Nunca desconfie de mim
Sedução sob Medida e o Jogo do Poder
O som do elevador privativo chegando ao andar da cobertura triplex foi o sinal que Lily esperava. Ela ouviu o "plim" suave, um som que normalmente indicava o fim da jornada de trabalho do CEO da Piastri Corp, mas hoje, aquele som marcava o início da segunda fase do seu plano.
Lily não estava no quarto, como ele havia ordenado na mensagem. Em vez disso, ela estava na vasta cozinha de mármore e conceito aberto, um espaço que exalava modernidade e luxo. Ela havia trocado a lingerie provocativa por um vestido de seda esmeralda que, embora cobrisse mais pele, abraçava cada curva de seu corpo de forma torturante. O tecido era tão fino que revelava a ausência de sutiã, e a fenda lateral subia perigosamente até o meio da coxa.
Ela estava debruçada sobre a ilha central, conversando animadamente com a Sra. Agathe e dois ajudantes que finalizavam a organização das louças para o café da manhã do dia seguinte.
— ... e eu realmente acho que as orquídeas brancas combinam mais com o tom da sala de jantar para o evento de amanhã, Agathe — disse Lily, sua voz doce ecoando pelo ambiente, enquanto ela balançava preguiçosamente uma taça de vinho tinto.
Oscar entrou no ambiente como um furacão contido. Ele ainda vestia o terno cinza, mas o paletó estava aberto e a camisa branca tinha os primeiros botões desfeitos, revelando a base do pescoço onde a pulsação batia forte. Seus olhos, normalmente calmos e estratégicos, estavam escuros, fixos em Lily com uma intensidade que poderia derreter o mármore sob os pés dela.
Ele parou a poucos metros da ilha, ignorando completamente a presença dos funcionários. O silêncio que se seguiu foi denso, carregado de uma eletricidade que fez os pelos dos braços de Lily se arrepiarem.
— Boa noite, querido — disse ela, lançando-lhe um sorriso inocente, embora seus olhos brilhassem com o triunfo da provocação. — Você chegou cedo. Estávamos apenas discutindo os detalhes das flores.
Oscar soltou uma risada anasalada, um som sem humor que vibrava com desejo reprimido. Ele caminhou até ela, ignorando o espaço pessoal, e parou tão perto que Lily pôde sentir o cheiro de seu perfume caro misturado ao aroma de adrenalina.
— Eu dei uma ordem específica, Lily — disse ele, sua voz baixando para um tom perigosamente rouco, sem se importar que Agathe estivesse a menos de dois metros de distância. — E eu não me lembro de ter mencionado orquídeas ou a cozinha na minha mensagem.
— Ah, mas eu senti um pouco de fome — ela respondeu, passando o dedo pela borda da taça de vinho, mantendo o contato visual. — E você sabe como eu prezo pela organização da casa. Não podia deixar a Agathe sem as diretrizes para amanhã.
Oscar inclinou-se para frente, apoiando as mãos grandes e fortes na bancada de mármore, cercando o corpo de Lily. Ele se aproximou do ouvido dela, sua respiração quente enviando arrepios por toda a espinha da esposa.
— Você está brincando com fogo na frente da plateia — sussurrou ele, mas sua voz ainda era audível o suficiente para quem quisesse ouvir. — Você me enviou aquela foto para me desestabilizar no meio de uma fusão de dez bilhões de dólares. Você conseguiu. Eu quase mandei meu conselho administrativo para o inferno só para chegar aqui mais rápido.
— E agora que chegou, você parece tão... tenso — Lily provocou, levando a taça aos lábios e tomando um gole lento, deixando uma gota de vinho tinto escapar pelo canto da boca.
Oscar não desviou o olhar daquela gota. Sem qualquer filtro, sem qualquer vergonha da presença dos funcionários que agora tentavam desesperadamente parecer invisíveis enquanto limpavam a prataria, ele estendeu o polegar e limpou o vinho do lábio dela.
— Eu estou além de tenso, Lily — disse ele, a voz vibrando com uma honestidade bruta. — Eu estou a um passo de te virar sobre este mármore e te mostrar exatamente o que eu sinto por esse seu joguinho. Agathe, por favor, nos dê licença. Todos vocês.
A governanta, acostumada às intensidades do casal, mas raramente testemunha de algo tão explícito, assentiu rapidamente.
— Com licença, Sr. Piastri. Sra. Piastri.
Em segundos, a cozinha estava vazia, restando apenas o som da respiração pesada de Oscar e o zumbido suave da geladeira industrial.
— Você é impossível — disse Lily, tentando manter a fachada de provocação, embora seu coração estivesse martelando contra as costelas.
— Eu sou um homem que sabe o que quer — rebateu Oscar, segurando a cintura dela com uma firmeza que não admitia protestos. — E o que eu quero agora é tirar esse vestido verde que, embora seja lindo, é um obstáculo insultuoso entre mim e o que eu vi naquela foto.
— Você disse que eu estava vestida demais — ela lembrou, passando as mãos pelo peito dele, sentindo o calor emanando através da camisa de seda. — Eu só queria garantir que você tivesse que trabalhar um pouco mais para conseguir o que quer. Afinal, você é um CEO, Oscar. Metas difíceis são a sua especialidade.
