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D70

O Espetáculo Particular do Imperador

O Palácio de Hades em Helheim era um labirinto de elegância sombria, onde o tempo parecia se curvar à vontade do seu senhor. Qin Shi Huang, no entanto, nunca fora alguém de se curvar ao tempo ou à monotonia. Naquela tarde, o Imperador estava em seus aposentos privados, cercado por caixas de seda e rendas finas que haviam sido trazidas das camadas mais profundas e luxuosas do submundo.

Qin estava diante de um grande espelho de corpo inteiro, experimentando diferentes conjuntos de lingerie que desafiavam a lógica da modéstia. Ele vestia um conjunto de renda vermelha carmesim, tão fina que era quase transparente, com tiras de seda que se cruzavam em suas costas e terminavam em laços provocantes nas coxas. Com sua arrogância característica, ele posicionou o celular, capturando ângulos que destacavam a curva de sua cintura e a marca que Hades deixara em seu pescoço no dia anterior.

Ele fez um biquinho presunçoso para a câmera, inclinando o quadril para o lado. Ele pretendia enviar as fotos para Hades durante a tarde, apenas para torturar a mente do Deus dos Mortos enquanto ele lidava com burocracias infernais. Qin estava tão concentrado em ajustar uma cinta-liga preta que não ouviu a porta se abrir silenciosamente, nem sentiu a presença gélida e poderosa que preencheu o quarto.

— Você está insuportavelmente gostoso nessas rendas, meu Imperador.

A voz de Hades, profunda e vibrante, surgiu logo acima do ombro de Qin.

— Ah! — Qin deu um salto, o susto fazendo seu coração disparar contra as costelas. O celular escorregou de seus dedos e caiu no tapete espesso com um baque surdo. — Hades! Pelos deuses, você quer me matar de susto? Eu não ouvi você chegar!

Hades deu um passo à frente, envolvendo a cintura de Qin com seus braços fortes. Seus olhos percorreram o corpo do humano, devorando cada detalhe da lingerie vermelha que contrastava com a pele pálida e marcada.

— Eu cheguei mais cedo — sussurrou Hades, seus lábios roçando a orelha de Qin, fazendo-o estremecer. — E parece que cheguei no momento perfeito para um espetáculo particular.

— Eu estava apenas... testando o figurino para a noite — Qin tentou recuperar sua compostura real, embora suas bochechas estivessem queimando. — Você estragou a surpresa.

— Pelo contrário — Hades virou Qin de frente para ele, puxando-o para um beijo possessivo que calou qualquer protesto. — Você acabou de antecipar o banquete.

Hades não perdeu tempo. Com uma mão, ele puxou a renda fina, rasgando-a com uma facilidade que fez Qin arfar. Ele empurrou o Imperador contra a mesa de cabeceira, abrindo suas pernas e posicionando-se entre elas. O Rei do Submundo já estava pronto, sua ereção pulsando contra o tecido de suas calças nobres. Sem preliminares suaves, ele se libertou e penetrou Qin com uma estocada bruta, preenchendo-o completamente.

— H-Hades! — Qin gritou, agarrando-se aos ombros largos do deus, suas unhas cravando-se na pele de mármore.

No auge do ritmo frenético, o celular de Hades, deixado sobre a cômoda, começou a tocar. O toque era específico: um dos irmãos. Hades olhou de soslaio e viu o nome de Poseidon brilhar na tela. Ele soltou um riso baixo e sombrio, mas não parou o movimento. Pelo contrário, ele atendeu a ligação, colocando-a no viva-voz enquanto continuava a foder Qin com uma força implacável.

— Diga, Poseidon — disse Hades, sua voz perfeitamente controlada, embora sua respiração estivesse ligeiramente mais pesada.

— Hades — a voz fria e monótona do Deus dos Mares ecoou pelo quarto. — Preciso discutir a distribuição das almas do setor leste. Zeus está sendo... impaciente.

Qin estava com os olhos arregalados, a mão sobre a própria boca para abafar os gemidos. Cada estocada de Hades parecia atingir o fundo de sua alma, e a humilhação excitante de saber que Poseidon estava do outro lado da linha o deixava ainda mais sensível.

— Eu entendo — Hades respondeu, dando uma estocada tão profunda que os olhos de Qin reviraram. — Continue, estou ouvindo.

Qin estava tremendo, o suor escorrendo por suas têmporas. Ele tentava desesperadamente não emitir som algum, mas Hades parecia determinado a fazê-lo quebrar. O deus inclinou-se para frente e, com uma precisão cruel, deu uma mordida forte e faminta no bico do peito de Qin.

— AAAAAH! — O grito de prazer e dor de Qin ecoou de forma cristalina, impossível de ser ignorado.

Houve um silêncio mortal do outro lado da linha.

— Parece que liguei em um momento... inoportuno — disse Poseidon, sua voz carregada de um desdém raramente demonstrado, antes de desligar abruptamente.

Hades soltou uma gargalhada curta e vitoriosa, soltando o bico do peito de Qin, que agora estava ereto e avermelhado.

— Acho que ele entendeu o recado — comentou Hades, voltando sua atenção total ao humano.

Enquanto Qin tentava recuperar o fôlego, Hades viu o celular de Qin no chão. Ele o pegou e, com um brilho travesso nos olhos, apontou a câmera para o rosto do Imperador.

