Família vôlei(caos)
Posse e Certezas
A noite caiu densa sobre a mansão, trazendo consigo uma nova carga de umidade que fazia o ar parecer pesado e elétrico. Na varanda gourmet, Julia desvencilhou os lábios de Noah de seu peito suavemente, ajeitando a camisola com um suspiro exausto. O menino adormeceu em um sono profundo, com a barriguinha cheia. Julia deitou-se de lado, apoiando o torso sobre o peito largo de Kate na rede espaçosa, sentindo o compasso firme do coração da esposa sob o tecido leve da regata.
— Preciso tomar um banho logo... — murmurou Julia rente ao pescoço da russa, a voz arrastada, lembrando-se do calor que haviam compartilhado no quarto horas atrás. — Ainda sinto você inteira na minha pele.
Kate sorriu de canto, os dedos compridos acariciando a nuca da ruiva de forma possessiva.
— E eu não me importaria de repetir tudo outra vez — sussurrou a loira, depositando um beijo demorado na têmpora da esposa.
A calmaria, contudo, desfez-se em questão de minutos. O vento repentino fez as copas das árvores chicotearem contra a cerca viva, acompanhado por um estrondo ensurdecedor de trovão que iluminou o jardim. Quase no mesmo instante em que a tempestade recomeçou a açoitar as janelas de vidro temperado, três batidas firmes e inesperadas ecoaram na pesada porta de entrada.
Gabi, que descia as escadas naquele momento segurando uma garrafa térmica, franziu a testa, surpresa com o som em horário tão impróprio. Aproximou-se do hall e girou a maçaneta.
Ao puxar a porta, os olhos escuros de Gabriela arregalaram-se em puro choque. Encharcada sob a marquise da entrada, segurando um casaco esportivo, estava a jovem jogadora italiana recém-chegada ao time delas.
— Mas o que você tá fazendo aqui com esse tempo? — escapou da boca de Gabi, a surpresa evidente no tom de voz.
Julia, que havia subido rapidamente ao quarto para acomodar o bebê e agora descia o último lance de escadas, paralisou com a mão no corrimão de vidro. O olhar verde e gélido caiu sobre a figura da novata na soleira da porta.
Ao fundo, Kate levantou-se da rede, o semblante fechando-se instantaneamente em uma máscara de tensão. A oposta russa caminhou até o corredor central, tentando intervir antes que a situação explodisse.
— Julia, vai para a cozinha um instante. Deixa que eu...
— Não vou para cozinha nenhuma — cortou Julia, a postura ereta, descendo os degraus restantes como uma leoa demarcando território. Parou ao lado de Gabi e cruzou os braços sobre o peito, encarando a garota de cima a baixo com desdém indisfarçável. — O que foi que aconteceu de tão urgente para você vir bater na nossa porta no meio dessa tempestade?
A novata, claramente sem graça diante do clima gélido e do olhar afiado da ruiva, olhou de Julia para Kate, gaguejando levemente.
— Eu... eu precisava pedir carona ou ver sobre o cronograma de treinos que a comissão técnica passou. O aplicativo deu erro e... — A menina engoliu em seco, olhando para a estatura imponente de Julia. — A Antropova nunca comentou no clube que era casada. Muito menos que tinha dois filhos.
O ar na sala pareceu evaporar. Julia abriu um sorriso sarcástico, venenoso, que não alcançou os olhos.
— Não comentou, é? — soltou Julia, virando o rosto devagar na direção de Kate, cravando as unhas nas palmas das mãos fechadas. — Pois tá muito certo. Bem conveniente, não acha?
Sem esperar qualquer réplica da jogadora ou da esposa, Julia deu meia-volta com passos duros e marchou direto para a cozinha, batendo o pé no chão. Kate apressou-se em encerrar o assunto na porta: dispensou a garota de forma seca, recomendando que resolvesse qualquer pendência pelo grupo oficial do clube e não comparecesse à sua residência sem aviso prévio.
