Depois do treino
Dominação e Rendição no Centro de Treinamento
O silêncio que se seguiu ao clímax foi preenchido apenas pelo som das três respirações pesadas e pelo gotejar do suor no tatame de borracha. Lívia estava entregue, com o corpo mole nos braços de Henrique, enquanto Uerick a observava com um olhar de pura satisfação possessiva. Mas o ar ainda estava carregado; a tensão sexual não havia se dissipado completamente, apenas mudado de frequência, tornando-se algo mais denso e lento.
Uerick afastou-se por um momento, caminhando até o banco de supino onde repousava sua garrafa de água. Ele virou o líquido gelado, deixando que algumas gotas escorressem pela barba aparada e pelo peito tatuado, antes de voltar o olhar para a cena à sua frente. Lívia, com os cachos bagunçados e a pele morena brilhando, parecia uma obra de arte do caos e do prazer.
— Você acha que ela já teve o suficiente, Henrique? — perguntou Uerick, a voz grave vibrando no ambiente amplo.
Henrique, que ainda mantinha Lívia pressionada contra si, sentindo o calor que emanava dela, deslizou a mão pela curva acentuada da bunda de sua pupila, apertando a carne com força.
— Ela tem fôlego de atleta, Uerick. E olha para esses olhos... ela ainda está com fome. — Henrique inclinou a cabeça de Lívia para trás, forçando-a a olhar para ele. — Não está, morena?
Lívia tentou responder, mas sua garganta estava seca. Ela apenas assentiu, um movimento sutil que fez Henrique sorrir. Ele a soltou devagar, permitindo que ela se apoiasse nas cordas do ringue que ficava ao lado do tatame. A frieza das cordas contra suas costas era um contraste bem-vindo ao calor febril que ainda sentia entre as pernas.
— Então vamos ver o quanto ela aguenta no oral — declarou Uerick, aproximando-se novamente. — Henrique, segura ela. Eu quero que ela sinta cada centímetro enquanto você trabalha o clitóris dela.
Henrique posicionou-se atrás de Lívia, passando os braços por baixo das axilas dela e segurando seus pulsos, prendendo-a contra as cordas do ringue. A posição deixava o corpo de Lívia totalmente exposto e vulnerável. Uerick parou à frente dela, a imponência de seus 33 anos e seu físico musculoso dominando o campo de visão da jovem.
— Abre a boca, Lívia — ordenou Uerick.
Ela obedeceu, sentindo o coração martelar contra as costelas. Uerick guiou seu pênis grande, ainda pulsante e rígido, para dentro da boca dela. Lívia fechou os olhos, concentrando-se na textura e no calor, enquanto suas mãos, presas por Henrique, tentavam inutilmente agarrar algo.
— Isso... engole tudo — murmurou Uerick, sua mão grande espalmada na nuca dela, ditando um ritmo firme e profundo.
Enquanto Lívia se perdia no sabor de Uerick, Henrique não ficou parado. Ele soltou um dos pulsos dela e desceu a mão por entre as pernas da morena. Seus dedos longos e ágeis encontraram o clitóris de Lívia, que já estava em carne viva de tanta sensibilidade. Henrique começou a massageá-lo com movimentos rápidos e circulares, usando o próprio lubrificante dela para facilitar o deslize.
— Gosta disso, não gosta? — Henrique sussurrou no ouvido dela, dando uma mordida firme em seu ombro. — Sentir o Uerick na boca enquanto eu te faço gozar de novo...
Lívia soltou um gemido abafado contra o membro de Uerick. O estímulo duplo estava drenando suas últimas resistências. Ela sentia a vibração da voz de Henrique em suas costas e a força rítmica de Uerick em sua garganta. A agressividade controlada dos dois era como um combustível que a incendiava.
Uerick, sentindo que Lívia estava ficando sem ar, recuou um pouco, mas não a soltou. Ele usou a outra mão para desferir um tapa estalado na bochecha dela, o som ecoando pelo galpão.
