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Goku é uma vadia

O Passageiro da Estrada Poeirenta

O sol do meio-dia castigava a estrada de terra que ligava a Cidade do Oeste às regiões rurais periféricas. Goku voava baixo, sentindo o calor do asfalto distante e o cheiro de mato seco. Ele estava a caminho de casa, carregando uma sacola de compras que Chi-Chi havia pedido, mas seus pensamentos estavam longe de rabanetes ou temperos. O formigamento entre suas pernas, uma lembrança persistente do encontro com o mecânico, ainda não havia desaparecido totalmente. Na verdade, a cada quilômetro, a necessidade de ser preenchido novamente parecia crescer, como um ki que precisava ser liberado.

Ele decidiu pousar. Não por cansaço, mas porque avistou um posto de gasolina isolado, uma construção de madeira e metal enferrujado que parecia esquecida pelo tempo. Ao lado do posto, um caminhão de transporte de gado estava estacionado, e o motorista, um homem alto, de pele curtida pelo sol e braços grossos como troncos de árvore, trocava um pneu furado.

Goku caminhou até ele, deixando a sacola de compras encostada em uma bomba de combustível desativada. O homem usava uma camiseta de alças branca, encardida de poeira e suor, que marcava um peito largo e uma barriga firme. Ele soltou um palavrão quando a chave de roda escapou, limpando a testa com um lenço vermelho sujo.

— Oi! — cumprimentou Goku, aproximando-se com as mãos nos bolsos, seu olhar fixo na linha do suor que descia pelo pescoço do desconhecido. — Parece que você está com problemas.

O caminhoneiro olhou para cima, estreitando os olhos pequenos sob o boné gasto. Ele examinou o traje laranja de Goku e soltou um riso anasalado.

— Mais um desses tipos metidos a lutador, hein? — O homem cuspiu no chão. — É, o pneu estourou. E essa merda de macaco está emperrada.

Goku deu um passo à frente, invadindo o espaço do homem de forma deliberada. Ele podia sentir o calor irradiando do corpo do motorista, um odor másculo de tabaco barato e esforço físico.

— Eu posso te ajudar com o macaco — disse Goku, sua voz soando mais baixa, quase um ronronar. — Ou posso te ajudar a relaxar enquanto você espera o pneu esfriar.

O caminhoneiro parou o que estava fazendo. Ele não era um homem de muitas palavras, mas sabia ler segundas intenções. Ele olhou para os olhos escuros e brilhantes de Goku, notando a submissão descarada que o guerreiro exalava. O homem soltou a chave de roda, que caiu na terra com um baque surdo.

— Você é bem oferecido para alguém que acabou de chegar, não é, bonitão? — O motorista deu um passo agressivo, ficando a poucos centímetros do rosto de Goku. — Sabe o que eu faço com quem me interrompe no meio do serviço?

Goku não recuou. Pelo contrário, ele inclinou a cabeça, expondo o pescoço.

— Eu adoraria descobrir — respondeu ele, com um sorriso que desafiava a autoridade do homem enquanto implorava por ela.

Sem dizer mais nada, o caminhoneiro agarrou Goku pela gola do uniforme e o arrastou para trás do caminhão, onde o gado mugia impaciente e o cheiro de feno e esterco era forte. Era um lugar escondido da estrada, protegido pela carroceria enorme.

— Ajoelha — ordenou o homem, a voz como um trovão rouco.

Goku obedeceu instantaneamente. Seus joelhos bateram na terra seca, e ele olhou para cima, vendo a silhueta imponente do estranho contra o sol. O caminhoneiro abriu o cinto de couro pesado e baixou o zíper da calça de brim. O que surgiu dali era bruto e imenso, condizente com o tamanho do homem.

— Anda logo. Mostra que essa boca serve para algo além de falar merda — disse o motorista, segurando a nuca de Goku com uma mão pesada e calejada.

Goku envolveu o membro do homem com as mãos, maravilhado com a textura áspera e a temperatura. Quando ele o levou à boca, soltou um gemido de satisfação. Ele adorava o contraste: ele, o guerreiro que poderia destruir planetas, ali, reduzido a um brinquedo nas mãos de um humano comum que nem sequer sabia seu nome. Ele começou a trabalhar com a língua, movendo a cabeça em um ritmo urgente, enquanto o caminhoneiro rosnava de prazer, apertando os dedos nos cabelos negros e espetados de Goku.

— Isso... engole tudo, seu animal — o homem ofegou, empurrando o quadril para frente, forçando Goku a ir até o fundo de sua garganta.

Goku sentiu as lágrimas de prazer brotarem nos cantos dos olhos enquanto lutava para respirar, mas não parou. Ele queria cada gota de autoridade que aquele homem exalava. Quando o motorista finalmente o puxou para cima, Goku estava ofegante, com um fio de saliva escorrendo pelo queixo.

