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O Despertar da Realeza e o Pacto de Seda
O silêncio do quarto real de Helheim era quebrado apenas pelo som da respiração rítmica de Hades. O Rei do Submundo abriu os olhos lentamente, sentindo o calor do corpo de Qin Shi Huang aninhado contra o seu. Ele observou o Imperador por alguns instantes, admirando a serenidade que raramente transparecia naquele rosto tão acostumado à máscara da arrogância soberana. No entanto, um peso se instalou no peito de Hades. Ele olhou para o relógio de ébano na parede e suspirou; o dever o chamava.
— É uma crueldade — murmurou Hades, acariciando os fios negros de Qin —, ter que trocar essa visão por pilhas de pergaminhos e conselheiros entediantes.
Hades levantou-se com cuidado para não acordar o amante, embora seu olhar demorasse mais do que o necessário nas marcas que havia deixado na pele de Qin durante a noite. Ele se vestiu com sua dignidade habitual, mas a melancolia de ter que deixar o quarto era evidente em seus ombros. Após um último beijo na testa do chinês, ele partiu para o seu escritório.
As horas no escritório pareciam arrastar-se. Hades tentava se concentrar em um relatório sobre as almas recalcitrantes do Tártaro, mas sua mente voltava constantemente para a imagem de Qin Shi Huang. Ele sentia falta do riso atrevido e da presença vibrante que preenchia o vazio de Helheim.
De repente, a porta do escritório se abriu sem que nenhum guarda anunciasse. Hades levantou o olhar, pronto para repreender o intruso, mas suas feições relaxaram instantaneamente. Qin estava lá, parado no batente da porta, vestindo um pijama de seda leve, mas o que fez o coração de Hades falhar uma batida foi a blusa que o Imperador usava por cima: era uma das túnicas de dormir de Hades, visivelmente grande demais para ele, com as mangas dobradas e o tecido caindo pelos ombros.
— Qin? — Hades largou a pena, um sorriso surgindo em seus lábios. — O que faz aqui a esta hora? Você não tinha assuntos da sua própria dinastia para resolver?
— Um Rei que se preza sabe delegar — disse Qin com sua arrogância charmosa, caminhando em direção à mesa de Hades. — Já terminei tudo o que era importante. E, francamente, este palácio fica muito silencioso sem a sua arrogância divina para me fazer companhia.
Sem pedir permissão, Qin deu a volta na mesa e sentou-se confortavelmente no colo de Hades. O Deus dos Mortos o envolveu pela cintura, sentindo o cheiro familiar de sândalo e o calor que emanava do corpo do humano.
— Você é impossível — sussurrou Hades, encostando o rosto no pescoço de Qin.
— Eu sei. Por isso você me ama.
Qin esticou a mão e pegou o celular de Hades que estava sobre a mesa.
— Posso? — perguntou ele, já desbloqueando o aparelho.
— O que é meu é seu, Qin.
Hades voltou a ler um parágrafo importante, enquanto Qin se divertia com o aparelho. O Imperador começou a tirar uma sucessão de fotos, fazendo caretas engraçadas, cruzando os olhos e inflando as bochechas, rindo baixinho das próprias palhaçadas. Depois de cansar das fotos, ele abriu um jogo e concentrou-se totalmente, a língua levemente para fora em sinal de foco.
Hades observava a cena com uma ternura infinita, mas sabia que, se Qin ficasse ali, ele não terminaria o trabalho nunca.
— Qin, meu amor — disse Hades, dando um beijo no ombro dele —, preciso que você vá para o seu palácio agora. Vá se arrumar.
— Arrumar? Para quê? — Qin desviou os olhos da tela por um segundo.
— Vamos sair hoje à noite. Um encontro, apenas nós dois, longe das responsabilidades e dos olhos dos outros deuses.
Os olhos de Qin brilharam com entusiasmo.
— Um encontro? — Ele devolveu o celular e levantou-se com um salto. — Pois bem. Prepare-se, Hades, porque eu pretendo ofuscar até a luz mais brilhante desta terra morta.
Qin partiu em direção ao seu palácio, sua mente já trabalhando em como ele se apresentaria. Quando chegou aos seus aposentos, ele abriu o guarda-roupa com um sorriso malicioso. Ele queria algo que fosse elegante por fora, mas uma promessa por baixo.
Ele começou escolhendo uma lingerie que sabia que enlouqueceria Hades: uma calcinha de renda preta, minúscula e delicada, que contrastava perfeitamente com sua pele. Por cima, vestiu uma calça boca de sino preta, de corte impecável, que acentuava a curva de seus quadris e o comprimento de suas pernas. Escolheu uma blusa de seda fina, levemente transparente sob certas luzes, e finalizou com suas joias imperiais e uma maquiagem leve.
Quando Hades chegou ao palácio de Qin para buscá-lo, ele parou por um momento, simplesmente admirando a figura diante dele.
— Você está magnífico, Qin Shi Huang.
— Eu sempre estou — respondeu Qin, aproximando-se.
Hades, incapaz de resistir à proximidade, deu um tapa sonoro na bunda de Qin, sentindo a firmeza sob o tecido da calça.
— Guarde esse atrevimento para mais tarde — brincou o deus. — Agora, deixe-me apenas vestir algo mais adequado para acompanhar tanta beleza.
