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Jujutsu kaisen possibilidades

Labirinto de Espinhos e Êxtase

A lua pairava sobre Tóquio como uma lâmina fria, mas para Hitoshi Konami, a noite parecia estar em chamas. Ele caminhava pelas sombras dos arredores da Escola Jujutsu, sentindo o peso de um dia desastroso esmagar seus ombros. Sua técnica de manipular sentimentos parecia ter se voltado contra ele; ele estava exausto, irritadiço e envolto em uma nuvem de negatividade que nem mesmo a presença reconfortante de Yuuji conseguira dissipar mais cedo. Na verdade, ele fora rude com Yuuji, evitara Nobara e falhara miseravelmente em uma missão simples porque sua mente não parava de oscilar.

Como um fantasma invocado pelo seu próprio caos interno, Mahito surgiu das sombras. A maldição tinha aquele sorriso torto e infantil, os olhos heterocromáticos brilhando com uma diversão que Hitoshi, naquele momento, achava insuportável.

— Ora, ora... se não é o meu feiticeiro favorito — disse Mahito, aproximando-se com passos leves, quase saltitantes. — Você está com uma cara péssima, Hitoshi. O que aconteceu? Algum humano te chateou ou foi só o peso dessa alma amargurada?

— Não enche, Mahito — rosnou Hitoshi, sem parar de andar. — Tive um dia de merda. Descontei no Itadori, ignorei minha prima e deixei uma maldição de nível baixo escapar. Eu só quero silêncio.

Mahito soltou uma risadinha deliciada. Ele adorava quando Hitoshi perdia a compostura. Para a maldição, a raiva de Hitoshi era como um vinho fino: ácida, intensa e inebriante.

— Pobre Hitoshi... — Mahito começou a circular o ruivo, parando às vezes para tocar o ombro dele de leve, apenas para ser repelido por um gesto brusco. — Tão estressado. Sabe o que eu acho? Acho que você precisa de uma válvula de escape. Por que não desconta em mim? Eu aguento, sabia? Pode me bater, pode gritar... eu adoraria ver você perder o controle.

— Eu disse para não encher — Hitoshi parou e encarou a maldição. As raízes pretas de seu cabelo pareciam mais escuras sob o luar, e seus olhos vermelhos estavam injetados de puro ódio. — Vá embora.

Mahito não foi embora. Em vez disso, ele passou o resto da madrugada seguindo Hitoshi, provocando-o com comentários ácidos e toques invasivos. Ele cutucava as inseguranças de Hitoshi, zombava de sua "fraqueza humana" e, ao mesmo tempo, roçava o próprio corpo contra o dele, criando uma tensão sexual insuportável temperada com irritação.

— Por que você é tão covarde? — provocou Mahito, puxando uma mecha do cabelo de Hitoshi. — Eu estou aqui, me oferecendo de bandeja. Você está morrendo de vontade de explodir, mas fica aí, se fazendo de santo. É patético.

— Cala a boca, Mahito! — gritou Hitoshi, perdendo a paciência. — Eu não vou cair no seu joguinho.

Exausto e furioso, Hitoshi deu as costas e caminhou em direção aos dormitórios da escola, achando que a barreira protetora manteria a maldição longe. Mas Mahito, sendo quem era, encontrou uma brecha. Quando Hitoshi trancou a porta de seu quarto e se jogou na cama, o som da janela abrindo o fez saltar.

Lá estava ele. Mahito, sentado no parapeito, com um olhar de desafio.

— Você entrou na porra da Escola Jujutsu... só para querer me dar? — Hitoshi perguntou, a voz trêmula de fúria. — Você tem noção do risco que correu?

— Você me deu esperança a noite inteira e depois me deixou falando sozinho — rebateu Mahito, descendo do parapeito e caminhando até ele. — Isso é muita filha da putagem, Hitoshi.

Hitoshi sentiu algo estalar dentro de si. A barreira da paciência ruiu, dando lugar a um impulso primitivo.

— Vou te dizer o que é filha da putagem — disse Hitoshi, avançando e agarrando Mahito pela frente da camisa.

Ele colou seus lábios nos da maldição em um beijo que não tinha nada de carinho. Era um ataque. Hitoshi mordeu o lábio inferior de Mahito até sentir o gosto metálico de sangue, enquanto suas mãos apertavam o pescoço da maldição com força.

— Ah... finalmente você cedeu — murmurou Mahito entre os beijos, soltando um gemido de satisfação.

— Cala a boca — ordenou Hitoshi, a voz agora rouca e autoritária.

