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my teacher

Entre o Caos e o Controle

O trajeto até o apartamento de Lisa foi preenchido por um silêncio carregado. Não era um silêncio desconfortável, mas sim aquele tipo de quietude que precede uma tempestade, onde cada respiração parece ecoar dentro do carro luxuoso. Jennie observava a cidade de Seul passar pelas janelas, as luzes de neon refletindo-se em seus olhos felinos. Ela se sentia vitoriosa, como se tivesse acabado de conquistar o território mais difícil de sua vida acadêmica e social. No entanto, havia um frio na barriga que ela não conseguia ignorar; Lisa Manoban não era como os garotos que ela manipulava com um estalar de dedos.

Quando o carro finalmente parou na garagem de um prédio moderno e discreto em Gangnam, Lisa desligou o motor, mas não saiu imediatamente. Ela se virou para Jennie, o olhar sério e penetrante.

— Última chance para mudar de ideia, Jennie — disse Lisa, a voz soando mais grave no espaço confinado do veículo. — Se passarmos por aquela porta, as regras do colégio e os privilégios do seu sobrenome ficam do lado de fora. Aqui dentro, você é apenas minha. Entendeu?

Jennie sentiu um arrepio percorrer sua espinha, mas não de medo. Era excitação pura. Ela se inclinou, tocando o braço forte de Lisa sobre a jaqueta de couro.

— Eu nunca volto atrás no que eu quero, Lisa. E eu quero você.

Lisa assentiu, saindo do carro e dando a volta para abrir a porta para a menor. Jennie desceu com a elegância de uma princesa, mas seus dedos buscaram os de Lisa, entrelaçando-os. Subiram pelo elevador em silêncio até a cobertura. O apartamento de Lisa era exatamente como ela: minimalista, organizado e imponente. Grandes janelas de vidro ofereciam uma vista panorâmica da cidade, e o cheiro de sândalo e café recém-passado impregnava o ar.

Jennie jogou sua bolsa de grife sobre o sofá de couro preto e começou a explorar o ambiente com a curiosidade de um gato.

— É tão... você — comentou Jennie, passando os dedos pelos lombos dos livros em uma estante perfeitamente alinhada. — Sóbrio, mas com um toque de mistério.

— Eu gosto de ordem, Jennie — Lisa tirou a jaqueta, revelando os ombros largos e os braços definidos pela prática constante de exercícios. — Diferente da sua vida, que parece ser um caos planejado para chamar atenção.

Jennie parou de andar e virou-se para a professora, cruzando os braços e fazendo o seu característico biquinho.

— Meu "caos" é o que me mantém no topo. Ninguém mexe com Jennie Kim.

— Exceto eu — Lisa caminhou até ela, diminuindo a distância com passos lentos que faziam Jennie recuar até que suas costas batessem na estante de livros. — No colégio, você é a rainha. Aqui, você é a aluna que precisa aprender que o mundo não gira em torno dos seus caprichos.

Lisa colocou as mãos na estante, uma de cada lado da cabeça de Jennie, prendendo-a. A diferença de altura era gritante — os 1,80m de Lisa contra os 1,55m de Jennie criavam uma dinâmica de poder visual que deixava a coreana sem fôlego.

— Você fala demais, professora — sussurrou Jennie, puxando Lisa pela gola da camisa social. — Por que não me mostra esse "controle" que você tanto preza?

Lisa sorriu, um sorriso sombrio e possessivo. Ela segurou o queixo de Jennie com firmeza, forçando-a a olhar diretamente em seus olhos.

— Você é tão impaciente. Quer tudo agora, do seu jeito. Mas a literatura, a verdadeira, exige paciência. Exige sentir cada palavra antes de passar para a próxima página.

— Então me leia — desafiou Jennie, a voz falhando levemente.

Lisa iniciou um beijo lento, quase torturante. Não era a urgência desesperada do colégio, mas sim uma exploração meticulosa. Suas mãos desceram das prateleiras para a cintura de Jennie, puxando o corpo pequeno para cima, fazendo com que a menina ficasse na ponta dos pés. Jennie gemeu contra os lábios de Lisa, suas mãos pequenas perdidas nos cabelos curtos da tailandesa.

— Lisa... — murmurou Jennie entre os beijos.

— Shh — Lisa interrompeu, a voz autoritária. — Eu disse que aqui as regras são minhas.

Lisa pegou Jennie no colo com uma facilidade impressionante, as pernas da garota se entrelaçando automaticamente na cintura da mais alta. Ela a levou até a mesa de jantar de madeira maciça, sentando-a ali. O contraste entre a pele clara de Jennie e a madeira escura era poético.

— Você se finge de burra para que as pessoas não esperem muito de você, não é? — perguntou Lisa, enquanto suas mãos subiam pelas coxas de Jennie, por baixo da saia do uniforme. — É uma estratégia de defesa. Se ninguém te conhece de verdade, ninguém pode te machucar.

Jennie sentiu as lágrimas arderem nos olhos por um breve segundo. Ninguém nunca tinha lido através de sua máscara de patricinha tão rapidamente.

— Eu não sou burra — respondeu Jennie, a voz firme apesar da vulnerabilidade. — Eu sou inteligente o suficiente para saber quem vale a pena deixar entrar.

— E você me deixou entrar — afirmou Lisa, seus dedos encontrando a borda da lingerie de Jennie. — Isso te assusta?

— Me excita — admitiu a menor, inclinando-se para frente para morder o lábio inferior de Lisa. — Porque eu sei que, por trás dessa postura de professora séria, você está tão obcecada por mim quanto eu estou por você. Eu vi como você olhou para aquele professor hoje. Você queria quebrar a cara dele por ter chegado perto de mim.

Lisa soltou uma risada rouca, o som vibrando no peito de Jennie.

— Eu não divido o