D70
O Trono do Desejo e a Rendição do Imperador
Hades estava imerso em uma montanha de pergaminhos e relatórios sobre a reconstrução das fronteiras de Helheim. O Rei do Submundo, sempre focado e digno, mal desviou o olhar quando a porta de seu escritório se abriu. Qin Shi Huang entrou com sua habitual elegância, mas havia um brilho diferente em seus olhos, uma centelha de travessura misturada com uma carência que ele raramente admitia em voz alta.
— Hades... — Qin murmurou, aproximando-se da grande mesa de mogno. Ele contornou o móvel e parou ao lado do deus, encostando o quadril na quina da mesa. — Eu queria foder. Agora.
Hades soltou um suspiro baixo, a caneta de pena parando sobre o papel. Ele olhou para o Imperador, notando como as vestes de Qin pareciam frouxas, como se ele estivesse pronto para se livrar delas a qualquer segundo.
— Qin, eu adoraria atender ao seu pedido — disse Hades, sua voz profunda vibrando no ar —, mas esta papelada é urgente. Zeus e Poseidon esperam esses relatórios até o cair da noite.
Qin fez um biquinho emburrado, cruzando os braços.
— O Rei de Helheim prefere papéis ao seu Imperador? Isso é uma ofensa grave.
Hades deu um sorriso de canto, aquele tipo de sorriso que prometia perdição. Ele abriu a gaveta lateral de sua mesa e indicou o conteúdo.
— Abra, Qin.
O chinês obedeceu, e seus olhos se arregalaram. Dentro da gaveta, havia um vibrador de silicone negro, potente e realista, junto a um frasco de lubrificante viscoso e um pequeno controle remoto.
— Se você quer tanto prazer enquanto eu trabalho, terá que se cuidar sozinho sob minha supervisão — ordenou Hades, voltando o olhar para os documentos. — Tire a calça.
Qin sentiu um calafrio de excitação. Ele se livrou da parte inferior de suas vestes, revelando suas pernas torneadas. Hades, sem largar a caneta, usou os dedos da mão livre para abrir Qin, espalhando o lubrificante com uma eficiência que fez o humano arfar. Quando Qin estava devidamente preparado, ele mesmo guiou o vibrador para dentro de seu canal, sentindo a plenitude imediata.
— Aqui está o controle — disse Qin, entregando o pequeno dispositivo para Hades.
O deus pegou o controle e, com um clique casual, ligou o aparelho na potência média. Qin soltou um gemido alto, as pernas tremendo instantaneamente. Hades voltou a escrever, mas seus dedos brincavam com o controle, alternando entre vibrações suaves e pulsos violentos e erráticos.
Depois de alguns minutos, Qin não conseguia mais ficar de pé. Ele caiu de joelhos no chão, entre as pernas de Hades, tremendo violentamente enquanto o vibrador trabalhava dentro dele. Suas mãos agarravam as coxas do deus, e seus olhos, nublados de luxúria, fixaram-se no volume evidente na calça de Hades.
— Hades... por favor... — Qin implorou, a voz falhando.
— Você pode liberar o meu pau se quiser, Qin — disse Hades, sem desviar os olhos do pergaminho que assinava.
Com mãos trêmulas, Qin abriu a calça de Hades. O membro do deus saltou para fora, imponente e latejante. Qin não hesitou; ele envolveu a glande com os lábios, começando a chupar com uma devoção faminta. Hades soltou um rosnado baixo, sentindo o calor da boca de Qin contrastar com a vibração que ele mesmo controlava no rabo do humano. O deus começou a foder a boca de Qin de forma rítmica, empurrando sua cabeça para baixo enquanto continuava a ler sobre impostos e almas.
Quando a última assinatura foi feita, Hades jogou a caneta de lado. Ele olhou para baixo e viu Qin destruído: o rosto coberto de saliva, os olhos revirando e o corpo sacudindo por conta do vibrador. Hades retirou seu membro da boca de Qin e, com um movimento lúdico, deu alguns tapinhas com o pau na cara do Imperador. Qin apenas sorriu, uma expressão de pura rendição.
— Acabei o trabalho — anunciou Hades.
Ele puxou Qin para cima e o apoiou contra a mesa, espalhando os pergaminhos pelo chão. Hades o possuiu ali mesmo, várias vezes, em uma maratona de estocadas profundas que faziam a mesa pesada ranger contra o piso de pedra.
