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Apenas amigos?

Sinfonia de Granito e Desejo

O som da respiração de Chloe era a única coisa que importava para Clark naquele momento. O ritmo era errático, uma melodia de pequenos suspiros e arquejos que alimentavam o fogo que queimava em suas veias. Ele sentia a textura da pele dela sob suas mãos, a firmeza das nádegas que ele apertava com uma possessividade que o surpreendia. Não havia mais o Clark hesitante de minutos atrás. Naquele balcão de madeira maciça, sob a luz pálida da manhã, ele era apenas desejo e instinto.

— Clark... por favor... — murmurou ela, as unhas cravando-se nos ombros largos dele.

Ele não respondeu com palavras. Em vez disso, Clark a puxou para a borda da mesa, forçando-a a se sentar enquanto ele se livrava da própria calça com uma agilidade que beirava o sobrenatural. Quando ele se posicionou entre as pernas dela novamente, a nudez compartilhada trouxe um choque térmico e emocional. O calor que emanava dele era quase insuportável, mas Chloe o buscava como se fosse sua única fonte de vida.

Com um movimento firme, Clark a ergueu pelos quadris e a penetrou de uma vez. O grito de Chloe foi abafado pelo beijo dele, um beijo que tinha gosto de urgência e de anos de repressão. O impacto foi profundo, visceral. Chloe sentiu como se cada célula de seu corpo estivesse vibrando na mesma frequência que a dele.

— Onde... onde você estava escondendo esse homem, Kent? — ofegou ela, as pernas envolvendo a cintura dele com uma força que ela não sabia que possuía.

Clark soltou uma risada rouca, um som sombrio e sedutor que vibrou contra o pescoço dela. O ritmo que ele impunha era selvagem, uma cadência poderosa que fazia a mesa de madeira ranger sob o peso e a força do ato. Não havia a delicadeza que Chloe esperava. Havia uma fome bruta, uma necessidade de marcar território e de mostrar que, por trás da fachada de bom moço, existia uma força da natureza.

— Eu passei tempo demais sendo cuidadoso, Chloe — sussurrou ele, os dentes roçando o lóbulo da orelha dela. — Com você, eu sinto que não preciso me segurar. Eu sinto que você aguenta tudo o que eu tenho para dar.

— Eu aguento — desafiou ela, jogando a cabeça para trás enquanto ele aumentava a velocidade. — Me mostre... me mostre do que o Garoto Maravilha é realmente capaz.

Clark a virou de costas na mesa com um movimento fluido, deixando-a de quatro sobre o granito frio da outra extremidade do balcão. A visão dela naquela posição, vestindo apenas a camisa jeans aberta e exibindo as curvas que ele agora conhecia tão bem, fez sua visão turvar por um segundo. Ele a segurou pelos quadris, os dedos deixando marcas leves na pele clara, e recomeçou a estocá-la com uma intensidade que fazia Chloe ver estrelas.

— Clark! — ela gritou, o som ecoando pelas vigas do teto da cozinha.

— Gosta disso? — perguntou ele, a voz carregada de uma arrogância sexy que ela nunca vira antes. — Gosta de saber que ninguém mais pode te tocar desse jeito? Que só eu sei exatamente como você reage quando eu faço isso?

— Você é um... um idiota convencido — ela conseguiu articular, embora seu corpo estivesse se desmanchando em prazer. — Mas sim... eu adoro isso.

Ele não parou. Cada movimento era calculado para levá-la ao limite. Clark usava sua força de maneira controlada, mas a pressão que exercia era constante, esmagadora de um jeito maravilhoso. Ele a puxou pelos cabelos loiros, inclinando a cabeça dela para trás para que pudesse beijar seu pescoço enquanto continuava o movimento rítmico e implacável.

A cozinha da fazenda, outrora um lugar de cafés da manhã inocentes e conversas sobre o colégio, havia se transformado em um campo de batalha sensorial. Chloe sentia o cheiro dele, o calor de sua pele, a vibração de cada músculo sob seu toque. Ela se perguntava se aquele era o mesmo Clark que ficava vermelho ao falar com Lana Lang. Onde estava o garoto tímido? Onde estava a hesitação?

Aquele Clark Kent era um predador, um homem que sabia exatamente o poder que exercia sobre ela e que não tinha medo de usá-lo. Ele a virou novamente, desta vez sentando-a no balcão e forçando-a a envolver as pernas em seu pescoço enquanto ele a penetrava de um ângulo que a fazia perder o fôlego.

— Você está sendo... muito pouco... diplomático, Kent — ela brincou, a voz trêmula.

— Eu cansei de diplomacia — respondeu ele, os olhos queimando com um azul elétrico. — Eu quero você, Chloe. De todos os jeitos, em todos os lugares. Eu quero que você lembre desse momento toda vez que olhar para esta mesa.

