Voltar ao resumo

Kozume Kenma e Sn

Sinfonia de Controle e Caos

O trajeto da festa até o apartamento de Kenma foi preenchido por um silêncio carregado, o tipo de silêncio que precede uma tempestade elétrica. No banco de trás do carro de aplicativo, as mãos deles não se tocaram, mas os olhares que trocavam pelo reflexo do vidro eram promessas perigosas. Kenma mantinha a postura relaxada, o capuz do moletom cobrindo parte do rosto, mas seus dedos batucavam um ritmo impaciente no joelho, uma contagem regressiva mental para o momento em que as portas se fechariam e o mundo exterior deixaria de existir.

Assim que a chave girou na fechadura e a porta do apartamento foi trancada, a apatia característica de Kenma se dissolveu. Ele não acendeu as luzes principais, deixando apenas o brilho neon azul e roxo do seu setup gamer banhar o ambiente em uma penumbra futurista.

— Você estava com pressa no armário — disse ele, a voz agora num tom baixo e predatório, enquanto jogava as chaves sobre o console na entrada. — Mas aqui, Sn, o tempo corre do meu jeito.

Ele não esperou por uma resposta. Kenma a puxou pela cintura, prensando-a contra a parede fria do corredor. Suas mãos, antes tão ágeis no teclado, agora mapeavam as curvas dela com uma possessividade renovada. Ele subiu o vestido dela com movimentos bruscos, seus dedos roçando a pele morena e quente das coxas torneadas que ele tanto cobiçava.

— Kenma... — você arquejou, sentindo o contraste do corpo magro e firme dele contra o seu.

— Shh... — ele murmurou, selando seus lábios em um beijo que não tinha nada de hesitação.

Ele a guiou até o quarto, mas não chegaram à cama de imediato. Kenma a sentou na beirada da sua mesa de carvalho, afastando periféricos e cabos com um braço só para abrir espaço. Ele se posicionou entre suas pernas, os olhos dourados brilhando sob a luz dos monitores. Com uma destreza quase clínica, ele desceu as alças do seu vestido, revelando seus seios pequenos e firmes.

Ele parou por um segundo, admirando a visão. A pele dela parecia brilhar sob o neon, e os mamilos já estavam rígidos pela antecipação. Kenma inclinou a cabeça e começou a traçar o contorno de sua aréola com o polegar, observando a reação imediata do seu corpo.

— Eu passei a noite inteira imaginando como seria marcar você — confessou ele, antes de mergulhar o rosto entre seus seios.

A língua de Kenma era quente e experiente. Ele começou a chupar um dos seios, puxando o mamilo para dentro da boca com uma sucção firme que fez um choque elétrico percorrer a espinha de Sn. Ele não era apenas gentil; ele queria deixar claro a quem ela pertencia. Ele alternava entre lambidas úmidas e mordidas leves, deixando a pele dela marcada e brilhante de saliva.

— Você está deixando tudo babado... — você sussurrou, a voz embargada enquanto enterrava as mãos nos fios loiros dele, puxando-o para mais perto.

— Essa é a ideia — ele respondeu contra a sua pele, a voz vibrando no seu peito. — Quero que, quando você acordar amanhã, cada marca no seu corpo lembre você de que eu não jogo para perder.

Ele passou para o outro seio, repetindo o processo com uma intensidade que a fazia arquear as costas. O som da sucção e dos gemidos baixos de Sn preenchia o quarto, misturando-se ao zumbido constante dos computadores. Kenma subiu os beijos pelo pescoço dela, deixando marcas avermelhadas na pele morena, pontos de cor que se destacavam sob a luz fria do quarto.

— Agora — disse ele, afastando-se apenas o suficiente para olhá-la nos olhos —, vamos para o nível difícil.

Ele a levou para a cama, jogando-a sobre os lençóis escuros. Kenma se livrou das próprias roupas com uma eficiência silenciosa. Quando ele se posicionou sobre ela, a diferença de compleição física era evidente, mas a aura de domínio que ele exalava preenchia cada centímetro do espaço.

Ele a colocou na posição missionária, empurrando os joelhos dela contra o peito para que ela ficasse completamente exposta a ele. Era a posição favorita de Sn, e Kenma sabia disso. Ele adorava o modo como ela o olhava, vulnerável e expectante, enquanto ele mantinha o controle total do ritmo.

