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Suor e Adrenalina sob o Sol de Domingo
O sol de domingo castigava o gramado impecável do clube exclusivo onde Emanuel costumava descarregar o estresse acumulado de uma semana gerenciando estúdios de tatuagem em três fusos horários diferentes. O ar estava impregnado com o cheiro de grama cortada e o perfume caro dos frequentadores, mas para as duas mulheres que o acompanhavam, o foco era apenas um: o homem de 25 anos que corria pelo campo como um predador em busca da presa.
Emanuel não jogava futebol apenas por lazer; ele jogava com a mesma intensidade com que marcava a pele de seus clientes. Vestia um calção preto e uma camiseta de dry-fit que, em menos de dez minutos de partida, já estava colada ao seu corpo, tornando-se quase transparente pelo suor. As tatuagens em seus braços e pernas pareciam ganhar vida própria com o movimento dos músculos, brilhando sob a luz forte.
Na arquibancada coberta, a dinâmica familiar era, como sempre, um espetáculo à parte. Sara estava sentada em uma cadeira de lona personalizada, usando um biquíni de grife sob uma saída de praia de rede que não escondia absolutamente nada de seu corpo esculpido e propositalmente chamativo. Ela retocava o batom enquanto Ágata, sua miniversão loira, reclamava do calor enquanto abanava um leque de seda.
— Sinceramente, Emanuel e essa mania de esporte rústico — reclamou Sara, fechando o estojo de maquiagem com um estalo. — Ele podia estar no spa do clube comigo, mas prefere ficar correndo atrás de uma bola com um bando de marmanjos. Pelo menos o físico continua impecável, não posso negar.
Eduarda, sentada ao lado, mal conseguia ouvir o que Sara dizia. Seus olhos estavam grudados em Emanuel. Ela sentia o coração disparar a cada vez que ele parava para secar o rosto com a camisa, revelando o abdômen definido e a linha baixa do quadril onde uma de suas tatuagens mais íntimas começava. Eduarda sentiu um calor súbito que não tinha nada a ver com o sol. Era uma pulsação úmida, um desejo carnal que a fazia morder o lábio inferior e cruzar as pernas com força.
Ela o queria. Ali mesmo, se fosse possível. A visão dele naquele estado bruto, suado e exalando testosterona, era um gatilho poderoso para sua natureza manhosa e dependente. Eduarda sentia sua intimidade inchar, uma necessidade física de ser tocada por aquelas mãos grandes e firmes que agora disputavam a bola com agressividade.
No entanto, a realidade de sua vida não permitia fugas românticas ou impulsos sexuais imediatos.
— Mamãe, olha! O papai quase caiu! — gritou Arthur, pulando no colo de Eduarda com a energia de um pequeno furacão.
O menino de quatro anos estava inquieto, tentando escalar o parapeito da arquibancada para ver o pai mais de perto. Eduarda teve que segurá-lo pela cintura, sentindo o peso do filho e a urgência de sua agitação.
— Cuidado, Arthur! Você vai se machucar — disse ela, a voz saindo um pouco trêmula pela excitação reprimida.
— Eu quero jogar também, mamãe! Me solta! — Arthur debatia-se, fascinado pelas tatuagens do pai que reluziam à distância. Ele queria ser como Emanuel, queria aquela força, aquela presença.
Ao mesmo tempo, do outro lado, Maya puxava a barra do vestido de Eduarda. A menina, com seus cabelos castanhos e olhos doces, era o oposto do irmão. Enquanto Arthur era o caos, Maya era a sombra sensível de Eduarda.
— Mamãe Duda... está muito barulho — sussurrou Maya, escondendo o rosto no ombro de Eduarda. — Eu quero colo. Me pega?
Eduarda suspirou, sentindo o conflito interno. De um lado, o desejo avassalador pelo homem que a dominava; do outro, os dois seres que dependiam dela para tudo. Ela pegou Maya no colo, sentindo o cheirinho de talco da menina, enquanto ainda tentava manter Arthur sob controle com o outro braço.
— Viu só, Eduarda? — Sara comentou, lançando um olhar de desdém para a cena. — Você virou uma poltrona humana. É por isso que o Emanuel vem falar comigo quando quer diversão de verdade. Você está sempre soterrada por essas crianças.
