Voltar ao resumo

O Hyung cuida de você

Acordes de uma Nova Era

O neon da fachada do novo prédio brilhava em um tom de azul elétrico e prata, exibindo o logotipo da *CB97 Productions*. Não era apenas um estúdio; era uma fortaleza de independência. Seis meses haviam se passado desde que Bang Chan jogara seu crachá de ouro na mesa da antiga empresa e saíra pela porta da frente carregando nada além de seu talento e a mão de Seungmin.

Hoje, o clima era de triunfo absoluto. O debut solo de Kim Seungmin, com o álbum *Resilience*, não apenas alcançou o topo das paradas, como silenciou cada crítico que ousou chamá-lo de "descartável". A voz de Seungmin, crua e poderosa sob a produção magistral de Chan, Changbin e Jisung, havia se tornado o hino de uma nova geração.

A festa de comemoração na sede da empresa tinha acabado de dispersar. Changbin e Jisung, os parceiros de Chan na nova empreitada, tinham sido os últimos a sair, carregando uma Hana sonolenta e feliz.

— Pode deixar com a gente, Channie-hyung! — Jisung exclamou, equilibrando a mochila da menina no ombro enquanto Minho esperava no carro. — A Hana vai ter uma noite de cinema com tios divertidos. Vocês dois... bem, vocês têm muito o que celebrar.

— Não façam nada que eu não faria! — Changbin piscou, dando um tapinha encorajador no ombro de Seungmin antes de sair.

Agora, o silêncio da casa de Chan — uma cobertura moderna que ele comprara para ser o novo lar dos três — era acolhedor. Chan soltou um suspiro longo, jogando as chaves na mesa da entrada e desfazendo o nó da gravata que parecia sufocá-lo.

— Finalmente sozinhos — murmurou Chan, virando-se para procurar Seungmin.

Mas o corredor estava vazio. Seungmin havia subido para o quarto assim que chegaram, alegando que precisava de um banho rápido. Chan sorriu, caminhando até a cozinha para servir duas taças de vinho. Ele se sentia transbordar de orgulho. Ver Seungmin no palco hoje, brilhando sob os holofotes sem medo, foi o momento mais gratificante de sua carreira.

— Minnie? O vinho está servido — chamou Chan, subindo as escadas.

Ele empurrou a porta do quarto principal, esperando encontrar o namorado de pijama ou enrolado em um roupão. Em vez disso, o quarto estava mergulhado em uma penumbra suave, iluminada apenas por algumas velas aromáticas que Seungmin devia ter acendido às pressas.

Seungmin estava parado perto da varanda, de costas para a porta. Quando ele se virou, a respiração de Chan simplesmente parou nos pulmões.

O trainee — agora um artista consagrado — não usava suas roupas habituais de algodão. Ele estava vestindo um conjunto de lingerie de seda preta, delicadamente rendada, que abraçava suas curvas esguias e realçava a palidez de sua pele sob a luz das velas. Uma cinta-liga fina adornava suas coxas firmes, e um colar de fita de cetim envolvia seu pescoço, onde a marca de um "S" em prata brilhava.

— Seungmin... — A voz de Chan saiu como um trovão rouco. A taça de vinho em sua mão quase escorregou.

— Você disse que eu não tinha nada para te oferecer naquela noite no goshiwon — Seungmin disse, a voz baixa, mas carregada de uma confiança nova e sedutora. Ele caminhou lentamente em direção a Chan, o som de seus pés descalços quase inaudível no tapete felpudo. — Mas você me deu o mundo, Hyung. Você me deu minha voz de volta.

Ele parou a poucos centímetros de Chan, cujas pupilas estavam tão dilatadas que o castanho de seus olhos quase desaparecera.

— Isso... isso é para agradecer? — perguntou Chan, a mão livre subindo para tocar a cintura de Seungmin, sentindo a textura da renda contra a ponta dos dedos.

— É para celebrar — corrigiu Seungmin, levando as mãos ao peito nu de Chan, desabotoando os primeiros botões da camisa social dele com uma lentidão torturante. — Quero que você esqueça o produtor, o CEO e o mentor por hoje. Quero que você seja apenas o meu Chan. E eu quero ser seu, de todas as formas que você desejar.

Chan largou a taça na mesa de cabeceira com um baque surdo e envolveu a cintura de Seungmin, puxando-o para um beijo avassalador. Não havia mais a urgência desesperada do estúdio ou a melancolia da despedida. Era um beijo de posse, de amor profundo e de uma promessa finalmente cumprida.

