fortes embrenharam-se em seus cabelos longos e ondulados, puxando-a suavemente em sua direção. O calor da respiração de Kuro atingiu os lábios dela, carregado de um magnetismo irresistível.

Tatsuyo tentou recuar por puro reflexo de prudência, mas seu corpo traiu sua mente. Sem as mentiras, sem o peso da farsa, a atração que ela própria sufocara durante semanas explodiu em suas veias como pólvora.

— Kuro... — murmurou ela, o nome dele soando como uma súplica trêmula.

— Diga de novo — pediu ele, os olhos faiscando com um desejo despudorado. — Quero ouvir você falar o meu nome sem aquela continência forçada.

Em vez de responder com palavras, Tatsuyo ergueu a mão direita. Seus dedos calejados pelo cabo da espada tocaram a pele alva e quente da bochecha dele, deslizando até a mandíbula quadrada e descendo pela lateral do pescoço musculoso. Ao sentir o toque macio e hesitante dela, Kuro soltou um gemido baixo contra a boca da jovem.

Foi o estopim.

A boca dele colidiu com a dela em um beijo faminto e avassalador. Não houve hesitação, nem doçura contida. Kuro tomou seus lábios com uma urgência quase selvagem, invadindo sua boca com a língua quente e experiente, arrancando um suspiro entrecortado do fundo da garganta de Tatsuyo.

A sensação foi um choque elétrico. Tatsuyo nunca havia sido beijada daquela forma; na verdade, nunca havia sido beijada por homem algum. O gosto de vinho morno, ferro e desejo cru a inebriou de imediato. Ela abandonou a manta que cobria seu corpo e subiu as duas mãos para a cabeça de Kuro, cravando os dedos firmemente nos cabelos curtos, repicados e alvos do capitão, puxando-os com força enquanto aprofundava o contato.

Kuro rosnou satisfeito contra os lábios dela com a ousadia da puxada em seus cabelos. Ele adorava a agressividade daquela mulher; ela lutava até mesmo quando se entregava.

As mãos do homem perderam qualquer pudor. Sem perder tempo, a mão direita de Kuro desceu da nuca para o ombro pardo de Tatsuyo, deslizando com firmeza pelo braço até alcançar a curva de sua cintura. Seus dedos grandes e fortes apertaram a carne macia de seus quadris com uma posse descarada, subindo em seguida para apalpá-la sem reservas. Ele deslizou a palma áspera sobre a lateral de sua coxa, subindo até a curva de suas nádegas sob as calças de combate, apertando-a com uma voracidade que fez Tatsuyo estremecer e arquear o peito.

A mão esquerda dele subiu audaciosa, ignorando as ataduras frouxas de linho e envolvendo diretamente a curva redonda e farta de um dos seios de Tatsuyo. Ele massageou a carne macia com dedos precisos e gulosos, dedilhando o mamilo intumescido através do tecido fino com uma audácia que fez a jovem perder o ar.

— Pelos ancestrais sagrados e defuntos da dinastia inteira!

O grito agudo de escândalo cortou o ar como um estalo de chicote.

Kuro e Tatsuyo pararam por uma fração de segundo, os lábios colados e as respirações pesadas.

Em cima do caixote de remédios a dois passos de distância, Mushu estava com as duas garras minúsculas tampando os olhos, mas com os dedos escamosos convenientemente abertos para espiar a cena. O focinho vermelho soltava pequenas baforadas de fumaça cinzenta.

— Pouca vergonha! Libertinagem de quartel! — esganiçou-se o pequeno dragão, pulando no lugar. — Ela acabou de levar vinte pontos na costela e você já tá apalpando a menina feito um feirante escolhendo melão! Solta o peito dela, seu descarado! Eu sou o guardião da virtude dos Nakamura! Eu exijo decoro! Eu exijo que você coloque uma calça decente e vá rezar por perdão no templo!

Kuro nem sequer respirou fundo. Com os olhos castanhos ainda semicerrados de luxúria e o queixo apoiado no ombro de Tatsuyo, ele apenas virou a cabeça devagar em direção ao réptil.

— Mushu, não é? — perguntou Kuro, a voz gélida e perigosamente calma.

— É Senhor Mushu para você, seu projeto de general safad—

O dragão não teve tempo de terminar a frase.

Com a velocidade letal de quem desarmava um assassino na penumbra, Kuro esticou o braço longo, agarrou Mushu pelo rabo no ar antes que o bichinho pudesse piscar e puxou-o com violência.

