Goku é uma vadia
O Despertar da Besta Primordial
A poeira dos Jogos de Cell ainda assentava sobre a arena de pedra, mas o ar entre os dois combatentes não era mais de hostilidade pura. Após o encontro avassalador que haviam compartilhado, onde a perfeição de Cell encontrou a submissão faminta de Goku, o herói da Terra sentia uma curiosidade que transcendia o campo de batalha. Ele se sentou nos escombros, limpando o fluido biológico que ainda manchava seu peitoral, enquanto observava a figura elegante e verde à sua frente.
— Sabe, Cell — começou Goku, sua voz ainda um pouco rouca, os olhos brilhando com uma estranha fascinação —, os meus amigos me contaram que você não foi sempre assim. O Vegeta e o Kuririn disseram que você teve outras formas antes de se tornar "perfeito". Disseram que você era... bizarro.
Cell, que estava ocupado admirando o próprio reflexo em uma poça de água formada pela chuva ácida do combate, virou-se com um olhar de superioridade. Ele soltou um riso seco, a cauda balançando suavemente atrás de si.
— Bizarro? É uma palavra pequena para descrever a evolução, Goku. Eu fui a culminação de décadas de pesquisa. Cada estágio foi um degrau necessário para atingir esta glória que você tanto apreciou agora pouco — disse ele, passando a língua pelos lábios.
— Eu queria ver — pediu Goku, levantando-se e caminhando até Cell, parando a poucos centímetros do peito do androide. — Eu nunca vi. Quero saber como você era antes de ser esse "gentleman". Quero ver o monstro que eles tanto temeram.
Cell hesitou por um momento. Mostrar suas formas anteriores era, para ele, um retrocesso estético. Mas havia algo no olhar de Goku — uma mistura de carência e fetiche pela força bruta — que o instigava.
— Se você insiste em ver tamanha imperfeição... que seja. Mas prepare-se. A transição não é bonita.
Cell fechou os olhos e concentrou seu ki. O corpo perfeito começou a pulsar e a se deformar. Os músculos elegantes se expandiram de forma grotesca, o rosto tornou-se mais largo, e os lábios assumiram uma coloração alaranjada e carnuda. Em segundos, a Forma Semiperfeita de Cell estava diante de Goku. Ele era enorme, bruto, com uma voz muito mais grave e menos refinada.
— E então? — rosnou a segunda forma de Cell, sua respiração pesada soprando contra o rosto de Goku. — Este era eu após absorver o Número 17. Um brutamontes sem a elegância que você conheceu.
Goku circulou o androide, tocando os braços grossos e a pele mais áspera. Ele sentia a potência física, mas ainda não era aquilo. Havia algo de muito humano naquela forma, algo que ainda lembrava um lutador comum, apenas maior e mais feio.
— É impressionante — admitiu Goku —, mas ainda parece... civilizado demais. Eu ouvi falar da primeira. Aquela que saiu da casca. A que sugava as pessoas nas cidades.
Cell soltou um rugido curto, misto de irritação e diversão.
— Você realmente tem um gosto deplorável, Son Goku. Você quer ver o inseto? O predador que rastejava nas sombras?
Desta vez, a transformação foi mais drástica. O ki de Cell diminuiu em volume, mas tornou-se mais aguçado, mais frio. O corpo gigante encolheu, tornando-se esguio e curvado. As asas tornaram-se mais rígidas e pontiagudas, e o rosto... o rosto humanoide desapareceu. O que surgiu no lugar foi uma face de inseto, com olhos grandes e vazios, uma boca que parecia uma fenda vertical e um focinho alongado.
A Primeira Forma de Cell estava ali, agachada sobre as pernas finas, a cauda terminando em um ferrão longo e ameaçador que pulsava ritmicamente. O cheiro que emanava dele era diferente: cheirava a terra úmida, a quitina e a uma fome ancestral.
Goku ficou paralisado. Seus olhos se arregalaram e sua respiração acelerou instantaneamente. O que ele via não era um lutador, não era um mestre, não era sequer um vilão com quem se pudesse conversar. Era uma aberração da natureza. Era algo puramente biológico, um predador que existia apenas para consumir e procriar.
