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O Alvorecer de um Novo Ciclo e o Sabor do Desejo
A brisa da manhã em Tempest trazia o aroma de pinheiros e da terra úmida, um perfume que Rimuru não apreciava plenamente há meses. O soberano de Jura caminhava lentamente pelas ruas da capital, sentindo o cascalho sob suas botas. Ele não estava sozinho; à sua direita, Guy Crimson caminhava com uma elegância predatória, mantendo um braço protetor a poucos centímetros das costas de Rimuru. Em seus braços, Guy carregava Sakura. A pequena, envolta em sedas carmesim, olhava para tudo com uma curiosidade dourada, suas mãozinhas agarrando ocasionalmente os fios rebeldes do cabelo do pai.
— Você tem certeza de que não quer que eu te carregue também? — perguntou Guy, arqueando uma sobrancelha. — Você ainda parece que vai desmanchar se um vento mais forte soprar.
— Deixe de ser exagerado, Guy — Rimuru respondeu com um sorriso fraco, embora estivesse levemente ofegante. — Shuna me deu permissão para esta caminhada. E veja só, os cidadãos ficam felizes em me ver de pé.
Era verdade. Por onde passavam, goblins, orcs e dragonutes curvavam-se profundamente, alguns com lágrimas nos olhos ao verem seu deus caminhando novamente. Rimuru acenava, parando ocasionalmente para dar um tapinha no ombro de um subordinado ou um sorriso doce a uma criança. Mas, após dez minutos, suas pernas começaram a tremer.
— Três minutos — disse Guy, parando abruptamente. — Esse foi o tempo que combinamos para você carregar a Sakura se quisesse. Mas como você já caminhou demais, eu continuo com o peso.
— Eu posso segurá-la um pouco, Guy... — Rimuru tentou protestar, mas um olhar severo do Lorde Demônio o fez calar.
— Não. Vamos para aquele lugar que você mencionou.
Eles subiram uma pequena colina gramada nos arredores da cidade, um refúgio tranquilo que oferecia uma vista panorâmica de Tempest. No topo, uma árvore de copa larga oferecia uma sombra generosa. Rimuru sentou-se na grama macia, encostando as costas no tronco rugoso. Guy sentou-se ao seu lado, entregando Sakura com um cuidado que beirava a reverência.
— Ela está faminta — comentou Rimuru, sentindo a agitação da pequena em seu colo. — E ela é exigente.
Rimuru desfez os laços de sua túnica, expondo a pele alva e o seio farto pela maternidade. Sakura, com uma agilidade surpreendente, acomodou-se para mamar. No entanto, antes de começar, ela soltou um resmungo insatisfeito, seus olhos dourados fixos em Guy. Ela estendeu a mãozinha livre e puxou a manga da túnica do pai, emitindo um som que era claramente um comando.
— O que foi agora, pequena tirana? — resmungou Guy, mas ele já sabia o que ela queria.
Sakura deu um tapinha no espaço vazio entre ela e o corpo de Rimuru, olhando para Guy com uma expectativa arrogante.
— Ela quer que você fique perto, Guy — Rimuru riu, acariciando os cabelos da filha. — Acho que ela se acostumou com aquela manhã na sacada. Ela quer a "família completa" para a refeição.
Guy bufou, mas não resistiu. Ele se acomodou, deitando a cabeça no colo de Rimuru, apoiando-a suavemente contra o outro seio do slime, de modo que ficasse cara a cara com a filha. Sakura soltou um som de satisfação e começou a mamar, mantendo o olhar fixo no pai.
Havia um brilho de puro deboche nos olhos da bebê. Ela mamava com vontade, fazendo ruídos de apreciação, enquanto observava Guy com uma superioridade cômica. Era como se ela estivesse dizendo: "Veja só, eu posso desfrutar disso e você é apenas o travesseiro".
— Você está vendo isso, Rimuru? — Guy perguntou, sua voz vibrando contra a pele de Rimuru. — Ela está me provocando. Uma recém-nascida está zombando de mim.
— Ela é sua filha, Guy — Rimuru disse, passando os dedos pelos cabelos ruivos do amante enquanto a outra mão acariciava Sakura. — Ela herdou seu orgulho e seu senso de posse. Para ela, este é o momento em que ela é a rainha e você é o súdito.
— Súdito, é? — Guy estreitou os olhos vermelhos.
Sakura soltou o mamilo por um segundo, deu um sorriso banguela e vitorioso para Guy, e voltou a mamar com ainda mais entusiasmo. Foi a gota d'água para a paciência lendariamente curta do Lorde Demônio do Orgulho.
— Já chega — rosnou Guy.
Antes que Rimuru pudesse processar o que estava acontecendo, Guy se inclinou. Com uma audácia que fez Rimuru arfar, o Lorde Demônio abocanhou o outro seio, começando a sugar com uma voracidade que não perdia em nada para a da filha.
Sakura paralisou. Ela parou de mamar instantaneamente, seus olhos arregalados em um choque absoluto. Ela olhou para o pai, depois para o peito de Rimuru, e depois para o pai de novo. O silêncio na colina foi quebrado apenas pelo som rítmico da sucção de Guy e pelo vento nas folhas.
— G-Guy! — Rimuru exclamou, o rosto explodindo em um tom de azul profundo e escarlate. — O que você está fazendo?! No meio do dia, aqui fora?!
Guy não respondeu de imediato, apenas continuou, saboreando o líquido doce e carregado de magículas puras. Era uma sensação inebriante, uma conexão direta com a essência de Rimuru que o deixava tonto de prazer. Ele finalmente se afastou um pouco, lançando um olhar de triunfo supremo para a filha.
— O que foi, pequena? — Guy provocou, limpando o lábio com o polegar. — Achou que eu ia ficar só olhando?
