hot jikook
O Rubi do Pecado em Paris
A vista da varanda do hotel Plaza Athénée era de tirar o fôlego, mas Jimin não estava interessado na arquitetura de ferro da Torre Eiffel ou no brilho das luzes parisienses que começavam a pontilhar o crepúsculo. Ele estava focado no reflexo de seu próprio corpo no espelho de moldura dourada do quarto luxuoso. A pele alva, quase translúcida sob as luzes quentes, contrastava com o conjunto de lingerie de renda vermelha que ele havia escolhido a dedo para aquela noite.
Eram apenas tiras finas, um design provocante que emoldurava suas coxas grossas e deixava sua bunda farta quase inteiramente à mostra. Mas o toque final, o verdadeiro instrumento de tortura psicológica para Jungkook, era o plug anal de cristal escarlate que Jimin havia acabado de inserir. O peso do brinquedo era excitante, preenchendo-o de uma forma que o fazia caminhar com as pernas levemente arqueadas, sentindo cada centímetro do objeto esticar suas paredes internas.
Jungkook estava no banho. O som da água batendo no mármore do banheiro era o metrônomo da ansiedade de Jimin. Ele pegou o celular, posicionou-se de costas para o espelho, empinou o bumbum o máximo que pôde e tirou a foto. O flash capturou o brilho do cristal vermelho e o contraste obsceno da renda contra sua pele.
Ele enviou a mensagem com um sorriso sacana. Sabia que Jungkook estava com o celular por perto, provavelmente checando e-mails de última hora da empresa.
Não demorou dez segundos para o som da água parar bruscamente.
Jimin se deitou de bruços na cama king-size, espalhando os fios loiros pelo travesseiro de seda, mantendo a bunda empinada em um convite silencioso. Ele ouviu a porta do banheiro se abrir com violência.
— Você não tem um pingo de vergonha nessa cara, não é, Jimin? — A voz de Jungkook surgiu como um trovão baixo, carregada de uma rouquidão que fez os pelos do corpo de Jimin se arrepiarem.
Jungkook apareceu no campo de visão de Jimin, usando apenas uma toalha branca enrolada na cintura baixa, deixando à mostra o abdômen trincado e as tatuagens que serpenteavam por seus braços fortes. Gotas de água ainda escorriam por seu peito, brilhando sob a luz do lustre de cristal. Ele segurava o celular em uma das mãos, os nós dos dedos brancos de tanta força.
— O que foi, Kookie? — Jimin perguntou, a voz manhosa, olhando-o por cima do ombro. — Achei que você estivesse entediado com as reuniões de Paris. Só quis te lembrar do que realmente importa nesta viagem.
Jungkook caminhou até a beirada da cama, os olhos escuros fixos no cristal vermelho que brilhava entre as nádegas de Jimin. Ele parecia um predador prestes a dar o bote.
— Você manda uma porra dessas enquanto eu estou tentando relaxar? — Jungkook jogou o celular de qualquer jeito na poltrona e subiu na cama, engatinhando por cima de Jimin até prendê-lo sob seu corpo. — Você quer me levar à loucura, é isso?
— Talvez — sussurrou Jimin, sentindo o calor do corpo de Jungkook irradiar contra suas costas. — Você gosta de Paris, não gosta? Dizem que é a cidade do amor... mas eu prefiro que seja a cidade do nosso pecado.
Jungkook agarrou os cabelos loiros de Jimin, não com força suficiente para machucar, mas o bastante para ditar quem estava no controle. Ele inclinou a cabeça de Jimin para o lado e mordeu o lóbulo de sua orelha, sussurrando palavras sujas que fizeram o baixo ventre de Jimin latejar.
— Eu vou te foder tanto que você vai esquecer que essa torre lá fora existe — Jungkook rosnou. — Você quer brincar com esse cristal? Então vamos ver quanto tempo você aguenta com ele aí dentro enquanto eu te marco todo.
Jungkook não perdeu tempo. Ele se afastou apenas o suficiente para se livrar da toalha, revelando sua ereção já pulsante e impaciente. Ele não retirou o plug imediatamente. Em vez disso, começou a distribuir tapas estalados nas nádegas de Jimin, fazendo a carne branca ficar vermelha em segundos, combinando com a cor da lingerie.
— Ah! Jungkook... porra! — Jimin gemeu alto, enterrando o rosto no travesseiro.
— Gosta disso, não gosta? — Jungkook desferiu outro tapa, mais forte. — Gosta de sentir minha mão te marcando enquanto esse brinquedo te mantém aberto. Você é um safado, Jimin. Um loirinho pervertido que precisa ser colocado no lugar.
Jungkook segurou a base do plug de cristal. Ele não o tirou de uma vez; começou a movê-lo para dentro e para fora, lentamente, deliciando-se com os sons úmidos que o corpo de Jimin produzia e com os espasmos de prazer que percorriam as coxas grossas do menor.
— Tira... tira logo essa porra e me fode de verdade — Jimin implorou, a voz falhando, as unhas cravando nos lençóis de mil fios. — Eu quero sentir você, Jungkook. O plug não é nada perto do seu tamanho.
— Você está apressado? — Jungkook riu, uma risada sombria e carregada de tesão. — Pois agora você vai esperar.
