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Pesadelos de Guy

O Altar da Devassidão e o Rugido do Prazer

O som da porta pesada de carvalho negro se fechando ecoou como um veredito final pelos corredores silenciosos do castelo de Guy Crimson. Ali, no coração do continente gelado, onde o tempo parecia congelar sob o domínio do demônio primordial, o ar dentro do quarto real estava em brasa. Rimuru não esperou que Guy a colocasse no chão; ela deslizou pelo corpo dele, sentindo o calor emanando através das roupas finas, até que seus pés tocassem o tapete de pele de fera.

— Você parece um pouco apressado, Guy — Rimuru sussurrou, sua voz carregada de um sarcasmo deleitoso. Ela subiu as mãos pelo peitoral exposto do marido, as unhas curtas traçando os músculos definidos com uma lentidão torturante. — Onde está aquela compostura de Lorde Demônio que você tanto ostenta nas reuniões?

Guy não respondeu com palavras. Seus olhos vermelhos brilhavam com uma intensidade predatória, as pupilas verticais fendas de pura luxúria. Ele agarrou os pulsos de Rimuru, prendendo-os acima da cabeça dela contra a madeira da porta, e inclinou-se para lamber o lábio inferior da slime, sentindo-a tremer sob seu toque.

— A compostura ficou no palácio da Luminous, Rimuru — Guy rosnou contra a boca dela, sua voz vibrando como um trovão baixo. — Aqui, eu sou apenas um homem faminto e você... você passou o dia inteiro me servindo um banquete que eu não podia tocar. Você acha que eu vou ser delicado depois daquela exibição com o couro?

Rimuru sorriu, lambendo os próprios lábios em antecipação, sentindo a umidade entre suas pernas tornar-se um peso doce. Ela adorava esse lado de Guy — o demônio bruto, o orgulho que não aceitava nada menos que a rendição total.

— Eu não pedi delicadeza, Guy. Eu pedi para ser sua — ela provocou, desafiando-o com o olhar.

O movimento seguinte foi um borrão. Guy rasgou o robe de seda fina com uma força desmedida, os fios de ouro das joias corporais saltando e tilintando pelo chão de pedra. Ele a jogou sobre a cama imensa, seguindo-a como um animal faminto. Não houve preliminares suaves. Guy atacou o pescoço de Rimuru com mordidas que beiravam o masoquismo, marcando a pele branca leitosa com dentes que não conheciam a piedade.

— Ah! — Rimuru arqueou as costas, as mãos enterrando-se nos cabelos ruivos de Guy. — Mais forte... Guy, mais forte!

Ele obedeceu. Suas mãos grandes e calejadas apertavam os seios de Rimuru com tanta força que os dedos deixavam sulcos temporários na carne macia. Ele a virou de costas sem aviso, forçando-a a ficar de quatro sobre os lençóis de cetim negro. A visão do traseiro empinado de Rimuru, ainda marcado pelos tapas anteriores e adornado pelas marcas de sucção, foi o gatilho final.

Guy desfez-se do resto de suas roupas com uma impaciência febril. Quando ele penetrou Rimuru pela primeira vez naquela noite, foi um golpe seco e profundo, uma estocada que fez a slime gritar o nome dele para as vigas do teto. O som da carne batendo contra a carne — um estalo rítmico e obsceno — começou a ecoar, preenchendo o quarto com a música da luxúria desenfreada.

— Você... você é minha! — Guy rosnava a cada estocada, segurando Rimuru pelos quadris como se estivesse tentando fundir seus corpos. — Grite mais alto, Rimuru! Quero que cada alma neste castelo saiba quem está te possuindo!

— Guy! Sim... por favor, mais fundo! — Rimuru implorava, sua voz perdendo a clareza para o prazer puro. — Me quebre... me use como você quiser!

Eles se moveram como uma tempestade. Do centro da cama para o chão frio, onde Guy a prensou contra a parede de pedra, levantando uma de suas pernas e fodendo-a com uma brutalidade que fazia os dentes de Rimuru baterem. Ele não parava; quando uma posição se tornava familiar demais, ele a virava.

Em um momento, Rimuru estava por cima, sentada sobre o rosto de Guy enquanto ele usava a língua com uma perícia diabólica, lambendo e sugando sua intimidade até que ela estivesse chorando de prazer, as pernas tremendo sem controle. Em outro, eles estavam em um 69 frenético, uma troca mútua de fome e necessidade que ameaçava consumir a sanidade de ambos.

— A roupa de Milim — Guy ordenou, afastando-se por um segundo apenas para recuperar o fôlego, embora seu membro ainda estivesse pulsante e exigente. — Coloque-a. Agora.

