Kozume Kenma e Sn
Sinfonia de Neon e Seda
O silêncio no apartamento de Kenma era raramente interrompido por algo que não fosse o zumbido dos coolers ou o estalido rítmico de um teclado mecânico. No entanto, naquela tarde, o som que ecoava pelo corredor era diferente. Era um som úmido, entrecortado por respirações pesadas e sussurros que carregavam uma urgência elétrica.
Kenma caminhou pelo corredor com sua habitual leveza de gato. Ele tinha saído para buscar uma entrega e, ao voltar, estranhou o silêncio vindo do quarto. Quando empurrou a porta entreaberta, a cena que encontrou desarmou qualquer resquício de sua apatia estratégica.
Sn estava deitada no meio da cama desfeita, vestindo apenas uma de suas camisetas pretas de algodão, que ficava enorme no corpo pequeno dela, cobrindo apenas o início de suas coxas brasileiras e fartas. Por baixo, apenas uma calcinha de renda fina que já parecia lutar contra a umidade. Ela estava com os olhos firmemente fechados, o rosto enterrado em um dos travesseiros dele, aspirando o cheiro de amaciante e do perfume cítrico que Kenma usava.
Suas mãos morenas estavam ocupadas. Uma delas apertava o travesseiro contra o rosto, abafando os gemidos, enquanto a outra estava mergulhada entre suas pernas, movendo-se com um desespero que Kenma raramente via nela.
— Kenma... ah, Kenma... — o nome dele escapou em um fio de voz, seguido por um arquejar sôfrego.
Ela se esfregava contra o travesseiro, praticamente babando no tecido enquanto buscava o ápice. Kenma permaneceu imóvel na soleira da porta, os olhos dourados escurecendo enquanto observava cada espasmo de prazer dela. A luz do sol poente passava pelas frestas da persiana, iluminando a poeira que dançava no ar e a pele brilhante de suor de Sn.
De repente, como se sentisse o peso do olhar dele, Sn abriu os olhos. Suas pupilas estavam dilatadas, a visão turva pelo tesão, mas ela congelou ao encontrar a figura de Kenma parado ali, observando-a com uma intensidade predatória.
— Kenma... eu... — Ela tentou puxar a camiseta para baixo, o rosto incendiando em um rubor profundo.
— Não pare — disse ele, a voz tão baixa e firme que pareceu um comando físico. — Continue exatamente de onde parou. Eu quero ver o que você faz quando pensa em mim.
Ele entrou no quarto e, sem desviar os olhos dela, puxou sua cadeira gamer para a beira da cama. Sentou-se com uma calma deliberada, abrindo as pernas e desabotoando a própria calça. Ele a removeu, ficando apenas de cueca box, revelando a ereção nítida que já marcava o tecido.
— Levante a blusa, Sn — ordenou ele, começando a se tocar com movimentos lentos e seguros. — Mostre para mim o que você estava escondendo.
Tremendo, Sn obedeceu. Ela puxou a barra da camiseta de Kenma até a altura do pescoço, revelando seus seios pequenos com os mamilos já escuros e endurecidos, apontando para ele como se implorassem por atenção. A visão fez a boca de Kenma salivar. Ele desceu o olhar para a calcinha dela, que estava visivelmente encharcada, o tecido de renda grudado na pele, deixando transparecer a cor rosada de sua intimidade.
— Você está tão molhada que o travesseiro já está marcado — comentou ele, a voz carregada de uma malícia fria. — Esfregue-se mais forte. Use o travesseiro, Sn. Mostre como você quer que eu faça.
— Eu preciso de você... — ela gemeu, voltando a se movimentar, agora sob o comando dele. — Kenma, por favor, dói... eu quero você aqui dentro.
— Você vai ter o que quer, mas no meu tempo — ele retrucou, acelerando o ritmo de sua própria mão enquanto observava os seios dela balançarem com o esforço. — Agora, tire essa calcinha. Quero ver você se tocar enquanto olha para mim.
Com movimentos desajeitados pela pressa, Sn chutou a peça de renda para o lado. Ela abriu as pernas completamente, exibindo-se para ele, e levou os dedos ao clitóris, estimulando-se com uma força que a fazia arquear as costas.