— Eles precisam de mim, Sara — respondeu Eduarda, tentando manter a voz firme apesar da insegurança que as palavras da loira sempre provocavam. — E a Maya se sente mais segura comigo.
— Ela se sente segura porque você a mima — retrucou Sara, levantando-se para exibir suas curvas para quem quisesse ver. — Ágata, venha. Vamos buscar uma água de coco. Deixe a sua "tia" cuidando da creche.
Sara saiu com Ágata, deixando Eduarda sozinha com o furacão Arthur e a manhosa Maya. A partida de futebol fez uma pausa para o intervalo. Emanuel, ofegante e completamente ensopado de suor, caminhou em direção à arquibancada. Ele pegou uma garrafa de água e despejou metade sobre a cabeça, sacudindo o cabelo curto como um cão de caça.
Quando ele se aproximou de Eduarda, o cheiro dele — uma mistura de suor limpo, grama e o perfume amadeirado que ele usava — atingiu as narinas dela como um nocaute.
— Como estamos aqui? — perguntou Emanuel, a voz grave e levemente rouca pelo esforço.
— Papai! Você viu o gol? — Arthur gritou, tentando pular do colo de Eduarda para o do pai.
— Vi, campeão. Mas agora o papai está muito sujo para te pegar — disse Emanuel, colocando a mão no peito de Arthur para mantê-lo a uma distância segura, mas seus olhos foram direto para Eduarda.
Ele percebeu o estado dela. Emanuel conhecia cada nuance das reações de Eduarda. Viu as bochechas coradas, o olhar levemente nublado e a forma como ela apertava as pernas. Ele deu um sorriso de canto, um sorriso predatório que dizia que ele sabia exatamente o que ela estava sentindo.
— Você está bem, Duda? Parece com calor — provocou ele, aproximando-se o suficiente para que ela sentisse o calor irradiando de seu corpo.
— Está... está muito quente hoje, Emanuel — ela respondeu, a voz quase sumindo.
Ela queria esticar a mão e tocar o suor que escorria pelo pescoço dele. Queria sentir a textura daquelas tatuagens sob seus dedos. Maya, sentindo a tensão, apertou o pescoço de Eduarda com mais força.
— Mamãe... eu quero mamar — pediu Maya baixinho, em seu tom mais manhoso.
Eduarda sentiu um choque de realidade. Maya tinha quatro anos e, embora já estivesse tecnicamente desmamada, em momentos de estresse ou necessidade de apego, ela ainda pedia o peito. Eduarda nunca conseguia negar. Era o vínculo mais profundo que tinham, algo que Sara detestava e que Emanuel observava com uma mistura de fascínio e possessividade.
— Agora não, Maya... estamos em público — sussurrou Eduarda, sentindo o rosto queimar ainda mais.
Emanuel observou a cena. Ele olhou para o seio de Eduarda, marcado sob o tecido leve do vestido, e depois para os olhos desejosos dela.
— Deixe ela, Duda — disse Emanuel, a voz baixando de tom. — Vá para o lounge privativo ali atrás. Tem ar-condicionado e ninguém vai incomodar vocês.
— Mas e o Arthur? — Eduarda perguntou, tentando segurar o menino que já corria em volta das pernas de Emanuel.
— Eu cuido dele. Ele vai ficar aqui comigo vendo o resto do jogo. Vá.
Eduarda levantou-se, sentindo as pernas bambas. Ela caminhou em direção ao lounge, carregando Maya. Ao entrar no ambiente refrigerado e silencioso, ela sentiu um alívio momentâneo. Sentou-se em uma poltrona de couro e, com mãos trêmulas, abriu o decote do vestido.
Maya se aninhou imediatamente, encontrando o conforto que buscava. Eduarda encostou a cabeça no encosto da poltrona e fechou os olhos. A sensação da sucção de Maya era reconfortante, mas seu pensamento ainda estava lá fora, no homem suado que a olhara com tanta fome. Sua vulva latejava, uma pulsação rítmica que parecia acompanhar a amamentação. Era uma dualidade torturante: a pureza do ato materno e o desejo carnal mais primitivo.
Alguns minutos depois, a porta do lounge se abriu e fechou com um clique seco. Eduarda abriu os olhos, esperando ver Sara ou uma das babás.
