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O Trono de Seda e o Segredo do Imperador
O Palácio Imperial de Qin Shi Huang era uma maravilha de arquitetura chinesa, com telhados curvados que pareciam tocar as nuvens de Helheim e jardins que exalavam o perfume de lótus negros. Naquela época, antes do vínculo eterno do casamento, Hades e Qin viviam o frescor de um namoro intenso, habitando palácios distintos e visitando-se como amantes que buscam o proibido. O Rei do Submundo, movido por uma saudade súbita e uma vontade possessiva de ver seu imperador sem o protocolo das visitas oficiais, decidiu aparecer no palácio de Qin sem aviso prévio.
Hades caminhou pelos corredores silenciosos, sua presença nobre fazendo com que os guardas apenas se curvassem em silêncio, temendo interromper o passo firme do deus. Ao se aproximar dos aposentos privados de Qin, algo o fez parar. Através das portas de madeira entalhada, um som ecoava. Não era o som de música ou de leitura, mas gemidos. Gemidos altos, agudos, carregados de uma luxúria que Hades conhecia bem.
O coração do Deus dos Mortos falhou uma batida. Uma fúria fria começou a subir por sua espinha. Seria possível? Qin, o homem que ele estava começando a chamar de seu, estaria nos braços de outro? Hades aproximou-se da porta e empurrou-a apenas um centímetro, o suficiente para espiar o que acontecia lá dentro.
A cena que encontrou desarmou sua fúria instantaneamente, substituindo-a por um tesão avassalador. Qin estava sozinho. O Imperador estava de joelhos sobre a cama, o corpo nu brilhando de suor sob a luz das lanternas. Ele estava empalado por um dildo de silicone negro, quicando sobre o objeto com um desespero quase febril. Suas mãos apertavam os próprios mamilos, e sua cabeça pendia para trás, revelando a linha de sua garganta.
— Ah... ah... — Qin gemia alto, mas então, em um sussurro quase inaudível, o nome que escapava de seus lábios era um só: — Hades... meu Rei... Hades...
Hades sentiu o próprio membro latejar contra o tecido de sua calça. Ele abriu a porta completamente, sua sombra projetando-se sobre a cama.
— Não pare, Qin — disse Hades, sua voz saindo como um trovão baixo e autoritário.
Qin deu um pulo, os olhos arregalados de choque e vergonha. Ele tentou se cobrir, o rosto atingindo um tom de carmesim que rivalizava com suas vestes imperiais.
— Hades! O que... o que você está fazendo aqui? — Ele tentou escorregar para fora do brinquedo, mas Hades já estava ao lado da cama.
— Eu disse para não parar — repetiu o deus, sentando-se em uma poltrona próxima, cruzando as pernas com a elegância de um juiz. — Continue. Eu quero ver como você se diverte quando eu não estou por perto.
Qin tremeu, a vergonha lutando contra o desejo. Mas, sob o olhar intenso e faminto de Hades, ele não conseguiu recusar. Ele voltou a quicar, mas seus movimentos eram travados, tímidos. Hades levantou-se e caminhou até ele, inclinando-se para sussurrar em seu ouvido, as palavras saindo carregadas de uma safadeza que Qin nunca ouvira antes.
— Imagine que esse plástico é a minha carne, Qin. Imagine que eu estou abrindo você, esticando cada prega desse seu cuzinho guloso até que você não consiga mais gritar nada além do meu nome. Quique com vontade, como a cadelinha real que você é quando está entre as minhas pernas.
A vergonha de Qin evaporou, substituída por um calor abrasador. Ele soltou um gemido alto e voltou a se mover com força, a base do dildo batendo contra sua pele com um som úmido. Ele fechou os olhos, visualizando Hades, e o prazer tornou-se insuportável.
— Deite-se de barriga para cima — ordenou Hades após alguns minutos.
Qin obedeceu, ofegante. Hades pegou o dildo e começou a masturbar o imperador com o objeto, movendo-o para dentro e para fora com uma velocidade técnica, enquanto sua outra mão massageava o membro de Qin. O chinês arqueava as costas, os gemidos tornando-se gritos que preenchiam o quarto.
— Por favor... — Qin implorou, as lágrimas de prazer brotando nos cantos dos olhos. — Hades... eu não quero mais o brinquedo. Eu quero você. Me dê o seu pau... por favor, me foda com o original.
