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Nas sombras

Sinfonia de Prata, Ouro e Fogo

O ar na Sala Precisa estava tão denso que poderia ser cortado com uma adaga de prata. A lareira, alimentada por uma magia que respondia ao desejo fervilhante dos três rapazes, lançava chamas verde-esmeralda que dançavam nas paredes, projetando sombras longas e distorcidas. Não havia mais espaço para gentilezas superficiais ou hesitações. A trindade estava formada, e o equilíbrio entre a arrogância de Draco, a entrega de Harry e a paixão terrena de Rony havia atingido o ponto de ebulição.

— Vocês dois estão muito quietos — disse Draco, sua voz arrastada como seda sobre pedra. Ele estava em pé, no centro de um círculo de velas negras, a camisa de seda aberta, revelando o peito pálido que subia e descia com uma respiração controlada. — Onde está toda aquela coragem da Grifinória que vocês ostentam nos corredores?

Rony engoliu em seco, os olhos azuis fixos na figura de Malfoy. Ele estava sentado na beirada de uma mesa de carvalho escuro, as mãos agarrando a madeira com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos. Harry, por sua vez, estava ajoelhado aos pés de Draco, a cabeça encostada na coxa do loiro, os olhos verdes brilhando com uma antecipação faminta.

— A coragem está aqui, Malfoy — retrucou Rony, embora sua voz tenha falhado levemente. — Só estamos esperando para ver até onde você consegue manter essa pose de mestre.

Draco soltou uma risada fria e deliciada, passando a mão pelos cabelos de Harry antes de puxá-los com força moderada, fazendo o moreno inclinar a cabeça para trás.

— Ah, Weasley... você não tem ideia do que eu sou capaz quando tenho os brinquedos certos nas mãos.

Com um movimento fluido de sua varinha, Draco conjurou correntes de couro macio que se prenderam aos pulsos de Rony, estendendo seus braços para os lados, mantendo-o vulnerável sobre a mesa. Harry soltou um suspiro de excitação ao ver o amigo ser dominado. Draco olhou para Harry e, com um aceno, indicou o ruivo.

— Harry, meu doce... mostre ao nosso querido Rony o que acontece quando ele desafia a minha autoridade.

Harry levantou-se, os olhos fixos em Rony. Ele se aproximou do ruivo, que agora respirava de forma errática, o peito sardento subindo e descendo com urgência. Harry começou a beijar o abdômen de Rony, subindo lentamente, enquanto Draco circulava a mesa como um predador observando sua presa.

— Draco — ofegou Rony, quando Harry mordeu levemente seu mamilo —, isso... isso é demais.

— É apenas o começo, Weasley — Draco sussurrou no ouvido de Rony, enquanto suas mãos frias deslizavam pelas coxas do ruivo. — Eu disse que você seria meu hoje. E eu não sou um mestre gentil.

Draco pegou um frasco de óleo aquecido e derramou lentamente sobre as costas de Rony, que agora havia sido virado de bruços por Harry, ainda com os pulsos presos. O calor do óleo fez Rony estremecer. Draco começou a massagear a entrada do ruivo com uma pressão firme e técnica, ignorando os protestos que logo se transformaram em gemidos de prazer.

— Harry — comandou Draco, a voz agora carregada de uma autoridade sombria —, ele é seu para usar. Mas lembre-se de quem ele pertence no final das contas.

Harry, sentindo o poder fluir por suas veias, posicionou-se atrás de Rony. O contraste era magnífico: a pele bronzeada de Harry contra o branco sardento de Rony, sob o olhar vigilante e possessivo de Draco. Harry entrou em Rony com um empuxo firme, arrancando um grito do ruivo que ecoou pelas vigas da sala.

— Isso... Harry! — gritou Rony, a cabeça enterrada nos braços presos.

Draco não ficou apenas observando. Ele se moveu para a frente de Rony, segurando o rosto do ruivo com as duas mãos, forçando-o a olhar para ele enquanto Harry o possuía por trás.

— Olhe para mim, Weasley — ordenou Draco. — Veja quem está permitindo que isso aconteça. Sinta o Harry dentro de você, mas saiba que é a minha vontade que está guiando cada movimento dele.

A cena era uma sinfonia de poder. Harry movia-se com uma energia selvagem dentro de Rony, seu corpo suado batendo contra o do ruivo, enquanto Draco beijava Rony com uma fome que beirava a crueldade, silenciando seus gemidos com sua própria língua.

— Agora — Draco sibilou, afastando-se de Rony e olhando para Harry —, saia dele. É a minha vez de mostrar a este leão como um verdadeiro Sonserino toma o que é seu.

Harry obedeceu instantaneamente, ofegante e excitado, afastando-se para dar lugar a Draco. Mas ele não ficou longe. Harry subiu na mesa, ficando à frente de Rony, oferecendo seu próprio corpo para o ruivo.

— Rony — sussurrou Harry, puxando o rosto do amigo para um beijo —, eu sou seu agora. Me use enquanto o Draco nos domina.