— Ei! Larga a minha cauda! Isso é desacato a uma entidade cósmica! — berrou o dragão, debatendo-se e tentando cuspir uma labareda que mal chamuscou a palma do capitão.

Com a outra mão, Kuro puxou um saco de linho grosso usado para transportar raízes medicinais secas, enfiou Mushu de cabeça para baixo dentro dele sem a menor cerimônia, torceu a boca do saco duas vezes e deu um nó cego com a correia de couro de sua adaga.

— Tatsuyo! Socorro! Ele tá me sufocando com cheiro de cânfora! Esse homem é um demônio! — a voz abafada protestava de dentro do tecido que se debatia freneticamente.

Kuro ergueu-se ligeiramente sobre os joelhos, mirou o canto mais escuro e afastado da tenda médica e arremessou o saco com força por cima de uma pilha de baús de provisões pesados. O pacote aterrissou com um baque surdo contra a lona dos fundos, abafando os xingamentos do dragão sob o uivo do vento externo.

— Pronto — disse Kuro, limpando as mãos com um sorriso triunfante e voltando-se para o colchão. — O guardião foi dispensado do serviço.

Tatsuyo cobriu a boca, soltando uma risada nervosa que misturava choque e alívio, mas a risada morreu em sua garganta assim que os olhos de Kuro caíram sobre ela novamente.

Ele não esperou mais.

O capitão arrancou a túnica preta com um puxão ríspido pela gola, jogando-a na terra. Seu peitoral largo, alvo e coberto de suor reluzia à luz do fogo; os gomos perfeitamente esculpidos de seu abdômen flexionavam-se com violência a cada respiração funda. Ele engatinhou sobre o colchão, cercando o corpo de Tatsuyo entre seus braços de ferro.

— Onde estávamos? — sussurrou ele, os olhos escuros ardendo de desejo descarado.

— Você estava me desrespeitando, capitão — respondeu ela, erguendo o queixo pontudo, recusando-se a baixar a guarda completamente, embora suas bochechas ardessem em chamas.

— E pretendo piorar muito a situação — retrucou Kuro com uma risada rouca e deliciada.

Ele desceu a boca novamente sobre a dela, desta vez com uma ternura feroz que desarmou as últimas defesas da jovem. As mãos dele desceram com habilidade para os nós frouxos das faixas que comprimiam o peito de Tatsuyo. Com cuidado para não forçar as suturas frescas no flanco direito, ele desfez as amarras uma a uma, puxando o linho áspero até que o tecido escorregasse para o chão.

O ar gélido da tenda tocou a pele nua de Tatsuyo por um segundo antes de ser substituído pelo calor abrasador do corpo de Kuro.

O capitão afastou-se ligeiramente, apoiando o peso nos cotovelos para contemplá-la. Seu olhar percorreu cada centímetro exposto: os seios firmes e empinados com mamilos escuros e intumescidos pelo frio e pelo desejo, a cintura esguia, o abdômen plano de pele parda marcado apenas pela linha escura das suturas curadas com ervas, e a cascata gloriosa de cabelos negros que se espalhava pelo travesseiro de palha como um manto da noite.

Kuro engoliu em seco, seus olhos castanhos faiscando com uma reverência genuína que beirava a adoração.

— Você é perfeita, Tatsuyo — murmurou ele, a voz perdendo a zombaria e assumindo um peso denso de honestidade. — Toda você... de ponta a ponta.

Ele abaixou a cabeça e começou uma trilha lenta e úmida de beijos pelo pescoço macio dela, descendo até a curva do ombro e deslizando pela clavícula. Tatsuyo soltou um gemido sôfrego, arqueando a coluna e cravando as unhas nas costas largas e musculosas dele. A pele de Kuro era quente como brasa, e a sensação de seus músculos se movendo sob o toque dela era inebriante.

Quando a boca dele alcançou o seio esquerdo de Tatsuyo, abocanhando o mamilo ereto com lábios vorazes e sugando com ritmo firme enquanto a mão massageava o outro, Tatsuyo enterrou o rosto nos cabelos brancos dele, puxando as mechas curtas com desespero. Uma onda de calor líquido e pulsante desceu entre suas pernas, deixando-a febril e desorientada.

— Kuro... eu... — ela tentou falar, a voz entrecortada pelas sensações desconhecidas que a consumiam.

