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Mãe por 15 dias

O Despertar da Inocência Perdida

Acordei com uma sensação estranha de desorientação. O quarto estava mergulhado em uma penumbra suave, cortada apenas por um feixe de luz alaranjada que vinha da fresta da cortina. Levei alguns segundos para entender onde eu estava e por que meu corpo parecia tão pesado e restrito. Quando tentei me virar, ouvi o som característico de plástico amassado.

*Crick-crick.*

A memória do final da tarde voltou como um soco no estômago. O banho, as palmadas, a fralda geriátrica, o body rosa... e a amamentação. Eu devia ter pego no sono enquanto mamava no peito da Giovana. A última coisa que me lembrava era o calor da pele dela e o gosto doce daquele leite misterioso.

Tentei me sentar e percebi que não estava na cama de casal. Eu estava dentro de um cercadinho, ou melhor, um berço improvisado com grades altas que ela deve ter montado enquanto eu dormia ou trazido naquelas sacolas misteriosas. Olhei para o lado e a cama da Giovana estava vazia, os lençóis levemente bagunçados indicando que ela tinha se levantado há pouco tempo.

— Gio? — chamei com a voz rouca, mas ninguém respondeu.

Foi então que senti a primeira pontada.

Uma cólica aguda e insistente atravessou meu baixo ventre, me fazendo dobrar o corpo para frente. Meu estômago soltou um ronco alto e borbulhante. O efeito do supositório de glicerina que ela tinha colocado, somado àquele leite morno e denso, estava começando a cobrar o preço. Eu precisava ir ao banheiro. Agora.

Pânico se instalou. Eu tentei me levantar, segurando nas grades brancas do berço. Minhas pernas pareciam bambas e o volume da fralda entre elas me fazia caminhar como um pinguim. Procurei pela trava do berço, mas as grades eram altas demais e pareciam presas por fora.

— Droga, Giovana! — sussurrei, sentindo outra pontada, dessa vez mais forte.

Eu não podia fazer aquilo. Eu tinha 22 anos. Eu não ia... eu não ia sujar a fralda. A ideia era humilhante demais, mesmo para esse "jogo" maluco. Eu precisava de um plano. Se eu conseguisse pular a grade, correria para o banheiro, me limparia e fingiria que nada aconteceu. Mas a pressão no meu intestino estava se tornando insuportável.

"Talvez se eu apenas soltar um pouco de ar...", pensei, desesperada por qualquer alívio.

Eu me agachei no canto do berço, segurando firme nas barras de madeira. Forcei levemente para aliviar a pressão.

*Pum.*

O som foi abafado pelo plástico da fralda, mas o alívio foi imediato. Senti a barriga desinchar um pouco. "Ok, eu consigo segurar", disse a mim mesma, tentando respirar fundo. Mas o supositório não estava ali para brincadeira. Menos de trinta segundos depois, uma onda de contração muito mais potente me atingiu. Foi como se meus intestinos estivessem sendo torcidos por mãos invisíveis.

Tentei soltar outro peido para ganhar tempo, mas o que aconteceu foi o meu maior pesadelo.

Eu não tive controle. No momento em que relaxei para soltar o ar, o conteúdo pastoso e quente saiu com força total. Senti a fralda se expandir instantaneamente contra a minha pele. O calor se espalhou pelas minhas nádegas e pela minha virilha, subindo pelas costas enquanto a fralda lutava para conter o volume.

— Não, não, não... — eu gemia, apertando os olhos com força, sentindo as lágrimas de pura humilhação queimarem meu rosto.

Eu estava imobilizada pela vergonha. O cheiro começou a subir, um odor forte e adocicado, misturado com o talco de bebê que ela tinha usado. Eu tentei me mexer para ver se conseguia sair dali antes que ela voltasse, mas o movimento só fez com que o cocô se espalhasse ainda mais. E o pior: não tinha acabado.