— Presta atenção no que eu vou te dizer — disse Uerick, segurando o rosto dela com força. — Você vai gozar agora, Lívia. Vai gozar enquanto chupa o meu pau e enquanto o Henrique te destrói com os dedos. Eu quero sentir o seu espasmo na minha língua quando eu trocar com ele.
Sem dar tempo para ela processar, Uerick trocou de posição com Henrique em um movimento coreografado pela luxúria. Agora era Henrique quem estava à frente dela, e Uerick quem a segurava por trás, puxando seu cabelo cacheado com tanta força que ela foi obrigada a arquear o pescoço, expondo a garganta.
Henrique entrou na boca dela com uma urgência nova, enquanto Uerick, por trás, deslizava a mão por baixo da bunda de Lívia, alcançando sua intimidade. O toque de Uerick era diferente do de Henrique; era mais pesado, mais exigente. Ele pressionava o clitóris dela com o polegar de forma bruta, quase dolorosa, mas que a levava ao delírio.
— Chupa, Lívia! — comandou Henrique, as mãos segurando as coxas dela e abrindo-as ainda mais. — Mostra para o Uerick como você é uma boa menina.
Lívia estava no limite. O prazer era uma dor doce que subia por suas pernas e se concentrava no baixo ventre. Ela sentia o pênis de Henrique preencher sua boca enquanto os dedos de Uerick a faziam latejar lá embaixo.
— Ela está chegando, Henrique — avisou Uerick, sentindo os músculos das coxas de Lívia tremerem violentamente.
— Então não para, Uerick! Bate nela! — exclamou Henrique, aumentando a intensidade do movimento.
Uerick desferiu uma sequência de tapas ruidosos na bunda de Lívia, a pele morena ficando marcada pelo carinho bruto. Ao mesmo tempo, ele intensificou o estímulo no clitóris. Lívia não aguentou mais. Ela começou a gozar enquanto ainda tinha o pênis de Henrique na boca, seus gemidos saindo abafados e desesperados.
O corpo dela travou em um arco de puro êxtase. Ela sentia as contrações rítmicas de sua vagina apertando o vazio, enquanto sua boca sugava Henrique com uma força involuntária. Ela gozou longo e profundo, sentindo as lágrimas de prazer escorrerem pelos olhos fechados.
Quando Henrique finalmente se afastou, Lívia desabou no tatame, os braços sem força para sustentá-la. Ela ficou ali, deitada de lado, ofegante, o perfume doce de seu corpo agora misturado ao cheiro forte de sexo e suor.
Uerick e Henrique se entreolharam, um sorriso cúmplice entre os dois. Eles se aproximaram da jovem, um de cada lado, e se ajoelharam.
— Você foi muito bem hoje, morena — disse Uerick, passando a mão pelo rosto dela com uma ternura inesperada que contrastava com a brutalidade de minutos atrás.
— O treino de hoje foi o mais produtivo de todos — concordou Henrique, beijando a testa suada de Lívia. — Mas amanhã, às oito da noite, queremos você aqui de novo. No mesmo horário.
Lívia abriu os olhos devagar, olhando para os dois homens que a dominavam. Ela sentia-se marcada, exausta e completamente pertencente àquele lugar e àqueles homens.
— Eu estarei aqui — sussurrou ela, a voz rouca. — Eu sempre estarei aqui.
Uerick ajudou-a a se levantar, segurando-a pela cintura para garantir que ela não caísse. Ele deu um último tapa firme em sua bunda, um lembrete de quem estava no comando.
— Vá se limpar. Nós terminamos por hoje.
Enquanto Lívia caminhava em direção aos vestiários, cambaleante mas com um sorriso vitorioso, Uerick e Henrique ficaram para trás, observando o balanço de seus quadris. Eles sabiam que aquela era apenas mais uma noite de muitas que viriam, onde o tatame deixaria de ser um lugar de luta para se tornar o santuário de seus desejos mais sombrios.