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nos tres, num so jeito

Sinfonia de Carbono e Confissão

O som das pistolas pneumáticas e o burburinho constante do paddock de Spa-Francorchamps pareciam distantes, quase como um ruído branco, para Anna Williams. A classificação havia terminado. Oscar Piastri havia garantido o segundo lugar no grid, uma performance magistral que colocava a McLaren em uma posição privilegiada para a corrida de domingo. No monitor, o nome dele brilhava em destaque, logo abaixo do pole position, mas para Anna, aquele "P2" representava algo muito mais complexo do que apenas uma posição de largada.

Ela tentava manter a cabeça baixa, focada em organizar os relatórios de telemetria final. Ao longe, na área VIP, ela conseguia ver Lily Zneimer. A esposa de Oscar estava cercada por outras mulheres de pilotos, as famosas WAGs, mantendo uma conversa animada e elegante. Lily parecia a imagem da perfeição e da distração, o que deu a Anna uma falsa sensação de segurança. "Ela está ocupada", pensou a engenheira, sentindo um alívio momentâneo. "Talvez eu consiga sair daqui, ir para o hotel e processar tudo o que aconteceu hoje sem mais confrontos."

Anna guardou seu tablet na mochila e começou a se retirar discretamente pelos fundos da garagem, evitando o fluxo principal de mecânicos e jornalistas. Ela caminhava rápido, o coração ainda martelando contra as costelas, uma mistura de exaustão técnica e tensão erótica que a deixava em um estado de alerta constante.

No entanto, ao dobrar a esquina em direção ao estacionamento dos funcionários, uma figura alta e imponente bloqueou seu caminho.

— Fugindo de novo, Anna? — A voz de Oscar era um murmúrio baixo, mas carregado de uma autoridade que a fez parar instantaneamente.

Ela levantou os olhos e o encontrou. Ele ainda usava a parte de baixo do macacão, com as mangas amarradas na cintura, e a camisa térmica preta que delineava cada músculo de seu peito e braços. O rosto de Oscar, muitas vezes chamado de "Homem de Gelo" pela imprensa devido à sua calma inabalável, estava sério, mas seus olhos claros brilhavam com uma intensidade que Anna já havia aprendido a temer e a desejar.

— Oscar... parabéns pelo segundo lugar. Foi uma volta incrível — disse ela, tentando manter a voz profissional, embora suas mãos estivessem suando. — Eu só ia... descansar. Foi um dia longo.

— Foi um dia longo para todos nós — disse ele, dando um passo à frente, forçando-a a recuar. — Mas eu ainda não terminei com você.

Sem dar tempo para protestos, Oscar segurou o braço dela com firmeza, mas sem machucar, e a conduziu rapidamente para a entrada de seu motorhome privado. O luxo do interior, com acabamentos em couro escuro e iluminação embutida suave, parecia uma jaula dourada assim que a porta se fechou com um clique eletrônico.

— Oscar, a Lily está lá fora, as pessoas estão olhando... — Anna começou, mas foi silenciada quando ele a prensou contra a porta fechada.

— A Lily sabe exatamente onde eu estou e com quem estou — disse ele, a voz rouca, aproximando o rosto do dela. — E o que as pessoas pensam não me interessa. O que me interessa é o fato de que eu quase perdi o controle daquele carro três vezes porque não conseguia tirar o gosto do seu beijo da minha boca.

Anna arfou. O "Garoto do Gelo" estava derretendo, e o que havia por baixo era puro fogo. Oscar não esperou por uma resposta. Ele a beijou com uma fome avassaladora, uma urgência que falava de toda a tensão acumulada na pista. Suas mãos subiram para o rosto de Anna, segurando-a com possessividade, enquanto o corpo dele, quente e duro, a esmagava contra a madeira nobre da porta.

Desta vez, Anna não lutou. A adrenalina da classificação, o medo de ser descoberta e a atração magnética que sentia por aquele homem colidiram em uma explosão de aceitação. Ela abriu a boca para ele, permitindo que suas línguas se encontrassem em uma dança frenética. O cheiro de Oscar — uma mistura de suor limpo, sândalo e o aroma metálico das pistas — era inebriante.

Oscar desceu os beijos para o pescoço dela, deixando marcas que Anna sabia que teria dificuldade em esconder no dia seguinte.

— Eu estou tenso, Anna — sussurrou ele contra a pele dela, sua respiração quente enviando choques elétricos por todo o corpo da engenheira. — A pressão, o carro, a expectativa... eu sinto que vou explodir.

