Pesadelos de Guy
O Desfile das Tentações: O Suplício de um Lorde Demônio
O salão privado do palácio de Luminous Valentine havia sido transformado em um santuário de luxo, seda e segredos. Guy Crimson estava sentado em uma poltrona de veludo carmesim que parecia mais um trono, com uma taça de vinho na mão e uma expressão que oscilava entre o êxtase absoluto e a tortura excruciante. À sua frente, um pequeno palco improvisado servia de passarela para o que as garotas chamavam de "consultoria de estilo", mas que Guy sabia ser um plano meticuloso para deixá-lo à beira do colapso.
— Lembre-se das regras, Guy — Luminous disse, ajustando as luvas de renda. — Você pode olhar, pode até tocar por breves momentos, mas Rimuru-sama é nossa modelo hoje. Você é apenas um espectador privilegiado... e temporário.
Guy soltou um rosnado baixo, o vinho balançando na taça.
— Vocês estão brincando com fogo — ele murmurou, seus olhos vermelhos fixos na cortina de seda que se abria.
A primeira roupa era uma variação do vestido de Luminous, mas adaptada para as curvas de Rimuru. Era um traje de serva gótica, mas com cortes que desafiavam a lógica da modéstia. O espartilho apertava a cintura de Rimuru, elevando seus seios de forma que eles pareciam transbordar a cada respiração profunda. Quando Rimuru caminhou pela passarela, o som das correntes nas coxas fez Guy apertar o braço da poltrona até que o metal gemesse.
— O que acha, Guy? — Rimuru perguntou, parando diante dele com um sorriso inocente que não combinava em nada com o chicote de couro que segurava. Ela se inclinou, deixando o decote a centímetros do rosto dele. — Shuna disse que o contraste do preto com a minha pele é... inspirador.
Guy esticou a mão, puxando-a pela cintura para um beijo voraz que cheirava a vinho e desejo. Rimuru correspondeu, suas mãos acariciando os cabelos ruivos dele, mas antes que Guy pudesse deslizar a mão para baixo da saia curta, Shion e Milim apareceram como sombras.
— Tempo esgotado! — Milim exclamou, puxando Rimuru pelos braços. — Próxima roupa! Essa foi só o aquecimento!
Guy ficou ali, com os lábios ainda úmidos e o coração batendo como um tambor. Ele mal teve tempo de se recuperar quando a cortina se abriu novamente. O ar na sala pareceu sumir.
Rimuru estava usando o traje de Milim. Mas, enquanto em Milim a roupa parecia rebelde e juvenil, em Rimuru ela exalava um erotismo cru. O top preto mal cobria os mamilos, e as tiras de couro que envolviam suas coxas leitosas criavam pequenas depressões na carne macia que Guy desejava morder imediatamente.
— Oh, céus... — Guy murmurou, a taça de vinho finalmente sendo deixada de lado. Ele sentiu seu corpo reagir violentamente, o volume em suas calças tornando-se impossível de ignorar.
Rimuru desfilou com uma confiança nova, girando para mostrar a calcinha mínima e a marca que Guy havia deixado em sua nádega horas antes, agora emoldurada por tiras de couro. Ela caminhou até ele, mas desta vez não parou na frente da poltrona. Ela montou em seu colo.
— Guy... você parece tenso — Rimuru sussurrou, passando os braços pelo pescoço dele. O contato da pele nua de suas coxas com o tecido das calças de Guy era elétrico.
— Eu vou matar cada uma delas se não me deixarem te levar agora — Guy rosnou, as mãos subindo para apertar as nádegas de Rimuru, sentindo a textura do couro e da pele.
Rimuru não recuou. Em vez disso, ela começou a dar pequenos pulinhos rítmicos no colo dele, sentindo a rigidez por baixo do tecido. Ela inclinou a cabeça para trás, expondo o pescoço, e soltou um suspiro dengoso.
— Mas a Milim disse que eu precisava testar a "mobilidade" da roupa — Rimuru disse, esfregando-se deliberadamente contra ele. — Você acha que ela se move bem, Guy? Sente como o couro aperta quando eu faço... isso?
Guy fechou os olhos, a cabeça tombando para trás enquanto as mãos de Rimuru exploravam seu peito por baixo da camisa. Ele estava delirando. O cheiro de mel e tempestade dela o envolvia. Quando ele tentou virá-la para tomá-la ali mesmo, no meio do salão, Ramiris voou entre os dois, jogando um pó brilhante que fez Guy espirrar.
— Para trás, demônio sedento! — Ramiris gritou, rindo. — A próxima roupa é a minha favorita!
— Vocês não podem estar falando sério! — Guy rugiu, levantando-se, mas Rimuru já estava sendo arrastada para trás da cortina novamente, lançando-lhe um olhar por cima do ombro que prometia tudo e não entregava nada.
