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Magia errada, Lugar errado

Anatomia do Imprevisto

O silêncio tenso dentro do banheiro da quitinete era quebrado apenas pelo zumbido elétrico do reator arcano portátil que Twilight improvisara sobre a tampa fechada do vaso sanitário. Ao lado do dispositivo, três testes de gravidez de farmácia — comprados sob o mais rigoroso disfarce de boné e óculos escuros na drogaria da esquina — repousavam alinhados com precisão milimétrica sobre uma toalha felpuda.

Twilight Sparkle ajustou os óculos no nariz pardo, com a respiração suspensa, enquanto segurava uma lâmina de vidro sob a luz fria da lâmpada fluorescente. Suas mãos, sempre tão firmes ao desenhar runas de alta densidade ou transcrever fórmulas de biofísica, tremiam de modo quase imperceptível.

Uma linha. Apenas uma linha vermelha em cada uma das três tiras plásticas.

Negativo. Negativo. Negativo.

Twilight soltou o ar dos pulmões com tanta força que sua franja reta esvoaçou sobre a testa. Seus joelhos fraquejaram, e ela precisou se apoiar na borda da pia para não escorregar no tapete de borracha.

— Pelo amor de Celestia, Luna e todos os ancestrais de Canterlot... — sussurrou ela para o próprio reflexo no espelho, onde olheiras profundas emolduravam seus grandes olhos arroxeados. — Zero embriões arcanos. Nenhuma divisão celular atípica no endométrio.

Ela puxou o microscópio portátil para mais perto, analisando a amostra biológica que havia recolhido cautelosamente após aquela madrugada avassaladora. Conforme ajustava o foco micrométrico, uma epifania científica começou a desenhar-se na mente analítica da princesa.

Era uma ironia cósmica de proporções quase hilárias.

A poção original, que Sunset engolira com tanta sede, fora projetada para atingir três objetivos fundamentais: transmutar a anatomia funcional, inflamar os impulsos copulatórios a níveis primordiais incontroláveis e, acima de tudo, garantir uma taxa de fertilidade absoluta de cem por cento, concebida para fertilizar qualquer óvulo ao menor contato.

Contudo, ao cruzar os dados da amostra com a fisiologia humana, Twilight percebeu a falha crônica da primeira versão. O composto proteico mágico responsável pela *hiperfertilidade fulminante* simplesmente não havia ancorado na biologia de Sunset. Por ser uma infusão feita às pressas, o catalisador falhara miseravelmente em atingir a potência avassaladora planejada para salvar os Cervos-da-Lua.

A carga ainda era potente? Sem dúvida. O sêmen recém-produzido pelo corpo de Sunset continha uma contagem de espermatozoides consideravelmente acima da média humana masculina e uma vitalidade mágica pulsante. Mas não era a máquina infalível de concepção imediata que Twilight temia ter criado. Havia uma margem de escape. Um milagre estatístico de compatibilidade imperfeita havia poupado Twilight de carregar um herdeiro gerado no chão de linóleo da quitinete universitária.

— Uma taxa de fertilidade padrão moderada-alta... — Twilight anotou febrilmente em seu bloco de notas, soltando uma risadinha nervosa e histérica. — Sunset Shimmer é apenas muito potente, mas não magicamente onipotente. Eu não estou grávida. Eu sou uma gênia da biologia e a garota mais sortuda desta dimensão!

Ainda assim, a prudência de uma princesa nunca permitia brechas ao acaso.

Twilight abriu o armário de remédios acima da pia e pegou uma cartela brilhante contendo a pílula do dia seguinte, recomendada com veemência por artigos médicos humanos para situações de alto risco biológico. Sem hesitar um segundo sequer, destacou o comprimido, encheu um copo plástico com água da torneira e engoliu o medicamento com determinação cirúrgica.

— Prevenção secundária estabelecida — declarou para si mesma, guardando a cartela na gaveta mais funda da escrivaninha. — Zero por cento de probabilidade restante. O método científico prevalece.

Ao sair do banheiro, Twilight deparou-se com uma cena que fez seu coração errar uma batida e sua garganta secar instantaneamente.

