hot jikook
O Labirinto de Tatuagens e Suor
O silêncio que se seguiu não era de paz, era aquele tipo de calmaria carregada, o intervalo entre dois atos de uma peça caótica. Jungkook estava com os braços musculosos e cobertos de tinta envoltos na cintura de Jimin, a respiração de ambos ainda pesada, criando uma névoa invisível de luxúria que recusava a se dissipar do quarto. O cheiro de sexo era pungente, impregnando os lençóis de seda e a pele de ambos.
Jimin sentia o corpo vibrar. Cada terminação nervosa de sua bunda e de suas coxas grossas parecia estar em curto-circuito. Ele adorava a sensação de ser dominado por Jungkook, de sentir que aquele homem alto e forte perdia toda a sua compostura habitual apenas para possuí-lo. Mas Jimin não era do tipo que ficava por baixo por muito tempo, nem metaforicamente.
Ele se desvencilhou dos braços de Jungkook com um movimento manhoso, sentindo o sêmen ainda escorrer por entre suas pernas, uma sensação úmida e quente que o fazia sorrir internamente. Ele caminhou até o frigobar do quarto, a bunda grande balançando a cada passo, consciente de que os olhos escuros de Jungkook seguiam cada centímetro de seu movimento.
— Onde você pensa que vai, loirinho? — perguntou Jungkook, a voz ainda mais rouca pelo esforço, observando Jimin deitar a cabeça para trás enquanto bebia água direto da garrafa, deixando algumas gotas escorrerem pelo pescoço alvo.
Jimin terminou de beber e limpou a boca com as costas da mão, virando-se para encarar o moreno. A luz da lua agora batia de lado, esculpindo os músculos do abdômen de Jungkook e fazendo as tatuagens parecerem vivas, como se as serpentes e os desenhos geométricos quisessem saltar da pele dele.
— Eu disse que queria minha recompensa completa, não disse? — Jimin caminhou de volta para a cama, mas não se deitou. Ele parou na beirada, ficando de pé, enquanto Jungkook permanecia sentado, com as pernas abertas. — Aquilo foi só o café da manhã. Agora eu quero o banquete principal.
Jungkook soltou uma risada anasalada, passando a mão pelo cabelo preto bagunçado.
— Você é insaciável, porra. Acabamos de quase quebrar a cama e você já está me olhando como se quisesse me devorar vivo.
— E eu quero — rebateu Jimin, aproximando-se e empurrando Jungkook pelos ombros até que ele estivesse deitado de costas novamente. — Eu quero ver você implorar, Jeon. Quero ver se esse seu fôlego de atleta aguenta o que eu planejei.
Jimin montou em cima de Jungkook, mas não desceu o corpo. Ele ficou ereto, os joelhos pressionando as laterais do tronco do mais alto. Ele pegou as mãos de Jungkook e as colocou acima da cabeça dele, prendendo os pulsos tatuados contra o travesseiro com uma força surpreendente para alguém do seu tamanho.
— Você gosta de mandar, não gosta? — sussurrou Jimin, inclinando-se até que seus lábios quase tocassem os de Jungkook. — Mas agora as regras mudaram. Você vai ficar parado e vai sentir cada centímetro do que eu vou fazer com você. Se você se mover sem eu deixar, eu paro. E você sabe o quanto eu sou bom em te deixar no limite.
Jungkook semicerrou os olhos, um desafio brilhando nas pupilas escuras.
— Você está brincando com fogo, Jimin. Se eu me soltar, você sabe que não vou ter a mesma paciência de antes.
— Então não se solte — Jimin sorriu, um sorriso predatório.
Ele começou a descer os beijos pelo pescoço de Jungkook, mordiscando a pele onde uma tatuagem de flor se estendia. Ele usava a ponta da língua para traçar as linhas pretas, sentindo o pulso de Jungkook acelerar sob sua boca. As mãos de Jimin soltaram os pulsos do outro, mas ele sabia que Jungkook não se moveria; o desafio havia sido lançado, e Jeon era orgulhoso demais para quebrá-lo.
Jimin deslizou o corpo para baixo, a pele branca e macia roçando contra os pelos curtos e a pele firme de Jungkook. Ele parou diante do membro de Jungkook, que já estava ganhando vida novamente, pulsando com uma teimosia impressionante.
— Olha como ele acorda rápido pra mim — provocou Jimin, passando a ponta dos dedos de leve pela base, sentindo a temperatura subir. — Ele sente falta da minha boca, não sente?