Ele desferiu um tapa forte no rosto de Mahito, fazendo a cabeça da maldição virar para o lado. O estalo ecoou no quarto silencioso.

— Você ficou me irritando a noite inteira para conseguir isso — disse Hitoshi, os olhos brilhando com uma intensidade perigosa. — Agora, se você realmente quiser essa merda, você vai ter que me obedecer e fazer tudo o que eu pedir. Sem joguinhos. Sem brincadeiras.

Mahito lambeu o sangue no canto da boca, os olhos brilhando em êxtase.

— Ah... eu gostei desse lado. Então tá bom, mestre... eu aceito.

— Ajoelha — ordenou Hitoshi, apontando para o chão entre suas pernas.

Mahito obedeceu prontamente, um sorriso lascivo nos lábios. Ele olhou para cima, vendo a silhueta imponente de Hitoshi.

— Senti saudade disso — sussurrou a maldição, levando a mão à calça do feiticeiro.

— Primeira regra — interrompeu Hitoshi, segurando o pulso de Mahito com uma força descomunal. — Eu não quero que você use essa sua transfiguração para mudar o corpo. Você vai ter que aguentar tudo o que eu fizer exatamente como você é agora. Sem adaptações, sem truques para não sentir dor. Entendeu?

— Entendi... não vou usar — prometeu Mahito, a voz falhando pela antecipação.

Hitoshi libertou seu membro e, sem qualquer preâmbulo, agarrou Mahito pelos cabelos acinzentados, forçando sua cabeça para frente. Ele não foi gentil. Hitoshi usou a boca de Mahito com uma agressividade bruta, guiando a cabeça da maldição com empurrões rudes que faziam o membro atingir o fundo da garganta de Mahito.

A maldição começou a engasgar, o rosto ficando vermelho, as mãos subindo instintivamente para tentar afastar Hitoshi apenas o suficiente para conseguir um gole de ar.

— Eu... eu preciso respirar... — Mahito tentou dizer, as lágrimas de irritação lacrimal surgindo nos cantos dos olhos.

— Eu não me importo — rebateu Hitoshi, continuando o movimento rítmico e violento, ignorando os protestos físicos da maldição.

Na mente de Mahito, o caos reinava. A sensação era agoniante; seus pulmões queimavam, sua garganta doía, mas o prazer que emanava daquela dominação absoluta era algo que ele nunca havia experimentado. Era humilhante e maravilhoso.

Hitoshi finalmente o soltou e, em um movimento rápido, jogou Mahito de costas na cama. Antes que a maldição pudesse se recuperar, Hitoshi avançou sobre suas coxas. Ele não beijou; ele mordeu. Mordeu com tanta força que seus dentes perfuraram a pele pálida, deixando marcas profundas que começaram a sangrar.

— Me desculpa, mestre... por ter sido um garoto ruim — arfou Mahito, o corpo tremendo em êxtase enquanto o sangue escorria por suas pernas. — Eu prometo que não vou fazer mais... mas eu aceito a punição.

— Cala a boca e vira — ordenou Hitoshi.

Enquanto Mahito se virava, fazendo um drama teatral sobre como o "mestre" era cruel com seu "brinquedinho", Hitoshi alcançou um rolo de cordas que guardava no fundo do armário para ocasiões de contenção de maldições. Ele agiu rápido, aproveitando que Mahito estava desprevenido em sua encenação.

— O que você está fazendo? — perguntou Mahito, sentindo o aperto áspero da corda em seus pulsos. — Eu nunca vi você usar isso...

— Quero que você sinta como é estar preso — disse Hitoshi, apertando os nós com precisão cirúrgica. — Não tem como você fugir, por mais que queira.

Ele amarrou as mãos de Mahito à cabeceira da cama e suas pernas bem abertas, deixando-o completamente vulnerável. Mahito observava tudo com uma mistura de medo genuíno e excitação frenética. Isso era novo. Isso era real.

Hitoshi pegou alguns brinquedos que estavam na gaveta — vibradores, bolinhas metálicas e uma palmatória de couro. Ele começou a provocar Mahito, inserindo e retirando os objetos, usando a palmatória para castigar a pele já sensível das nádegas da maldição, mas sempre parando antes que ele pudesse chegar ao clímax.

— Por favor... Hitoshi... me deixa terminar... — implorou Mahito, o corpo arqueando-se contra as cordas, o suor brilhando em sua pele. Ele estava à beira das lágrimas, a frustração sexual tornando-se uma tortura física.

