Kozume Kenma e Sn
O Protocolo de Proteção e Recompensa
O evento internacional de e-sports e cultura geek estava em seu ápice, um mar de luzes LED, cosplayers detalhados e o som constante de dublagens e trilhas sonoras de jogos. Kozume Kenma, o "Kodzuken", era uma das atrações principais, mas sua mente estava a quilômetros de distância das estratégias de jogo que ele deveria estar discutindo no painel.
Seu foco estava inteiramente na mulher ao seu lado.
Sn estava deslumbrante no estilo *afro paty*. Seus cachos estavam perfeitamente definidos, brilhando sob as luzes do centro de convenções e exalando um perfume de coco que parecia criar uma bolha de isolamento ao redor deles. Ela usava um conjunto de saia e top que abraçava cada curva de seu corpo pequeno, mas generosamente torneado, uma combinação de tons pastéis que realçava sua pele morena. A maquiagem era leve, destacando seus olhos brilhantes e lábios que reluziam com um gloss rosado, convidativos e perigosos.
Kenma, geralmente apático e avesso ao contato físico em público, estava agindo como um sentinela. Sua mão não saía da base da coluna de Sn, os dedos longos possivelmente apertando a pele dela através do tecido fino sempre que alguém se aproximava demais.
— Kenma, você está apertando forte — Sn sussurrou, inclinando-se para ele com um sorriso travesso. — Está nervoso com a multidão?
— Não é a multidão que me incomoda — ele respondeu, a voz mais baixa e rouca do que o normal. — É o modo como eles olham para você como se você fosse um item raro de loot que eles pudessem simplesmente pegar.
Ele lançou um olhar gélido para um grupo de rapazes que parou para admirar os cachos de Sn. Os jovens desviaram o olhar instantaneamente, intimidados pela aura possessiva que emanava do normalmente calmo streamer. Kenma não era forte ou alto como Kuroo, mas seus olhos de gato tinham uma intensidade que desarmava qualquer um.
— Eu sou sua, Kenma. Você sabe disso — ela provocou, deslizando a mão pelo braço dele, sentindo os músculos tensos sob o moletom de marca.
— Eu sei. Mas eles não precisam saber como você fica sem essas roupas — ele retrucou, puxando-a para mais perto enquanto caminhavam em direção à área VIP.
Um organizador do evento se aproximou, tentando iniciar uma conversa profissional, mas seus olhos baixaram por um milésimo de segundo para o decote de Sn. Kenma percebeu imediatamente. Ele deu um passo à frente, bloqueando a visão do homem e colocando-se como uma barreira física entre eles.
— O contrato diz que eu tenho trinta minutos de intervalo antes da sessão de autógrafos — Kenma disse, cortando qualquer tentativa de conversa fiada. — Nós vamos usá-los agora.
— Mas, Kodzuken, os fãs já estão...
— Trinta minutos — Kenma repetiu, a voz final e fria como uma sentença de morte em um jogo de estratégia.
Sem esperar resposta, ele segurou a mão de Sn e a conduziu por um corredor lateral, longe do barulho ensurdecedor do salão principal. Ele conhecia o mapa do local como conhecia seus jogos; sabia exatamente onde encontrar um ponto cego das câmeras de segurança.
Eles entraram em uma sala de armazenamento técnica, cheia de caixas de equipamentos e servidores zumbindo. Assim que a porta se fechou, Kenma a prensou contra a madeira compensada, as mãos encontrando o rosto dela com uma urgência que ele vinha contendo há horas.
— Você está fazendo isso de propósito — ele acusou, os olhos dourados fixos nos lábios dela. — Esse gloss, essa roupa... você sabia que eu ficaria assim.
Sn riu baixo, uma risada gutural que vibrou contra o peito dele. Ela mordeu o lábio inferior, sentindo o desejo queimar em seu ventre.
— Eu só queria estar bonita para o meu namorado famoso. É crime atrair atenção?
— É quando a atenção não é só minha — ele disse, inclinando-se para morder o pescoço dela, bem na curva onde o pulso batia freneticamente. — Eu odeio compartilhar o que é meu, Sn. Especialmente você.
Sn se esfregou contra ele, a carência física tornando-se insuportável. Suas mãos subiram para o cabelo dele, puxando as raízes escuras enquanto ela buscava o contato de sua boca.
— Então me mostre que eu sou sua — ela implorou, a voz falhando. — Agora, Kenma. Eu não aguento mais esperar.
Kenma parou por um momento, a respiração pesada batendo contra o rosto dela. Ele olhou para o relógio em seu pulso e depois para o estado de Sn: as bochechas coradas, os olhos nublados de luxúria, os lábios entreabertos. Ele sentiu uma onda de satisfação ao ver o quanto ele a afetava, mas sua natureza estratégica e possessiva falou mais alto.
— Não aqui — ele disse, a voz subitamente firme, embora carregada de desejo. — Eu não vou permitir que ninguém corra o risco de entrar aqui e ver você nesse estado. Você é um segredo que só eu tenho a chave para desbloquear.
— Kenma... por favor... — ela choramingou, movendo os quadris contra ele em um pedido silencioso.
Ele segurou os pulsos dela, prendendo-os contra a porta acima da cabeça dela. O contraste da pele morena dela contra a porta clara era uma imagem que ele queria gravar na memória.
— Seja uma boa garota e espere, Sn — ele comandou, o tom de voz fazendo-a estremecer. — Eu tenho um compromisso público agora, mas assim que terminarmos aqui, eu vou levar você para o hotel e vou recompensar cada minuto dessa sua espera. Você quer a recompensa, não quer?
— Quero... — ela respondeu, quase sem fôlego.
— Então comporte-se. Fique ao meu lado, não sorria para ninguém além de mim e mantenha esse corpo maravilhoso bem perto do meu. Entendido?
— Sim, Kenma.
Ele sorriu, um sorriso de vitória, e se inclinou para o que ele chamou de "prévia". O beijo foi profundo, uma exploração voraz que provou o gloss dela e deixou Sn sem pernas. Ele usou a língua com uma maestria que prometia muito mais para mais tarde, sugando o lábio inferior dela com uma força que a fez soltar um gemido abafado.
Quando ele se afastou, Sn estava ofegante, apoiada na porta para não cair. Kenma ajeitou os próprios fios loiros e limpou um pouco do gloss que havia ficado em seus lábios com o polegar, levando o dedo à boca logo em seguida.
— Doce — ele comentou, os olhos brilhando com uma promessa perigosa. — Agora, vamos. Temos um evento para terminar antes de eu começar o meu jogo favorito da noite.
Ele abriu a porta e estendeu a mão para ela. Sn a pegou, sentindo-se completamente dominada e, estranhamente, mais segura do que nunca. Ela sabia que, enquanto estivesse sob a proteção possessiva de Kozume Kenma, o mundo exterior não passava de um cenário de fundo para a história que eles escreveriam entre quatro paredes.