Mais tarde, Hades vestiu Qin novamente, mas as pernas do humano eram como gelatina. O deus, com sua força soberana, colocou Qin sobre o ombro e o carregou de volta para o quarto real. Ao chegar, ele tentou colocar Qin de pé, mas o Imperador quase desabou.
— Minhas pernas... elas não funcionam — Qin riu, envergonhado.
— Eu cuido de você — prometeu Hades, levando-o para o banheiro.
Enquanto a banheira enchia, Qin olhava para Hades com uma timidez incomum.
— O que foi, Qin? — perguntou o deus, testando a temperatura da água.
— Eu... eu queria ter engolido — Qin sussurrou, desviando o olhar. — Queria o seu gozo.
Hades sentiu um solavanco de desejo. Ele se posicionou diante de Qin e começou a se masturbar ali mesmo, sob a luz suave das velas. Qin ajoelhou-se no chão frio do banheiro, abrindo a boca e esticando a língua. Quando Hades atingiu o ápice, ele jorrou diretamente sobre a língua de Qin. O Imperador mostrou o líquido branco para o deus antes de engolir tudo com um prazer evidente.
Em outro dia, a paixão entre eles atingiu um novo nível de intensidade. Qin, em meio ao calor do ato, começou a pedir algo que Hades relutava em fazer.
— Me bate, Hades... por favor... me marca — Qin implorava, as costas arqueadas.
Depois de muita insistência, Hades cedeu. Ele desferiu um tapa forte no rosto de Qin. O som ecoou e Qin soltou o gemido mais alto de sua vida, sua excitação atingindo o ápice instantaneamente.
— Me chama de papai, Qin — ordenou Hades, a voz rouca.
— Sim... papai... foda o seu imperador... — Qin clamou, entregando-se completamente.
Após gozarem juntos, Hades ficou fazendo carinho nas costas de Qin, sentindo a respiração do parceiro se acalmar. Ele decidiu preparar um banho quente para o chinês. No entanto, quando Hades voltou do banheiro para buscar Qin, encontrou o Imperador chorando baixinho entre os lençóis.
— Qin? O que aconteceu? — Hades correu para o lado dele, preocupado.
— Eu achei... achei que você tinha ido embora — soluçou Qin, agarrando-se à túnica de Hades. — Achei que tinha me largado depois de... depois de eu pedir para você ser bruto.
Hades sentiu o coração apertar. Ele pegou Qin no colo, beijando suas têmporas.
— Eu nunca abandonaria você, Qin. Nunca. Você é o meu Rei, a minha vida. Eu só estava preparando o seu banho.
No banho, Hades foi extremamente gentil. Ele lavou o corpo de Qin, removendo cada vestígio de sêmen com cuidado, enquanto Qin lavava o cabelo prateado do deus, dando-lhe beijinhos carinhosos. Após o banho, Hades vestiu Qin com uma camisa de seda larga que ia até os joelhos e o levou para jantar.
Enquanto comiam, Qin notou que Hades apenas o observava.
— Por que você não está comendo? — perguntou Qin, com a boca cheia de arroz.
— Eu já comi muito hoje, Qin — respondeu Hades com um sorriso malicioso.
Qin levou alguns segundos para entender a alusão ao fato de Hades tê-lo "comido" o dia todo. Ele ficou instantaneamente vermelho.
— Se... se você sentir fome de novo, pode comer mais — Qin murmurou, escondendo o rosto atrás da taça de vinho.
Hades ficou chocado com a ousadia carinhosa.
— Vou aproveitar essa oferta mais tarde, então.
O jantar prosseguiu com Hades falando sobre o futuro casamento deles, usando metáforas de duplo sentido que deixavam Qin cada vez mais desconcertado. Em um momento de desespero para calar o deus, Qin pegou um pedaço de pão e enfiou na boca de Hades.
Hades arregalou os olhos, mastigando o pão com uma expressão de surpresa absoluta. Qin, percebendo o que fizera com o Rei do Submundo, empalideceu.
— Desculpe! Eu não... eu vou pegar um suco para você! — Qin tentou levantar-se rapidamente, mas suas pernas ainda fracas falharam e ele caiu sentado no chão.