Outra cólica me atingiu. Meu corpo assumiu o controle, ignorando qualquer comando do meu cérebro para parar. Eu me vi ficando de quatro no colchão do berço, empurrando o resto de tudo o que estava preso em mim para dentro do plástico. A fralda agora estava pesada, pendendo entre as minhas pernas, uma massa quente e nojenta que me envolvia completamente.

Eu me deitei de lado, encolhida em posição fetal, chorando baixinho. Eu me sentia a pessoa mais patética do mundo. Onde estava a Nathally que amava baladas na Lapa? Onde estava a estudante universitária independente? Eu era apenas uma menina de fralda suja, presa em um berço.

Ouvi o som da porta se abrindo.

O clique da maçaneta pareceu um tiro de canhão no silêncio do quarto. Giovana entrou cantarolando uma música suave, mas parou abruptamente assim que deu dois passos para dentro.

— Nossa... — ela disse, e eu podia ouvir o sorriso na voz dela. — Mas que cheirinho é esse que a mamãe está sentindo?

Eu escondi o rosto no travesseiro, querendo que o chão se abrisse.

— Nathally? — Ela se aproximou do berço e olhou por cima das grades. — Você acordou, meu amor? E parece que acordou com uma surpresa para a mamãe.

— Vai embora, Giovana — eu murmurei contra o travesseiro, a voz abafada pelo choro.

— "Mamãe", Nathally. Quantas vezes eu tenho que te corrigir? — Ela destravou a lateral do berço, que desceu com um som metálico. — Deixe-me ver essa fraldinha.

— Não! — eu gritei, sentando-me rapidamente e tentando cobrir a parte de trás com as mãos, o que só resultou em eu sentindo a textura pastosa através do plástico. — Está limpa! Eu estou bem! Eu só... eu só estou com calor.

Giovana arqueou uma sobrancelha, cruzando os braços sobre o peito. Ela olhou para o volume óbvio na frente do meu body rosa, onde o plástico estava estufado e amarelado.

— Limpa, é? — Ela deu um passo à frente, invadindo meu espaço. — Então por que a fralda do meu bebê está tão gorda? E por que o quarto inteiro está cheirando a... bom, você sabe.

— É o talco! — menti desesperadamente. — É um talco novo que você comprou.

— Nathally, não minta para a mamãe. Mentir é feio e gera punição — ela disse, o tom de voz mudando para aquela autoridade fria que me fazia tremer. — Agora, vire-se de costas. Eu vou verificar.

— Por favor, não... — eu implorei, mas ela não me deu escolha.

Giovana me segurou pelos ombros e me virou com firmeza. Eu fiquei de joelhos, de costas para ela. Senti os dedos dela pegarem a parte de trás da fralda, na altura da cintura, e puxarem o plástico para longe da minha pele.

O ar frio entrou, mas o cheiro que saiu foi avassalador.

— Oh, meu Deus! — Giovana exclamou, mas não com nojo, e sim com uma espécie de satisfação triunfante. — Mas você encheu a fraldinha mesmo, hein? Está até nas costas! Alguém foi uma menina muito produtiva enquanto a mamãe estava na cozinha.

— Gio, me deixa ir no banheiro sozinha, eu te imploro — eu choramingava, sentindo a humilhação atingir um nível insuportável.

— Nem pensar. Menininhas que sujam as fraldas desse jeito não sabem se limpar sozinhas. Você só ia fazer mais bagunça — ela disse, pegando-me no colo com a mesma facilidade de antes.

O peso da fralda suja balançava entre minhas pernas enquanto ela me carregava até o trocador improvisado que ela tinha montado sobre a cômoda, forrado com um plástico azul. Ela me sentou ali por um momento e eu tentei me cobrir.

— Por favor, eu mesma limpo... eu juro que deixo brilhando...

— Silêncio, Nathally. Deite-se. Agora.