Sakura parecia prestes a chorar de indignação, mas Rimuru rapidamente agiu. Ele levou a mão aos olhos da bebê, tapando sua visão de forma protetora enquanto tentava esconder o próprio embaraço.
— Guy, você é impossível! — Rimuru sussurrou, a voz trêmula pela excitação súbita que o gesto de Guy provocara. — Ela é um bebê! Não entre em uma competição de comida com ela!
— Eu não estou competindo — disse Guy, voltando a se servir, desta vez com mais calma, mas com uma possessividade que fez Rimuru estremecer. — Estou apenas reivindicando o que também me pertence por direito.
Sakura, sentindo que a batalha estava perdida e o sono da tarde chegando, acabou desistindo. Ela deu um último puxão no mamilo de Rimuru e, com um suspiro de derrota, fechou os olhos e adormeceu pesadamente no colo da mãe.
Rimuru suspirou, sentindo o corpo relaxar, embora o calor causado pelas investidas de Guy ainda queimasse em suas veias. Ele olhou para o Lorde Demônio, que agora o observava com um desejo faminto e nada paternal.
— Vamos voltar — disse Guy, sua voz rouca. — Você já teve ar puro o suficiente por hoje.
O retorno ao castelo foi rápido. Guy carregou Sakura para o berço no quarto ao lado, deixando-a sob a vigilância silenciosa de Diablo, que apareceu das sombras como um espectro obediente. Quando Guy voltou para o quarto principal, Rimuru estava sentado na beira da cama, tentando recompor suas vestes, mas suas mãos ainda tremiam.
Guy trancou a porta. O som do trinco ecoou como um tiro no silêncio do quarto.
— Guy... eu ainda estou me recuperando — Rimuru disse, embora seu corpo estivesse se inclinando involuntariamente em direção ao ruivo.
— Eu serei cuidadoso — prometeu Guy, caminhando até ele e empurrando-o gentilmente para trás, sobre os travesseiros. — Mas não pense que vou esquecer o gosto do que provei naquela colina.
Guy subiu na cama, posicionando-se entre as pernas de Rimuru. Ele começou a despir o slime com uma eficiência praticada, seus beijos descendo pelo pescoço de Rimuru com uma intensidade que fazia o soberano de Tempest soltar gemidos baixos e sôfregos. Quando os seios de Rimuru foram expostos novamente, Guy não hesitou. Ele voltou a mamar, mas desta vez não havia o deboche da competição com Sakura; havia apenas uma luxúria crua e avassaladora.
— Ah... Guy... — Rimuru arqueou as costas, suas mãos cravando-se nos ombros largos do demônio.
As mãos de Guy desceram, explorando as curvas de Rimuru com uma firmeza que beirava a brutalidade, mas que sempre recuava no último segundo, lembrando-se da fragilidade do outro. Ele abriu as pernas de Rimuru, admirando a forma perfeita que o corpo do slime assumia para recebê-lo.
— Você é tão doce, Rimuru — sussurrou Guy contra a pele dele. — Às vezes eu esqueço que você pode destruir nações. Para mim, você é apenas o meu vício.
Quando Guy entrou em Rimuru, o impacto fez o slime perder o fôlego. Foi um movimento lento e profundo, preenchendo-o de uma forma que fazia seu núcleo vibrar. Guy começou a se mover, um ritmo constante que aumentava de intensidade à medida que o prazer os consumia. Ele era bruto em seus impulsos, seus estocadas fazendo a cama de dossel ranger, mas seus olhos nunca deixavam os de Rimuru, monitorando cada mudança em sua expressão, cada sinal de dor ou cansaço.
— Mais... — Rimuru pediu, sua voz mal passando de um sussurro.
Guy obedeceu. Ele aumentou a velocidade, suas mãos segurando os quadris de Rimuru com força, deixando marcas que desapareceriam em minutos devido à regeneração do slime, mas que serviam como selos de posse naquele momento. O quarto foi preenchido pelo som de peles se chocando e pelos gemidos desavergonhados de Rimuru, que se entregava totalmente ao momento.
Eles se amaram ali, em uma dança de poder e vulnerabilidade, até que o ápice os atingiu como uma explosão de magículas. Rimuru sentiu seu corpo tremer violentamente, sua consciência quase se esvaindo no prazer puro, enquanto Guy rugia seu nome, derramando-se dentro dele com uma força que parecia querer fundir suas almas para sempre.
Horas depois, quando a luz do entardecer tingia o quarto de tons alaranjados, eles estavam deitados, abraçados sob os lençóis bagunçados. Rimuru estava exausto, sua cabeça descansando no peito de Guy, ouvindo o batimento constante do coração do Lorde Demônio.
— Você está bem? — perguntou Guy, acariciando os cabelos azulados de Rimuru.
— Sim... — Rimuru respondeu, fechando os olhos. — Cansado, mas... feliz.
— Guy... — Rimuru chamou após um momento de silêncio.
— Hum?
— Se você fizer aquilo de novo na frente da Sakura, eu vou pedir para a Shuna colocar você para dormir no sofá por um mês.
Guy soltou uma risada profunda, puxando Rimuru para mais perto e beijando o topo de sua cabeça.
— Valeu a pena só para ver a cara dela. Mas eu vou tentar me controlar... talvez.
Rimuru sorriu, sentindo o calor de Guy e a paz que finalmente voltava a reinar em sua vida. Entre o caos de ser um pai e a responsabilidade de ser um Rei, ele encontrara um equilíbrio perigoso, mas perfeito, nos braços do demônio que chamava de seu. A pequena Sakura poderia ser a futura tempestade do mundo, mas, por enquanto, ela era apenas o laço que unia dois dos seres mais poderosos da existência em uma família que ninguém jamais ousaria desafiar.