Rimuru, ofegante e com a pele coberta por uma fina camada de suor e marcas avermelhadas, alcançou o traje de couro que havia sido jogado em um canto. Com mãos trêmulas, ela vestiu as tiras pretas. O contraste com sua pele agora irritada pelo sexo bruto era devastadoramente erótico.

Guy a olhou e soltou um som gutural. Ele a puxou para o colo, sentando-se na poltrona real, e fez com que ela cavalgasse nele enquanto ele mordia seus mamilos através do couro fino do top.

— Você gosta disso, não gosta? — Guy perguntou, as mãos subindo para apertar o pescoço de Rimuru levemente, apenas o suficiente para intensificar o prazer dela. — Gosta de ser tratada como a minha vadia particular enquanto o mundo lá fora pensa que você é uma deusa intocável?

— Eu gosto... de tudo que vem de você — Rimuru gemeu, movendo os quadris em um ritmo frenético, sentindo Guy preenchê-la completamente. — Eu sou sua rainha... mas na sua cama... eu sou o que você quiser!

Os gemidos de Rimuru tornaram-se gritos desavergonhados. No silêncio da noite do continente gelado, os sons que emanavam do quarto real eram escandalosos. O som das estocadas firmes de Guy, os tapas sonoros que ele desferia em suas coxas e nádegas para mantê-la no ritmo, e as súplicas obscenas de Rimuru pedindo por mais dor, mais prazer, mais dele.

— Eu nunca... vou me cansar disso — Guy murmurou, virando-a de lado na cama e puxando sua perna para o alto, entrando nela com um ângulo que a fazia revirar os olhos. — Você foi feita para mim, Rimuru. Cada centímetro desse corpo de slime foi moldado para aguentar o meu caos.

— Então me dê tudo! — Rimuru gritou, as unhas cravando-se nas costas de Guy, deixando marcas de sangue que cicatrizariam em segundos, apenas para serem feitas novamente. — Não pare até que eu não consiga mais falar!

A noite avançou, mas o vigor de dois seres supremos não conhecia limites biológicos. Eles se usaram em todas as superfícies disponíveis. Na mesa de carvalho, onde os frascos de perfume e papéis foram varridos para o chão; no parapeito da janela, com o vento gelado lá fora contrastando com o calor febril de seus corpos; e finalmente, de volta ao centro da cama desfeita.

Guy estava possesso. Ele a virou de costas uma última vez, segurando seus cabelos azul-prateados para puxar sua cabeça para trás, expondo a garganta de Rimuru enquanto ele a penetrava com uma força que fazia a cama ranger violentamente.

— Olhe para mim! — Guy exigiu, e Rimuru virou o rosto o máximo que pôde, encontrando os olhos vermelhos dele que brilhavam como brasas no escuro. — Diga de quem você é.

— Eu sou... de Guy Crimson — Rimuru soluçou, o orgasmo começando a subir por suas pernas como uma onda de choque. — Eu pertenço ao Vermelho... ao meu marido... ahhh!

O ápice veio para ambos como uma explosão. Guy rosnou, despejando-se dentro dela com uma intensidade que o deixou momentaneamente sem fôlego, enquanto Rimuru se desfazia em seus braços, seu corpo de slime quase perdendo a forma sólida pela intensidade do prazer.

Eles ficaram ali, emaranhados em lençóis suados e roupas rasgadas, o silêncio finalmente retornando ao castelo, interrompido apenas por suas respirações pesadas. Guy puxou Rimuru para o seu peito, os dedos traçando as novas marcas que ele havia deixado sobre as antigas.

— O Veldora teria um colapso se visse você agora — Guy comentou, um sorriso de satisfação genuína cruzando seu rosto.

Rimuru soltou uma risada fraca, aninhando-se no pescoço do marido.

— Veldora não precisa saber que sua irmãzinha gosta de ser domada por um demônio — ela murmurou, fechando os olhos. — Mas acho que vou precisar de uma poção de regeneração completa antes da próxima reunião. Você realmente não tem limites, Guy.

— Você me provocou o dia todo, Rimuru — Guy deu um beijo no topo da cabeça dela, sua voz voltando ao tom sedoso, mas ainda mantendo uma ponta de perigo. — Considere isso apenas o pagamento da primeira parcela. Temos o resto da eternidade para explorar o quanto mais você pode aguentar.

Rimuru sorriu, sentindo-se segura e completamente satisfeita no abraço do ser mais poderoso e possessivo do mundo. O caos entre o Orgulho e a Tempestade nunca terminaria, e, para ela, era exatamente assim que a perfeição deveria ser.