Eu obedeci, soluçando. Ela abriu as fitas adesivas da fralda. O som do *rip* do adesivo sendo puxado foi seguido pelo peso da fralda caindo sobre o trocador, expondo toda a minha sujeira ao ar do quarto.

Eu fechei os olhos com tanta força que vi estrelas. Eu sentia o cocô pastoso grudado em toda a minha pele, desde a base das costas até a minha vagina e o ânus. Era uma sensação pegajosa e morna que me fazia querer vomitar de vergonha.

— Nossa, Nathally... você realmente não se segurou, não é? — Giovana comentou, pegando um pacote de lenços umedecidos. — Olha só como está tudo sujo. A vagina, o bumbum... está tudo coberto.

Senti o primeiro lenço gelado tocar minha pele. Ela começou a limpar a parte da frente, passando o lenço com cuidado, mas com firmeza, removendo a massa amarelada.

— Fique quietinha, senão vai sujar o body — ela instruiu. — Afaste bem as pernas.

Eu abri as pernas, sentindo-me totalmente exposta. Ela usou lenço após lenço. Eu sentia o toque dela limpando cada dobra da minha intimidade, removendo a sujeira que eu mesma tinha feito. O cheiro era forte, e o som dos lenços úmidos contra a minha pele era a única coisa que se ouvia no quarto, além dos meus soluços baixos.

— Pronto, a frente está limpa — disse ela, depois de usar quase metade do pacote. — Agora, perninhas para cima. Vamos limpar esse bumbum.

Ela segurou meus tornozelos com uma mão e ergueu minhas pernas no ar. Minha bunda ficou totalmente exposta, suja e vulnerável. Giovana começou a limpar o meu ânus, passando os lenços repetidamente para remover tudo o que o supositório tinha ajudado a expelir.

— Está bem sujo aqui atrás também — ela comentou, como se estivesse analisando uma pintura. — Mas a mamãe vai deixar você bem limpinha e cheirosa de novo.

Depois de o que pareceu uma eternidade, ela finalmente parou. Senti o toque seco de uma toalha macia removendo a umidade dos lenços.

— Agora a pomada, para não ficar assadinha — ela disse.

Senti os dedos dela, cobertos por uma camada espessa e fria de pomada branca, serem aplicados na minha vagina e, depois, diretamente no meu ânus. O contato era íntimo demais, invasivo demais, mas eu estava tão quebrada emocionalmente que apenas deixei acontecer.

— E um pouco de talco... — O pó fino caiu sobre mim, acalmando a pele irritada.

Ela pegou uma fralda nova, abriu-a com um estalo e a posicionou sob mim. Fechou as fitas com força, garantindo que ficasse bem justa. Depois, abotoou o body rosa novamente.

— Prontinho. Viu como não foi tão ruim? — Ela me pegou no colo de novo, mas dessa vez não me levou para o berço. Ela me levou para a cama dela.

Ela se deitou e me acomodou sobre seu corpo, exatamente como tinha feito na sala.

— Você deve estar exausta depois de tanto esforço, meu bebê — ela sussurrou, abrindo a blusa novamente.

Eu não lutei. Eu não protestei. Eu estava exausta, humilhada e, de certa forma, o conforto do colo dela era a única coisa que me impedia de desmoronar completamente. Quando o mamilo tocou meus lábios, eu o abocanhei com vontade, buscando naquele leite doce o esquecimento de tudo o que tinha acabado de acontecer.

Mamei devagar, sentindo o carinho rítmico da mão da Giovana nas minhas costas. O peso da fralda nova e limpa era um conforto agora. A humilhação ainda estava lá, enterrada no fundo da minha mente, mas o cansaço era maior. Meus olhos começaram a pesar.

— Isso... durma, Nathally — Giovana murmurou, sua voz sendo a última coisa que ouvi antes de mergulhar em um sono profundo e sem sonhos. — A mamãe está aqui. A mamãe sempre vai cuidar de você.