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Nunca desconfie de mim

Soberania e Sedução: O Preço da Devoção

O elevador privativo da cobertura triplex dos Piastri era uma obra de arte em vidro e aço escovado, subindo silenciosamente pelos últimos andares do prédio que levava o nome da família. Assim que as portas se fecharam, isolando-os do mundo exterior, a aura de controle que Oscar mantinha em público desmoronou completamente.

Ele não esperou nem que o visor indicasse o primeiro dos cinco andares que compunham sua residência. Oscar prensou Lily contra a parede espelhada do elevador, as mãos grandes e firmes encontrando o caminho até a cintura dela, puxando-a para cima para que seus corpos se encaixassem perfeitamente.

— Oscar... — Lily murmurou, uma mistura de riso e desejo escapando por seus lábios enquanto sentia o nariz dele roçar seu pescoço, inalando seu perfume com uma fome quase desesperada.

— Eu passei o dia inteiro pensando nisso — sussurrou ele, a voz rouca vibrando contra a pele dela. — Pensando em como aquela mulher ousou te chatear e em como eu queria te arrancar desse blazer Chanel desde o momento em que te vi no salão.

As mãos dele, ágeis e impacientes, começaram a subir pela barra da blusa de seda de Lily, os dedos roçando a pele quente de sua barriga. Oscar estava possuído por uma necessidade territorial; ele precisava reafirmar que ela era dele, e ele dela, de todas as formas possíveis.

— Espera, querido — disse Lily, tentando manter a voz firme enquanto as mãos dele desciam para os botões de sua calça de alfaiataria. — Oscar, pare. Temos funcionários lá em cima.

— Eu não me importo com os funcionários, Lily. Eles são pagos para serem discretos — ele respondeu, atacando o lóbulo da orelha dela com uma mordida leve que a fez estremecer. — Eu quero você agora.

As portas do elevador se abriram com um "plim" suave no andar principal, revelando o vasto salão de mármore iluminado pelo pôr do sol de Mônaco. Lily, usando toda a sua força de vontade, empurrou o peito largo de Oscar, conseguindo se desvencilhar do abraço dele. Ela ajeitou o blazer com um movimento rápido, embora suas bochechas estivessem coradas e seus lábios inchados.

— Comporte-se — repreendeu ela, com um brilho travesso nos olhos. — Eu preciso falar com a Sra. Agathe sobre o jantar beneficente de amanhã.

Oscar ficou parado dentro do elevador por um segundo, os braços pendendo ao lado do corpo, a respiração pesada e os olhos escurecidos pelo desejo. Ele a observou caminhar pelo salão com aquela elegância inata, os quadris balançando de uma forma que ele sabia ser deliberada. Ela o estava provocando, e ele sabia disso.

Lily caminhou em direção à cozinha gourmet, onde a Sra. Agathe, a governanta e cozinheira-chefe da família há anos, organizava algumas ervas frescas.

— Sra. Agathe? — chamou Lily, sua voz voltando ao tom doce e calmo de sempre, como se não tivesse acabado de ser devorada pelo marido no elevador.

— Sim, Sra. Piastri? — A mulher mais velha sorriu, limpando as mãos no avental.

— Sobre o cardápio de amanhã para a fundação... eu estava pensando se poderíamos incluir aqueles canapés de alcachofra que o Oscar gosta. O que a senhora acha?

Oscar apareceu na entrada da cozinha, encostando-se no batente da porta com os braços cruzados sobre o peito. O terno azul-marinho parecia apertado demais para seus ombros largos agora que ele estava tenso de antecipação. Ele não tirava os olhos de Lily.

— Acho uma excelente ideia, senhora — respondeu Agathe. — Vou providenciar os ingredientes logo cedo.

— Ótimo. E quanto à decoração das mesas... — Lily continuou, alongando a conversa desnecessariamente. Ela sentia o olhar de Oscar queimando em suas costas e sentia um prazer secreto em deixá-lo esperando.

Oscar deu dois passos à frente, entrando no espaço da cozinha. Ele não se importava que houvesse mais dois ajudantes limpando a prataria no balcão ao lado. Ele parou logo atrás de Lily, tão perto que ela podia sentir o calor emanando de seu corpo.

— Lily — disse ele, sua voz carregada de uma autoridade que geralmente usava em salas de reuniões, mas com um subtom pecaminoso.

— Só um momento, querido — disse ela, sem se virar. — Sra. Agathe, também precisamos conferir a lista de vinhos.

Oscar soltou um suspiro audível, uma mistura de frustração e admiração pela audácia da esposa. Ele se inclinou para frente, sussurrando perto do ouvido dela, mas alto o suficiente para que qualquer um ali pudesse ouvir se prestasse atenção.

