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D

O Peso da Paternidade e o Calor do Desejo

A mansão de Emanuel sempre foi um monumento ao seu sucesso: vasta, luxuosa e impecavelmente organizada. Mas, naquela noite, o silêncio habitual das paredes de concreto e vidro foi substituído por uma energia nova e vibrante. No quarto de hóspedes que Sara fizera questão de redecorar em questão de horas para Eduarda e Amélie, o ar estava impregnado com o cheiro de talco e a luz suave de um abajur de cristal.

Amélie finalmente havia adormecido. A bebê, exausta após um dia de tantas mudanças, ocupava o centro da enorme cama, parecendo uma pequena boneca de porcelana cercada por travesseiros de seda. Eduarda estava sentada ao lado dela, observando o ritmo calmo da respiração da menina. Ela sentia uma mistura de exaustão e uma plenitude que nunca experimentara.

A porta se abriu silenciosamente. Emanuel entrou, tendo trocado o terno por uma calça de moletom cinza e uma camiseta preta justa que delineava seus músculos e as tatuagens que desciam pelos braços. Ele carregava uma bandeja com um copo de leite quente e alguns biscoitos finos.

— Ela finalmente apagou? — perguntou ele, a voz num sussurro grave que pareceu vibrar no peito de Eduarda.

— Sim — respondeu Eduarda, levantando-se devagar para não acordar a pequena. — Ela é tão manhosa, Emanuel. Só dormiu quando sentiu que eu não ia sair de perto.

Emanuel colocou a bandeja sobre a mesa de cabeceira e aproximou-se de Eduarda. Ele a observou por um momento; ela parecia exausta, com o cabelo castanho levemente bagunçado e os olhos grandes refletindo uma vulnerabilidade que o desarmava.

— Você tem um instinto natural para isso, Duda — disse ele, encurtando a distância entre eles. — Eu vi como você olhou para ela desde o primeiro segundo. Você já se sente mãe dela, não é?

Eduarda baixou o olhar, as bochechas corando.

— Eu sei que soa loucura. Eu a conheci hoje. Mas quando eu a peguei no colo... senti que precisava protegê-la de tudo. Senti que ela era minha.

Emanuel estendeu a mão e segurou o queixo de Eduarda, forçando-a a olhar para ele. O olhar dele era intenso, uma mistura de possessividade e uma decisão inabalável.

— Se você decidiu que quer ser a mãe dela, Eduarda, então está decidido — sentenciou ele. — Eu não vou deixar que nenhum conselho tutelar ou burocracia a tire de você. E se você vai ser a mãe, eu serei o pai. Vou registrá-la, vou dar a ela o meu sobrenome e tudo o que o meu dinheiro e o meu poder puderem comprar. Amélie agora é uma de nós.

Eduarda sentiu o coração falhar uma batida.

— Emanuel... você faria isso? Por mim? Por uma criança que nem conhece?

— Eu faço qualquer coisa para manter o que é meu seguro e feliz — ele respondeu, o polegar acariciando o lábio inferior dela. — E você é minha, Eduarda. Assim como a Sara é. Eu quero cuidar de você, e se cuidar de você significa dar um pai a essa menina, então eu sou esse homem.

A proximidade física entre eles tornou-se elétrica. Eduarda podia sentir o calor que emanava do corpo de Emanuel, o cheiro de tabaco e o perfume caro que sempre a deixava tonta. A proteção que ele oferecia era como uma droga; ela se sentia segura, mas também perigosamente atraída pela força dele.

— Você é tão intenso... — sussurrou ela, as mãos subindo timidamente para o peito dele, sentindo os batimentos firmes do coração de Emanuel sob o tecido da camiseta.

— E você é tão doce — ele retrucou, a voz baixando para um tom rouco de desejo. — Eu tentei ser paciente, Duda. Tentei respeitar o seu tempo, a sua timidez. Mas ver você hoje, com essa menina, cuidando de algo com tanto amor... isso despertou algo em mim que eu não consigo mais controlar.

Emanuel inclinou o rosto, a respiração quente batendo contra a pele de Eduarda. Ela fechou os olhos, entregando-se àquela gravidade. Quando os lábios dele finalmente tocaram os dela, o mundo ao redor pareceu desaparecer.