Oscar soltou um rosnado baixo, a mão subindo da cintura para a nuca dela, puxando-a para um beijo que não tinha nada de gentil. Era um beijo faminto, uma reivindicação. Ele a pressionou contra a ilha da cozinha, o mármore frio contrastando com o calor febril de seus corpos.
— Minha única meta agora — disse ele entre os beijos, a voz falhando pelo desejo — é fazer você implorar para que eu não pare. Você acha que me provoca e sai ilesa? Você esquece que eu sou o dono desta empresa, desta casa e, acima de tudo, o homem que conhece cada centímetro do seu corpo.
Ele a levantou, sentando-a na bancada de mármore. O vestido esmeralda subiu, revelando as pernas longas e a pulseira de safiras que ele lhe dera, brilhando sob a luz da cozinha. Oscar se encaixou entre as pernas dela, suas mãos subindo pelas coxas de Lily com uma possessividade que a fazia arfar.
— Oscar... aqui não — ela murmurou, embora suas mãos estivessem ocupadas puxando a camisa dele para fora da calça.
— Aqui, no quarto, no iate... eu não me importo — ele declarou, beijando a curva do pescoço dela com uma urgência selvagem. — Você me deixou louco o dia inteiro. Aquela secretária idiota na empresa foi apenas o começo do meu estresse, mas você... você é o meu caos favorito, Lily. E eu vou te punir por cada minuto que me fez esperar naquela sala de reuniões.
— Punir? — ela provocou, arqueando as costas enquanto sentia os lábios dele encontrarem o ponto sensível logo abaixo de sua orelha. — Isso soa como uma promessa muito prazerosa.
— É uma garantia — corrigiu ele.
Oscar se afastou apenas o suficiente para olhá-la nos olhos. O CEO frio e calculista havia desaparecido, dando lugar ao homem que idolatrava a mulher à sua frente. Ele desabotoou o restante da camisa, jogando-a no chão de mármore sem desviar o olhar.
— Você tem ideia do que aquela foto fez comigo? — ele perguntou, a voz baixa e carregada de uma luxúria sem filtros. — Eu passei a tarde imaginando como seria sentir essa renda negra contra a minha pele. E agora que chego aqui, você está escondida atrás de seda esmeralda e conversando sobre flores.
— Flores são importantes para o ambiente, Oscar — ela brincou, embora sua voz estivesse trêmula.
— O único ambiente que me interessa agora é o que estamos criando aqui — ele disse, as mãos encontrando o zíper nas costas do vestido dela. — E eu garanto que o perfume que eu quero sentir não vem de orquídeas.
Com um movimento fluido, ele abriu o zíper. O vestido esmeralda deslizou pelos ombros de Lily, revelando que, por baixo da seda, ela ainda usava a lingerie da foto. O contraste da renda negra contra a pele clara de Lily sob a luz fria da cozinha era uma visão que fez Oscar soltar um suspiro pesado.
— Você é uma tentação constante, Lily Piastri — sussurrou ele, os olhos percorrendo cada detalhe da peça que o havia torturado o dia todo. — E eu sou um homem com muita pouca paciência sobrando.
Lily envolveu o pescoço dele com os braços, puxando-o para mais perto.
— Então pare de falar, Sr. Piastri. Mostre-me que você é tão bom em execução quanto é em estratégia.
Oscar não precisou de um segundo convite. Ele a tomou nos braços novamente, mas desta vez, o jogo de provocações havia terminado. O que restava era a entrega absoluta de dois corações que, em meio ao luxo e ao poder, encontravam sua verdadeira riqueza na intimidade sem barreiras.
Ele a carregou para fora da cozinha, subindo as escadas em direção ao santuário do quarto deles, mas parou no meio do caminho, prensando-a contra a parede de vidro que dava vista para a marina de Mônaco.
— Olhe para lá — ele ordenou suavemente, o rosto enterrado no cabelo dela. — Olhe para todas aquelas luzes, para todos aqueles iates e para a cidade que acha que eu sou o homem mais poderoso daqui.
Lily olhou, a respiração curta, vendo o reflexo dos dois no vidro.
— Eles não têm ideia — continuou Oscar, sua mão deslizando pela renda negra — de que o homem que eles tanto temem e respeitam está completamente rendido, desarmado e louco por uma única mulher. Você é o meu império, Lily. O resto é apenas cenário.
Lily virou o rosto para beijá-lo, sentindo a verdade naquelas palavras. Oscar Piastri era um gigante no mundo dos negócios, um titã da indústria, mas ali, nos braços dela, ele era apenas o seu Oscar. E enquanto o mundo lá fora continuava a girar em torno de dinheiro e influência, dentro daquela cobertura, o tempo parava para que o amor e o desejo pudessem reinar supremos.
Naquela noite, as provocações na cozinha transformaram-se em promessas cumpridas. Oscar não teve filtros, não teve pressa e, acima de tudo, não teve vergonha de mostrar o quanto precisava dela. E Lily, em meio ao fogo que ela mesma ajudara a acender, descobriu que não importava quantas roupas ela usasse para provocá-lo, o resultado seria sempre o mesmo: a rendição total ao homem que a amava com a força de mil impérios.