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My patty

O Triunfo da Gigante e a Recompensa da Rainha

O sol da tarde de sábado castigava o asfalto, mas dentro do ginásio poliesportivo do complexo, o clima era de pura eletricidade. O cheiro de borracha queimada de tênis e o som estridente dos apitos ecoavam pelas arquibancadas. Lalisa Manoban estava em seu habitat natural. Com seus um metro e oitenta de altura, ela parecia uma força da natureza em quadra, movendo-se com uma agilidade que desafiava sua própria estatura.

Mas, apesar do foco no jogo, os olhos de Lisa buscavam constantemente um ponto específico na arquibancada central. Lá, sentada como se estivesse em um trono real, estava Jennie Kim. Ela usava óculos escuros de grife, um boné que escondia parte de seu rosto felino e cruzava as pernas de forma impaciente. Jennie não era fã de esportes, mas era fã de marcar território — e o fato de Somi estar sentada apenas três fileiras abaixo, usando um short curto demais para um "simples jogo de vizinhos", era motivo suficiente para Jennie não tirar os olhos de sua namorada.

— Lisa! Foca aqui, porra! — gritou Jackson, passando a bola com força.

Lisa saltou, interceptando a bola no ar com uma facilidade desconcertante. Ela driblou dois adversários, sentindo a adrenalina pulsar. Ao fundo, ela ouviu um grito agudo que reconheceria em qualquer lugar do mundo.

— Vai logo, Lalisa! Se você perder esse ponto, nem precisa voltar para casa! — Jennie gritou, levantando-se e gesticulando de forma autoritária.

Lisa sorriu involuntariamente. O comando de Jennie agia como combustível. Ela avançou, saltou e enterrou a bola na cesta com uma potência que fez a estrutura de metal vibrar. O placar eletrônico brilhou: 7 a 1. Era um massacre. O time adversário, liderado por alguns conhecidos do bairro, parecia exausto, enquanto Lisa parecia que poderia jogar por mais dez horas se Jennie ordenasse.

O apito final soou, selando a vitória esmagadora. Bambam e Jackson correram em direção a Lisa, pulando em suas costas e comemorando ruidosamente.

— Cara, você destruiu eles! — Bambam exclamou, rindo. — Sete a um? Isso não foi um jogo, foi um crime!

— Eu tinha um incentivo extra — Lisa respondeu, ofegante, passando a toalha pelo pescoço suado e olhando para a arquibancada.

Jennie já estava descendo os degraus, caminhando com aquela confiança que fazia todos abrirem caminho. Ela ignorou os cumprimentos dos vizinhos e foi direto para Lisa. Somi, que tentava se aproximar para dar os parabéns, recuou dois passos assim que sentiu a aura gélida que emanava da menor.

— Você suou muito, Lalisa — disse Jennie, parando na frente da namorada e olhando-a de baixo para cima. — E demorou para fechar o placar. Eu disse que queria ir embora cedo.

— Desculpa, Nini. Eu tentei ser o mais rápida possível — Lisa respondeu, encolhendo-se um pouco para ficar mais próxima da altura de Jennie, um gesto instintivo de submissão que sempre divertia os amigos.

Jackson, que não conseguia segurar a língua, aproximou-se rindo e deu um tapinha no ombro de Lisa.

— Hoje a noite da nossa grande Manoban vai ser boa, hein? — ele disse, piscando para Bambam. — Com uma vitória dessas, ela merece um banquete.

Jennie arqueou uma sobrancelha, olhando para Jackson com um desprezo fingido que escondia um sorriso malicioso.

— Ela vai ter exatamente o que eu decidir que ela merece, Jackson. Agora, se nos dão licença, minha namorada precisa de um banho e eu preciso de silêncio.

— Sim, senhora! — Bambam brincou, fazendo uma saudação militar.

Lisa pegou sua mochila, deu um tchau rápido para os amigos e seguiu Jennie como um filhote leal. Durante o trajeto até o elevador, Jennie não disse uma palavra, mas sua mão estava firmemente entrelaçada na de Lisa, os dedos apertando com uma possessividade renovada.

Assim que entraram no apartamento e a porta se trancou, o silêncio mudou de natureza. Não era mais a tensão do ginásio, mas algo muito mais denso e privado. Lisa começou a tirar os tênis, mas sentiu o olhar de Jennie queimando em suas costas.

— Você jogou muito bem hoje, Lili — a voz de Jennie saiu baixa, desprovida da rispidez de antes.

— Obrigada, amor. Eu vi que você ficou brava quando a Somi tentou falar comigo no intervalo — Lisa comentou, virando-se para encarar a namorada.

— Aquela garota não sabe o lugar dela — Jennie caminhou até Lisa, as mãos indo direto para a barra da camiseta regata suada da namorada. — Mas você soube. Você não olhou para ela nem uma vez. Você só olhou para mim.

Jennie puxou a camiseta de Lisa para cima, obrigando a mais alta a levantar os braços para que a peça fosse removida. O corpo musculoso de Lisa, coberto por uma fina camada de suor e com as veias dos braços ainda saltadas pelo esforço físico, era uma visão que sempre desarmava Jennie.

— Eu só tenho olhos para você, Nini. Você sabe disso — Lisa sussurrou, sentindo as mãos pequenas de Jennie espalmadas contra seu abdômen definido.