Quando a porta se fechou e Kate entrou na cozinha para conter o estrago, Julia sequer a deixou falar.
— Não encosta em mim, Ekaterina. Nem começa. Você não tem vergonha na cara? — disse Julia, com o peito subindo e descendo de fúria, as bochechas coradas pelo ciúme dramático e desmedido. — Não quero ouvir uma palavra.
A tentativa de diálogo afundou no orgulho ferido da brasileira. A noite terminou no pior silêncio possível. Kate, sabendo que forçar uma aproximação naquele estado só geraria gritos desnecessários que acordariam os meninos, pegou um cobertor pesado e deitou-se no sofá da sala de estar, encarando o teto escuro sob a fúria da chuva.
Pela manhã, a penumbra da sala foi rompida pelo rangido dos passos no piso laminado. Lucas, o irmão de dezesseis anos de Julia, desceu as escadas acompanhado por Gabi. Ao verem a gigante loira de mais de dois metros encolhida no sofá com os pés pendendo para fora do móvel, os dois trocaram olhares maliciosos.
— Ora, ora... Parece que o tempo não esfriou só lá fora — zombou Gabi, cruzando os braços e encostando-se na parede com um sorriso irônico nos lábios.
— Dormiu confortável aí, dona Kate? Quer que eu pegue um travesseiro menor pro seu castigo? — emendou Lucas, prendendo o riso enquanto ia em direção à cafeteira.
Kate abriu apenas um olho, soltando um resmungo rouco e atirando uma almofada na direção do cunhado, que se esquivou rindo.
— Calem a boca antes que eu bote os dois pra correrem na chuva — rosnou a russa, sentando-se com a coluna estalando.
A brincadeira morreu no segundo seguinte. Julia desceu as escadas segurando Noah com delicadeza contra o ombro. O olhar estava fixo à frente, a expressão fechada como uma rocha. Ignorou solenemente a presença de Kate no sofá, caminhou até a mesa de café, puxou a cadeira e sentou-se em silêncio absoluto. Apenas deu bom dia a Lucas e serviu uma porção de frutas, tratando a esposa como se fosse uma mobília transparente.
Aquele clima pesado arrastou-se pelo dia inteiro.
Ao anoitecer, quando Gabi e Kate retornaram do treino físico e tático no clube, encontraram a casa em uma calma aparente. Lucas estava na bancada da cozinha ajudando Léo a montar um quebra-cabeça, enquanto Noah dormia profundamente no bebê-conforto acomodado ao lado.
— Onde está a Julia? — perguntou Gabi, largando a bolsa no chão e esticando as costas doloridas.
— Ela saiu faz mais de uma hora — respondeu Lucas sem tirar os olhos das peças. — Pegou uma roupa de academia, pegou a chave do carro e disse que ia treinar fora. Que precisava desestressar.
Kate e Gabi trocaram um olhar longo e carregado. A loira apenas trincou o maxilar, murmurando algo inaudível em russo entre os dentes.
Mais tarde, quando Julia finalmente retornou com os cabelos presos num rabo de cavalo alto e o corpo brilhando de suor, mal olhou para a sala. Subiu direto para o quarto, tomou um banho rápido, desceu para amamentar Noah e deixou um beijo demorado nos cabelos de Léo antes de voltar a se isolar no andar de cima.
Naquela noite, Kate voltou para o sofá. Porém, antes de apagar a luz, parou diante da rede onde Gabi descansava navegando no celular.
— Isso acaba amanhã — afirmou Kate, com uma frieza determinada no tom de voz. — Amanhã à noite essa palhaçada chega ao fim.
— Boa sorte, russa — respondeu Gabi com um risinho solidário. — Você sabe como a Julia é quando cisma que tá certa.