Ele ergueu o rosto, os lábios brilhantes de saliva, os olhos fixos nos dela enquanto sua mão descia pela lateral do quadril de Tatsuyo, desatando o cordão grosso das calças de combate.

— Relaxe — pediu ele com doçura inesperada, afastando as mechas suadas da testa dela. — Eu sei cuidar de você. Eu não vou machucar as suas costelas.

Com movimentos calculados, Kuro desfez as amarras inferiores e deslizou as calças e a roupa de baixo dela pelas pernas, livrando-a de todas as barreiras. Ele livrou-se das próprias calças com rapidez impaciente, revelando a ereção grossa, rígida e latejante que apontava para o abdômen trincado.

Tatsuyo arregalou os olhos pretos ao ver a extensão do desejo daquele homem. Um lampejo de medo genuíno cruzou seu semblante pardo.

Kuro percebeu a hesitação no instante em que posicionou-se entre as coxas abertas dela. Ele tocou o centro macio e úmido de seu corpo com a ponta dos dedos compridos, acariciando os pequenos lábios encharcados com uma lentidão deliciosa que fez Tatsuyo prender a respiração e fechar os olhos. Ao deslizar a ponta do dedo pela entrada estreita e apertada, ele sentiu a resistência tênue e a anatomia intacta.

O capitão parou, erguendo o rosto para encará-la com surpresa.

— Você nunca... — ele sussurrou, a voz carregada de espanto.

Tatsuyo abriu os olhos, mordendo o lábio inferior em um misto de vergonha e desafio teimoso.

— Eu estava ocupada demais tentando ser um filho homem para o meu pai — respondeu ela, a voz frágil —, e depois ocupada demais tentando não ser morta por você.

Um sorriso indescritivelmente terno suavizou as feições duras de Kuro. O homem meio libertino e impulsivo parecia ter dado lugar a alguém profundamente consciente do tesouro que tinha em mãos. Ele inclinou-se e beijou suavemente os lábios dela, um beijo calmo e reconfortante.

— Então eu serei o primeiro e o único — prometeu ele em um sussurro firme contra a boca dela. — Olhe para mim, Tatsuyo. Não feche os olhos.

Kuro apoiou as mãos firmes na terra batida, ao lado da cabeça dela, mantendo o peso do próprio corpo fora de seu flanco ferido. Ele posicionou a glande quente e úmida contra a abertura estreita de Tatsuyo. Com uma pressão lenta e constante, ele começou a empurrar.

A sensação de plenitude e invasão foi imediata. Tatsuyo soltou um arquejo doloroso, cravando os dedos nos ombros largos dele enquanto seu corpo tentava se fechar contra o avanço inevitável. Ela sentiu a carne ceder milímetro a milímetro até que uma dor fina, aguda e ardente rompeu em seu íntimo, anunciando a perda irrevogável de sua inocência.

Lágrimas involuntárias brotaram nos cantos de seus olhos pretos.

Kuro estancou no mesmo instante, enterrado apenas pela metade dentro dela. Ele cerrou a mandíbula com tanta força que os dentes rangeram, lutando contra o impulso primal de estocar com força na profundeza apertada e escaldante que o envolvia como veludo líquido. Ele baixou o rosto, beijando as lágrimas que escorriam pelo rosto pardo de Tatsuyo, murmurando palavras sem sentido contra a pele quente de sua bochecha.

— Já passou... respire comigo — pediu ele, a voz trêmula pelo esforço hercúleo de manter-se imóvel. — Deixe o seu corpo aceitar o meu.

Tatsuyo puxou o ar trêmulo pelo nariz, focando nos olhos castanhos escuros que a fitavam com um carinho que ela jamais imaginara existir sob aquela armadura imperial. A dor aguda começou a se dissipar, transformando-se em uma queimação pesada, profunda e irresistivelmente doce. O calor do membro de Kuro preenchia cada espaço vazio dentro dela, ligando-os de uma forma que transcendia qualquer lei ou código militar.

Ela relaxou os quadris, soltando um suspiro longo, e moveu-se ligeiramente para a frente em um convite silencioso.

Kuro não precisou de um segundo aviso.

Com um rosnado abafado de puro alívio e prazer, ele impulsionou os quadris para a frente com firmeza, afundando-se completamente até a raiz dentro da jovem. Tatsuyo jogou a cabeça para trás no colchão de palha, soltando um gemido rouco e alto que reverberou na lona da tenda.