O clímax veio como uma explosão solar. Chloe sentiu os músculos de Clark se contraírem sob suas mãos, uma força que parecia capaz de quebrar o mundo, mas que a envolvia com uma proteção absoluta. Ela se entregou ao espasmo de prazer, gritando o nome dele enquanto ele se derramava dentro dela com um gemido profundo que parecia vir do centro da terra.

Eles ficaram ali, abraçados sobre o balcão, a respiração pesada e os corações batendo em uníssono. O silêncio voltou à cozinha, mas era um silêncio diferente agora. Estava carregado com a memória do que acabara de acontecer.

Clark a abraçou com força, escondendo o rosto na curvatura do pescoço dela. O herói havia retornado, mas o homem que ele descobrira naquela manhã permaneceria ali, à espreita.

— Você está bem? — perguntou ele, a voz voltando à suavidade habitual, mas com um novo rastro de confiança.

Chloe soltou um riso fraco, tentando recuperar o fôlego. Ela olhou para as próprias mãos, que ainda tremiam, e depois para o rosto de Clark.

— Eu estou... processando — disse ela, passando a mão pelo rosto dele. — Clark, eu realmente preciso saber: você leu algum manual de instruções secreto ou a radiação do sol amarelo tem efeitos colaterais que você esqueceu de me contar?

Clark sorriu, o brilho travesso voltando aos seus olhos.

— Digamos que eu sou um aprendiz muito dedicado, Chloe. E eu tive a melhor professora do mundo durante todos esses anos.

— Se você está falando de mim, eu sinto que fui superada pelo aluno — ela retrucou, ajeitando a camisa jeans sobre o corpo. — Mas falando sério... de onde veio tudo isso?

Clark ficou sério por um momento, segurando o rosto dela entre as mãos.

— Veio de saber que eu finalmente posso ser eu mesmo. Com você, eu não tenho medo de ser forte demais, ou de sentir demais. Você não é de porcelana, Chloe. Você é a única pessoa que consegue me acompanhar.

Chloe sentiu as lágrimas ameaçarem surgir, mas ela as afastou com um sorriso sarcástico.

— Bem, se "me acompanhar" envolve ser usada como ginástica olímpica no balcão da cozinha, eu acho que vou precisar de um aumento no Tocha para pagar as sessões de fisioterapia.

Clark soltou uma gargalhada genuína, pegando-a no colo e descendo-a da mesa.

— Eu acho que podemos providenciar isso. Mas antes... — Ele olhou para o relógio na parede. — Meus pais chegam em algumas horas. Talvez devêssemos limpar a "cena do crime" antes que o meu pai comece a fazer perguntas sobre por que a mesa de jantar está dois centímetros para a esquerda.

— Dois centímetros? — Chloe riu, ajeitando o cabelo bagunçado. — Clark, eu tenho certeza de que nós deslocamos as fundações desta casa.

Eles começaram a arrumar a cozinha, trocando olhares cúmplices e toques furtivos. A dinâmica entre eles havia mudado irrevogavelmente. Não eram apenas amigos, nem apenas namorados. Eram parceiros em todos os sentidos da palavra.

Enquanto Clark passava um pano no balcão de granito, Chloe o observava. Ela via o garoto doce da fazenda, sim, mas agora ela também via o homem que a desejava com uma intensidade avassaladora. E ela percebeu que, por mais que Smallville tentasse rotulá-lo, Clark Kent era vasto demais para qualquer definição simples.

— Sabe de uma coisa, Kent? — disse ela, pegando sua caneca de café agora frio.

— O quê?

— Eu acho que a Lana nunca saberia o que fazer com você. Ela queria o herói no pedestal. Eu? Eu prefiro o homem que quebra as regras na cozinha.

Clark parou o que estava fazendo e caminhou até ela, dando-lhe um beijo rápido e possessivo.

— Isso é bom — sussurrou ele. — Porque as regras acabaram, Chloe. A partir de agora, nós escrevemos o nosso próprio manual.

— Mal posso esperar pela próxima lição — respondeu ela, sorrindo contra os lábios dele.

A manhã continuou, mas o mundo parecia novo. Para Clark, a descoberta de sua própria paixão e da força de sua conexão com Chloe era o maior poder que ele já havia manifestado. E para Chloe, o mistério de Clark Kent havia se tornado muito mais interessante de resolver. Entre o dever e o desejo, eles haviam encontrado um equilíbrio perfeito, uma sinfonia de granito e segredos que só pertencia a eles. E enquanto o sol subia alto sobre os campos de milho, Smallville continuava sua rotina, sem ter ideia de que, naquela velha fazenda, o homem de amanhã tinha finalmente aprendido a viver o hoje.