— Você está maravilhoso — sussurrou Chan contra os lábios dele. — Eu não achei que fosse possível te amar mais do que eu te amei hoje no palco, mas eu estava errado.

— Mostre-me — desafiou Seungmin, arqueando as costas quando sentiu os lábios de Chan descerem para seu pescoço, encontrando o ponto sensível atrás da orelha.

Chan o pegou no colo, a diferença de força entre eles sempre sendo um gatilho para o desejo de Seungmin. Ele o depositou com cuidado nos lençóis de seda escura, posicionando-se entre suas pernas. As mãos de Chan, que passavam horas ajustando frequências e criando harmonias, agora se dedicavam a explorar cada centímetro do corpo de Seungmin como se fosse a partitura mais preciosa do mundo.

— Channie... — Seungmin gemeu quando os dentes de Chan roçaram a pele de sua coxa, logo acima da renda da cinta-liga. — Por favor... eu me preparei para você.

— Eu vejo que sim — Chan murmurou, olhando para cima com um sorriso predatório que fez o estômago de Seungmin revirar de prazer. — Você é a minha melhor obra, Minnie. Mas esta noite, não vamos seguir nenhum roteiro.

O toque de Chan era reverente, mas firme. Ele removeu as peças de lingerie com uma delicadeza que contrastava com o fogo em seus olhos. Quando ambos estavam finalmente nus, a conexão parecia transcendente. O quarto estava preenchido apenas pelo som da respiração pesada e pelos sussurros de nomes.

— Eu te amo — disse Chan, as mãos entrelaçadas com as de Seungmin acima da cabeça do mais novo. — Mais do que a música, mais do que o sucesso.

— Eu sei — Seungmin respondeu, puxando-o para baixo para mais um beijo. — E eu te amo porque você nunca desistiu da minha música, mesmo quando eu não conseguia mais ouvi-la.

Quando Chan se uniu a ele, o movimento foi fluido e profundo. Era uma dança que eles conheciam bem, mas que ganhava novos tons agora que o peso do mundo havia sido retirado de seus ombros. Cada estocada de Chan era um "obrigado", e cada gemido de Seungmin era uma afirmação de sua liberdade.

O prazer veio em ondas, rítmico e intenso, como o clímax de uma sinfonia que vinha sendo composta há meses. Seungmin enterrou as unhas nas costas de Chan, sentindo a força do produtor contra si, o calor da pele suada, o cheiro de sândalo e desejo. Eles alcançaram o ápice juntos, um grito contido de Seungmin contra o ombro de Chan marcando o fim de uma era de incertezas.

Minutos depois, exaustos e envoltos um no outro, o silêncio retornou. Mas não era o silêncio frio do goshiwon ou o silêncio tenso do estúdio sob vigilância. Era o silêncio da paz.

— Você está bem? — perguntou Chan, beijando a têmpora úmida de Seungmin.

— Melhor do que nunca — Seungmin sorriu, recostando a cabeça no peito de Chan, ouvindo o coração do mais velho desacelerar. — Sabe, o Jisung me disse hoje que as ações da nossa antiga empresa caíram dez por cento depois do lançamento do meu álbum.

Chan soltou uma risada curta e vitoriosa.

— Eles merecem cada centavo de prejuízo. Mas não vamos pensar neles. O futuro é nosso agora. A CB97 vai ser o lugar onde talentos como o seu nunca serão silenciados.

Seungmin levantou o olhar, observando o homem que mudara sua vida.

— O que vem a seguir, Produtor Bang?

Chan acariciou o rosto de Seungmin, o polegar traçando o contorno de seus lábios agora inchados.

— Amanhã? Amanhã vamos tomar café com a nossa filha, levar ela ao parque e talvez, só talvez, começar a rascunhar o seu próximo hit. Mas hoje... — Chan o puxou para mais perto sob os lençóis. — Hoje eu só quero ficar aqui e contemplar a sorte que eu tive por você ter entrado naquele estúdio às duas da manhã.

Seungmin fechou os olhos, sentindo-se seguro e amado. A música de suas vidas finalmente estava em harmonia, e ele sabia que, independentemente do que o mundo jogasse contra eles, a melodia que haviam criado juntos era eterna.

— Eu também tive sorte, Channie — sussurrou ele, antes de cair em um sono profundo e sem pesadelos. — Muita sorte.