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Foryou

Obsessão de Marfim e Veludo

A limusine deslizava pelas ruas de Manhattan como uma fera silenciosa, mas dentro do compartimento traseiro, o clima era de uma combustão iminente. Richard não a soltou por um segundo sequer. Ele a mantinha prensada contra seu corpo, uma mão possessiva enterrada nos cabelos dela e a outra ainda mapeando, com uma urgência quase violenta, as curvas que o assombraram nas últimas três semanas.

Jhe sentia o coração dele batendo contra suas costas, um ritmo frenético que contrastava com a fachada de controle que ele exibia ao mundo. Quando o carro finalmente parou diante da cobertura de Richard, ele não esperou pelo motorista. Ele mesmo abriu a porta, puxando-a para fora e conduzindo-a pelo elevador privativo com uma pressa que ela nunca vira no homem de negócios calculista.

Assim que as portas de metal se fecharam, o silêncio do elevador foi quebrado pelo som da respiração ofegante de ambos. Richard a prensou contra o espelho frio.

— Você não tem ideia do que fez comigo naquele restaurante — rosnou ele, a voz vibrando no pescoço dela. — Usar um vestido desses, sem nada por baixo, sabendo que eu estaria lá...

— Eu não sabia que você estaria lá, Richard — mentiu ela, embora o tremor em sua voz a denunciasse. — Mas fico feliz que tenha notado o efeito.

Richard soltou um riso baixo e sombrio.

— Notado? Jhemini, eu não consegui ouvir uma palavra sequer sobre faturamento ou fusões. Tudo o que eu via era o movimento desses seus peitos sob esse tecido maldito. Eu queria rasgar aquele vestido na frente de todos só para garantir que ninguém mais pudesse olhar.

As portas se abriram para a cobertura minimalista e luxuosa. Richard a carregou para dentro, chutando a porta para fechar. Ele não a levou para o quarto; ele a colocou sobre a ilha de mármore negro da cozinha, abrindo as pernas dela e se encaixando entre elas. A luz da cidade entrava pelas imensas janelas de vidro, banhando a pele de Jhe com um brilho prateado.

— Richard... — ela começou, mas o protesto morreu quando ele puxou as alças do vestido vinho para baixo.

O tecido cedeu, revelando a pele alva e a perfeição que Richard tanto cobiçava. Ele parou por um momento, apenas observando. Jhe era uma obra de arte. Seus seios eram fartos, firmes, com mamilos rosados que já estavam rígidos pelo frio e pela antecipação. A simetria era absoluta, algo que parecia esculpido para o prazer dele.

— Eu sou obcecado por isso — confessou ele, a voz agora um sussurro rouco e vulnerável. — Naquela noite na neve, quando eu os senti pela primeira vez... eu soube que estava perdido. Eu tentei ser racional, tentei me afastar, mas a imagem de você, nua e entregue, queimou no meu cérebro.

Ele estendeu a mão, tocando a pele de Jhe com a ponta dos dedos trêmulos. O contraste entre a mão grande e bronzeada de Richard e a brancura de marfim de Jhe era erótico. Ele contornou a base de cada seio, subindo lentamente até o topo, antes de capturar um dos mamilos entre o polegar e o indicador, apertando-o com uma firmeza que fez Jhe arquear as costas e soltar um gemido alto que ecoou pelo apartamento vazio.

— Você gosta disso, não gosta? — perguntou ele, os olhos fixos na reação dela. — Gosta de saber o poder que tem sobre mim.

— Eu gosto de como você me olha — admitiu ela, a mente inteligente se rendendo às sensações primordiais. — Como se eu fosse a única coisa que importa no mundo.

— Porque você é. Pelo menos aqui dentro, você é a minha única prioridade.

Richard inclinou-se, abocanhando um dos seios com uma fome desesperada. Jhe entrelaçou as pernas na cintura dele, puxando-o para mais perto, sentindo a dureza do corpo dele contra sua intimidade. O calor que emanava de Richard era reconfortante e perigoso ao mesmo tempo. Ele a usava como um homem sedento usa a água, explorando cada centímetro daquela pele macia com a língua e os dentes, deixando marcas leves que desapareceriam em dias, mas memórias que durariam para sempre.

— Richard, o quarto... — ela pediu, sentindo o mármore frio contra suas nádegas.

— Não. Eu quero você aqui. Quero ver você refletida naquelas janelas, com a cidade inteira lá fora sem ter ideia do que o "frio" Richard Black está fazendo com a própria sobrinha.

Ele se afastou apenas o suficiente para se livrar do cinto e das calças, a urgência tornando seus movimentos quase desajeitados. Jhe observou, fascinada, a transformação do homem que todos temiam em um ser movido puramente por desejo. Quando ele voltou para ela, a pele contra pele foi como um rastilho de pólvora.

