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Sombras de Veludo e o Trono de Carne

O silêncio nos aposentos de Hades era absoluto, uma redoma de isolamento que contrastava violentamente com o burburinho caótico que haviam deixado no salão principal. A porta pesada de ébano se fechou com um clique surdo, e Qin Shi Huang sentiu-se finalmente livre do escrutínio dos outros deuses e humanos. No entanto, a liberdade trazia consigo uma tensão ainda mais elétrica.

Hades não perdeu tempo. Ele pressionou Qin contra a madeira da porta, seus corpos ainda quentes da urgência anterior no beco, mas agora havia uma calma predatória em seus movimentos. O Rei do Submundo desfez os últimos botões da blusa preta de Qin, revelando a pele pálida marcada pelo calor e pelo suor.

— Você me desafiou a mostrar do que um deus é capaz — sussurrou Hades, sua voz vibrando contra a clavícula de Qin. — Mas ainda não terminei de reivindicar meu território.

— Então não pare — ofegou Qin, jogando a cabeça para trás. — Um imperador não aceita tributos pela metade.

Hades ergueu Qin nos braços, as pernas do humano circulando sua cintura instintivamente, e o levou para a imensa cama de dossel coberta por lençóis de seda negra. O contraste entre a pele de Qin e o tecido escuro era quase artístico. O deus despojou-se de suas próprias vestes com uma eficiência nobre, revelando um corpo esculpido por eras de batalhas e o peso da coroa de Helheim.

Quando Hades se posicionou entre as pernas de Qin, o Imperador viu, pela primeira vez com clareza total sob a luz das velas, a magnitude do que o enfrentava. O membro de Hades era imponente, vinte e cinco centímetros de uma virilidade divina que prometia preencher cada vazio e levar Qin ao limite de sua resistência.

Hades sentou-se no centro da cama e puxou Qin para o seu colo. Ele guiou o Imperador para que ficasse sentado sobre ele, de frente, com as pernas abertas. Qin sentiu a ponta firme de Hades pressionando sua entrada, e o choque térmico e tátil enviou uma descarga elétrica por sua espinha.

— Devagar, Qin — instruiu Hades, suas mãos grandes segurando firmemente os quadris do humano. — Eu quero que você sinta cada centímetro.

Qin desceu lentamente. O preenchimento era absoluto, uma sensação de expansão que beirava a dor, mas que se transformava em um prazer agonizante à medida que ele se acomodava. Ele soltou um gemido longo, as unhas cravando-se nos ombros de Hades enquanto seu corpo se adaptava àquela invasão colossal.

Uma vez totalmente preenchido, Qin começou a se mover. Ele começou a quicar no colo de Hades, um ritmo rítmico e possessivo. A cada descida, ele sentia Hades atingir o fundo de seu ser, estimulando pontos que ele nem sabia que existiam. Por causa de sua sinestesia toque-espelho, Qin não sentia apenas o seu próprio prazer; ele sentia a rigidez de Hades, o calor pulsante do deus e a satisfação avassaladora que emanava do Soberano do Submundo.

— Isso... é demais... — Qin arquejou, as lágrimas começando a se formar nos cantos de seus olhos. O excesso de estímulo era como uma tempestade sensorial. Ele sentia a fricção, o peso e a luxúria de Hades como se fossem lâminas de puro êxtase cortando sua consciência.

Hades rosnou, apertando os quadris de Qin e impulsionando-se para cima para encontrar cada descida do Imperador. O ritmo acelerou, o som da carne batendo contra a carne preenchendo o quarto. Quando Hades finalmente atingiu o ápice, ele rugiu, seu sêmen jorrando quente e profundo dentro de Qin. O Imperador desabou para frente, apoiando as mãos no peitoral largo e firme de Hades, sentindo o coração do deus martelar contra suas palmas.

Mas Hades ainda não estava satisfeito. A energia de um deus era vasta, e o desejo que Qin despertara nele era insaciável. Com um movimento fluido, Hades deitou Qin de costas na cama, abrindo suas pernas ainda mais.

— A noite mal começou, meu Imperador — disse Hades, sua voz carregada de uma promessa sombria.

Eles se fundiram novamente, desta vez em uma investida mais crua e animalesca. Hades fodeu Qin em várias posições, explorando cada ângulo, cada reação do corpo humano. Em um momento, Qin estava de quatro, os dedos agarrando os lençóis de seda enquanto Hades o possuía por trás com estocadas longas e devastadoras; no momento seguinte, ele estava com as pernas jogadas sobre os ombros do deus, vendo o rosto de Hades transformado pela luxúria.

As lágrimas agora corriam livremente pelo rosto de Qin. Não eram lágrimas de tristeza, mas de uma sobrecarga sensorial absoluta. Sua sinestesia o fazia experimentar cada batida do coração de Hades, cada espasmo muscular do deus, como se fosse seu próprio corpo sendo levado ao colapso. O prazer era tão vasto que se tornava uma forma de tortura divina, um êxtase que o fazia soluçar e clamar pelo nome de Hades entre gemidos desconexos.

— Por favor... Hades... eu não... — Qin tentava falar, mas os sentidos estavam embotados pela sensação de ser preenchido repetidamente por aquela força avassaladora de vinte e cinco centímetros que parecia estar reescrevendo sua alma.