— Se você não subir para aquele quarto nos próximos sessenta segundos, eu vou te foder aqui mesmo, em cima desta bancada de mármore, e não me importa quem esteja olhando.

A Sra. Agathe tossiu discretamente, voltando-se subitamente para a despensa, enquanto os ajudantes pareciam subitamente muito interessados no brilho dos garfos de prata.

Lily sentiu o rosto arder. Ela se virou para encarar Oscar, encontrando um olhar que não aceitava "não" como resposta. O CEO reservado e humilde que o mundo conhecia havia sido substituído pelo homem possessivo e intenso que era seu marido.

— Oscar! — ela sussurrou, chocada com a falta de vergonha dele. — As pessoas estão ouvindo!

— Deixe que ouçam — disse ele, dando um passo final que eliminou qualquer espaço entre eles. Ele segurou o queixo dela com os dedos firmes. — Eles sabem que eu sou louco por você. Eles sabem que eu passei o dia sendo insultado por uma secretária que não chega aos seus pés e que agora eu só quero reivindicar o que é meu.

Lily viu a vulnerabilidade escondida atrás da luxúria nos olhos dele. O incidente na empresa o afetara mais do que ele admitia; ele precisava daquela conexão física para apagar a imagem de Lily sendo desrespeitada em seu território.

— Tudo bem — cedeu ela, a voz suavizando. — Sra. Agathe, terminamos isso depois.

Oscar não esperou. Ele pegou a mão de Lily e a puxou em direção à escadaria de vidro que levava aos andares superiores. Ele subia os degraus dois a dois, praticamente arrastando-a em sua pressa.

Ao chegarem à suíte master, que ocupava todo o quinto andar com uma vista de 360 graus para o porto de Mônaco, Oscar chutou a porta para fechá-la e a trancou. O som da tranca ecoou no quarto silencioso, sinalizando o fim da provocação e o início de algo muito mais profundo.

Ele a girou, prensando-a contra a porta de madeira maciça.

— Você gosta de brincar com fogo, não gosta? — perguntou ele, as mãos agora descendo para as coxas dela, levantando-a para que ela enlaçasse a cintura dele com as pernas.

— Eu gosto de ver o quanto você me quer — admitiu Lily, a respiração curta enquanto as mãos de Oscar se perdiam em seu cabelo, desfazendo o penteado perfeito.

— Eu te quero de um jeito que beira a insanidade, Lily. Todos os dias. Em cada reunião, em cada viagem, eu só penso em voltar para cá. Para você.

Oscar a carregou em direção à cama king-size, mas parou no meio do caminho, deixando-a escorregar pelo seu corpo até que seus pés tocassem o tapete de seda. Ele começou a tirar o próprio paletó, jogando-o em qualquer lugar, seguido pela gravata.

— Aquela mulher na empresa... — começou ele, enquanto desabotoava a camisa com dedos ágeis. — A ideia de que ela pensou, por um segundo, que poderia te tratar como uma estranha... isso me deu vontade de destruir tudo o que eu construí. Porque nada disso vale a pena se você não for respeitada como a rainha que é.

Lily caminhou até ele, ajudando-o com os últimos botões da camisa. Ela espalmou as mãos no peito nu e musculoso dele, sentindo o coração de Oscar batendo forte sob sua palma. As costas largas de Oscar, resultado de anos de natação e disciplina, brilhavam sob a luz suave do entardecer.

— Eu estou bem, Oscar. Você cuidou disso — disse ela, olhando-o nos olhos.

— Eu vou cuidar de você a noite toda — prometeu ele.

Ele a pegou nos braços novamente, desta vez com uma delicadeza que contrastava com a urgência de momentos antes. Ele a deitou nos lençóis de linho egípcio, cobrindo o corpo dela com o seu. O contraste entre a pele clara de Lily e o corpo bronzeado e atlético de Oscar era uma imagem que ele nunca se cansava de admirar.

— Você é minha — sussurrou ele, antes de mergulhar para um beijo que selava não apenas um desejo carnal, mas uma promessa de lealdade inabalável.

Naquela noite, as luzes de Mônaco brilhavam lá fora, mas dentro da cobertura dos Piastri, o mundo se resumia ao toque, ao suspiro e à certeza de que, entre as paredes daquele império, o amor de Oscar por Lily era a única lei absoluta. Ele a amou com uma intensidade que apagou qualquer rastro de amargura do dia, provando, em cada gesto, que não importava quão rico ou poderoso ele se tornasse, seu verdadeiro lar sempre seria nos braços dela.

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