— Agora vira — ordenou o caminhoneiro, virando Goku de costas e empurrando-o contra a lateral de metal quente do caminhão. — Quero ver se esse rabo é tão bom quanto a sua boca.

Goku empurrou as calças para baixo, revelando suas nádegas firmes e musculosas, que ainda guardavam leves marcas avermelhadas do encontro anterior na cidade. Ele se inclinou, apoiando as mãos no metal, sentindo o calor do sol no metal e o calor do homem atrás de si.

— Por favor... — sussurrou Goku, olhando por cima do ombro com uma expressão de pura carência. — Me usa com força.

O caminhoneiro não usou delicadeza. Ele cuspiu na palma da mão, passou rapidamente entre as nádegas de Goku e, sem mais delongas, entrou com uma estocada violenta que fez o guerreiro gritar. O som foi abafado pelo mugido das vacas no caminhão.

— Puta merda! — exclamou o homem, sentindo o aperto incrível de Goku. — Você é apertado demais! O que você é? Um desses bonecos de borracha?

— Mais... mais forte! — implorava Goku, sua voz falhando enquanto seu corpo era jogado contra o caminhão a cada investida. — Me fode como se eu fosse nada!

O ritmo era brutal. O caminhoneiro segurava os quadris de Goku com tanta força que ele sabia que deixaria hematomas, e isso o excitava ainda mais. Goku sentia cada centímetro daquela invasão, a sensação de ser preenchido por algo tão rústico e mundano era o seu maior vício. Ele fechou os olhos, perdendo-se no som da carne batendo contra a carne e no cheiro de suor que os envolvia.

— Você gosta disso, não gosta? — o caminhoneiro rosnou no ouvido dele, mordendo o lóbulo da orelha de Goku. — Gosta de ser a cadelinha da estrada?

— Sim! — gritou Goku, sua cabeça balançando de um lado para o outro. — Eu sou sua cadelinha! Me quebra! Me enche!

O homem aumentou a velocidade, suas estocadas tornando-se curtas e frenéticas. Goku sentia que seus sentidos estavam explodindo. Ele não estava usando seu ki, não estava tentando resistir; ele era apenas um receptáculo. O prazer subia por sua espinha como uma descarga elétrica.

— Eu vou gozar! — o motorista avisou, a voz carregada de uma urgência animal. — Vou despejar tudo dentro de você, sua vadia!

Com um último empurrão profundo, o homem despejou sua carga dentro de Goku. O guerreiro soltou um longo e agudo gemido, seu próprio corpo tremendo enquanto ele também chegava ao clímax, sujando o metal do caminhão e a terra abaixo de si. Ele desabou levemente para frente, a testa encostada no metal quente, respirando como se tivesse acabado de lutar contra Freeza.

O caminhoneiro se afastou lentamente, limpando-se com o lenço vermelho e ajeitando a roupa. Ele olhou para Goku, que ainda estava com as calças arriadas, recuperando o fôlego com um sorriso idiota no rosto.

— Você é louco, rapaz — disse o caminhoneiro, agora com um tom de respeito quase divertido. — Nunca vi ninguém levar pau desse jeito e ainda sorrir.

Goku se levantou, puxando as calças e ajeitando a faixa azul na cintura. Ele se virou para o homem, os olhos brilhando.

— Foi incrível! Você é realmente muito potente — disse Goku, estendendo a mão para o homem como se estivessem selando um acordo de negócios.

O motorista apertou a mão de Goku, confuso, mas satisfeito.

— É... bem, o pneu não vai se trocar sozinho. Valeu pela "ajuda", bonitão.

Goku acenou, pegou sua sacola de compras e, com um impulso leve, saltou para o ar.

— Tchau! Boa viagem! — gritou ele, enquanto subia em direção às nuvens.

Lá do alto, ele sentia o líquido quente escorrendo levemente por suas coxas, uma sensação que o fazia sorrir. Ele sabia que Chi-Chi reclamaria do cheiro de gado e suor em suas roupas, e que ele teria que inventar outra desculpa sobre ter ajudado alguém na estrada.

— Puxa — murmurou Goku para si mesmo, sentindo o vento no rosto —, o mundo é cheio de pessoas interessantes. Mal posso esperar para ver quem eu vou encontrar amanhã.

Ele acelerou o voo, o coração leve e o corpo satisfeito, já imaginando qual seria o próximo figurante que o faria esquecer, por alguns instantes, que ele era o salvador do universo. Para Goku, as esferas do dragão podiam realizar qualquer desejo, mas aquele prazer humano e sujo... isso ele preferia conquistar por conta própria em cada esquina e estrada poeirenta que cruzasse seu caminho.