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Jujutsu kaisen possibilidades

O Brilho da Sakura e o Laço da Promessa

O sol de outono banhava os campos de treinamento da Escola Jujutsu de Tóquio com uma luz dourada e suave. Para Hitoshi Konami, aquele não era apenas mais um dia de exaustão física e manipulação de sentimentos amaldiçoados. Era o seu aniversário de dezoito anos. Desde o amanhecer, o clima parecia diferente. Nobara o havia esmagado em um abraço quase sufocante, Megumi ofereceu um aceno de cabeça respeitoso e até Maki permitiu um breve sorriso de "parabéns".

Mas o centro de sua órbita, Satoru Gojo, estava estranhamente distante. O homem mais forte do mundo passara o dia correndo de um lado para o outro, lidando com o que chamava de "a burocracia mofada dos velhos do conselho". Hitoshi sentiu uma pontada de tristeza, mas tentou ignorar. Afinal, ele era um feiticeiro, não uma criança carente.

Ao final da tarde, enquanto Hitoshi recolhia seu equipamento, Gojo apareceu do nada, como sempre fazia. Sua expressão era de cansaço, mas seus olhos, escondidos pela venda, pareciam brilhar com uma intensidade terna.

— Hitoshi, meu ruivo favorito! — exclamou Gojo, aproximando-se e bagunçando o cabelo de Hitoshi, que agora ostentava as raízes pretas com orgulho. — Desculpe a ausência. Aqueles velhos me sugaram a alma hoje. Não tive tempo de preparar nada grandioso como você merece.

— Está tudo bem, Satoru — respondeu Hitoshi, dando um pequeno sorriso que, ultimamente, aparecia com muito mais frequência. — O dia foi bom.

— Que bom, porque eu deixei um pequeno detalhe no seu dormitório — disse Gojo, inclinando-se para dar um beijo rápido na testa dele. — Vá dar uma olhada quando tiver um tempo. É só uma lembrancinha.

Hitoshi esperou a noite cair e o silêncio dominar os corredores. Quando abriu a porta de seu quarto, o perfume o atingiu imediatamente. Sobre sua mesa de estudos, repousava um buquê magnífico de rosas vermelhas, vibrantes e aveludadas — suas favoritas. Ao lado das flores, uma pequena caixa de veludo azul estava aberta.

Dentro, uma aliança dourada reluzia sob a luz fraca. Era discreta, elegante, mas carregava um peso simbólico que fez o coração de Hitoshi saltar. Havia um bilhete com a caligrafia elegante de Satoru: *"Para confirmar o que meu coração já sabe. Você aceita ser meu, oficialmente e para sempre?"*

Hitoshi sentiu as pernas fraquejarem. Sem pensar duas vezes, pegou o celular e ligou para Gojo.

— Satoru? — A voz de Hitoshi saiu trêmula.

— E então? Gostou das flores? — A voz do outro lado era suave.

— Eu... eu aceito. Sim, Satoru. Mil vezes sim.

Gojo soltou uma risada alegre, audível mesmo através do aparelho.

— Isso me deixa o homem mais feliz do Japão, Hitoshi! Amanhã, vamos sair. Só nós dois. Vamos comemorar esse noivado e seu aniversário do jeito certo.

— Você vai vir dormir aqui hoje? — perguntou Hitoshi, a esperança tingindo sua voz.

— Infelizmente não, meu amor — suspirou Gojo. — O conselho está de olho em cada passo meu ultimamente. Seria arriscado demais. Mas amanhã eu vou inventar uma "investigação urgente" fora da cidade e poderemos ficar à vontade. Prometo.

Hitoshi sentiu uma pontada de solidão, mas a promessa de Gojo foi o suficiente para fazê-lo adormecer com a aliança no dedo, sentindo-se a pessoa mais protegida do mundo.

O dia seguinte começou cedo. Gojo apareceu com roupas civis estilosas e uma energia contagiante. Eles pegaram o carro e dirigiram até uma praia isolada, longe dos olhos curiosos de Tóquio. O dia estava perfeito. Satoru, agindo como uma criança grande, sacou uma arminha de água colorida da mochila.

— Prepare-se para o batismo, Hitoshi! — gritou Gojo, disparando um jato de água bem no peito do ruivo.

— Ah, você não fez isso! — Hitoshi riu, correndo em direção ao mar e usando as mãos para jogar ondas inteiras sobre o feiticeiro mais forte.