— Então... — a voz desta forma era aguda, sibilante, saindo por entre as fendas da boca de inseto. — Este é o monstro que você queria ver? Este é o Cell que causou pesadelos em Piccolo. Sente nojo agora, Saiyajin?
Goku não sentia nojo. Ele sentia um calor avassalador subindo das solas dos pés até o topo da cabeça. Aquela forma bizarra, com dedos longos terminando em garras e uma aparência de criatura abissal, despertou nele um fetiche que as formas humanas nunca conseguiram. A ideia de ser dominado por algo tão... inumano.
— Você é... lindo — sussurrou Goku, caindo de joelhos diante da criatura.
Cell, em sua primeira forma, inclinou a cabeça, os grandes olhos sem pupila refletindo a imagem do herói da Terra em uma posição de completa rendição.
— Lindo? — sibilou o monstro, a cauda subindo e parando logo acima da cabeça de Goku. — Você está delirando pela perda de sangue, ou é mais pervertido do que eu imaginei.
— Eu nunca vi nada assim — disse Goku, estendendo a mão trêmula para tocar a carapaça endurecida do peito de Cell. — Você parece um animal... um animal faminto. Eu quero saber como é ser pego por você assim. Sem as palavras bonitas. Sem as regras do torneio. Só... o predador e a presa.
O ferrão da cauda de Cell desceu lentamente, roçando a bochecha de Goku, deixando um rastro de muco transparente. A criatura soltou um som que parecia um clique de inseto misturado a uma risada.
— Se é isso que você deseja, Saiyajin... eu não vejo por que recusar. Eu ainda sinto a fome desta forma. Uma fome que a perfeição apenas mascarou.
Sem qualquer aviso, Cell saltou sobre Goku, derrubando-o de costas na terra. O peso era menor que o da forma perfeita, mas a sensação era mais aterrorizante. As pernas de inseto o prendiam, e as mãos com três dedos longos apertavam seus ombros, as garras perfurando levemente a pele.
Goku soltou um gemido de puro prazer ao sentir o rosto de inseto se aproximar do seu. Não havia lábios para beijar, apenas a fenda vertical que se abria para revelar uma língua bífida e úmida.
— Me usa, Cell — implorou Goku, arqueando o corpo para cima, buscando o contato com a carapaça fria. — Me trata como se eu fosse apenas mais um humano que você encontrou na rua. Me suga. Me enche com essa coisa bizarra que você é.
O monstro não respondeu com palavras. Ele usou a cauda para rasgar o que restava das roupas de Goku, deixando-o completamente nu sob a luz esverdeada do céu. O ferrão, agora muito mais agressivo que na forma perfeita, começou a explorar as coxas de Goku, picando levemente a carne sensível e injetando pequenas doses de uma toxina que fazia os nervos do guerreiro entrarem em curto-circuito de prazer.
— Ahhh! — gritou Goku, seus olhos revirando enquanto a paralisia prazerosa começava a tomar conta de seus membros. — É tão diferente... dói, mas eu sinto que estou derretendo...
— A minha saliva tem enzimas digestivas — sibilou Cell, lambendo o pescoço de Goku com sua língua bífida. — Eu poderia te transformar em líquido e te beber agora mesmo. Mas eu prefiro te usar como um ninho.
O monstro virou Goku de bruços com uma força surpreendente, enterrando o rosto do Saiyajin na poeira. O ferrão da cauda não foi usado apenas para picar; ele se dilatou, revelando uma abertura carnuda e pulsante que parecia um órgão reprodutor alienígena.
Goku sentiu a invasão. Não era como o membro de um homem, ou mesmo a cauda da forma perfeita. Era algo áspero, cheio de pequenas protuberâncias de quitina que arranhavam as paredes internas de seu reto. Ele gritou, um som agudo de dor que rapidamente se transformou em um gemido longo e gutural de êxtase.
— Isso! Me rasga! — implorava o herói, as mãos enterradas na terra, os quadris movendo-se freneticamente contra o impulso do monstro. — Eu sou seu! Eu sou sua comida!