— Eu sei. E é por isso que hoje eu vou ser gentil com você — Jennie subiu na ponta dos pés, puxando Lisa pelo pescoço para um beijo profundo, que misturava o gosto de sal e o perfume cítrico de Jennie. — Vá tomar banho. Se lave bem. Eu vou estar te esperando no quarto. E Lisa... não demore.

Lisa obedeceu sem questionar, o coração disparado. No chuveiro, a água gelada ajudou a relaxar os músculos, mas não conseguiu apagar a antecipação que queimava em seu baixo ventre. Ela se secou rapidamente, vestindo apenas uma cueca boxer preta, e caminhou em direção ao quarto principal.

A luz estava baixa, apenas os abajures laterais iluminavam o ambiente com um tom âmbar. Jennie estava deitada no meio da cama king-size, vestindo uma camisola de seda preta que deixava pouco para a imaginação. Ela segurava um controle remoto, desligando a TV assim que Lisa entrou.

— Venha aqui, Lili — ordenou Jennie, batendo levemente no colchão ao seu lado.

Lisa deitou-se, e imediatamente Jennie se posicionou sobre ela. A diferença de tamanho era quase cômica — o corpo longo de Lisa ocupando quase toda a extensão da cama enquanto Jennie parecia uma boneca de porcelana sentada em seus quadris. Mas a autoridade ali era invertida.

— Você me deu um show hoje — Jennie começou, passando as unhas levemente pelo peito de Lisa, traçando o desenho de suas costelas. — Sete a um. Foi dominante. Foi... excitante.

— Eu só queria te deixar orgulhosa — Lisa disse, a voz falhando quando Jennie se inclinou para morder o lóbulo de sua orelha.

— Você me deixou orgulhosa. E agora, eu vou te mostrar o quanto eu aprecio uma mulher que sabe seguir ordens e vencer batalhas por mim.

Jennie começou a descer os beijos pelo pescoço de Lisa, parando na base da clavícula. Suas mãos pequenas, mas firmes, exploravam cada centímetro da pele da namorada. Lisa tentou levar as mãos à cintura de Jennie para trazê-la para mais perto, mas a menor segurou seus pulsos e os prendeu acima da cabeça de Lisa com uma força surpreendente.

— Não — sussurrou Jennie, os olhos brilhando com uma intensidade felina. — Hoje você não faz nada. Hoje você apenas recebe. Eu mando, lembra?

— Sim, Nini... você manda — Lisa respondeu, fechando os olhos e entregando-se completamente ao toque da namorada.

Jennie foi meticulosa. Ela conhecia cada ponto de sensibilidade no corpo de Lisa, cada lugar que a fazia suspirar e cada toque que a fazia perder o juízo. Ela explorou o abdômen de Lisa com a ponta da língua, sentindo os músculos da intersexual se contraírem sob seu comando. Lisa era uma gigante, uma atleta poderosa, mas ali, sob o corpo de Jennie, ela era vulnerável e inteiramente devota.

— Você é tão linda, Lili — Jennie murmurou, descendo ainda mais. — Tão grande e tão minha.

O agrado sexual que se seguiu foi intenso e prolongado. Jennie não tinha pressa. Ela queria que Lisa sentisse cada grama de gratidão e desejo que ela havia acumulado durante o jogo. Ela usou as mãos, a boca e o próprio corpo para levar Lisa ao limite da sanidade. A mais alta arqueava as costas, os lençóis se prendendo entre seus dedos enquanto ela tentava conter os gemidos que ecoavam pelo quarto.

— Jennie... por favor... — Lisa implorou, a voz quebrada pela necessidade.

— Shh... eu disse que eu decido quando acaba — Jennie provocou, olhando para cima com um sorriso vitorioso antes de continuar seu trabalho.

Quando o ápice finalmente veio, foi como uma explosão. Lisa sentiu cada músculo de seu corpo de 1,80m tensionar e depois relaxar em uma onda avassaladora de prazer. Ela soltou um grito abafado no travesseiro, enquanto Jennie a abraçava com força, sentindo as batidas frenéticas do coração da namorada contra o seu.

Minutos depois, o silêncio voltou a reinar, quebrado apenas pela respiração pesada das duas. Jennie se acomodou no peito de Lisa, traçando círculos preguiçosos em sua pele.

— Foi bom, campeã? — perguntou Jennie, a voz carregada de satisfação.

— Foi perfeito, Nini. Você é incrível — Lisa respondeu, finalmente conseguindo envolver Jennie em seus braços e puxá-la para um abraço protetor.

— É bom que você saiba disso. Porque amanhã, você ainda tem que lavar o carro e me levar para fazer compras — Jennie disse, recuperando seu tom mandão, embora houvesse uma doçura inegável em seus olhos.

Lisa riu, beijando o topo da cabeça de Jennie.

— Tudo o que você quiser, meu amor. Tudo o que você quiser.

Enquanto o sono começava a envolvê-las, Lisa pensou no que Jackson havia dito no ginásio. Ele estava certo. A noite da grande Manoban tinha sido, de fato, muito boa. Mas não por causa do placar de 7 a 1, e sim porque, no fim de todas as batalhas, ela sempre voltava para o único lugar onde se sentia verdadeiramente completa: sob o domínio absoluto e amoroso de Jennie Kim.