— Eu só vou te foder quando eu achar que deve — disse Hitoshi, aproximando-se do ouvido dele. — E até lá, você vai ser um bom garoto e dizer o que eu quero ouvir. Diga que você é minha putinha. Diga que quer o meu pau agora.

— Eu não vou... falar uma porra dessas... — Mahito tentou manter um resto de dignidade.

Hitoshi agarrou o cabelo de Mahito, puxando sua cabeça para trás com força, expondo a garganta da maldição.

— Se você não falar, temos a noite inteira para continuar com isso. E eu garanto que você não vai gozar nem uma vez.

Mahito tremeu. O desejo era maior que o orgulho.

— Eu sou... eu sou sua putinha... eu quero o pau do mestre... por favor! — gritou a maldição, a voz quebrada.

Hitoshi sorriu, um sorriso sombrio e satisfeito. Ele soltou as pernas de Mahito das cordas apenas o suficiente para se posicionar e, sem qualquer aviso ou lubrificação extra, ele entrou. O impacto foi tão brusco que Mahito soltou um grito que foi abafado pelos travesseiros. A dor foi um choque elétrico que percorreu sua espinha, seguida por uma onda de calor avassaladora.

Hitoshi começou a estocar com uma agressividade animal, rosnando baixo, a saliva escapando pelo canto da boca. Ele parecia um predador devorando sua presa.

— Você achou que tinha o controle, não é? — Hitoshi dizia, cada palavra acompanhada por uma estocada profunda. — Porque você é uma das maldições mais fortes... mas olhe para você agora. Você é só uma putinha desesperada que faria qualquer coisa para me sentir dentro de você. Você é ridículo, Mahito. Só serve para isso.

— Sim... sim! — gritava Mahito, a mente entrando em parafuso. — Eu sou só um brinquedo! Me usa... me usa como se eu não fosse nada!

Mahito tentava soltar as mãos, mas a contenção só tornava tudo mais intenso. Ele via Hitoshi acima dele, o rosto transformado pela luxúria e pela raiva, e sentiu que poderia morrer ali mesmo. Hitoshi cravou os dentes no ombro de Mahito em uma mordida tão profunda que um grito agudo escapou da garganta da maldição. Em seguida, as mãos de Hitoshi subiram para o pescoço de Mahito, apertando com força, cortando o ar.

A visão de Mahito começou a escurecer. O prazer e a agonia da asfixia se misturaram. Ele atingiu o ápice, o corpo convulsionando violentamente contra a cama, enquanto Hitoshi continuava, implacável, até finalmente liberar seu próprio sêmen dentro da maldição.

Mahito gozou cinco vezes antes de Hitoshi finalmente parar. O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som de respirações descompassadas.

Lentamente, Hitoshi soltou as cordas. Sua expressão mudou drasticamente. A fúria desapareceu, dando lugar a uma calma quase doce. Ele se deitou ao lado de Mahito, que estava imóvel, os olhos fixos no teto, o corpo coberto de marcas, sangue e fluidos.

— Obrigado, Mahito — sussurrou Hitoshi, limpando uma mecha de cabelo do rosto da maldição e dando-lhe um beijo suave na bochecha. — Eu realmente precisava disso. Você me ajudou muito hoje.

Mahito tentou responder, mas sua garganta estava dolorida demais e seu cérebro parecia ter derretido. Ele apenas soltou um som ininteligível e fechou os olhos.

Na manhã seguinte, Mahito arrastou-se até o esconderijo das maldições. Suas roupas estavam levemente desalinhadas e ele não fazia questão nenhuma de esconder as marcas de mordidas e hematomas que cobriam seu pescoço e ombros.

Choso, que estava sentado em um canto, olhou para ele com uma sobrancelha erguida. Kenjaku, que lia alguns pergaminhos, soltou uma risada seca ao ver o estado da maldição.

— Ora, Mahito... parece que você foi atropelado por um trem — zombou Kenjaku. — Ou talvez por um feiticeiro muito entusiasmado?

Mahito sentou-se em um caixote, sentindo cada músculo de seu corpo latejar. Ele passou a mão pelo pescoço, sentindo a marca dos dedos de Hitoshi, e um sorriso lento e satisfeito surgiu em seu rosto.

— Você não faz ideia, Kenjaku — murmurou Mahito, os olhos brilhando com uma nova ideia maliciosa. — Eu já estou pensando em como vou irritar o Hitoshi da próxima vez. Acho que vou precisar de cordas novas.

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