O beijo começou lento, quase exploratório, mas rapidamente transformou-se em algo profundo e faminto. Emanuel a puxou pela cintura, colando o corpo esguio dela ao seu porte forte e musculoso. Eduarda soltou um suspiro abafado contra a boca dele, as mãos agarrando os cabelos curtos na nuca de Emanuel.

Era um beijo de posse, de promessa e de uma necessidade acumulada por meses. Eduarda sentia-se derreter. A língua de Emanuel explorava a dela com uma autoridade que a deixava sem fôlego. Ela nunca fora beijada daquela forma — com uma ferocidade que exigia tudo dela e, ao mesmo tempo, oferecia o mundo em troca.

Emanuel desceu os beijos pelo pescoço de Eduarda, encontrando o ponto sensível logo abaixo da orelha, o que a fez soltar um gemido baixo.

— Emanuel... a bebê... — ela tentou protestar, mas a voz saiu fraca, sem nenhuma convicção real.

— Ela está dormindo profundamente, meu anjo — murmurou ele contra a pele dela. — E eu preciso de você. Preciso sentir que você entende o quanto eu te quero.

As mãos de Emanuel desceram pelas costas de Eduarda, apertando suas nádegas por cima do tecido fino do vestido de algodão. O contato fez com que um choque elétrico percorresse o corpo dela. Eduarda sentiu uma umidade repentina e intensa entre as pernas; sua intimidade reagia ao domínio de Emanuel com uma urgência que ela mal compreendia. Ela estava excitada, a bucetinha molhando-se no desejo desesperado de sentir o pau de Emanuel preencher aquele vazio que agora doía de expectativa.

Ele sentiu o corpo dela amolecer e a reação física imediata. Emanuel era um observador nato, e o modo como ela se esfregava sutilmente contra ele não passou despercebido.

— Você está sentindo isso, não está? — perguntou ele, a voz carregada de uma luxúria sombria. Ele pressionou o quadril contra o dela, deixando que Eduarda sentisse a ereção rígida e imponente que se formava em sua calça de moletom. — Você me quer tanto quanto eu quero você.

Eduarda escondeu o rosto no pescoço dele, ofegante.

— Eu... eu nunca me senti assim. É demais, Emanuel. É muito forte.

— É como deve ser — disse ele, levando uma das mãos até a coxa dela, subindo o vestido lentamente. — Eu vou te mostrar que, comigo e com a Sara, você nunca vai precisar esconder o que sente. Nós vamos te dar tudo, Duda. No coração e no corpo.

Ele a conduziu para a poltrona larga no canto do quarto, longe o suficiente da cama para não acordar Amélie, mas perto o suficiente para manter a aura de intimidade familiar. Emanuel sentou-se e puxou Eduarda para o seu colo, fazendo-a sentar de frente para ele, com as pernas abertas ao redor de sua cintura.

— Olhe para mim — ordenou ele.

Eduarda obedeceu, os olhos nublados de desejo e uma ponta de medo delicioso. Emanuel segurou o rosto dela com as duas mãos.

— Eu vou ser o pai da Amélie. Vou ser o seu homem. E a Sara vai ser a sua parceira, a sua guia. Nós vamos ser uma família, do nosso jeito. Você aceita isso?

— Sim — ela respondeu, a voz agora firme. — Eu aceito tudo o que vier de você.

Emanuel sorriu, um sorriso predatório e satisfeito. Ele voltou a beijá-la, desta vez com mais urgência, enquanto suas mãos trabalhavam para descobrir o que a timidez de Eduarda escondia. Ele sabia que aquela era apenas a primeira noite de uma vida inteira de excessos, proteção e um amor que desafiaria todas as regras, mas que, para eles, seria a única verdade possível.

No silêncio daquela mansão, sob o olhar atento das sombras e a respiração calma de uma criança resgatada, o pacto de sangue e desejo fora selado. Emanuel tinha o que queria: a sua bailarina, a sua nova filha e a certeza de que seu império agora tinha um coração doce para equilibrar sua alma de ferro.