Sunset Shimmer estava encostada na bancada da cozinha, preparando torradas. Ela usava uma camiseta regata cinza desbotada e uma calça de moletom preta extremamente larga, amarrada com um nó frouxo no cordão. No entanto, mesmo com o tecido folgado, era completamente impossível disfarçar o volume maciço, pesado e conspícuo que repousava entre suas coxas, descendo em um declive proeminente por quase metade de sua perna esquerda. Cada movimento que a ruiva fazia ao pegar a manteiga no balcão fazia aquela massa densa balançar preguiçosamente sob o moletom.

Sunset virou o rosto ao ouvir os passos da arroxeada, revelando um sorriso torto, sonolento e absolutamente provocante. As mechas ruivas e douradas caíam desordenadas sobre seus ombros largos.

— Bom dia, cientista maluca — disse Sunset, a voz ainda rouca de sono, num tom grave e aveludado que causava arrepios involuntários na nuca de Twilight. — Sobreviveu aos testes no calabouço?

Twilight pigarreou, ajeitando a gola da camisa social azul e puxando a saia para baixo, tentando desesperadamente não encarar a virilha da colega de quarto.

— Sobrevivi com louvor — respondeu Twilight, adotando sua postura mais acadêmica e empertigada, embora as pontas de suas orelhas estivessem incandescentes de vergonha. — E tenho boas notícias. A amostra confirmou que a taxa de hiperfertilidade desenhada originalmente colapsou no seu metabolismo. Em termos leigos: o seu esperma tem contagem elevada, mas não possui a trava mágica de concepção espontânea forçada. Eu não estou grávida.

Sunset arqueou uma sobrancelha, soltando uma risada curta e anasalada enquanto mastigava uma ponta de torrada crocante.

— Bem, isso é um alívio e tanto — comentou ela, apoiando o quadril na borda da pia e cruzando os braços bem torneados. O movimento esticou o tecido do moletom, tornando o contorno avantajado de sua nova anatomia ainda mais escandalosamente evidente. — Não que a ideia de ver você com uma barriguinha redonda fosse ruim, Sparkle, mas acho que conciliar fraldas mágicas com a tese de graduação seria um pesadelo logístico até para você.

— Não brinque com uma catástrofe hipotética dessas! — chiou Twilight, sentando-se à mesa de estudos e organizando seus pergaminhos com uma pressa desnecessária. — E de qualquer forma, por cautela estrita contra desvios de despolarização hormonal, eu já tomei uma pílula de contracepção emergencial humana. Nós não correremos riscos desnecessários nos próximos cinco anos.

— Justo — concordou Sunset, dando de ombros com naturalidade exasperante. Ela caminhou em direção à mesa, os passos pesados e confiantes das botas substituídos pelo atrito macio das meias no chão. — Mas, falando sério... se vamos ter que passar meia década lidando com esse "efeito colateral" de estimação que você me deu, nós precisamos rever algumas coisas de ergonomia aqui dentro.

Twilight ergueu os olhos por cima dos óculos.

— Ergonomia? A que tipo de otimização mecânica você está se referindo?

Sunset parou ao lado da cadeira giratória de Twilight. Inclinou-se levemente para a frente, apoiando as duas mãos nos braços de metal do assento e prendendo a princesa entre seus ombros bronzeados. O perfume de cedro, café e aquele almíscar denso e hipnótico preencheu o ar entre as duas, fazendo o cérebro de Twilight registrar um curto-circuito alarmante.

— Refiro-me ao fato — murmurou a ruiva, com um brilho malicioso dançando nos olhos ciano — de que, se aquela noite na mesa foi uma prévia do que me espera quando essa coisa resolve acordar... nós duas precisamos de mais resistência física. Especialmente você, princesa.

— E-eu tenho excelente resistência! — protestou Twilight, a voz falhando em um tom agudo enquanto suas bochechas ardiam em chamas. — Minha capacidade cardiovascular para estudos noturnos prolongados é comprovada por gráficos de rendimento!

Sunset riu baixinho, os lábios roçando perigosamente perto da têmpora de Twilight.