Após um jantar íntimo em um dos jardins suspensos mais isolados de Helheim, onde conversaram sobre tudo e nada, o tesão que fervilhava entre eles tornou-se impossível de ignorar. Durante o caminho de volta para os aposentos, Hades não conseguia manter as mãos longe de Qin. Em um corredor mal iluminado, ele puxou o Imperador para um beijo voraz e, por impulso, deslizou a mão por dentro da calça de Qin.
Seus dedos encontraram a delicadeza da renda preta. Hades parou por um segundo, seus olhos escurecendo de desejo.
— Renda preta, Qin? — rosnou Hades contra os lábios dele. — Você planejou isso o dia todo, não foi?
Qin sentiu o rosto queimar, mas não desviou o olhar.
— Um imperador deve estar sempre preparado para ser conquistado por seu rei.
— Tire a calça — ordenou Hades, sua voz carregada de autoridade divina. — Fique apenas com a calça e a blusa.
Qin obedeceu, sentindo o ar frio de Helheim em suas pernas, mas o olhar de Hades o aquecia mais do que qualquer fogo. Hades sentou-se em uma poltrona próxima e deu dois tapinhas leves em sua própria coxa.
— Venha aqui.
Qin caminhou com elegância e, em vez de sentar-se de lado, ele montou em Hades. Ele sentiu o volume rígido do pau do deus ainda por baixo da calça de pijama e começou a rebolar lentamente, sentindo o atrito que o fazia arfar.
Hades soltou um suspiro pesado, pegando um frasco de lubrificante que sempre parecia estar ao alcance das mãos. Sem tirar a calcinha de Qin, ele apenas a puxou para o lado, expondo a entrada já úmida e ansiosa. Hades começou a inserir um, dois, três dedos, alargando Qin com uma paciência torturante.
— Hades... — Qin gemeu, jogando a cabeça para trás. — Chega de dedos. Eu quero você. Agora.
— Tem certeza, meu Imperador? — Hades provocou, parando o movimento.
— Por favor... me dê o que é meu.
Hades não o fez esperar mais. Ele se livrou da própria calça e, com um movimento único, deitou Qin na cama, levantando as pernas do chinês e apoiando-as em seus ombros largos. Ele se enterrou em Qin com uma investida profunda, fazendo o Imperador gritar o seu nome.
O ato foi uma dança de poder e entrega. Eles se possuíram em várias posições, o som da carne colidindo e os gemidos preenchendo o quarto. Quando finalmente gozaram, a exaustão os atingiu como uma onda. Hades desabou ao lado de Qin, ambos cobertos de suor e fluidos. O Imperador ainda usava apenas a calcinha de renda, agora torta e encharcada, enquanto o sêmen de Hades começava a vazar lentamente por entre suas pernas abertas.
Hades, com o coração ainda acelerado, esticou o braço e começou a acariciar os cabelos de Qin. O Imperador olhou para ele com olhos pesados de sono e prazer. Com um esforço visível, Qin sentou-se, sentindo o desconforto e a sensibilidade do ato recente. Ele engatinhou sobre o colchão até Hades, deitando-se sobre o peito do deus e passando uma de suas pernas por cima do quadril dele, abraçando-o como se Hades fosse seu único porto seguro.
Hades envolveu a bunda de Qin com uma das mãos, puxando-o para mais perto e beijando o topo de sua cabeça.
— Durma, meu Rei — sussurrou Hades.
Qin adormeceu quase instantaneamente. No entanto, por volta das três da manhã, ele acordou. Ele sentia-se pegajoso e desconfortável; a porra de Hades havia secado em suas coxas e ele sentia a necessidade urgente de um banho.
Ele levantou-se com extrema dificuldade. Suas pernas tremiam violentamente e cada passo era uma batalha contra a gravidade. Ele se arrastou até o banheiro e ligou o chuveiro, tentando se manter em pé enquanto a água morna lavava seu corpo.
Enquanto isso, Hades acordou com o som da água. Ele percebeu a ausência de Qin e sentou-se na cama. Em vez de ir até o banheiro, ele decidiu esperar do lado de fora, no quarto escuro, apenas para garantir que o humano estivesse bem.
Quando Qin finalmente saiu do banheiro, secando-se como podia, ele deu um grito abafado e um salto para trás.
— Pelos deuses, Hades! — Qin levou a mão ao peito. — Você quer me matar? O que está fazendo aí parado no escuro como um espectro?
Hades soltou uma risada baixa e rouca.
— Eu estava apenas esperando por você. Pensei que pudesse ter caído.
— Minha dignidade pode ter caído, mas eu ainda consigo andar — resmungou Qin, embora seu sorriso o traísse.
Enquanto Hades entrava no banheiro para sua própria higiene, Qin foi até o armário. Ele procurou entre as gavetas até encontrar o que queria: a blusa de seda negra de Hades, aquela que o deus sempre dizia que ficava perfeita em Qin porque realçava sua pele. Ele a vestiu, sentindo o tecido macio e o cheiro de Hades o envolvendo.
Ele deitou-se na cama, esperando. Quando Hades saiu do banheiro, vestindo apenas uma calça de pijama cinza que ficava baixa em seus quadris, ele viu Qin deitado, já quase dormindo novamente.
Hades deitou-se e, com um movimento possessivo e carinhoso, puxou Qin para trás, colando as costas do chinês em seu peito. Qin se aconchegou, encaixando-se perfeitamente no abraço do deus.
— Boa noite, Hades — murmurou Qin, já mergulhando no sono.
— Boa noite, meu Imperador — respondeu Hades, fechando os olhos e sentindo que, em todo o submundo, não havia lugar onde ele preferia estar.