Ele começou a se mover.

No início, os movimentos de Kuro foram lentos e medidos, puxando quase até a saída antes de deslizar de volta para o fundo com uma fricção lenta e deliciosa. Mas o aperto incandescente de Tatsuyo e a forma como ela gemia o nome dele a cada investida logo consumiram os últimos vestígios de sua moderação.

O capitão aumentou o ritmo. Suas estocadas tornaram-se mais fundas, mais firmes e pesadas, fazendo o colchão ranger contra a terra batida e o ar da tenda encher-se com o som úmido e ritmado de seus corpos colidindo. A cada investida, a pele alva e suada de seu peitoral raspava contra os seios desnudos de Tatsuyo, criando uma fricção enlouquecedora.

Tatsuyo perdeu a noção de quem era. A vergonha evaporou; ela envolveu as pernas ao redor dos quadris dele, puxando-o para mais fundo a cada estocada, encontrando o ritmo selvagem do homem com uma audácia que fez Kuro perder o controle. Ela puxava os cabelos brancos dele com as duas mãos, mordia o ombro musculoso para sufocar os próprios gritos de prazer e gemia sem reservas contra a pele salgada do capitão.

— Tatsuyo... você é maravilhosa... apertada demais... — arfou Kuro, o suor de sua testa pingando sobre o colo dela enquanto seus olhos queimavam em puro êxtase.

O prazer subiu em uma espiral avassaladora, como a neve que descia da montanha, mas feita de puro fogo. Tatsuyo sentiu os músculos de seu ventre contraírem-se em espasmos incontroláveis; a queimação doce transformou-se em uma onda avassaladora de choques elétricos que explodiram em seu baixo-ventre, arrancando dela um grito agudo de clímax puro que ecoou na noite.

Ao sentir as paredes internas de Tatsuyo ordenhando-o em espasmos apertados e febris, a resistência de Kuro ruiu por completo.

Com um rugido gutural e rouco, ele cravou as mãos nas coxas dela, ergueu ligeiramente os quadris para afundar o mais fundo que podia e despejou seu calor em jatos espessos e pulsantes dentro dela, estremecendo dos ombros aos calcanhares enquanto seu corpo descarregava todo o desejo acumulado em semanas de tortura silenciosa.

O capitão desabou devagar para a frente, apoiando a testa na curvatura do pescoço de Tatsuyo, a respiração saindo em arfadas descompassadas e exaustas.

O silêncio retornou gradualmente ao espaço aquecido pelo braseiro, quebrado apenas pelo chiado das brasas e pelos batimentos frenéticos de dois corações que pulsavam colados no mesmo ritmo.

Kuro não se afastou de imediato. Ele permaneceu deitado sobre ela com cuidado, sentindo o calor e o peso compartilhado daquele momento sagrado. Seus lábios desceram com suavidade para a têmpora de Tatsuyo, depositando ali um beijo longo, reverente e silencioso.

Lentamente, ele deslizou para fora do corpo dela, arrancando um suspiro involuntário da jovem pelo vazio repentino. Kuro puxou a manta de lã pesada e cobriu os dois até os ombros, aninhando Tatsuyo contra seu peito largo. Ele passou um braço forte por baixo da cabeça dela e descansou a outra mão espalmada sobre seu ventre pardo, acariciando com o polegar a pele macia logo abaixo do curativo intacto.

Tatsuyo descansou o rosto contra os músculos relaxados do peito dele, fechando os olhos pretos enquanto sentia a segurança acolhedora daquele abraço que desafiava todo o império.

De trás dos baús distantes, um murmúrio abafado e indignado quebrou a paz:

— Quando eu sair desse saco de batata... eu juro pela barba do dragão celestial que vou jogar cinza quente na cama de vocês dois!

Kuro soltou uma risada baixa, rouca e preguiçosa, puxando Tatsuyo ainda mais para perto de si.

— Amanhã nós lidamos com o réptil — murmurou ele contra os cabelos negros e desfeitos da jovem guerreira. — E com o conselheiro imperial. Mas esta noite... você é minha, Tatsuyo Nakamura.

Ela sorriu no escuro, ouvindo a cadência firme do coração do homem que um dia fora seu algoz e agora era seu refúgio, e deixou o sono finalmente levá-la sob a proteção de seus braços de ferro.

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