— Ele sente falta de estar dentro de você, seu merdinha — rosnou Jungkook, os músculos dos braços contraídos enquanto ele se esforçava para manter as mãos paradas ao lado da cabeça. — Engole logo isso e para de falar.
Jimin riu baixo e, em vez de usar a boca, começou a usar as próprias coxas. Ele se posicionou de forma que o pau de Jungkook ficasse espremido entre a carne farta de suas pernas. Ele começou um movimento de vaivém, usando o próprio suor e os fluidos anteriores como lubrificante. O som era obsceno — um "slap" rítmico de pele contra pele.
— Caralho, Jimin... — Jungkook jogou a cabeça para trás, os dentes cerrados. — Que porra você está fazendo?
— Estou te mostrando que eu não preciso nem das mãos pra te deixar louco — respondeu Jimin, acelerando o movimento das coxas, sentindo o membro de Jungkook deslizar entre a maciez de suas pernas.
Jimin observava a expressão de Jungkook se transformar. O homem que antes parecia um predador agora estava à mercê dos movimentos calculados do loiro. Jimin adorava o contraste: ele, menor e aparentemente mais delicado, controlando a fera tatuada que era Jungkook.
De repente, Jimin parou. Ele se inclinou para frente, apoiando as mãos no peito de Jungkook, sentindo o coração dele martelar contra as costelas.
— Agora — disse Jimin, a voz carregada de uma autoridade sensual —, eu quero que você me use. Mas do meu jeito.
Jimin se levantou e virou-se de costas para Jungkook, agachando-se sobre ele. Ele segurou o membro de Jungkook com uma mão e o posicionou na entrada ainda sensível. Ele desceu devagar, soltando um suspiro longo enquanto sentia a espessura de Jungkook o preencher novamente.
— Puta que pariu... você é tão apertado — Jungkook gemeu, as mãos finalmente perdendo a batalha contra a inércia e agarrando a cintura de Jimin com força, os dedos se enterrando na carne macia.
— Eu disse... para não se mover... — Jimin tentou manter o controle, mas o prazer era avassalador. Ele começou a rebolar, movimentos circulares e lentos que faziam Jungkook rosnar de frustração e desejo.
— Foda-se as suas regras, Jimin. Eu não sou de ferro.
Jungkook deu um impulso para cima, encontrando o ritmo de Jimin e transformando o movimento lento em algo selvagem. Ele puxava Jimin para baixo com a mesma intensidade com que empurrava o quadril para cima. Jimin gritava, a cabeça jogada para trás, os fios loiros grudados na testa pelo suor.
— Isso! Me fode, Jungkook! Me fode como se você quisesse me marcar por dentro! — Jimin gritava, sem se importar se alguém nos quartos vizinhos pudesse ouvir.
O quarto virou um borrão de sensações. Jungkook sentia o aperto rítmico de Jimin, uma sucção interna que parecia querer ordenhar cada gota de prazer de seu corpo. Ele via a bunda de Jimin, aquela visão gloriosa que ele nunca se cansava de admirar, movendo-se com uma luxúria primitiva sobre ele.
— Você é minha puta pessoal, sabia? — Jungkook rosnou, dando um tapa estalado na nádega direita de Jimin, deixando uma marca vermelha instantânea. — Só minha.
— Sou... eu sou todo seu, seu porra! — Jimin respondeu, o ápice chegando como uma onda gigante.
Jimin desabou sobre o peito de Jungkook enquanto ambos atingiam o limite juntos. O moreno descarregou dentro dele com uma força que fez Jimin soluçar, enquanto o próprio Jimin gozava livremente sobre o abdômen tatuado de Jungkook, o fluido branco manchando as artes na pele dele.
Eles ficaram ali, entrelaçados, os corações batendo no mesmo ritmo frenético. Jungkook passava a mão pelos cabelos de Jimin, retirando os fios dos olhos dele, o olhar agora mais suave, embora ainda carregado de uma possessividade latente.
— Você me mata um dia desses, sabia? — disse Jungkook, dando um beijo casto, porém suado, na testa do loiro.
— Mas que jeito bom de morrer, não é? — Jimin sorriu, aconchegando-se no pescoço de Jungkook. — Agora... você pode dormir. Se eu deixar.
Jungkook riu, fechando os olhos e sentindo o peso reconfortante de Jimin sobre si.
— Você não vai deixar. E eu nem quero que deixe.
O sol começava a ameaçar surgir no horizonte, mas para eles, a noite estava apenas começando em sua terceira ou quarta rodada, em um ciclo eterno de desejo, tatuagens e uma entrega que nenhum deles conseguia, ou queria, explicar.