A dinâmica mudou drasticamente. Draco posicionou-se atrás de Rony, que agora estava de joelhos na mesa, com Harry à sua frente. Draco entrou em Rony com uma força devastadora, uma penetração profunda que fez o ruivo arquear as costas e buscar refúgio no corpo de Harry. Rony, sentindo a dor e o prazer excruciante de ser possuído por Draco, procurou a entrada de Harry, unindo os três em uma corrente contínua de carne e desejo.

— Oh, Merlin! — Rony gritou, o som abafado pelo pescoço de Harry, onde ele cravou os dentes enquanto penetrava o moreno.

Draco segurava a cintura de Rony com uma força que certamente deixaria hematomas, seus quadris batendo ritmicamente contra o ruivo, enquanto este, por sua vez, estocava dentro de Harry com uma urgência desesperada. Era um ciclo de dominação e entrega: Draco possuía Rony, que possuía Harry, que recebia a ambos com uma adoração silenciosa.

— Sim! — Draco rugiu, a voz perdendo a compostura aristocrática. — Sintam isso! Sintam como vocês dois são meus!

A Sala Precisa parecia vibrar com a intensidade do ato. O som das correntes de couro batendo na madeira, os gemidos sincronizados e o estalo da pele contra a pele criavam uma cacofonia erótica. Draco era implacável; ele não dava trégua a Rony, forçando o ruivo a sentir cada centímetro de sua superioridade, enquanto Harry, no final da linha, era o receptáculo de toda aquela energia transbordante.

— Mais... Draco... mais forte! — implorou Harry, a voz falhando, enquanto sentia Rony se mover dentro dele sob o comando do loiro.

— Você quer mais, Potter? — Draco inclinou-se para frente, sua respiração quente atingindo as costas de Rony e chegando a Harry. — Então aguente.

O ritmo acelerou para um nível quase insuportável. Draco não tinha mais nenhuma pretensão de ser gentil. Suas estocadas eram brutais, carregadas de anos de rivalidade e meses de desejo reprimido. Rony estava no limite, seu corpo tremendo violentamente, as lágrimas de prazer escorrendo pelo rosto enquanto ele tentava acompanhar a voracidade de Draco e a necessidade de Harry.

— Eu vou... eu vou chegar! — gritou Rony, a voz fina de êxtase.

— Não sem a minha permissão, Weasley! — Draco rosnou, apertando ainda mais a cintura do ruivo, ditando o clímax com uma autoridade absoluta.

Harry sentia o ápice chegando para os três. A conexão era tão profunda que ele podia sentir o coração de Rony batendo contra o seu e a vibração dos gritos de Draco em suas próprias costas. Foi uma explosão coordenada. Rony descarregou-se dentro de Harry com um grito gutural, no exato momento em que Draco atingiu seu próprio clímax dentro de Rony, preenchendo o ruivo com sua essência e sua marca. Harry, sobrecarregado pela dupla sensação, atingiu o ápice logo em seguida, o corpo entrando em espasmos de puro prazer.

O silêncio que se seguiu foi absoluto, interrompido apenas pelo som das respirações entrecortadas e o tilintar das correntes que Draco finalmente desfez com um aceno de varinha.

Rony desabou sobre Harry, ambos exaustos na mesa de carvalho. Draco permaneceu de pé por um momento, observando os dois Grifnórios com um olhar de triunfo absoluto, antes de se inclinar e beijar a nuca de Rony e, em seguida, o ombro de Harry.

— Vocês foram... aceitáveis — murmurou Draco, embora o brilho em seus olhos dissesse que ele estava mais do que satisfeito.

Rony levantou a cabeça, o cabelo ruivo bagunçado e o rosto vermelho, olhando para Draco com uma mistura de ódio e paixão.

— Você é um monstro, Malfoy. Um monstro completo.

Draco sorriu, o sorriso de quem sabia que possuía o mundo.

— E, no entanto, você está aqui, Weasley. E vai voltar amanhã.

Harry sentou-se, abraçando os dois, sentindo o calor daquela união proibida.

— Nós vamos voltar — confirmou Harry. — Porque nenhum de nós consegue mais viver sem isso.

Draco puxou os dois para o chão, onde os tapetes de seda os esperavam. Ele se deitou entre Harry e Rony, assumindo seu papel de centro daquela trindade.

— Amanhã — começou Draco, a voz voltando ao tom de comando —, eu vou zombar de vocês no corredor. Vou dizer que vocês são a escória de Hogwarts.

— E nós — disse Rony, aninhando-se no ombro de Draco contra sua vontade — vamos te odiar em público, enquanto contamos as horas para você nos destruir aqui dentro de novo.

Harry fechou os olhos, sentindo a mão de Draco e a de Rony se encontrarem sobre seu peito. A guerra poderia estar lá fora, as máscaras poderiam ser necessárias sob a luz do sol, mas ali, naquela escuridão perversa e deliciosa, eles haviam encontrado uma verdade que nenhuma poção de amor ou feitiço poderia replicar. Eles eram fogo, prata e ouro, e juntos, eles eram invencíveis.