Hades ficou levemente em choque. Era a primeira vez que o orgulhoso Qin Shi Huang pedia por ele de forma tão direta e submissa. O deus não hesitou. Ele se livrou de suas roupas, revelando sua ereção imponente de vinte e cinco centímetros, e posicionou-se entre as pernas de Qin.
— Com todo o prazer, meu Imperador.
A penetração foi brutal e profunda. Qin soltou um grito que foi abafado pelo beijo de Hades. O deus o comeu com uma vontade que parecia acumulada por séculos. Ele não deu trégua, mudando Qin de posição, foderam até que o sol começasse a surgir no horizonte de Helheim.
Quando a exaustão finalmente os venceu, Qin adormeceu profundamente, mas Hades permaneceu dentro dele. O deus sentia-se satisfeito, observando o rosto sereno de seu amante. De vez em quando, enquanto Qin dormia, Hades dava algumas estocadas lentas e curtas. Qin, mesmo em sonhos, soltava gemidinhos manhosos e felizes, aconchegando-se mais ao corpo do deus.
Hades, sem sono, esticou o braço para a mesa de cabeceira de Qin, procurando algo para ler. Ele encontrou um livro de capa dura, sem título. Ao abrir, percebeu tratar-se de um romance erótico extremamente explícito. O Rei do Submundo arregalou os olhos ao ler descrições de atos que fariam até os deuses mais libertinos corarem.
— Então meu imperador lê esse tipo de coisa? — murmurou Hades para si mesmo, dando um aperto possessivo na bunda de Qin.
Qin apenas sorriu em seu sono, movendo o quadril contra o de Hades. O deus continuou a leitura, intrigado, até que chegou a uma página específica. No canto da folha, em uma caligrafia elegante e familiar, Qin havia escrito: "Quero que Hades faça isso comigo. Exatamente assim."
A cena descrita envolvia uma dominação intensa em frente a um espelho, com o submisso sendo carregado enquanto era possuído.
Nesse momento, Qin começou a despertar. Ele abriu os olhos e viu Hades com o livro na mão, exatamente na página anotada. A vergonha que Qin sentiu foi tão avassaladora que ele tentou pular da cama e pegar o livro.
— Não! Devolva isso! — gritou Qin, esticando-se desesperadamente.
Hades apenas riu, segurando Qin pela cintura com uma mão e empurrando seu membro de volta para dentro dele com um movimento seco.
— AAAAAH! — O gemido de Qin triplicou de volume, a surpresa da penetração súbita misturando-se à vergonha descoberta.
— Então você quer que eu faça como no livro, Qin? — Hades perguntou, sua voz carregada de uma promessa perigosa.
Hades puxou Qin para cima de seu colo, fazendo o imperador quicar em seu pau enquanto o deus começava a morder e chupar os mamilos de Qin com ferocidade. Ele levantou-se da cama, carregando Qin no colo. O imperador estava com as pernas abertas, completamente exposto, enquanto Hades o levava em direção ao grande espelho do quarto.
— Olhe para você — ordenou Hades, segurando Qin de forma que ele ficasse bem aberto. — Veja como eu estou te fodendo. É exatamente como você escreveu?
Qin chorava de prazer, vendo sua imagem refletida. Ele nunca se sentira tão preenchido, tão dominado. As estocadas de Hades eram implacáveis, cada impacto fazendo o corpo de Qin chacoalhar violentamente.
— Sim... sim... é melhor... — Qin soluçava, a cabeça pendendo para trás.
Eles voltaram para a cama, e Qin, em um momento de audácia lúdica, começou a quicar no pau de Hades de brincadeira, provocando o deus com olhares safados. Hades, aceitando o desafio, começou a fodê-lo usando não apenas seu membro, mas também seus dedos, preenchendo Qin completamente.
— Você é tão apertado, Qin — rosnou Hades, sentindo o imperador fritar de prazer sob seus toques.
No auge da luxúria, Hades levou a outra mão à boca de Qin, enfiando os dedos entre seus lábios. Ele fodeu a boca do imperador com a mesma intensidade com que possuía seu corpo, transformando Qin em um ser de puro espasmo e necessidade.
Quando finalmente chegaram ao clímax juntos, o quarto ficou em silêncio, exceto pelo som das respirações pesadas. Hades abraçou Qin, que agora estava calmo e aninhado em seu peito.
— Da próxima vez que quiser algo do livro, basta pedir, meu Imperador — sussurrou Hades.
Qin sorriu, fechando os olhos, sabendo que, em Helheim, seus desejos mais profundos sempre seriam atendidos pelo seu Rei.