Cell começou a estocar com uma selvageria que não tinha nada de humana. Era o ritmo de um animal copulando, um movimento mecânico e implacável que ignorava qualquer limite físico de Goku. A carapaça do abdômen de Cell batia contra as nádegas de Goku com um som seco, e a cada impacto, o guerreiro sentia que sua consciência estava sendo sugada para dentro daquele ser bizarro.
— Você é tão... apertado... — a voz de Cell saía como um sibilo constante. — Eu vou depositar tudo dentro de você. Vou transformar o guerreiro mais forte do universo em um depósito para a minha essência primordial.
Goku não conseguia mais formular frases. Ele apenas emitia sons desconexos, sua mente perdida na sensação de ser possuído por uma criatura que parecia ter saído de seus piores pesadelos. Ele adorava a estranheza, o cheiro de inseto, a sensação das garras em suas costas. Para ele, aquela era a verdadeira perfeição: ser reduzido a nada por algo que nem sequer era humano.
O clímax veio como uma explosão de ki negro. Cell cravou as garras profundamente nos ombros de Goku e, com um rugido agudo, o ferrão pulsou violentamente dentro do Saiyajin. Goku sentiu um jato de fluido quente e espesso, muito mais abundante do que qualquer coisa que já sentira, preencher suas entranhas. Era um fluido nutritivo, carregado de material genético e enzimas, que parecia queimar e nutrir ao mesmo tempo.
Goku soltou um grito final, seu corpo tendo espasmos tão fortes que ele quase perdeu os sentidos. Ele gozou na terra, um jato descontrolado que marcou o solo, enquanto sua aura dourada piscava e se apagava definitivamente.
Cell permaneceu sobre ele por alguns minutos, o ferrão ainda inserido, pulsando enquanto terminava de transferir seus fluidos. Lentamente, a criatura se retirou, deixando Goku jogado na cratera, trêmulo e completamente preenchido.
O monstro se levantou, limpando o resto de fluido de sua cauda. Ele olhou para Goku com uma curiosidade quase científica.
— Você sobreviveu — sibilou Cell. — Poucos sobreviveriam a uma descarga dessas.
Goku virou-se lentamente, o corpo coberto de poeira e sêmen alienígena. Ele olhou para a forma de inseto de Cell com um brilho de adoração nos olhos.
— Foi... — Goku tentou falar, mas tossiu um pouco do fluido que parecia estar subindo por sua garganta. — Foi a coisa mais incrível da minha vida. Por favor... nunca mais volte para a forma perfeita perto de mim. Eu quero o monstro.
Cell soltou um som de clique, o que poderia ser interpretado como um sorriso de inseto.
— Você é realmente uma criatura fascinante, Son Goku. Talvez eu mantenha esta forma por mais algum tempo... apenas para ver o quanto mais você consegue aguentar.
Goku sorriu, um sorriso quebrado e cheio de luxúria, enquanto tentava se levantar. Ele sabia que o mundo lá fora esperava que ele salvasse o dia, que ele treinasse Gohan, que ele fosse o herói. Mas ali, naquele deserto, sob o olhar de uma criatura bizarra, ele era apenas Son Goku: o Saiyajin que descobriu que o seu maior desejo era ser devorado pela perfeição do monstro.
Ele caminhou trôpego até Cell, abraçando a carapaça dura e fria do androide, ignorando o perigo.
— Me leva daqui — sussurrou Goku. — Me leva para algum lugar onde você possa me usar até eu não lembrar nem do meu próprio nome.
Cell envolveu Goku com suas asas rígidas, escondendo o herói sob seu corpo de inseto.
— Como desejar, minha presa favorita.
E, com um bater de asas barulhento, a criatura decolou, carregando consigo o salvador da Terra para um destino de depravação que nenhum deus ou homem jamais ousaria imaginar. Naquele dia, os Jogos de Cell não terminaram com uma explosão de energia, mas com a rendição total de um guerreiro aos seus desejos mais sombrios e bizarros.