— Faça para mim, Qin. A expressão que você guarda só para o seu Rei.

Qin, completamente entregue ao transe do prazer, colocou a língua para fora e revirou os olhos em um ahegao perfeito, enquanto Hades capturava a foto. Ao tentar salvar a imagem, Hades acabou deslizando o dedo pela galeria de fotos aberta e parou. Seus olhos se estreitaram em fascínio.

Havia dezenas de fotos. Qin em poses provocantes, de costas mostrando a bunda marcada, usando apenas as vendas nos olhos, ou enrolado em lençóis de seda, todas claramente destinadas a serem enviadas, mas nunca postadas.

— Então o Imperador tem um arquivo secreto? — Hades folheou as fotos, o desejo aumentando a cada imagem. — Por que você não me mandou essas, Qin?

— Eu... eu ia mandar — Qin ofegou, tentando alcançar o aparelho. — Eu queria escolher a melhor para te torturar.

— Você pode mandar a foto que for, Qin — disse Hades, jogando o celular de lado e voltando a foder o chinês com uma vontade renovada. — Eu vou te achar a coisa mais gostosa e deliciosa de todos os mundos em cada uma delas. Mas agora, eu quero que você as encene para mim. Todas elas.

Eles continuaram por horas, com Qin reproduzindo cada pose das fotos enquanto Hades o possuía de todas as formas possíveis, até que ambos estivessem exaustos e cobertos pelo sêmen do deus.

Alguns dias depois, uma tensão incomum pairava sobre o palácio. Qin e Hades haviam tido uma discussão boba sobre política territorial que escalou para um silêncio gelado. Ambos eram orgulhosos demais para ceder facilmente. Hades estava em uma reunião importante no Grande Salão, cercado por conselheiros e seus irmãos, discutindo os termos pós-Ragnarok.

Qin, sentado em seus aposentos, sentia a falta do calor de Hades. Ele sorriu para si mesmo, decidindo que a diplomacia tradicional não era o seu estilo. Ele pegou o celular e tirou uma foto extremamente sexual: ele estava deitado de costas, as pernas abertas, usando apenas a capa imperial sobre os ombros, com uma mão estimulando-se e a outra puxando o lábio inferior.

Ele enviou a foto para Hades com a legenda: "Você poderia ter tudo isso agora se aceitasse minhas desculpas... e as minhas condições."

No Grande Salão, o celular de Hades vibrou. Ele o pegou discretamente por baixo da mesa de mármore. Ao ver a imagem, o Deus dos Mortos sentiu um aperto imediato em suas calças. Ele digitou rapidamente: "Aceito."

Mas Qin não parou por aí. Logo em seguida, ele enviou um vídeo. Hades, sabendo que não podia abrir aquilo ali, esperou o fim da reunião com uma impaciência que quase rachou a mesa de pedra. Assim que os conselheiros saíram, ele abriu o arquivo.

O som dos gemidos de Qin preencheu o salão vazio. No vídeo, o Imperador estava claramente se tocando, a voz rouca e necessitada.

— Ah... Hades... por favor... eu sou só seu... vem me foder... eu sou seu escravo, seu rei, o que você quiser... só volta para mim...

Hades não esperou mais um segundo. Ele atravessou o palácio como uma sombra veloz. Quando entrou nos aposentos, Qin estava parado perto da porta, esperando por ele com um olhar de triunfo.

Hades não disse uma palavra. Ele agarrou Qin pela cintura e o prensou contra a madeira pesada da porta.

— Você é um manipulador terrível — rosnou Hades, antes de rasgar a túnica de Qin e possuí-lo ali mesmo, em pé, contra a porta.

As estocadas eram violentas, carregadas com a frustração da briga e a intensidade do perdão. Qin gritava o nome de Hades, as pernas envoltas na cintura do deus, o som dos corpos colidindo ecoando pelo corredor externo. Hades o fodeu até que Qin não conseguisse mais manter os olhos abertos, despejando sua semente dentro do humano com um rosnado de posse absoluta.

Quando Hades finalmente se retirou, Qin deslizou pela porta até ficar de joelhos. Ele não estava cansado demais para continuar. Ele olhou para cima, para o membro de Hades que ainda estava pulsando e coberto por seus próprios fluidos.

Sem que Hades precisasse pedir, Qin envolveu o pau do deus com suas mãos e começou a chupá-lo com uma devoção faminta. Ele usava a língua com maestria, circulando a glande e descendo até a base, os olhos fixos nos de Hades.

Hades suspirou, fechando os olhos por um momento enquanto sentia o calor da boca do Imperador. Ele levou a mão à cabeça de Qin, acariciando os cabelos negros com uma ternura infinita, os dedos se perdendo entre os fios.

— Você realmente sabe como conseguir o que quer, Qin Shi Huang — sussurrou Hades, a voz carregada de afeto.

Qin parou por um segundo, limpando o canto da boca com o polegar e sorrindo de forma carismática, o brilho real voltando aos seus olhos.

— É claro que sei. Um Rei sempre sabe como governar o coração de outro Rei.

Hades puxou-o para cima, beijando-o com uma calma que contrastava com a fúria de minutos atrás. Naquele reino de sombras, a luz deles era o desejo, e enquanto estivessem juntos, Helheim seria o lugar mais quente de toda a criação.