Eles brincaram como se não houvesse amanhã. Em um momento de calma, enquanto descansavam na areia, Gojo estendeu um frasco de protetor solar.

— Hitoshi, seja um bom noivo e passe nas minhas costas? Eu não alcanço — pediu Satoru, tirando a camisa e exibindo os músculos definidos que sempre faziam Hitoshi entrar em curto-circuito.

Hitoshi começou a espalhar o creme, sentindo a pele quente de Satoru sob seus dedos. O rosto do ruivo estava tão vermelho quanto um tomate, e Gojo, percebendo isso através do *Six Eyes*, apenas sorria de canto.

Mais tarde, eles visitaram um festival de flores que acontecia em uma vila próxima. O lugar era um mar de cores e perfumes. Em uma das barracas de artesanato, Hitoshi parou, hipnotizado por uma presilha de cabelo delicada, esculpida no formato de uma flor de sakura.

— Você gostou dessa? — perguntou Gojo, surgindo ao seu lado.

— É linda... mas é muito cara para um pedaço de resina — murmurou Hitoshi, tentando se afastar.

— Hitoshi, o que eu te disse sobre me deixar te mimar? — Gojo pegou a presilha, pagou o artesão sem nem olhar o preço e a colocou cuidadosamente no cabelo de Hitoshi. — Pronto. Ficou uma gracinha. Minha coisinha mais fofa.

— Satoru, para com isso! — Hitoshi resmungou, cruzando os braços no seu melhor modo tsundere. — Eu não sou fofo. Eu sou um feiticeiro jujutsu tenebroso.

— É sim! É a coisinha mais linda do mundo! — Gojo começou a usar uma vozinha de bebê, apertando as bochechas de Hitoshi, que queria enfiar a cabeça na terra de tanta vergonha.

De repente, o celular de Gojo tocou. Sua expressão mudou instantaneamente para algo sério.

— Entendi. Estarei lá. — Ele desligou e entregou um papel com um endereço para Hitoshi. — Hitoshi, surgiu uma emergência. Vá para este endereço, é um hotel. Eu te encontro lá em uma hora. Me desculpe por quebrar o clima.

Gojo saiu correndo em uma velocidade que Hitoshi mal pôde acompanhar. O ruivo caminhou até o hotel indicado, um edifício luxuoso de arquitetura moderna. Ele sentia o peito apertado. "Mesmo hoje, ele não pode ser 100% presente", pensou, sentindo a melancolia depressiva tentar retornar.

Ao chegar na suíte presidencial, Hitoshi usou o cartão que Gojo deixara na recepção. O quarto estava à meia-luz, com pétalas de rosa espalhadas pelo chão e um champanhe no gelo. No centro da cama imensa, Satoru Gojo estava sentado, sem camisa, usando apenas um laço de fita vermelha gigante amarrado na cabeça.

— Surpresa! — exclamou Satoru com um sorriso malicioso. — O seu último presente da noite sou eu.

Hitoshi estacou na porta, o cérebro processando a imagem em câmera lenta.

— O quê? Como assim? Satoru, você está bem? — Hitoshi entrou em pânico, o rosto queimando.

— Calma, meu ruivo — disse Gojo, levantando-se e caminhando até ele, desfazendo o laço. — Estamos juntos há um tempo e eu sei que você é novo nisso. Mas para tudo tem uma primeira vez, não é? Eu queria que nossa primeira noite fosse especial.

Hitoshi teve uma breve crise de pânico, respirando fundo até que Gojo o segurou pelos ombros, acalmando-o com palavras doces.

— Desculpe, Hitoshi. Eu não queria te assustar. Eu só... eu te admiro tanto. Eu desejo você há tanto tempo.

— Tudo bem... — murmurou Hitoshi, recuperando a voz. — Eu só fui pego de surpresa. Satoru... você vai ser o... você sabe, o ativo?

Gojo soltou uma risada baixa, quase tímida, algo raro para ele.

— Sinceramente? Eu prefiro ser o passivo hoje. Eu quero me entregar a você.

Hitoshi piscou, chocado.

— Que engraçado... você é o mais forte, o mais velho, o maior... e eu que vou te comer?

— Para com isso! — Gojo corou, escondendo o rosto no ombro de Hitoshi. — Não me deixe envergonhado!

