hot jikook
O Limiar da Devassidão
O ar no quarto do hotel em Paris estava tão espesso que parecia palpável, saturado pelo cheiro de sexo, suor e o perfume caro que Jimin havia borrifado antes de começar seu jogo. A luz da lua, filtrada pelas cortinas de seda entreabertas, banhava a pele de Jimin, fazendo-o brilhar como uma estátua de marfim esculpida para o pecado. Ele ainda estava deitado de lado, recuperando o fôlego, mas Jungkook não tinha terminado. O moreno estava sentado na beira da cama, observando a entrada de Jimin — ainda aberta, pulsando e expelindo o sêmen da rodada anterior.
Jungkook sentiu uma onda de possessividade brutal atingi-lo. Ver Jimin naquele estado, marcado e vulnerável, nunca era o suficiente. Ele queria mais. Queria ver até onde a elasticidade e a sanidade do loiro poderiam chegar.
— Você acha que acabou, não acha? — Jungkook perguntou, a voz tão grave que vibrou nas costelas de Jimin.
Jimin olhou por cima do ombro, os olhos úmidos e semicerrados.
— Jungkook... eu mal consigo sentir minhas pernas — ele murmurou, mas havia um desafio em seu tom, uma faísca de luxúria que nunca se apagava.
Jungkook não disse nada. Ele se levantou, caminhou até a mala de couro preta no canto do quarto e retirou um frasco de lubrificante à base de silicone e um conjunto de dilatadores de metal frio. O som do metal batendo um no outro fez o estômago de Jimin dar um solavanco de pura antecipação.
— De quatro, Jimin — ordenou Jungkook, voltando para a cama. — Agora.
— Jungkook, você não vai... — Jimin começou, mas a visão do maior, com o olhar predatório e o membro já erguido e latejando de novo, o fez obedecer.
Jimin se posicionou, os joelhos afundando no colchão macio. Ele sentiu as mãos grandes de Jungkook espalharem o lubrificante gelado por suas nádegas, um contraste térmico que o fez estremecer. Sem aviso, Jungkook começou a massagear a abertura de Jimin com os polegares, pressionando as bordas, forçando o músculo a relaxar ainda mais.
— Eu quero ver o quanto eu consigo te abrir hoje — sussurrou Jungkook, inclinando-se para lamber a espinha dorsal de Jimin. — Eu quero que você sinta cada milímetro do que eu sou.
Jimin soltou um soluço baixo quando sentiu o primeiro dilatador, mais grosso que o plug de cristal, ser pressionado contra ele.
— Devagar... por favor, Jungkook, dói um pouco — Jimin choramingou, as lágrimas começando a embaçar sua visão. Não era uma dor de sofrimento, era aquela dor aguda de prazer extremo que o deixava em frangalhos.
— Chora pra mim, loirinho — Jungkook rosnou, empurrando o objeto de metal com firmeza. — Eu quero ouvir você quebrando. Quero que você saiba que ninguém mais pode te deixar nesse estado.
Jungkook não teve pressa. Ele trabalhava com uma precisão quase cirúrgica, dilatando Jimin até que a entrada do menor estivesse escancarada, um anel de carne rosada e brilhante que implorava por preenchimento real. Quando Jungkook finalmente largou os brinquedos e se posicionou atrás de Jimin, o clima no quarto mudou. A brincadeira tinha acabado; era hora da brutalidade.
Ele segurou a cintura de Jimin com tanta força que suas unhas deixaram marcas brancas na pele pálida. Com um movimento seco e impiedoso, Jungkook se enterrou em Jimin.
— AH, CARALHO! — Jimin gritou, a voz falhando enquanto sua cabeça caía para trás, os olhos revirando. — Jungkook, dói! Dói muito, seu porra!
— Eu sei que dói — disse Jungkook, começando a se mover com estocadas longas, lentas e pesadas, cada uma delas atingindo o fundo do canal de Jimin. — Mas você ama essa dor. Você ama sentir que eu estou te arrombando, não ama?
Jimin não conseguia responder com palavras. Ele apenas chorava. Lágrimas grossas escorriam por seu rosto, molhando os lençóis de seda, enquanto ele soltava gemidos entrecortados por soluços. O prazer era tão vasto, tão esmagador, que seu cérebro não conseguia processar. Cada vez que o pau grosso de Jungkook batia no fundo de seu colo, uma descarga elétrica percorria sua espinha, fazendo seus dedos dos pés se contraírem.
— Olha pra trás, Jimin — comandou Jungkook, dando um tapa estalado na coxa grossa do loiro. — Olha o que eu estou fazendo com você.
Jimin girou o pescoço com dificuldade, a visão turva pelas lágrimas. Ele viu a cena: o membro escuro e veiado de Jungkook entrando e saindo de sua carne vermelha e esticada ao limite. A visão era tão obscena, tão crua, que ele teve um espasmo involuntário, apertando Jungkook com uma força descomunal.
— Isso... aperta essa porra! — Jungkook rugiu, perdendo o pouco de controle que lhe restava.
O ritmo tornou-se violento. Jungkook não estava mais apenas transando; ele estava reivindicando território. Ele usava o peso de seu corpo tatuado para esmagar Jimin contra a cama, as estocadas agora eram rápidas e curtas, focadas em massacrar a entrada do menor.
— Você é meu buraco, entendeu? — Jungkook sibilou, mordendo a nuca de Jimin com força suficiente para deixar uma marca de sangue. — Eu vou te deixar tão largo que você nunca mais vai esquecer o meu tamanho.
— Por favor... Jungkook... eu não aguento mais... — Jimin soluçava, o prazer o levando a um estado de delírio. — Eu vou morrer... eu vou gozar...
— Você só vai gozar quando eu mandar! — Jungkook rebateu, segurando o membro de Jimin com uma mão, impedindo-o de chegar ao ápice, enquanto continuava a foder o rabo dele com uma fúria cega.
Jimin estava em agonia. O tesão acumulado em seu próprio pau era quase insuportável, mas a sensação de ser invadido daquela forma, de sentir Jungkook tentando literalmente o rasgar por dentro, era superior a tudo. Ele era uma massa de carne trêmula e suada, totalmente à mercê do homem que o possuía.
— Agora, Jimin! — Jungkook gritou, soltando o pau do loiro e dando as últimas estocadas, as mais profundas de todas, sentindo o fundo de Jimin ceder ao seu avanço.
Jimin desabou. Ele gozou sem nem tocar em si mesmo, um jato potente que sujou o travesseiro e a cabeceira da cama, enquanto seu corpo arqueava em um arco de puro êxtase. Segundos depois, Jungkook soltou um grito gutural, a voz ecoando pelas paredes do hotel, e descarregou uma quantidade absur