O festival
O Estigma do Orgulho e a Rendição do Caos
A poeira do festival esportivo finalmente havia baixado, mas o ar no palácio de Tempest ainda vibrava com uma tensão residual que fazia os pelos da nuca de Rimuru se arrepiarem. A semana privada com Guy Crimson havia tecnicamente terminado naquela manhã, mas o Slime sabia que o "Lorde do Orgulho" não era do tipo que aceitava um "não" ou um ponto final com facilidade.
Rimuru tentou retomar suas obrigações. Vestiu suas roupas habituais — o casaco azul e as calças pretas — e passou horas em uma reunião exaustiva com Benimaru e Rigurd sobre a reconstrução de certas áreas da cidade que Milim e Veldora tinham "animado" demais durante as competições. No entanto, ele sentia cada movimento. Por baixo do tecido grosso, sua pele estava um mapa de marcas arroroxadas, mordidas e chupões que sua regeneração parecia estar curando com uma lentidão suspeitamente irônica.
Após a reunião, Rimuru caminhou até seu escritório particular, querendo apenas um momento de paz. Ao abrir a porta, porém, seu coração deu um salto. Guy Crimson estava lá, sentado em sua cadeira de carvalho, com as pernas cruzadas sobre a mesa e um sorriso predatório que dizia que ele não tinha a menor intenção de ir embora.
— Você está atrasado para o nosso compromisso pós-torneio, Rimuru — disse Guy, sua voz rouca e carregada de uma autoridade que fez as pernas de Rimuru tremerem por instinto.
— O compromisso acabou hoje cedo, Guy — retrucou Rimuru, tentando manter a voz firme enquanto fechava a porta e trancava a fechadura mágica. — Eu tenho uma nação para governar, sabia?
— E eu tenho um desejo para satisfazer — Guy levantou-se, movendo-se com a fluidez de uma pantera. Ele parou a poucos centímetros de Rimuru, sua aura carmesim pressionando o Slime contra a porta. — Eu sinto falta daquela sua forma. A que Shuna preparou com tanto cuidado. Use-a para mim, Rimuru. Agora.
Rimuru suspirou, um misto de irritação e uma antecipação sombria borbulhando em seu peito. Ele sabia que resistir só tornaria Guy mais agressivo, e uma parte dele — a parte que o demônio havia despertado durante a última semana — ansiava por isso.
— Você é impossível — murmurou Rimuru.
Em um lampejo de luz azulada, Rimuru assumiu sua forma feminina humana. No entanto, em vez de esperar que Guy o despisse, Rimuru, em um surto de audácia sarcástica, agarrou a própria blusa de seda e a rasgou ao meio, expondo os seios fartos e a pele pálida já decorada com as marcas de Guy.
— Satisfeito? — desafiou Rimuru, seus olhos amarelos brilhando com um desafio manhoso.
Guy soltou um riso gutural, seus olhos vermelhos fixos nas marcas que ele mesmo havia deixado. Ele não respondeu com palavras. Em um movimento brusco, ele agarrou Rimuru pela cintura e o içou, colocando-o sentado sobre a mesa de trabalho, espalhando relatórios e mapas pelo chão.
— Você não tem ideia do quanto me agrada quando para de fingir inocência — Guy disse, inclinando-se para frente.
Ele não esperou. Guy atacou os seios de Rimuru com uma fome renovada. Suas mãos grandes apertavam a carne macia, enquanto sua boca envolvia um dos mamilos eretos, alternando entre lambidas lentas e mordidas curtas que faziam Rimuru arquear as costas e soltar um gemido agudo que ecoou pelo escritório selado.
— Ahnn... Guy! — Rimuru enterrou os dedos nos cabelos vermelhos do demônio, puxando-o para mais perto. — Você... você vai me deixar em pedaços...
— Eu vou te deixar exatamente como você gosta de ficar — Guy rosnou contra a pele dele, subindo para o pescoço e mordendo o mesmo lugar que já estava marcado, renovando sua posse.
O sexo que se seguiu sobre a mesa foi bruto, rápido e carregado de uma intensidade que parecia querer fundir suas essências. Guy não usou delicadeza; ele possuía Rimuru com estocadas profundas que faziam a mesa de carvalho ranger contra o chão. Rimuru, com as pernas envoltas na cintura de Guy, entregou-se completamente, seus gritos abafados pelo ombro do demônio.
Quando o primeiro ápice passou, Guy não recuou. Ele levantou Rimuru nos braços, mantendo-os unidos, e caminhou em direção à grande varanda do escritório.
— O que você está fazendo? — perguntou Rimuru, ofegante, a mente ainda nublada pelo prazer.
— Quero que você veja o seu reino enquanto eu te tomo — respondeu Guy.
Ele ativou uma barreira mágica unidirecional. Para Rimuru e Guy, a praça central de Tempest estava visível, cheia de monstros celebrando o fim do festival sob a luz do entardecer. Para os súditos lá embaixo, a varanda parecia vazia e silenciosa.
Guy pressionou Rimuru contra o parapeito de mármore frio. O contraste entre o frio da pedra em suas costas e o calor abrasador de Guy à sua frente fez Rimuru estremecer.
— Olhe para eles, Rimuru — sussurrou Guy, sua mão descendo para estimular o Slime novamente. — Eles não têm ideia de que o grande mestre deles está aqui, sendo usado pelo Lorde do Orgulho como uma boneca de prazer.
