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Ouro, Obsessão e o Brilho da Submissão
O relógio de pêndulo no corredor da mansão marcou meia-noite, um som profundo que parecia vibrar nas paredes de mármore. Dentro da suíte master, o ar estava carregado com o aroma de velas de sândalo e o calor residual de um dia de verão. Emanuel estava sentado em sua poltrona de couro italiano, observando a porta do closet. Ele trajava apenas uma calça de pijama de seda escura, deixando o peito largo e as tatuagens intrincadas à mostra sob a luz âmbar.
Aquela era a décima noite do acordo. Dez dias desde que o gatinho Cinza fora acolhido por Maya, e dez noites em que Eduarda se entregava a ele com uma devoção que testava os limites da sanidade de Emanuel. Ele era um homem de posses, um rei em seu império de agulhas e tinta, mas nada lhe dava mais prazer do que o controle absoluto sobre a doçura de Eduarda.
A porta do closet se abriu e Eduarda surgiu. Ela vestia uma camisola de seda preta, tão curta e leve que parecia flutuar sobre suas curvas delicadas. Seus pés descalços não faziam som no tapete persa. Ela parou diante dele, os olhos castanhos grandes e úmidos, carregando aquela mistura de timidez e prontidão que Emanuel tanto cobiçava.
— Você demorou, pequena — disse Emanuel, a voz rouca, estendendo a mão para que ela se aproximasse.
— Eu estava... criando coragem — sussurrou ela, deslizando a mão na dele. — Você disse que hoje seria diferente.
Emanuel sorriu, um sorriso lento que não chegava a ser gentil. Ele puxou uma pequena caixa de veludo azul-marinho de cima da mesa de apoio. Não era uma caixa de joias comum.
— O nosso acordo previa que eu poderia experimentar coisas novas — lembrou ele, abrindo a tampa. — E eu decidi que está na hora de você usar algo que combine com a joia que você é.
Eduarda inclinou o corpo, curiosa, mas o que viu a fez perder o fôlego. Dentro da caixa, sobre o cetim branco, repousavam duas peças de ouro maciço cravejadas com pequenos diamantes. A primeira era uma joia vaginal, um adorno delicado e erótico projetado para se prender aos lábios internos, com uma pequena corrente que terminava em uma pérola pendente. A segunda peça era um plug anal, pequeno e anatômico, cujo topo era um diamante lapidado que brilhava intensamente sob a luz das velas.
— Emanuel... — Eduarda sentiu o rosto queimar, uma onda de calor subindo pelo pescoço. — Isso é... eu nunca... o segundo objeto... eu não acho que consigo.
— Shh — Emanuel levantou-se, ficando a poucos centímetros dela. Ele era uma presença imponente, uma parede de músculos e autoridade. — Você prometeu, Duda. Trinta dias de entrega total. Eu quero ver o brilho dessas pedras contra a sua pele branca. Eu quero saber que, mesmo quando você estiver caminhando pela casa amanhã, sob o olhar da Sara e das crianças, você estará carregando o meu segredo dentro de você.
— Mas dói? — perguntou ela, a voz manhosa e trêmula, buscando abrigo no peito dele.
— Não se eu fizer do jeito certo — ele murmurou, passando os dedos calejados pelo maxilar dela. — Eu vou ser cuidadoso. Mas eu quero a sua obediência. Deite-se.
Eduarda obedeceu, o coração martelando contra as costelas. Ela se deitou na imensa cama king-size, sentindo o cetim frio dos lençóis contra suas costas. Emanuel aproximou-se com a caixa e um frasco de óleo lubrificante aquecido.
Ele começou pela joia vaginal. Com a precisão de um cirurgião — ou de um tatuador acostumado a trabalhar em telas vivas —, ele a posicionou. Eduarda soltou um suspiro agudo, uma mistura de choque térmico com o metal frio e uma excitação proibida.
— Olhe para isso — disse Emanuel, admirando o contraste do ouro contra a feminilidade rosada de Eduarda. — Você está magnífica.
Mas o desafio real veio a seguir. Emanuel pegou o plug de diamante. Ele era pequeno, voltado para iniciantes, mas para Eduarda, representava uma fronteira que ela nunca imaginara cruzar.
— Emanuel, por favor... eu tenho medo — ela sussurrou, as mãos apertando o travesseiro.
— Confie em mim, pequena — ele disse, a voz num tom de comando que não admitia réplicas. — Relaxe. Se você lutar contra, vai ser difícil. Se você se entregar, vai descobrir sensações que nem sabia que existiam.
Ele começou a massageá-la com o óleo morno, preparando-a com uma paciência calculada. Emanuel sabia que a resistência de Eduarda era parte do prazer, mas sua rendição era o prêmio final. Lentamente, ele começou a introduzir a joia.
Eduarda soltou um gemido abafado, os olhos se fechando com força. Era uma sensação de preenchimento estranha, uma pressão que parecia ecoar por todo o seu baixo ventre.
— Respire, Duda. Só respire — comandou ele.
Centímetro por centímetro, o plug foi acomodado. Quando a base de diamante finalmente encostou na pele dela, Eduarda soltou um longo suspiro, o corpo relaxando subitamente após a tensão inicial.
— Pronto — disse ele, afastando-se para admirar sua obra. — Abra as pernas. Quero ver.