— Eu não estou falando de ler livros, Twi. Estou falando de aguentar o tranco. Não me entenda mal, você foi maravilhosa... mas suas pernas estavam parecendo duas gelatinas antes mesmo da metade daquela maratona. E quer saber? — Sunset deslizou o olhar apreciativo pelas costas da garota parda, descendo de forma nada sutil até o contorno da saia pressionada contra o assento. — Não que eu esteja reclamando do pacote, mas sempre tive uma queda assumida por garotas com bunda grande. Daquelas bem firmes, sabe? Dá um ponto de apoio muito melhor quando as coisas ficam intensas de verdade.

Twilight congelou. Seu corpo inteiro parecia ter sido mergulhado em nitrogênio líquido e depois colocado no forno.

— Sunset Shimmer! — Twilight empurrou o ombro da ruiva com a ponta dos dedos trêmulos, sentindo os músculos densos da colega sob a regata. — Isso é um assédio verbal com base em preferências anatômicas completamente irrelevantes para o nosso convívio compartilhado!

Sunset apenas deu uma piscadela travessa, ergueu as mãos em rendição e afastou-se rindo em direção ao quarto para procurar uma toalha limpa, deixando uma Twilight fumegante, desconcertada e em absoluto caos mental para trás.

— Absurdo... — resmungou a princesa para o vazio da sala, ajeitando a camisa com fúria indignada. — Ponto de apoio! O que ela pensa que eu sou, uma alavanca mecânica de Arquimedes?! Minha estrutura óssea é perfeitamente proporcional aos meus hábitos intelectuais!

No entanto, as palavras de Sunset permaneceram ecoando no córtex cerebral de Twilight como uma equação não resolvida.

Nas noites seguintes, enquanto Sunset estava fora nos ensaios barulhentos da banda na garagem de Rainbow Dash, uma inquietação perturbadora tomou conta da mente da princesa de Equestria.

Twilight deitava-se na cama, mas seus olhos não conseguiam focar nos textos acadêmicos sobre campos magnéticos. Em vez disso, sua mente repassava, em detalhes vívidos e constrangedores demais para admitir, as sensações brutais daquela madrugada: o peso esmagador de Sunset sobre seus quadris, a força impressionante com que a ruiva a erguera da mesa, a maneira como suas articulações pélvicas haviam cedido sob a pressão ritmada daquele membro monumental e insaciável.

E se acontecesse de novo? A poção tinha suprimido os instintos animais primordiais, mas o membro continuava ali, perfeitamente irrigado, hiperativo e funcional. E Sunset Shimmer não era conhecida por sua timidez quando desejava alguma coisa.

Twilight sentou-se na beirada da cama, puxando o queixo com os dedos em profunda reflexão estratégica.

— É uma questão de física aplicada — justificou ela em voz alta para as paredes silenciosas do dormitório. — Biomecânica elementar. Se a força de impacto vetorial exercida pela contraparte em repetições de alta frequência excede a resistência de tração dos tecidos moles do receptor... o estresse sobre as vértebras lombares é inevitável.

Ela levantou-se, caminhando decidida até o centro do pequeno tapete felpudo da sala.

— Para neutralizar o vetor de carga e proteger a integridade osteomuscular da bacia, é imperativo o fortalecimento dos músculos estabilizadores da pelve. Especificamente: os isquiotibiais, o abdômen transverso e, fundamentalmente... o glúteo máximo e o glúteo médio.

Twilight engoliu em seco. Suas bochechas coraram mesmo sem ninguém por perto.

— Não tem nada a ver com o comentário fútil da Sunset sobre preferências estéticas — afirmou com rigidez científica, cruzando os braços sobre o peito. — É puramente uma medida profilática para amortecimento cinético. Um protocolo de segurança postural. Absolutamente nada mais.

Dito isso, Twilight retirou a saia pregueada e a camisa social de botões, substituindo-as por um par de shorts curtos de elastano preto que costumava usar apenas nas aulas obrigatórias de ginástica e uma camiseta justa de algodão. Amarrou os cabelos roxos em um rabo de cavalo alto, deixando a mecha rosa cair de lado, e ajeitou os óculos com firmeza no nariz.