— Você é... um demônio... — Rimuru arquejou, sua visão focando nos goblins e orcs lá embaixo enquanto Guy voltava a penetrá-lo por trás, forçando-o a se inclinar sobre o parapeito.
— Eu sou o seu demônio — corrigiu Guy, aumentando o ritmo.
O ato na varanda foi uma tortura psicológica e física deliciosa. Rimuru sentia a vibração das festividades lá embaixo enquanto seu corpo era sacudido por estocadas implacáveis. Guy mordia suas costas, lambia a curva de seus ombros e deixava novas marcas de sucção em suas nádegas, espalhando o estigma de sua posse por cada centímetro de pele exposta.
Eles voltaram para dentro do escritório, mas a maratona estava longe de acabar. Guy usou cada superfície disponível — o sofá de couro, a estante de livros, até mesmo o chão atapetado. Rimuru foi possuído repetidas vezes, sua resistência de Slime sendo testada ao limite absoluto pela energia inesgotável de um Primordial.
— Guy... chega... eu não... — Rimuru tentou dizer, mas sua voz sumiu quando Guy o envolveu em mais um beijo profundo, drenando o resto de sua força.
A última coisa que Rimuru sentiu antes de perder a consciência nos braços de Guy foi o toque possessivo do demônio em suas coxas e o som de sua risada triunfante.
Quando Rimuru acordou, ele não estava mais no escritório. Ele estava em sua cama, no quarto principal. O quarto estava mergulhado em uma penumbra suave, iluminado apenas por algumas pedras mágicas. Ele sentiu um tecido macio contra sua pele e, ao olhar para baixo, percebeu que Guy o havia vestido.
Era um pijama de seda negra, mas "pijama" era um termo generoso. Era uma peça única, extremamente curta, com um decote profundo que ia até o umbigo e as costas completamente abertas.
— Finalmente acordou — disse Guy, surgindo das sombras. Ele já estava nu da cintura para cima, exibindo o físico impecável. — Você dormiu por três horas. Eu estava começando a ficar entediado.
— Você me vestiu com isso? — Rimuru tentou se sentar, sentindo o corpo pesado e dolorido. — Guy, eu mal consigo me mexer.
— Você não precisa se mexer. Eu faço o trabalho — Guy subiu na cama, posicionando-se sobre Rimuru.
Ele abriu o pijama de seda com facilidade, expondo novamente os seios de Rimuru. Guy parecia ter uma fixação particular por aquela parte do corpo na forma feminina. Ele começou a sugar os seios de Rimuru com uma intensidade que fazia o Slime soltar gemidos involuntários.
— Guy... ahn... de novo não... — Rimuru protestou fracamente, mas suas mãos já estavam subindo para acariciar os ombros de Guy.
— Eu ainda não terminei de marcar você — Guy murmurou entre as sucções. — Quero que, quando você se olhar no espelho amanhã, não veja nada além do meu rastro.
Guy desceu pelo corpo de Rimuru, distribuindo marcas de mordidas pelo abdômen e pelas coxas. Ele virou Rimuru de bruços, puxando o pijama sensual para cima e focando em suas nádegas. Ele lambeu e mordeu a carne macia da bunda de Rimuru, deixando marcas roxas que contrastavam com a palidez da pele.
— Você é tão responsivo, Rimuru — Guy disse, voltando para o topo e penetrando-o novamente, desta vez com uma lentidão torturante que fazia cada nervo de Rimuru gritar por mais.
— Eu... eu te odeio — mentiu Rimuru, puxando Guy para um beijo desesperado.
— Mentiroso — Guy sorriu contra os lábios dele.
A noite continuou em um ciclo de prazer e exaustão. Guy aproveitou cada curva, cada reação de Rimuru, sugando sua pele até que o Slime estivesse coberto de manchas carmesins da cabeça aos pés. Rimuru, entregue ao êxtase, parou de lutar contra a dominação e passou a exigi-la, enrolando-se em Guy como se ele fosse seu oxigênio.
Quando o sol começou a despontar no horizonte, Guy finalmente se deu por satisfeito. Ele deitou-se ao lado de Rimuru, puxando o corpo exausto do Slime para o seu peito. Rimuru estava coberto de marcas, o pijama de seda rasgado e esquecido no chão, e sua mente era um borrão de sensações puras.
— Satisfeito agora? — perguntou Rimuru, sua voz apenas um sussurro rouco.
Guy passou a mão pelas costas de Rimuru, sentindo as marcas que havia deixado.
— Por enquanto. Mas o próximo Walpurgis está chegando, Rimuru. E eu pretendo garantir que todos os outros Lordes Demônios saibam exatamente a quem você pertence, mesmo por baixo das suas roupas formais.
Rimuru fechou os olhos, um pequeno sorriso cansado surgindo em seu rosto.
— Você é um maníaco, Guy.
— E você é o meu maníaco favorito.
O silêncio finalmente caiu sobre o quarto, quebrado apenas pela respiração pesada de dois seres que, no meio de jogos de poder e festivais esportivos, haviam encontrado uma forma de caos que só pertencia a eles. Rimuru adormeceu novamente, sabendo que, embora o festival tivesse acabado, a "competição" com Guy Crimson estava longe de ter um fim definitivo.