Hades, percebendo o estado de Qin, suavizou o toque por um momento apenas para beijar as lágrimas do Imperador, antes de retomar o ritmo que os levaria juntos até o amanhecer.

...

A luz da manhã entrou timidamente pelas frestas das cortinas pesadas, revelando um cenário de completa desordem. O quarto fedia a sexo, suor e ao almíscar inconfundível de Hades.

Qin Shi Huang acordou com a sensação de que cada músculo de seu corpo havia sido derretido e moldado novamente. Ele estava exausto, o sono pesando em suas pálpebras como chumbo. Ele se levantou com dificuldade, sentindo o latejar familiar entre suas pernas, e procurou algo para vestir. Seus próprios trajes estavam em frangalhos ou perdidos em algum canto. Sem pensar muito, ele pegou uma das camisas de dormir de Hades — uma peça de seda fina e escura que ficava enorme nele, batendo no meio de suas coxas — e vestiu um par de shorts curtos que encontrou em uma gaveta lateral.

Seu cabelo, geralmente preso com perfeição, era um ninho de fios negros bagunçados, e sua pele estava coberta de marcas: mordidas no pescoço, marcas de dedos nos quadris e chupões arroxeados que desciam pelo colo.

Hades já estava de pé, vestindo sua túnica habitual, embora seus olhos tivessem uma satisfação calma e profunda. Ele observou Qin com um meio sorriso.

— Você parece ter sobrevivido, Imperador.

— Mal... — resmungou Qin, a voz rouca. — Você é um monstro, Hades.

— Eu sou um deus — corrigiu ele, oferecendo o braço para Qin. — Vamos. O café da manhã nos espera.

Quando os dois entraram na sala de jantar comum do palácio, o silêncio caiu instantaneamente. Todos os olhares se voltaram para o par.

Qin estava visivelmente dopado de sono, caminhando de forma um pouco instável, usando a camisa claramente grande demais de Hades e com o cabelo parecendo ter passado por um furacão. As marcas em seu pescoço eram impossíveis de ignorar, gritando para quem quisesse ver o que havia acontecido durante a noite.

Zeus, que estava prestes a levar uma uva à boca, parou no meio do caminho. Ares ficou vermelho instantaneamente, e Shiva soltou um assobio longo.

— Pelas barbas de meu pai... — murmurou Hermes, ajustando os óculos. — O Imperador parece que foi atropelado por uma carruagem divina.

— Ou por algo muito mais longo e pesado — zombou Loki, rindo por trás da mão.

Brunhilde cobriu o rosto com a mão, suspirando de frustração. Alvitr, que estava sentada perto de Göll, olhou para o amigo com uma mistura de preocupação e uma vontade imensa de rir da situação.

— Qin! — chamou Alvitr. — Você sabe que está usando a camisa dele, não sabe? E que seu pescoço parece um mapa de guerra?

Qin, que estava tentando focar em uma xícara de chá, apenas piscou os olhos pesados, sem entender a gravidade da situação.

— O quê? — ele murmurou, a voz arrastada pelo cansaço. — Tá confortável... e o Hades é quente... deixem de ser chatos.

Ares, recuperando a voz, levantou-se.

— Isso é um absurdo! Hades, você é o líder mais nobre de nós, como pode deixar que ele apareça assim? Ele está desonrando a...

Hades parou de servir seu café e simplesmente levantou o olhar. Não foi um olhar irritado, mas uma expressão de autoridade tão gélida e absoluta que o ar na sala pareceu congelar. Seus olhos brilharam com uma promessa de retribuição silenciosa para qualquer um que ousasse continuar aquele assunto.

— Algum problema, Ares? — a voz de Hades era suave, mas carregava o peso de Helheim.

Ares engoliu em seco, sentindo o suor frio escorrer por suas têmporas. Ele se sentou lentamente, sem dizer mais uma palavra. Zeus deu uma risadinha nervosa e voltou a comer suas uvas, e até Loki decidiu que o teto da sala era muito interessante para ser observado naquele momento.

Hades voltou sua atenção para Qin, puxando a cadeira para o Imperador se sentar ao seu lado. Ele ajeitou uma mecha rebelde do cabelo de Qin com uma ternura que chocou a todos mais do que as marcas de sexo.

— Coma, Qin — disse Hades suavemente. — Você gastou muita energia.

Qin assentiu, encostando a cabeça no ombro de Hades enquanto pegava um pedaço de pão, alheio ao fato de que acabara de silenciar o Olimpo inteiro apenas por estar exausto e marcado pelo seu novo "trono".

No canto da sala, Nikola Tesla anotava algo em seu caderno.

— De fato — murmurou o cientista —, a transferência de energia entre uma divindade e um humano em estado de sinestesia produz resultados... fascinantes. Especialmente na área da resistência física.

Jack, o Estripador, apenas sorriu por cima de sua xícara de chá, observando as cores de Qin e Hades se misturarem em um tom de pertencimento que nenhuma zoação ou julgamento poderia quebrar. O Imperador da China e o Rei do Submundo haviam encontrado seu próprio equilíbrio, e quem quer que tentasse contestar isso teria que lidar com a fúria de um deus e a teimosia de um rei que, mesmo com sono, ainda sabia exatamente onde era o seu lugar: ao lado de Hades.