— Olhe para mim, Jhe — ordenou ele, segurando o rosto dela. — Quero que você saiba exatamente quem está te possuindo.

— Eu sei quem você é — ela respondeu, os olhos brilhando com determinação e luxúria. — Você é o homem que sobreviveu à nevasca comigo. E agora, você é o homem que vai me fazer esquecer o resto do mundo.

Richard entrou nela com um impulso único e profundo, preenchendo-a de uma forma que a fez perder o fôlego. O prazer era agudo, quase doloroso em sua intensidade. Ele começou um ritmo lento e torturante, focado inteiramente na conexão entre seus corpos. Suas mãos nunca deixavam os seios dela; ele os apertava, os moldava, como se estivesse tentando imprimir sua posse na carne dela.

— Você é tão perfeita — ele arfava contra o pescoço dela. — Tão inteligente, tão teimosa... e tão gostosa. Eu nunca vou me cansar disso. Nunca.

— Então não pare — implorou ela, as unhas cravando-se nos ombros largos dele. — Não ouse parar agora.

O ritmo acelerou. O som da carne batendo contra a carne e os gemidos de Jhe preenchiam o espaço. Richard era uma força da natureza, incansável, movido por uma obsessão que transcendia o físico. Ele a virou de costas no mármore, fazendo-a olhar para o próprio reflexo no vidro enquanto ele a possuía por trás.

Jhe viu a si mesma, os cabelos desgrenhados, o rosto corado, e viu Richard atrás dela, as mãos grandes segurando seus seios com uma força possessiva enquanto ele se movia dentro dela. A visão era escandalosa, proibida, e foi o que a levou ao limite.

— Richard! — ela gritou, o ápice atingindo-a como uma onda de choque que fez seus músculos se contraírem violentamente ao redor dele.

Ele não demorou a segui-la. Com um rosnado animal, Richard se entregou, despejando toda a tensão, a frustração das últimas semanas e a obsessão acumulada dentro dela. Ele a segurou com força, enterrando o rosto em seu pescoço, enquanto ambos tentavam recuperar o fôlego.

Minutos depois, o silêncio retornou, mas era um silêncio diferente. Não era mais o silêncio gélido do restaurante ou o silêncio desesperado da nevasca. Era o silêncio de uma cumplicidade selada no pecado.

Richard a pegou nos braços, desta vez com uma ternura que ele raramente mostrava, e a levou para o quarto imenso. Ele a deitou nos lençóis de seda egípcia e se deitou ao lado dela, puxando o cobertor para cobri-los.

— Você não vai a lugar nenhum — afirmou ele, não como uma sugestão, mas como um fato.

— Eu tenho aulas amanhã, Richard — ela murmurou, embora estivesse se aninhando no peito dele, exausta.

— Eu mando o motorista te levar. E ele vai te buscar. E amanhã à noite, você estará aqui novamente.

Jhe levantou a cabeça, olhando para o perfil esculpido do homem ao seu lado. A arrogância ainda estava lá, mas havia algo mais — uma necessidade profunda que ele não conseguia mais esconder.

— Você está tentando me manter em uma gaiola de ouro? — perguntou ela, a mente independente voltando a funcionar.

Richard virou o rosto para ela, um pequeno sorriso brincando em seus lábios.

— Não é uma gaiola, Jhemini. É um santuário. O mundo lá fora não entenderia o que temos. Eles tentariam destruir você para me atingir. Eu não vou deixar isso acontecer.

— E as regras da família? O que o vovô diria se soubesse que o sucessor dele está... bem, fazendo o que você acabou de fazer com a neta dele?

Richard acariciou o contorno do seio dela por cima do lençol, um gesto que já se tornara instintivo.

— A família Black sobreviveu por séculos quebrando regras e criando as suas próprias. Nós somos a lei, Jhe. E se alguém se opuser, eu simplesmente compro a oposição.

Jhe riu, uma risada gentil e persistente.

— Você é impossível.

— E você é minha — ele respondeu, fechando os olhos e puxando-a para mais perto. — Durma agora. Amanhã, o mundo continua o mesmo, mas aqui dentro... aqui dentro a nevasca nunca vai parar.

Jhe fechou os olhos, sentindo o calor do corpo de Richard e a segurança de seus braços. Ela sabia que a estrada à frente seria perigosa, cheia de segredos e possíveis escândalos. Mas, enquanto sentia a mão dele repousando possessivamente sobre seu coração, ela percebeu que não queria estar em nenhum outro lugar. A insegurança que a perseguia na mansão dos Black havia desaparecido, substituída por uma certeza inabalável: ela não era apenas uma peça no tabuleiro da família. Ela era o ponto fraco e a maior obsessão do homem mais poderoso que já conhecera.

E, para uma mulher inteligente e determinada como Jhemini Black, esse era um jogo que ela estava mais do que disposta a jogar.