Na manhã seguinte, a rotina de treinos repetiu-se. O dia passou sob uma nuvem de expectativa. Quando a tarde deu lugar às primeiras sombras do crepúsculo, Kate e Gabi retornaram. A estratégia já estava montada: Gabi recolheu Noah no carrinho, chamou Léo e convocou Lucas para darem uma longa caminhada pelas alamedas arborizadas do condomínio fechado, aproveitando a trégua das chuvas.
A casa mergulhou no silêncio.
Kate esperava sentada na poltrona da sala de estar, de banho tomado, trajando apenas uma calça de moletom cinza e uma regata preta justa, as pernas longas estendidas. Quando o barulho da fechadura eletrônica soou e a porta se abriu, Julia entrou. A ruiva vinha novamente de top e legging colada, os cabelos desalinhados do treino, com a garrafa de água na mão.
Parou ao ver Kate sozinha na sala. Olhou em volta, estranhando a ausência do barulho infantil característico da casa.
— Cadê os meninos? E a Gabi? — perguntou Julia, a voz seca, mantendo o tom defensivo dos últimos dois dias.
Kate levantou-se com lentidão deliberada. Toda a sua envergadura física parecia ocupar o espaço ao redor.
— Foram dar um passeio longo pelo condomínio — respondeu Kate, dando os primeiros passos firmes na direção dela. — E nós duas vamos resolver essa palhaçada de uma vez por todas.
— Eu não tenho nada para falar com você — rebateu Julia com desdém, dando meia-volta e marchando com arrogância em direção à cozinha gourmet.
Ela não deu mais de três passos.
Com a agilidade assustadora que a tornava uma das atletas mais dominantes do mundo, Kate cortou a distância, alcançou a ruiva por trás e prensou o corpo de Julia com força bruta contra a bancada fria de mármore translúcido. A garrafa de água escapou da mão de Julia, estalando contra o chão.
— Me solta, Kate! — protestou Julia, tentando se debater.
Em vez de soltar, a mão direita de Kate subiu firme e fechou-se ao redor da garganta de Julia, apertando com força calculada, prendendo a nuca da ruiva contra o seu peito largo. Kate inclinou o rosto até colar os lábios quentes na concha do ouvido de Julia, a respiração pesada enviando choques elétricos por toda a espinha da brasileira.
— Tá fazendo academia, é? — rosnou Kate, num tom rouco, lascivo e ameaçador. A mão livre desceu pesada sobre o quadril de Julia, apalpando a curva moldada pela legging justa. — Tá ficando gostosa demais, Bergmann... Principalmente essa bunda dura.
Julia engoliu em seco contra a pressão na traqueia, sentindo o calor do corpo de Kate queimando suas costas, mas recusando-se a ceder o orgulho.
— Estou sim — rebateu a ruiva, a voz entrecortada pela falta de ar. — Mas essa gostosura não é tão cedo sua, Antropova. Pode esquecer.
Kate soltou um riso sombrio e cruel, apertando a garganta um pouco mais antes de desferir um golpe limpo.
*TAPA!*
O som da mão pesada estalando contra a nádega esquerda de Julia ecoou como um tiro na cozinha silenciosa. A dor aguda e o choque arrancaram um gemido alto e involuntário da garganta da ruiva:
— Ahh!
— É minha sim. E você sabe muito bem disso — sibilou Kate, colando o quadril com força descomunal contra as costas de Julia, fazendo a menor sentir a firmeza do seu desejo. — Nós somos casadas. Muito bem casadas. Eu não tenho que dar satisfação da minha vida íntima, nem falar da minha esposa ou dos meus filhos para uma menina que acabou de pisar no vestiário! A porra da aliança de ouro no meu dedo já diz tudo o que ela precisa saber!
*TAPA!*
Mais um golpe ardente desceu na nádega direita, fazendo o quadril de Julia estremecer contra a bancada.
— Ah, Kate... porra! — gemeu Julia, com o corpo traindo completamente sua pose de brava, o ventre esquentando de forma incontrolável.