Jungkook puxou o plug de uma vez, ouvindo o som de sucção alto e obsceno. Jimin soltou um grito agudo, sentindo o vácuo ser preenchido pelo ar frio do quarto antes que Jungkook, sem aviso prévio, posicionasse sua própria cabeça e afundasse tudo de uma só vez.
— PUTA QUE PARIU! — O grito de Jimin foi abafado pelo travesseiro.
O impacto foi tão bruto que a cama rangeu e se moveu alguns centímetros. Jungkook não deu tempo para Jimin se acostumar. Ele começou a estocar com uma violência primitiva, as mãos grandes apertando a cintura de Jimin com tanta força que os dedos se enterravam na pele macia.
— É isso que você queria? — Jungkook perguntou entre dentes, o suor começando a brotar em sua testa. — Queria ser arrombado no meio de Paris? Olha pra mim, Jimin! Olha o que você está fazendo comigo!
Jimin conseguiu se virar levemente, apoiando-se nos cotovelos, o rosto distorcido por um prazer que beirava a agonia.
— Mais... mais forte, Jungkook! Me quebra no meio, seu filho da puta! — Jimin gritava, o corpo sendo jogado para frente a cada estocada profunda.
O ritmo era frenético. O som da carne batendo contra a carne preenchia o quarto luxuoso, abafando qualquer som que viesse das ruas de Paris. Jungkook estava possesso. Ele via as marcas de seus dentes nos ombros de Jimin, via a forma como a entrada do loiro tentava desesperadamente acomodar seu tamanho, sugando-o a cada movimento.
— Você é minha puta, entendeu? — Jungkook rosnou, puxando Jimin pelos cabelos para que ele ficasse de joelhos, permitindo uma penetração ainda mais profunda. — Não importa onde a gente esteja, no mundo inteiro, você é o meu buraco favorito.
— Eu sou... eu sou seu... ah, Deus, Jungkook! — Jimin revirava os olhos, a língua escapando entre os lábios enquanto ele se aproximava do ápice apenas com a força daquela foda bruta.
Jungkook mudou a posição, deitando Jimin de costas e puxando as coxas grossas dele para cima, apoiando-as em seus ombros tatuados. A visão era o paraíso para ele: Jimin totalmente aberto, a lingerie vermelha agora rasgada e úmida, o rosto corado e os olhos brilhando de luxúria.
— Olha como você está — disse Jungkook, parando por um segundo apenas para admirar o estrago. — Todo aberto, todo suado... e cheio de mim antes mesmo de eu gozar.
— Não para... por favor, não para agora — Jimin suplicou, esticando as mãos para puxar Jungkook de volta para si.
Jungkook voltou a estocar, mas agora com movimentos longos e lentos, focando inteiramente no ponto que fazia Jimin perder a voz. A cada vez que ele atingia o lugar certo, Jimin soltava um som que era metade gemido, metade soluço.
— Eu vou gozar, Jungkook! Eu vou gozar agora! — Jimin gritou, o corpo começando a tremer violentamente.
— Goza pra mim, loirinho! Goza enquanto eu te encho de porra! — Jungkook respondeu, aumentando a velocidade para um nível insano.
Jimin atingiu o orgasmo primeiro, o sêmen espirrando sobre seu próprio abdômen e sobre o peito tatuado de Jungkook. As paredes internas de Jimin se contraíram em espasmos frenéticos ao redor do membro de Jungkook, o que foi o gatilho final para o moreno.
Com um rosnado animal, Jungkook deu as últimas três estocadas com toda a força que tinha, afundando o máximo possível, e descarregou. Ele sentiu os jatos quentes de seu sêmen inundarem o interior de Jimin, uma sensação de posse e alívio que o fez tremer da cabeça aos pés.
Ele desabou sobre Jimin, enterrando o rosto no pescoço suado do loiro, ambos tentando recuperar o fôlego enquanto o coração de ambos batia como se fosse saltar do peito.
— Você... você é um animal — Jimin sussurrou minutos depois, a voz quase sumida, enquanto sentia o líquido quente de Jungkook começar a escorrer por suas pernas.
Jungkook levantou a cabeça, um sorriso vitorioso nos lábios. Ele passou o polegar pelos lábios de Jimin, limpando uma gota de suor.
— E você é o único que sabe como domar esse animal — Jungkook respondeu, dando um beijo casto, mas possessivo, na testa de Jimin. — Gostou da vista de Paris?
Jimin olhou para o lado, vendo a Torre Eiffel brilhando ao longe através da janela aberta, e depois olhou para Jungkook, o homem que o fazia perder o chão em qualquer lugar do planeta.
— A vista aqui de dentro é muito melhor — Jimin sorriu, puxando o lençol para cobri-los, embora soubesse que, com Jungkook por perto, eles não ficariam cobertos por muito tempo. — Mas acho que você quebrou alguma coisa em mim.
— Bom — disse Jungkook, acomodando-se ao lado dele e puxando-o para um abraço apertado —, temos o resto da semana para eu consertar... ou quebrar o resto.
Jimin riu, fechando os olhos e sentindo o cheiro de sexo e perfume caro que agora definia aquela noite em Paris. Ele sabia que as provocações não parariam por ali, e Jungkook sabia que, enquanto Jimin tivesse uma lingerie nova e uma ideia perversa na cabeça, ele nunca teria uma noite de sono tranquila. E ele não trocaria aquilo por nada no mundo.