Era Emanuel.
Ele estava sozinho. Tinha trancado a porta por dentro. Ainda estava suado, mas tinha tirado a camiseta, jogando-a em qualquer canto.
— Onde está o Arthur? — Eduarda perguntou, a voz falhando.
— Sara voltou. Mandei ela levar ele e a Ágata para a piscina — disse ele, caminhando lentamente em direção a ela. — Eu disse que precisava de um banho antes de voltar para o jogo.
Ele parou na frente de Eduarda, observando-a amamentar Maya. O contraste entre a doçura da cena e a tensão sexual no ar era quase insuportável. Emanuel se agachou na frente da poltrona, colocando as mãos nos joelhos de Eduarda e afastando-os lentamente.
— Você estava me olhando daquele jeito no campo — murmurou ele, os olhos fixos nos dela. — Eu quase perdi o foco da bola pensando no que você estava imaginando.
— Emanuel... a Maya... — Eduarda tentou protestar, mas sua voz não tinha convicção.
— Ela vai dormir em um minuto. Ela sempre dorme depois de mamar — disse ele, a mão subindo pela coxa de Eduarda, por baixo do vestido.
Eduarda gemeu baixinho, a cabeça caindo para trás. O toque da mão dele era quente e firme, contrastando com o frio do ar-condicionado. Maya, de fato, começou a relaxar, seus olhos fechando-se lentamente enquanto o ritmo da sucção diminuía para um ninar constante.
Emanuel não esperou. Ele deslizou a mão para o centro da intimidade de Eduarda, encontrando-a completamente ensopada.
— Porra, Duda... você está em carne viva por mim — ele rosnou, o polegar encontrando o ponto certo por cima da calcinha de renda.
— Eu não aguento mais, Emanuel... — ela confessou, as lágrimas de frustração e desejo surgindo. — Eu vejo você lá fora, sendo esse homem... e eu aqui, presa entre eles... eu sinto que vou explodir.
— Você não está presa, pequena. Você é o meu centro — ele sussurrou, aproximando o rosto do dela. — E eu vou cuidar de você agora.
Com uma habilidade que só anos de convivência permitiam, Emanuel ajeitou Maya, que agora dormia profundamente, no braço da poltrona, protegida pelo corpo de Eduarda. Com a outra mão, ele livrou Eduarda da calcinha e abriu o próprio calção.
O encontro foi urgente. Emanuel a possuiu ali mesmo, na poltrona do lounge, em um ritmo ditado pela necessidade acumulada. Eduarda abafava os gritos no ombro dele, sentindo o suor dele se misturar ao seu, o cheiro de homem e de esforço físico agindo como o afrodisíaco mais potente do mundo. Ela se sentia preenchida, dominada e, finalmente, saciada.
— Você é minha — ele disse contra o ouvido dela, enquanto ambos recuperavam o fôlego. — Nunca se esqueça disso. Não importa quantas crianças estejam penduradas em você, ou o quanto a Sara tente te diminuir. Você é a mulher que me faz perder o controle.
Eduarda sorriu, uma expressão de pura satisfação manhosa. Ela se ajeitou, cobrindo o seio e arrumando o vestido enquanto Maya ainda dormia, alheia a tudo.
— Eu te amo, Emanuel — ela sussurrou, beijando a cicatriz de uma tatuagem antiga no ombro dele.
— Eu também te amo, Duda. Agora, fique aqui. Vou terminar o jogo e depois vamos para casa. Todos nós.
Emanuel vestiu a camisa suada, deu um beijo na testa da filha adormecida e um olhar carregado de promessas para Eduarda antes de sair.
Eduarda ficou sozinha no silêncio do lounge. Seu corpo ainda vibrava, sua pele ainda queimava onde ele a tocara. Ela olhou para Maya e sentiu uma paz profunda. Ela era mãe, era o porto seguro daquela menina sensível, mas também era a mulher de um homem que a desejava com uma intensidade que nenhuma barreira — nem mesmo a maternidade exaustiva — poderia apagar.
Lá fora, o som do apito recomeçou. Emanuel estava de volta ao campo, mas desta vez, ele jogava com um sorriso vitorioso no rosto, sabendo que, no final do dia, o prêmio mais valioso já o esperava no lounge, envolto em seda e doçura.