Hades riu, uma risada genuína e calorosa. Ele levantou Qin e o colocou de volta na cadeira.
— Está tudo bem, meu Imperador atrevido.
Depois do jantar, Hades carregou Qin de volta para o quarto. Ao colocar o chinês na cama, Hades notou uma caixa preta elegante perto da mesinha de cabeceira. Curioso, ele a abriu. Dentro, havia uma lingerie extremamente provocante: uma calcinha de renda mínima, uma minissaia plissada, um top minúsculo, saltos altos, joias corporais e outro vibrador.
Qin entrou em curto-circuito. Ele avançou para pegar a caixa, escondendo-a atrás das costas enquanto ficava vermelho como uma pimenta.
— Você não deveria ter visto isso! — Qin exclamou, olhando para o colchão.
Hades, também um pouco corado, mas visivelmente excitado, aproximou-se e sussurrou no ouvido de Qin algo tão obsceno que o Imperador sentiu os joelhos fraquejarem novamente.
Na manhã seguinte, Hades acordou com uma visão celestial. Qin estava em pé ao lado da cama, vestindo a lingerie completa. A minissaia mal cobria o necessário, e o vibrador já estava ligado, fazendo o corpo do chinês tremer levemente.
— Bom dia... papai — Qin disse, a voz trêmula pelo estímulo. Ele entregou o controle para Hades.
Hades colocou o aparelho na potência máxima. Qin soltou um gemido agudo e subiu no colo do deus, esfregando-se contra ele. Hades o deitou na cama, afastando a calcinha para o lado e retirando o vibrador, substituindo-o por seu próprio membro.
— Se quiser que eu pare, diga "azul" — disse Hades, começando a estocar com força.
— Não vou dizer... nunca... — Qin respondeu, fechando as pernas ao redor da cintura de Hades. O deus as abriu com força bruta, dominando o espaço.
Mais tarde, Hades desafiou Qin a andar pelo quarto usando apenas a calcinha e os saltos. Qin tentou, cambaleando de forma excitante, até que Hades o alcançou e o fodeu em pé, segurando-o pelas pernas contra a parede. A maratona continuou por várias posições, com Hades sussurrando obscenidades enquanto Qin o chupava, chegando a engasgar e choramingar de prazer.
Quando Qin finalmente se cansou de ser penetrado, ele jogou a calcinha no colo de Hades e empinou a bunda, balançando-a levemente.
— Me encha, Hades... me encha até eu só ter porra dentro de mim — Qin implorou.
Hades o possuiu por trás, tão fundo que Qin jurava sentir o volume através de sua barriga. O Imperador, ainda de top e saia, sussurrou que queria que Hades chupasse seus peitos. Hades obedeceu prontamente, sentando Qin em seu colo e brincando com os mamilos do humano com a boca e os dedos, enquanto mantinha dois dedos dentro do cu de Qin.
Qin começou a chorar de tanto prazer, esfregando-se contra a coxa de Hades até gozar várias vezes, soltando gritinhos agudos. Quando Hades fez menção de tirar os dedos para levá-lo ao banho, Qin segurou seu braço.
— Não... deixa aí dentro... eu gosto da sensação — Qin pediu timidamente.
Hades, embora surpreso, manteve os dedos lá por um tempo, aproveitando a intimidade silenciosa. Após o banho final, Qin vestiu apenas uma camisa comprida e saltou na cama de barriga para baixo. Ele pegou um dildo pequeno e olhou para Hades.
— Posso ficar com este?
— Pode, Qin.
O Imperador o inseriu e deitou-se relaxado. Hades pegou um livro para ler, enquanto Qin pegou o celular do deus. Ele começou a tirar várias selfies deles — algumas fofas, outras picantes — e uma foto de um beijo apaixonado. Depois, Qin sentou-se no colo de Hades para jogar no celular.
— Está confortável, meu Rei? — perguntou Hades, passando o braço pela cintura de Qin.
— Sim — Qin respondeu, acomodando-se melhor e sentindo o dildo preenchê-lo enquanto jogava.
Quando a fome bateu novamente, Hades levou Qin para a cozinha, sentando-o no balcão de mármore enquanto preparava algo para comer. Qin ficou ali, observando seu companheiro, ainda sentindo-se completo, amado e, acima de tudo, absoluta e deliciosamente governado pelo Rei do Submundo.