As horas seguintes foram uma sucessão de torturas refinadas. Rimuru apareceu em um quimono de seda transparente que revelava cada marca de mordida que Guy havia deixado; depois, em um conjunto de lingerie de renda branca que a fazia parecer uma noiva virginal prestes a ser corrompida, o que só atiçava os instintos mais sombrios de Guy.
A cada troca, Rimuru ficava mais ousada. Ela percebia o estado de Guy — a respiração curta, os olhos injetados, a forma como ele bebia água compulsivamente para tentar esfriar o sangue. Ela começou a usar o cenário a seu favor. Inclinava-se sobre uma mesa para "ajustar uma sandália", oferecendo a Guy uma visão perfeita de seu traseiro empinado, ou pedia que ele "ajustasse um fecho" nas costas, apenas para se virar e pressionar os seios contra o braço dele antes de fugir rindo.
— Rimuru, chega — Guy disse, sua voz agora um comando vibrante que fez as janelas do palácio tremerem. — Eu não sou um brinquedo.
Rimuru parou no meio da passarela. Ela estava usando a última peça da coleção de Luminous: um conjunto de "joias corporais" que consistia apenas em correntes de ouro e pedras preciosas estrategicamente posicionadas, cobertas por um robe de seda tão fino que era praticamente inexistente.
— Um brinquedo? — Rimuru caminhou até ele, o som das correntes de ouro tilintando melodiamente. Ela parou entre as pernas dele, forçando-o a abrir os joelhos enquanto ela se encaixava ali. — Eu achei que você estivesse gostando do show, meu rei. Você não disse que eu era sua rainha?
Ela se inclinou para frente, apoiando os cotovelos nos ombros de Guy. O robe deslizou, revelando a curva completa de seus seios, cobertos apenas por finos fios de ouro.
— Eu quero você. Agora — Guy disse, as mãos agarrando a cintura dela com uma força que deixaria marcas, mas Rimuru apenas sorriu, uma expressão de pura malícia sarcástica.
— Oh, que pena — ela disse, passando a língua pelos lábios. — Luminous disse que agora é a hora do chá de ervas para relaxar a pele. E Shuna disse que você precisa aprender um pouco de paciência.
— Paciência? — Guy soltou uma risada amarga. — Eu esperei milênios por alguém como você, Rimuru. Minha paciência acabou no momento em que você vestiu aquele couro.
Ele tentou puxá-la para um beijo, mas Rimuru se esquivou com uma agilidade divina, deslizando para fora de seu alcance.
— Se você me pegar nos próximos dez segundos, talvez eu deixe você escolher a roupa que eu vou usar para dormir — ela provocou, já correndo em direção à porta lateral.
Guy não hesitou. Ele desapareceu em um borrão vermelho, reaparecendo instantaneamente na frente dela. Ele a pegou pela cintura e a jogou sobre o ombro, ignorando os protestos e risadas das outras Lordes Demônios que observavam das sombras.
— A diversão acabou, garotas — Guy anunciou, sua aura de Lorde Demônio Primordial expandindo-se tanto que Milim e Luminous recuaram um passo, reconhecendo que haviam levado a brincadeira ao limite. — Rimuru tem uma dívida comigo, e eu pretendo cobrar cada segundo com juros.
— Guy! Me coloca no chão! — Rimuru gritava, embora estivesse rindo e dando tapas inofensivos nas costas dele.
— Só quando chegarmos ao quarto — Guy respondeu, sua voz rouca de desejo. — E eu vou usar cada uma dessas roupas para te prender na cama até que você esqueça como se diz a palavra "paciência".
Enquanto ele subia as escadas com a slime nos braços, Rimuru se aconchegou em seu pescoço, mordendo levemente a pele dele.
— Sabe, Guy... — ela sussurrou no ouvido dele — ...eu guardei a roupa mais provocante para o final. Mas essa você só vai ver quando as portas estiverem trancadas.
Guy Crimson, o ser que não temia nada no universo, sentiu um calafrio de antecipação. Ele sabia que a noite seria longa, caótica e absolutamente deliciosa. Afinal, não havia nada mais perigoso — ou excitante — do que uma Rainha Tempestade decidida a levar seu Rei Demônio à loucura.
Lá embaixo, Luminous suspirou, servindo-se de mais vinho.
— Bem, pelo menos o desfile foi um sucesso.
— Sim! — Milim concordou, pegando um biscoito. — Mas acho que vamos precisar de um palácio novo amanhã. O Guy parecia que ia explodir!
E, no silêncio dos corredores superiores, o som de uma porta sendo trancada e o riso sarcástico de Rimuru foram seguidos pelo rugido de satisfação de um demônio que finalmente havia capturado seu prêmio. A reunião do Octagrama poderia esperar; o mundo poderia esperar. Naquela noite, o único poder que importava era o desejo que consumia os dois seres mais fortes da existência.