Eduarda abriu as pernas lentamente, sentindo o peso das joias. O brilho dos diamantes entre suas coxas era algo de uma vulgaridade luxuosa que a fazia se sentir, ao mesmo tempo, profanada e adorada. Emanuel a olhava com uma fome predatória.
— Agora — disse ele, levantando-se e retirando a calça de pijama — você vai ficar assim. A noite toda. E amanhã, durante o café da manhã, você usará um vestido longo. Ninguém saberá o que você tem aí dentro, exceto eu.
— Você é um monstro — ela murmurou, mas havia um sorriso tímido e excitado em seus lábios.
— Eu sou o seu monstro — corrigiu ele, subindo na cama e puxando-a para um beijo profundo.
A noite seguiu-se com uma intensidade nova. Emanuel a possuiu com uma possessividade renovada, ouvindo o tilintar discreto da joia de ouro a cada movimento, sentindo a presença do plug que a mantinha em um estado de alerta sensorial constante. Eduarda descobriu que a restrição e a pressão daquelas peças amplificavam cada toque, cada carícia de Emanuel.
Na manhã seguinte, o sol inundou a sala de jantar. Sara já estava à mesa, impecável em um conjunto de seda azul, lendo o jornal e tomando um café forte. Valentina estava ao seu lado, reclamando que a geleia de amora não era da marca que ela preferia.
— Bom dia — disse Eduarda, entrando na sala.
Ela usava um vestido de linho bege, longo e fluido, que escondia completamente suas pernas. Seu caminhar era um pouco mais lento, mais cuidadoso. A cada passo, ela sentia a joia de ouro balançar levemente e a pressão constante do diamante dentro de si.
Emanuel entrou logo atrás, sentando-se na cabeceira com a autoridade de sempre. Ele lançou um olhar rápido para Eduarda e depois para o prato.
— Você está pálida, Duda — comentou Sara, sem tirar os olhos do jornal. — Não dormiu bem? Emanuel anda trabalhando você demais nesse "acordo" de vocês?
Eduarda sentiu o rosto arder. Ela se sentou com cautela na cadeira estofada, sentindo o plug se acomodar contra o assento. A sensação foi tão intensa que ela teve que morder o lábio inferior para não soltar um som.
— Eu estou bem, Sara. Só um pouco cansada — respondeu Eduarda, baixando os olhos para a xícara de chá.
— Você parece distraída — continuou Sara, agora olhando para ela com curiosidade. — E por que esse vestido tão longo num calor desses? Geralmente você usa aquelas camisolas de algodão que parecem de criança.
Emanuel tomou um gole de café, um meio sorriso brincando em seus lábios.
— Deixe a Eduarda em paz, Sara. Ela está apenas experimentando um estilo mais... maduro. Não foi isso que conversamos, pequena?
Eduarda olhou para Emanuel, vendo o brilho de desafio e diversão em seus olhos. Ele estava adorando aquilo. Ele sabia exatamente o que ela estava sentindo naquele momento, sob os olhares de sua outra namorada e de sua filha.
— Sim, Emanuel. Mais maduro — respondeu ela, a voz um pouco trêmula.
Arthur e Maya entraram correndo na sala, seguidos pelo gatinho Cinza, que agora parecia um pequeno príncipe de pelos lustrosos.
— Papai! O Cinza aprendeu a subir no sofá! — exclamou Arthur, pulando na cadeira ao lado de Emanuel.
— E ele não arranhou nada! — completou Maya, sentando-se ao lado de Eduarda e abraçando sua cintura.
O toque da filha fez Eduarda se retesar por um segundo. A presença das crianças trazia uma camada de pecado à situação que a deixava tonta. Ela estava ali, sendo a "mãe" doce e cuidadosa, enquanto carregava joias eróticas de ouro e diamantes dentro de seu corpo, colocadas pelo homem que agora cortava calmamente um pedaço de mamão.
— Isso é ótimo, crianças — disse Emanuel, passando a mão nos cabelos de Maya. — Eduarda, você não vai comer nada?
— Eu... eu não estou com muita fome — disse ela, sentindo uma pulsação rítmica onde o plug estava alojado.
— Pois deveria comer — disse Sara, levantando-se. — Temos uma reunião com os contadores em uma hora, Emanuel. E Duda, você prometeu que ia me ajudar a organizar o closet da Valentina hoje.
Eduarda sentiu um calafrio. Passar a manhã subindo e descendo escadas, dobrando roupas e agachando-se, tudo isso enquanto usava aquelas peças... era um castigo e um prazer que ela não sabia se conseguiria suportar.
— Eu vou ajudar, Sara — disse Eduarda, levantando-se da mesa com esforço.
Emanuel também se levantou. Ele caminhou até Eduarda, ignorando o olhar de Sara, e colocou a mão firmemente na base das costas dela, exatamente onde o plug terminava internamente. Ele a puxou para um beijo na testa, mas seus dedos pressionaram levemente o tecido do vestido contra a pele dela.
— Comporte-se hoje, pequena — sussurrou ele no ouvido dela, num tom que só ela podia ouvir. — Lembre-se de que cada movimento seu é para o meu prazer. E à noite, eu vou querer saber exatamente como foi a sensação de carregar meus diamantes o dia todo.
Eduarda apenas assentiu, as pernas bambas. Ela observou Emanuel sair da sala com Sara, os dois discutindo números e lucros, enquanto ela ficava para trás com as crianças