Ela abriu um aplicativo de calistenia no celular e pesquisou: *Rotina de hipertrofia para glúteos e assoalho pélvico: nível intensivo.*

— Primeira série: agachamento búlgaro unilateral. Três séries de quinze repetições por membro — leu Twilight, posicionando a ponta do pé esquerdo sobre o assento da cadeira giratória.

Ela desceu o quadril lentamente. A queimação muscular foi imediata, disparando sinais elétricos agudos através de suas coxas destreinadas. Suas pernas tremeram, mas a obstinação implacável que a tornara a melhor aluna da Princesa Celestia falou mais alto.

— Um... — expirou ela entre os dentes cerrados. — Dois... distribuição simétrica do peso sobre o calcanhar... três...

Twilight levou o treinamento com o mesmo rigor obsessivo que dedicava a um tratado de alquimia avançada. Após os agachamentos unilaterais, passou para os agachamentos sumô com base aberta, descendo o quadril bem abaixo da linha dos joelhos para exigir o máximo de extensão da fáscia muscular traseira. Suor fino começou a brotar em sua testa parda, escorrendo pela linha do decote e fazendo a camiseta justa colar-se à pele aquecida.

Ela deitou-se de costas no tapete para a série de elevações pélvicas com sustentação isométrica.

Com os joelhos dobrados e os pés firmes no chão, Twilight impulsionava a pelve para o alto, contraindo os glúteos com toda a força até que suas coxas e tronco formassem uma linha reta, sustentando a posição por cinco longos segundos a cada repetição. A cada subida, o tecido do short preto moldava-se com precisão à curva arredondada de suas nádegas, que começavam a adquirir uma rigidez bombeada pelo fluxo sanguíneo acelerado.

— Quinze... — Twilight ofegava, as mãos espalmadas no chão, o abdômen contraído em espasmos dolorosos e prazerosos. — Descanso de trinta segundos... e depois... mais quatro séries de abdução lateral...

Ela estava tão concentrada na contagem mental dos intervalos anaeróbicos que não ouviu o som suave da chave girando na fechadura da porta da frente.

A porta abriu-se sem ruído. Sunset Shimmer entrou carregando a capa de couro de sua guitarra sobre o ombro, os cabelos úmidos de uma garoa fina que começara a cair na rua. A ruiva trazia um saco de papel com lanches da lanchonete da esquina, mas todos os seus movimentos foram congelados no exato instante em que seus olhos pousaram no meio da sala.

Twilight Sparkle estava deitada de barriga para cima, no topo da última repetição de uma ponte glútea extremamente profunda. Seus quadris estavam arqueados bem alto no ar, os shorts curtos e justos destacavam cada contorno pronunciado, firme e empinado de sua parte traseira, e suas coxas tremiam levemente sob o esforço, cobertas por um brilho tentador de transpiração fresca.

O saco de papel quase escorregou dos dedos de Sunset.

A ruiva sentiu um solavanco violento e imediato entre as próprias pernas. Aquele membro mágico e sensível reagiu instantaneamente ao estímulo visual, despertando de seu estado dormente com uma onda de calor avassaladora que fez a calça de moletom ser empurrada para a frente em um volume rígido, espesso e dominante.

Sunset soltou a guitarra contra o sofá sem desviar os olhos da cena. Ela fechou a porta atrás de si com um empurrão suave do calcanhar e encostou-se no batente, cruzando os braços com um sorriso que transbordava uma volúpia perigosa e triunfante.

— Vinte... e três... — ofegava Twilight de olhos fechados, concentrada em vencer a queimação do ácido lático. — Vinte... e quatro...

— A postura da coluna lombar está impecável, princesa — ecoou uma voz rouca, grave e carregada de malícia logo acima dela. — Mas acho que a elevação do quadril ganharia muito mais potência se você usasse uma carga extra sobre a bacia. Eu posso ajudar com isso, se você quiser.

Twilight abriu os olhos em pânico. Ao ver Sunset em pé sobre ela, fitando-a com aquele olhar predatório e insaciável enquanto uma protuberância colossal repuxava o tecido escuro do moletom a poucos centímetros de seu rosto, o corpo de Twilight falhou completamente.

Seus quadris despencaram contra o tapete com um estrépito desajeitado.