Ele pegou a mão de Anna e a levou para baixo, pressionando-a contra a frente de seu macacão. Anna sentiu o volume rígido e pulsante que denunciava o estado de excitação dele. Não era apenas desejo; era uma necessidade física, quase violenta, de liberação.

— Ajude-me — pediu ele, os olhos fixos nos dela, despidos de qualquer reserva. — Tire isso de mim.

Anna sentiu um tremor percorrer suas pernas. A timidez ainda estava lá, mas o desejo de agradar àquele homem, de ser a pessoa que aliviaria seu fardo, era maior. Com mãos trêmulas, ela começou a abrir o zíper do macacão dele, revelando a cueca de grife que mal conseguia conter sua ereção.

Oscar soltou um gemido baixo quando Anna o libertou. Ele era perfeito, uma obra de arte de músculos e veias saltadas, refletindo a disciplina que aplicava em todos os aspectos de sua vida. Ele se sentou na borda do sofá de couro, puxando Anna para entre suas pernas.

— Por favor — insistiu ele, a voz quase um rosnado.

Anna ajoelhou-se no tapete felpudo do trailer. Ela olhou para cima, encontrando o olhar de Oscar, que agora a observava com uma mistura de adoração e luxúria pura. Ela sabia que aquilo mudaria tudo, que não haveria mais volta para a vida simples de engenheira anônima. Mas, naquele momento, sob as luzes suaves daquele refúgio luxuoso, nada mais importava.

Ela envolveu a mão em torno dele, sentindo o calor e a pulsação. Oscar jogou a cabeça para trás, os olhos fechados, os músculos do pescoço tensos.

— Sim... exatamente assim — murmurou ele.

Anna inclinou-se para a frente, deixando que seus lábios tocassem a ponta dele antes de envolvê-lo completamente. O contraste entre a textura dele e a suavidade de sua boca fez Oscar soltar um suspiro longo e trêmulo. Anna começou a se mover com uma dedicação silenciosa, focada inteiramente no prazer dele, usando a mesma precisão que aplicava em seus cálculos para entender o que o fazia reagir com mais intensidade.

As mãos de Oscar mergulharam no cabelo de Anna, não para puxar, mas para segurá-la ali, como se ela fosse seu único ponto de ancoragem em um mundo que girava a trezentos quilômetros por hora.

— Você é incrível, Anna... — ele arfou, a voz falhando. — Tão perfeita... nossa engenheira perfeita.

O ritmo dele acelerou. Anna conseguia sentir a tensão no corpo de Oscar chegando ao ápice, a maneira como seus dedos se apertavam em seu couro cabeludo e como seus quadris começavam a se mover involuntariamente. Ela aumentou a intensidade, decidida a dar a ele o alívio que ele tanto buscava.

Quando o momento chegou, foi como uma descarga elétrica. Oscar soltou um grito abafado, seu corpo inteiro retesando-se enquanto ele encontrava sua liberação. Ele se inclinou para a frente, abraçando os ombros de Anna enquanto recuperava o fôlego, a respiração pesada ecoando no silêncio do trailer.

Passaram-se alguns minutos antes que qualquer um deles falasse. Oscar se recompôs, mas não se afastou. Ele levantou o queixo de Anna, forçando-a a olhar para ele.

— Obrigado — disse ele, a voz agora suave e carregada de uma ternura inesperada. — Eu precisava disso. Eu precisava de você.

Anna sorriu timidamente, limpando o canto da boca com o polegar.

— Eu... eu fico feliz em ajudar, Oscar.

Ele a puxou para cima, fazendo-a sentar em seu colo.

— Não foi apenas "ajuda", Anna. Foi um começo.

Antes que pudessem continuar, o som suave de uma notificação no celular de Oscar quebrou o clima. Era uma mensagem de Lily.

— Ela está nos esperando no restaurante do hotel — disse Oscar, olhando para a tela e depois voltando para Anna. — Nós três. Sem desculpas desta vez.

Anna sentiu o peso do convite. Ela olhou para o homem à sua frente, o piloto de elite que acabara de se entregar a ela, e pensou na mulher lá fora que a desejava com a mesma intensidade. O mundo da Fórmula 1 era feito de riscos, e Anna Williams acabara de apostar tudo.

— Tudo bem — respondeu ela, a voz firme pela primeira vez. — Eu vou.

Oscar sorriu, um sorriso que iluminou seu rosto de uma forma que nenhuma vitória no pódio jamais fizera. Ele a beijou uma última vez, um beijo de promessa, antes de começarem a se vestir para enfrentar o mundo — e o futuro que agora pertenceria aos três.

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