Hitoshi sentiu uma onda de confiança. Ele guiou Gojo até a cama, começando com carinhos lentos e possessivos nas coxas brancas do feiticeiro. Ele subiu os beijos, sentindo Satoru tremer sob seu toque. Quando Hitoshi começou a usar a boca, Gojo soltou um gemido arrastado que ecoou pelo quarto luxuoso.

— Você é... muito bom nisso para um principiante — arfou Gojo, os dedos cravados nos lençóis.

— Sorte de principiante, talvez? — Hitoshi brincou, olhando para cima com um brilho predatório nos olhos vermelhos.

— Continue... por favor — implorou Satoru.

Após alguns minutos, Gojo inverteu as posições brevemente, querendo retribuir. Ele puxou Hitoshi para se sentar e, com a habilidade de quem conhecia cada centímetro do próprio poder, envolveu o membro de Hitoshi, levando-o até o fundo da garganta de uma só vez. Hitoshi soltou um gemido alto, a cabeça jogada para trás.

— Tente não fazer tanto barulho — provocou Gojo, limpando o canto da boca. — Ainda estamos em um hotel, noivo.

— Desculpe... — arfou Hitoshi. — Satoru, você tem certeza? Eu... eu posso ser um pouco agressivo. Eu gosto de sentir que você é meu.

— Hitoshi — disse Gojo, puxando-o para um beijo profundo —, eu não sou chamado de o mais forte à toa. Pode vir com tudo.

Hitoshi não precisou de outro convite. Ele penetrou Gojo com lentidão no início, observando a expressão de deleite no rosto do mais velho. Mas Satoru estava quieto demais para o gosto de Hitoshi. O ruivo queria ouvir a voz dele, queria quebrar aquela compostura de "homem mais forte".

Ele aumentou o ritmo, estocando com força e rapidez, apertando a cintura de Gojo com tanta firmeza que certamente deixaria marcas. Satoru começou a gemer alto, chamando pelo nome de Hitoshi, declarando seu amor entre suspiros quebrados.

— Eu te amo, Satoru! — exclamou Hitoshi. — Seu corpo é perfeito... você é tão apertado para alguém da sua idade.

— Ei! Não me chama de velho agora, fica esquisito! — Gojo riu entre um gemido e outro.

— Eu quero deixar claro que você é meu — disse Hitoshi, a voz mansa e perigosa no ouvido de Satoru. — Vou deixar suas pernas tremendo tanto que você não vai conseguir andar.

Hitoshi forçou Gojo a ficar em pé, encostado na parede de vidro que dava vista para a cidade. Como era um pouco mais baixo, Hitoshi teve que ficar na ponta dos pés para manter o ângulo, fodendo-o com uma intensidade animal contra o vidro frio.

— Hitoshi... minhas pernas... elas vão ceder — implorou Gojo, a visão embaçada pelo prazer.

— Aguenta só mais um pouco, Satoru. Estou quase lá — sussurrou Hitoshi.

No momento em que Gojo ia desabar, Hitoshi o segurou com força, terminando bem no fundo enquanto ambos atingiam o ápice juntos, em um grito uníssono de êxtase.

Eles dormiram abraçados, exaustos e completos. Na manhã seguinte, Gojo tentou se levantar para buscar água e soltou um gemido de dor, caindo de volta no colchão. Suas pernas simplesmente não obedeciam.

— O que foi, Satoru? — Hitoshi provocou, sentado na beira da cama, plenamente recuperado. — O "mais forte" não consegue levantar?

— Você é um monstro, Hitoshi Konami — resmungou Gojo, embora sorrisse. — Acho que você realmente me quebrou.

Ao retornarem para a escola, a cena era cômica. Gojo caminhava de forma estranha, com passos curtos e travados. No pátio, Utahime estava esperando por ele.

— Gojo! O que aconteceu com você? Por que está andando como se tivesse corrido uma maratona de cem quilômetros? Nunca te vi assim — perguntou ela, desconfiada.

— Ah, Utahime... problemas técnicos — disse Gojo, tentando manter a dignidade enquanto Hitoshi, ao fundo, cascava o bico junto com Nobara e Megumi. — Digamos que eu tive um treinamento... muito intenso.

Hitoshi olhou para a aliança em seu dedo e para o homem que, apesar de ser o mais forte do mundo, acabara de ser derrotado pelo amor. Ele nunca se sentira tão vivo.

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