— Eu não dou confiança e não quero sentir prazer nenhum com novinha quando eu tenho uma mulher dessas me esperando em casa — continuou Kate, o aperto no pescoço intensificando-se, dominando cada respiração de Julia. — Você é minha. Entendeu bem? Somos casadas e eu não vou permitir que uma garotinha qualquer ou quem quer que seja venha estragar o que a gente construiu. Entendeu, Julia?
— Você... — Julia tentou formular entre os suspiros afogados pelo aperto firme —, você nunca deveria ter deixado ela entrar aqui...
— Cala a boca — ordenou Kate.
Sem dar margem para mais discussões, Kate puxou Julia pelo braço e a arrastou escada acima com passos largos. Entraram no quarto principal, e o estalo da tranca selou o destino daquela noite.
Kate empurrou Julia com autoridade sobre a cama king size, forçando-a a ficar de joelhos e cotovelos apoiados no colchão.
— Fica de quatro. Agora — comandou a loira.
Julia obedeceu com o corpo em chamas, arqueando a coluna e empinando o quadril volumoso. No segundo seguinte, a mão pesada de Kate voltou a fechar-se em sua garganta, puxando sua cabeça para trás até que os olhos verdes encontrassem os olhos azuis faiscantes da russa.
Kate inclinou-se e cravou os dentes com ferocidade no lábio inferior de Julia. A mordida foi forte, misturando a dor crua a uma vertigem insana de luxúria, arrancando um grito abafado da ruiva.
*TAPA!*
A mão livre desferiu outro tapa impiedoso na carne macia das nádegas, deixando uma marca escarlate visível sobre a pele.
— Você é minha, Julia. Sempre vai ser — sussurrou a russa, mordiscando a cartilagem da orelha dela com selvageria. — E ninguém vai estragar isso, porque eu não permito. Vou fazer você lembrar exatamente a quem essa bunda pertence.
Com movimentos brutais e rasgados, Kate arrancou o top esportivo e a legging de Julia, jogando as peças no chão e deixando a ruiva completamente nua e vulnerável sobre os lençóis escuros.
Sem qualquer hesitação, Kate posicionou-se atrás de Julia, usando os dedos compridos, fortes e experientes para abrir o caminho já completamente encharcado pelo desejo reprimido de dois dias. A penetração foi rápida, rítmica e profunda, com movimentos pesados de vai e vem que sacudiam o corpo da brasileira na cama. Enquanto descia e subia os quadris com vigor impiedoso, a mão livre de Kate desferia pequenas pressões e impactos firmes contra a costela de Julia, mantendo o controle total da postura da ruiva.
— Ah! Kate! Mais fundo... por favor! — gemia Julia em desespero, enterrando o rosto no edredom, as pernas tremendo sob o ritmo implacável da loira.
Depois de levar a esposa a um estado de delírio puro, Kate retirou os dedos, puxou Julia pelos quadris e deitou-se de costas no centro da cama, apontando para o próprio rosto.
— Sobe. Agora.
Julia não pensou duas vezes. Apoiando os joelhos no colchão e segurando a cabeceira de madeira com força, desceu o peso de sua intimidade diretamente sobre a boca aberta de Antropova. Sentou-se no rosto da loira e começou a rebolar a bacia em círculos frenéticos, sentindo a língua quente, larga e voraz de Kate devorá-la por inteiro, chupando seu clitóris com força implacável.
— Isso... Kate! Come a minha bunda... come tudo! — gritava Julia descompensada, as unhas cravadas no estofado.
O atrito violento e o ritmo desmedido com que Julia cavalgava a face da russa cobraram o preço. Com um espasmo violento que fez todo o seu corpo retesar, Julia desabou em um clímax ensurdecedor, banhando a boca e o nariz de Kate com seus fluidos em abundância, soltando gemidos roucos e agudos até não ter mais ar nos pulmões.