— Isso... — Kenma murmurou, a respiração tornando-se pesada. — Você é tão linda quando está desesperada assim.
— Eu quero sentar na sua cara — ela disparou, a voz rouca e sem filtros. — Quero sentir sua língua agora, Kenma, eu vou explodir!
A confissão direta pareceu quebrar a última barreira de autocontrole dele. Kenma se levantou da cadeira, o membro pulsando, e deitou-se na cama de costas, posicionando a cabeça estrategicamente.
— Venha — disse ele.
Sn não hesitou. Ela se moveu como uma gata, subindo sobre ele e posicionando-se diretamente sobre o rosto de Kenma. No instante em que sentiu o calor da pele dele, ela soltou um grito abafado. Kenma não perdeu tempo; ele a segurou pelas coxas torneadas, enterrando o rosto em sua feminilidade suculenta.
A língua dele era uma ferramenta de precisão. Ele a lambia com golpes longos e firmes, subindo até o clitóris e sugando-o com uma força que fazia Sn ver estrelas. Ela se agarrou à cabeceira da cama, os dedos cravando-se na madeira, enquanto se esfregava freneticamente contra a boca dele.
— Ai, meu Deus... Kenma! — Ela gemia, o corpo moreno tremendo sob o toque dele.
Kenma usava as mãos para massagear e apertar o bumbum dela, deixando marcas vermelhas que contrastavam com a pele morena. Ele deu alguns tapas estalados em suas coxas, incentivando-a a se abrir ainda mais, enquanto sua língua continuava a devorá-la.
Sentindo a urgência dele também, Sn inclinou o corpo para frente, completando a posição de 69. Ela envolveu o pênis de Kenma com a boca, sentindo o gosto dele, o calor e a rigidez que a faziam salivar ainda mais. Seus seios pequenos e marcados esfregavam-se contra o abdômen dele a cada movimento, criando uma fricção insuportável.
O quarto estava inundado pelos sons de sucção, gemidos e o estalo da pele se chocando. Kenma sentia o fluido de Sn escorrer pelo seu queixo, o gosto dela sendo o melhor combustível para sua própria luxúria. Ele a chupava com um vigor renovado, usando os dedos para penetrá-la ao mesmo tempo em que sua língua fazia o trabalho principal.
— Eu vou... eu vou esguichar! — Sn avisou, a voz aguda, os músculos das pernas travando.
— Faça isso — Kenma murmurou contra ela, sem parar por um segundo. — Molhe meu rosto inteiro com você.
O ápice veio como uma explosão. Sn arqueou o corpo, soltando um grito longo enquanto ondas de prazer a atingiam. O líquido quente jorrou sobre o rosto de Kenma, mas ele não recuou; pelo contrário, ele continuou a chupá-la, saboreando cada gota do esguicho dela, mantendo o estímulo mesmo quando ela já estava sensível demais.
— Kenma, para... chega... ah! — Ela tentava se afastar, mas ele a segurava firme pelos quadris, forçando-a a receber cada grama daquele prazer excessivo.
Ele só parou quando sentiu que ela estava prestes a desmaiar de exaustão sensorial. Kenma a puxou para baixo, girando-a para que ela ficasse de costas na cama, e em um movimento rápido, ele se posicionou entre suas pernas.
— Minha vez — sussurrou ele.
Ele entrou nela com uma estocada única e profunda, arrancando um último suspiro de Sn. O ritmo de Kenma era implacável, focado na própria conclusão agora que a tinha levado ao limite. Ele gozou pouco depois, preenchendo-a completamente, enquanto enterrava o rosto em seu pescoço, respirando o caos que haviam criado.
Minutos depois, Kenma se afastou levemente, limpando o rosto com as costas da mão e olhando para Sn, que ainda tentava recuperar o fôlego, com os olhos vidrados no teto.
— Sabe — disse ele, voltando ao seu tom de voz calmo, quase analítico —, o travesseiro estava bom, mas eu acho que meu rosto funciona muito melhor como suporte para você.
Sn soltou uma risada fraca, puxando-o para um abraço cansado.
— Você é um idiota, Kenma.
— Um idiota que sabe exatamente como vencer esse jogo — ele respondeu, fechando os olhos e deixando-se levar pelo cansaço vitorioso.