Voltar ao resumo

Destiny

O Batismo do Fogo e a Rendição do Aço

A noite nas estepes nunca mais seria a mesma para Mulan. O que começara como uma necessidade de sobrevivência e uma curiosidade mórbida transformara-se em uma fome que nenhum tratado de paz ou código de honra poderia saciar. Desde o momento em que Shan Yu rompera a última barreira de sua inocência, o líder huno parecia ter descartado qualquer resquício de hesitação. Ele a reivindicara, e ao fazê-lo, libertara uma fera que nem mesmo ele sabia que existia sob a pele da soldada chinesa.

Sem a dor do primeiro encontro para detê-lo, Shan Yu tornou-se uma força da natureza. Ele não se continha mais. Ele a queria em todos os lugares, em todos os momentos, como se cada centímetro dela fosse um território recém-conquistado que precisava ser marcado repetidamente pelo seu domínio.

— Você achou que eu seria gentil para sempre, pequena loba? — a voz de Shan Yu era um rosnado baixo enquanto ele a encurralava contra a mesa de madeira pesada no centro da tenda, onde mapas e adagas foram varridos para o chão com um movimento impaciente de seu braço.

Mulan arquejou, sentindo a frieza da madeira contra suas costas e o calor sufocante do corpo dele entre suas pernas.

— Eu nunca esperei gentileza de um monstro — ela rebateu, embora suas mãos já estivessem enterradas nos cabelos negros dele, puxando-o para mais perto.

Shan Yu soltou uma risada sombria e, sem aviso, virou-a de costas. Ele a forçou a se inclinar sobre a mesa, flexionando seu corpo até que ela estivesse completamente vulnerável. Com uma mão, ele segurou os dois pulsos dela contra a madeira, e com a outra, desferiu um tapa sonoro e firme em sua nádega direita. O estalo ecoou pela tenda, seguido imediatamente pelo arquejo de surpresa e prazer de Mulan.

— Goste disso — comandou ele, a voz rouca de desejo. — Goste de saber que você pertence ao homem que o mundo inteiro teme.

Ele não esperou por uma resposta. Shan Yu posicionou-se e entrou nela com uma estocada bruta, profunda e possessiva. Mulan soltou um grito que foi abafado pela superfície da mesa. Não havia sutileza; era um ato de guerra transformado em êxtase. Ele a penetrava com uma força que fazia a mesa ranger, cada impacto ecoando como o bater de um tambor de batalha.

Mulan sentia cada centímetro dele, a espessura e o calor invadindo-a de uma forma que a fazia perder o chão. Ela não lutava contra ele; ela lutava *com* ele. Seus dedos arranhavam a madeira, buscando apoio enquanto ele a usava com uma ferocidade implacável.

— Olhe para mim — ordenou ele, puxando-a pelo cabelo para que ela virasse o rosto.

Ela obedeceu, os olhos nublados pela luxúria, os lábios entreabertos.

— Diga meu nome — sibilou ele, aumentando o ritmo, as mãos agora apertando os quadris dela com tanta força que deixariam marcas por dias.

— Shan Yu... — ela gemeu, a voz embargada. — Mais... não pare...

Ouvir o próprio nome saindo dos lábios dela naquela entrega total era o combustível que ele precisava. Ele a apertava, amando a resistência dos músculos dela, a forma como ela o envolvia com uma pressão que o levava ao limite. Ele a virou novamente, puxando suas pernas para que se enlaçassem em sua cintura, e a carregou em direção à cama de peles, sem nunca se desconectar.

No trajeto, ele a prensou contra um dos pilares de sustentação da tenda. O impacto fez Mulan soltar um suspiro agudo. Ele a penetrava ali mesmo, em pé, os braços dela agarrados ao seu pescoço enquanto ela se entregava ao ritmo selvagem.

— Você é minha — ele rosnava entre beijos brutais em seu pescoço. — Cada cicatriz, cada suspiro. Você é a única coisa neste mundo que eu não vou destruir.

— Então me possua... — Mulan sussurrou, mordendo o ombro dele até sentir o gosto metálico do sangue. — Não deixe nada sobrar.

Eles caíram sobre as peles de urso como dois animais em um combate mortal que só poderia terminar em rendição. Shan Yu não lhe dava trégua. Ele explorava cada curva, cada zona sensível com uma perícia cruel. Ele amava ouvi-la gemer, amava a forma como ela o apertava quando chegava ao ápice, os músculos internos dela contraindo-se ao redor dele como uma armadilha de seda.

Ele a penetrava com força, as coxas dela presas contra o peito, permitindo que ele fosse ainda mais fundo. Mulan sentia que estava sendo forjada novamente sob o peso dele. O prazer era uma chama que a consumia, transformando a disciplina da soldada na paixão da guerreira. Ela não tinha vergonha; ela queria a brutalidade dele, queria a marca de seus dentes em seu ombro, queria sentir o peso absoluto do homem que desafiara o Imperador.

— Sinta isso — ele murmurou, o suor pingando de seu rosto no dela enquanto ele atingia o ápice. — Sinta o que é estar viva.

Mulan arqueou as costas, as unhas cravando-se nos antebraços poderosos dele enquanto o orgasmo a atingia em ondas violentas. Ela gritou o nome dele, uma declaração de guerra e de amor que ecoou pela noite silenciosa das estepes.

Horas depois, na penumbra da tenda, Shan Yu ainda a mantinha presa contra si. Seus dedos traçavam as marcas que ele deixara na pele pálida dela — marcas de dentes, de dedos, de uma posse que ia além da carne.

— Você ainda me odeia? — perguntou ele, a voz suave pela primeira vez, embora ainda carregada de uma autoridade inata.

Mulan virou-se nos braços dele, observando as cicatrizes no peito do homem que deveria ser seu maior inimigo.

— Eu odeio o que você me tornou — ela respondeu, puxando o rosto dele para um beijo lento e profundo. — Mas eu amo o fato de que, com você, eu não preciso mais fingir ser nada.

Shan Yu sorriu, um brilho de satisfação predatória em seus olhos.

— Amanhã, nós cavalgamos — disse ele, voltando a cobrir o corpo dela com o seu. — Mas esta noite... esta noite o mundo pertence apenas a nós. E eu ainda não terminei com você.

Ele a beijou novamente, um beijo que prometia mais horas de uma entrega selvagem. Mulan fechou os olhos e abriu as pernas, recebendo-o de volta com a mesma ferocidade que aprendera a amar. Nas sombras da tenda huno, a honra da China morrera, e em seu lugar, nascera algo muito mais perigoso: uma rainha forjada no fogo do pecado e na liberdade do aço.