— Você gosta de me ver no comando, não gosta? — perguntou ele, a ponta de seu membro roçando a entrada dela, provocando.

— Sim... por favor, Kenma.

Ele entrou de uma vez, um estalo úmido ecoando no quarto. Sn soltou um grito mudo, as unhas cravando-se nos ombros dele. O encaixe era perfeito, uma sincronia que parecia ter sido programada pelo melhor dos softwares. Kenma começou a se mover, estocadas longas e profundas que faziam a cama ranger ritmicamente.

— Olhe para mim, Sn — ordenou ele. — Não feche os olhos.

Ele queria ver cada mudança em sua expressão, cada tremor de prazer. Ele mantinha as mãos presas acima da cabeça dela, dominando-a fisicamente enquanto seu corpo trabalhava para levá-la ao limite. O sexo era bruto, sem as sutilezas do flerte inicial; era uma troca de energia pura, uma competição onde o prêmio era a rendição total.

— Você é tão apertada... — Kenma rosnou, o suor começando a brilhar em sua testa. — Parece que foi feita sob medida para mim.

Ele acelerou o ritmo, as estocadas tornando-se mais curtas e rápidas. Sn sentia que estava perdendo o chão, o prazer subindo como uma barra de carregamento que estava prestes a atingir os 100%. Ela tentava acompanhar o ritmo dele, mas Kenma mudava a cadência sempre que sentia que ela estava perto demais, prolongando o tormento doce.

— Kenma, eu não... eu vou... — você tentou dizer, mas ele a calou com um beijo profundo, sugando seus gemidos.

Ele mudou a posição, puxando-a para que ela ficasse de quatro. Ele a segurou pelos quadris, as mãos morenas dela contrastando com a pele clara dele enquanto ele a penetrava por trás. Cada impacto fazia os seios dela balançarem, e Kenma estendeu a mão para apertá-los, voltando a estimular os mamilos que ele havia marcado minutos antes.

— Você é minha pequena brasileira — ele sussurrou, a voz carregada de uma possessividade que raramente mostrava em público. — Minha maior conquista.

A intensidade aumentou. Kenma não era mais o garoto quieto que preferia consoles a pessoas; ali, ele era um estrategista que havia conquistado o território inimigo e não tinha intenção de recuar. Ele a virou novamente para a posição missionária, querendo o contato visual final.

Ele a penetrava com uma força que fazia o corpo pequeno de Sn se chocar contra o dele. O prazer era tão intenso que as lágrimas começaram a brotar nos cantos dos olhos dela, não de dor, mas de uma sobrecarga sensorial completa.

— Agora, Sn — disse ele, a voz falhando pela primeira vez. — Goza para mim. Mostra como eu te deixo.

O ápice atingiu ambos simultaneamente. Sn sentiu as paredes internas se contraírem violentamente ao redor dele, enquanto Kenma soltava um rosnado gutural, enterrando-se nela uma última vez enquanto seu próprio prazer explodia. Eles ficaram ali por longos segundos, apenas sentindo os batimentos cardíacos um do outro se acalmarem, fundidos em um abraço suado e exausto.

Kenma se deixou cair ao lado dela, puxando-a para o seu peito. Ele ainda estava ofegante, o cabelo loiro bagunçado sobre os olhos. Ele passou o braço ao redor dela, os dedos traçando as marcas que ele havia deixado em seu corpo.

— Sabe — ele começou, a voz voltando ao tom preguiçoso e calmo —, eu costumo dizer que prefiro jogos single-player porque as pessoas são imprevisíveis demais.

Ele inclinou a cabeça para beijar o topo da cabeça de Sn, sentindo o cheiro dos cachos dela.

— Mas acho que posso abrir uma exceção permanente para o modo cooperativo com você.

Sn sorriu, aninhando-se mais no calor do corpo dele.

— Isso quer dizer que eu ganhei a partida? — perguntou ela, brincalhona.

Kenma soltou uma risada baixa, fechando os olhos enquanto o sono começava a reclamar o que restava de suas energias.

— Digamos que foi um empate técnico. Mas amanhã... amanhã teremos a revanche. E eu pretendo jogar sujo.