— Sunset! — gritou Twilight, sentando-se em um salto e cobrindo o colo com as duas mãos, as bochechas tingidas pelo mais puro tom de carmesim. — O que você está fazendo em casa tão cedo?! O ensaio deveria durar até as dez!

— Rainbow Dash quebrou a corda do baixo e a chuva apertou — respondeu a ruiva, dando passos lentos e deliberados em direção ao tapete, cada pisada exalando uma confiança quase animalesca. O volume sob sua calça balançava pesado a cada passada. — Mas agora eu vejo que o verdadeiro show estava acontecendo no nosso dormitório. Que tipo de pesquisa de biofísica é essa que exige shorts de compressão tão minúsculos e contrações tão... dedicadas?

Twilight sentiu o ar rarefeito na sala. Seu coração batia na garganta.

— É... é um protocolo de fortalecimento funcional! — justificou ela, a voz saindo aos tropeços enquanto tentava engatinhar para trás, apenas para bater com as costas contra o assento da poltrona. — Condicionamento do core e do assoalho pélvico para prevenção de microfissuras e desalinhamento vertebral durante episódios de sobrecarga mecânica! É pura biomecânica preventiva!

Sunset parou bem na frente de Twilight. A ruiva ajoelhou-se lentamente sobre o tapete, ficando no mesmo nível da princesa arroxeada. Suas mãos firmes, ásperas pelas cordas de aço da guitarra, pousaram com autoridade nas laterais dos quadris de Twilight, apertando suavemente a carne tonificada e ainda quente pelos exercícios.

Twilight soltou um arquejo involuntário com o contato, sentindo o calor das palmas de Sunset queimar através do elastano.

— Biomecânica preventiva, hum? — Sunset inclinou o rosto para a frente, o sorriso torto abrindo-se enquanto seus olhos devoravam os lábios entreabertos da princesa. — E me diz uma coisa, Sparkle... essa sua "prevenção" tem alguma coisa a ver com o que eu disse mais cedo sobre pontos de apoio firmes?

— N-não seja arrogante! — Twilight tentou manter o queixo erguido e a expressão severa, mas o tremor em sua voz entregava o colapso iminente de sua racionalidade. — Eu jamais tomaria decisões fisiológicas com base nas suas preferências estéticas vulgares!

Sunset soltou uma risada baixa, profunda e aveludada, que reverberou diretamente no estômago de Twilight. Uma das mãos da ruiva escorregou das costelas para a curvatura traseira do quadril de Twilight, moldando-se com firmeza inegável à nádega erguida pelos agachamentos. Os dedos de Sunset apertaram a massa firme com uma avidez descarada.

— Não precisa mentir para mim, princesa — sussurrou Sunset, a respiração quente cheirando a hortelã e desejo contra a bochecha de Twilight. A ruiva moveu o quadril ligeiramente para a frente, pressionando a ereção monstruosa e impaciente que pulsava contra a coxa da garota de óculos. — O resultado científico ficou espetacular. E como você mesma disse... agora que nós duas sabemos que não tem perigo de filhotinhos arcanos a caminho...

Sunset aproximou os lábios da orelha sensível de Twilight, mordiscando a cartilagem macia antes de sussurrar com uma rouquidão irresistível:

— ...acho que nós temos a obrigação científica de testar se essa nova musculatura aguenta um teste de estresse em carga máxima. O que você acha, vossa alteza?

Twilight fechou os olhos, as mãos trêmulas agarrando a gola da camiseta de Sunset em vez de empurrá-la. O método científico, os livros de cálculo e as fórmulas de amortecimento cinético evaporaram instantaneamente de sua mente, consumidos pela certeza deliciosa e ardente de que cinco anos sob aquela condição seriam uma eternidade absolutamente maravilhosa.

— Eu acho... — Twilight murmurou com um suspiro derrotado e faminto, puxando o rosto da ruiva para o seu — ...que a hipótese precisa ser testada imediatamente até a exaustão dos dados.

Quando os lábios de Sunset colidiram contra os seus com uma paixão feroz e dominante, Twilight teve a certeza absoluta de que seus glúteos seriam postos à prova como nenhuma teoria biomecânica jamais previra.

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