Antes que pudesse recuperar os sentidos, Kate a ergueu do colchão pelo braço. Puxou a ruiva seminua até a sala de banho adjacente. Com um empurrão firme, prensou as costas de Julia contra o espelho e a bancada de mármore.
Segurou um punhado generoso dos cabelos ruivos de Julia, puxando a cabeça dela para trás com força para expor o pescoço suado.
— Diz pra mim agora — exigiu Kate, a mão apertando a garganta dela com autoridade inquestionável, enquanto a outra mão desferia uma sequência rápida de tapas ardentes nas nádegas empinadas de Julia. — Fala agora quem manda nessa porra. Essa gostosura e essa bunda são de quem?
— Suas! — berrou Julia entre lágrimas de puro êxtase e dor prazerosa, arqueando as costas sob os estalos dos tapas. — São suas, Kate! Sempre foram suas!
Satisfeita, Kate ergueu o corpo de Julia pelas coxas sem esforço, sentando a ruiva na borda fria da bancada. Abriu as pernas compridas de Julia e invadiu seu canal novamente com os dedos e a boca em um ritmo brutal e contínuo. Julia segurou os ombros largos da loira, choramingando e revirando os olhos, até que uma nova onda de espasmos a atingiu com violência esmagadora.
— Para... Kate... chega! Eu não aguento mais! — implorou Julia, as pernas tremendo sem qualquer controle, desabando a cabeça no peito suado da esposa enquanto seu corpo relaxava de exaustão.
O silêncio finalmente retornou ao banheiro, quebrado apenas pela água quente da ducha que Kate ligou em seguida. As duas tomaram um banho demorado e acolhedor juntas, lavando o suor, as lágrimas e as marcas de posse deixadas na pele, trocando carícias lentas e beijos suaves que selavam a reconciliação definitiva.
Vestiram roupas confortáveis de ficar em casa e desceram para o andar térreo. Minutos depois, o som de risadas infantis anunciou o retorno do restante da família. Gabi empurrou o carrinho com Noah adormecido, enquanto Léo e Lucas vinham conversando sobre jogos de futebol.
— Chegamos! — anunciou Gabi, aproximando-se da cozinha e entregando Noah diretamente no colo de Kate, que o recebeu com um sorriso sereno.
Gabi cruzou os braços e analisou o cenário. Notou imediatamente a forma como Julia caminhava: com passos lentos, as pernas ligeiramente afastadas e a mão discretamente apoiada na lombar para aliviar a tensão nos glúteos e nas coxas.
— Olha só... — soltou Gabi com um sorriso debochado, inclinando a cabeça para o lado. — Parece que a tempestade finalmente passou por aqui. Mas me diz uma coisa, Julia... Por que você tá andando feito um pato manco?
Lucas e Léo riram da comparação. Julia sentiu o sangue subir quente para as bochechas, ficando intensamente vermelha, abaixando os olhos para o prato enquanto tentava disfarçar a vergonha.
Kate, encostada na bancada com Noah nos braços, soltou uma risada grave e olhou para Gabi com ar vitorioso.
— Hoje ela aprendeu de uma vez por todas que ela é minha por inteira — respondeu Kate, sem o menor pudor. — E se tiver outra crise de ciúmes idiota dessa, a próxima sessão vai ser pior.
Gabi gargalhou alto, fazendo piadas e imitando o andar desengonçado da amiga pelo resto da cozinha, enquanto Julia, embora totalmente sem graça e com as bochechas em brasa, não conseguiu segurar um sorriso cúmplice em direção à esposa loira.
A tensão dos últimos dias dissolveu-se por completo. O jantar foi preparado a várias mãos entre risadas, pratos fartos de massa fresca e histórias dos treinos. A noite terminou na grande mesa da sala de estar, com os pratos já recolhidos, onde todos se reuniram ao redor de um jogo de tabuleiro movimentado, enquanto o pequeno Noah dormia em paz no berço ao lado e os trovões do lado de fora já não passavam de uma lembrança distante.