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Pesadelos de Guy

O Alvorecer do Orgulho e o Êxtase da Tempestade

A luz pálida e fria do continente gelado começou a se infiltrar pelas frestas das pesadas cortinas de veludo, pintando o quarto real com tons de azul e prata. Rimuru abriu os olhos lentamente, sentindo o peso do silêncio e o calor reconfortante do corpo de Guy ao seu lado. Por um momento, ela apenas ficou ali, ouvindo a respiração profunda do marido, mas a necessidade de um banho para limpar os vestígios da noite de luxúria começou a falar mais alto.

Ela tentou se impulsionar para fora da cama, mas, no momento em que tentou mover os quadris, uma pontada aguda de dor e prazer misturados percorreu sua espinha. Suas pernas simplesmente não responderam. Elas pareciam feitas de gelatina, trêmulas e desprovidas de qualquer força muscular. A brutalidade da noite anterior — as horas de estocadas profundas, as posições acrobáticas e a força avassaladora de Guy — havia deixado seu corpo físico em um estado de choque delicioso.

— Droga, Guy... — sussurrou ela, soltando uma risadinha anasalada.

Rimuru olhou para baixo e não pôde evitar o sorriso malicioso que surgiu em seus lábios. Sua pele branca leitosa era agora um mapa de possessão. Havia marcas de dedos roxas em sua cintura, mordidas avermelhadas em seus ombros e o rastro seco do sêmen de Guy decorando suas coxas e subindo pelo seu abdômen. Algumas gotas haviam secado em sua bochecha e pescoço, um lembrete visual de como a última rodada havia sido intensa e desregrada.

Com um dedo delicado, ela começou a traçar o contorno de uma marca de dentes particularmente profunda em sua clavícula. Ela sentia a dor latejante, uma dor que sua habilidade de regeneração estava tentando curar, mas que ela, por puro capricho, ordenava mentalmente que Raphael retardasse. Ela queria sentir aquilo. Queria que o peso de Guy continuasse nela mesmo após ele ter saído de dentro de seu corpo.

— Gostando da vista, minha rainha? — A voz de Guy surgiu, rouca e carregada de sono, mas com aquele timbre vibrante que sempre fazia o núcleo de Rimuru pulsar.

Ela virou o rosto para encontrá-lo. Guy estava apoiado em um cotovelo, os cabelos ruivos bagunçados sobre os olhos vermelhos que já brilhavam com uma clareza perigosa. Ele observava a mão de Rimuru acariciando as próprias marcas, e a visão da slime admirando os estragos que ele causara foi o suficiente para fazer o sangue dele ferver instantaneamente.

— Eu estava tentando ir ao banho — disse Rimuru, lançando-lhe um olhar sarcástico e provocador —, mas parece que o "grande Lorde Demônio" esqueceu que eu tenho ossos. Minhas pernas não funcionam, Guy.

Guy soltou uma risada sombria, um som gutural de puro triunfo. Ele deslizou a mão pela cama, agarrando o tornozelo de Rimuru e puxando-a para mais perto, ignorando o fato de que ela ainda estava coberta pelos fluidos dele.

— Elas funcionaram muito bem quando estavam enroladas no meu pescoço às três da manhã — rebateu Guy, seus olhos descendo para o peito de Rimuru, onde as marcas de sucção eram mais evidentes. — E eu não esqueci de nada. Eu planejei exatamente esse resultado. Queria que você acordasse sentindo cada centímetro do meu domínio.

Rimuru sorriu, sentando-se com dificuldade, os cabelos azuis-prateados caindo em cascata sobre seus seios marcados. Ela passou a mão pelo pescoço, espalhando o rastro seco de sêmen com uma naturalidade que deixou Guy ainda mais excitado.

— Pois saiba que você conseguiu — disse ela, inclinando a cabeça de lado. — Essas marcas não vão sair tão cedo. Eu disse ao Raphael para não curar as dores ou os roxos. Quero que todos no Octagrama vejam exatamente o quão possessivo meu marido pode ser quando não tem um dragão por perto para interrompê-lo.

O orgulho de Guy Crimson era uma força da natureza, e as palavras de Rimuru o alimentaram como querosene em uma fogueira. Ver sua esposa, a líder de uma nação poderosa, aceitando e exibindo as marcas de sua "derrota" na cama com tanto prazer, era o prêmio supremo.

— Você é uma criaturinha perversa, Rimuru — Guy disse, movendo-se com a rapidez de um raio.

Antes que ela pudesse reagir, ele a puxou para o seu colo. Rimuru sentiu a rigidez imediata dele pressionando contra sua coxa, quente e exigente. Guy a sentou de frente para ele, as pernas dela abertas ao redor de sua cintura, uma posição que exacerbou a sensibilidade da zona que ele havia castigado a noite toda.

— Guy... — ela arquejou, sentindo o contato da pele suada. — Eu achei que você estivesse satisfeito.

— Eu nunca estou satisfeito quando se trata de você — ele rosnou, selando os lábios nos dela em um beijo que não tinha nada de gentil. Era uma reivindicação, um choque de línguas e dentes que fez Rimuru gemer contra a boca dele.

Guy não perdeu tempo. Suas mãos grandes encontraram os seios de Rimuru, apertando-os com uma urgência renovada. Ele inclinou a cabeça e abocanhou um dos mamilos dela, sugando-o com tanta força que Rimuru soltou um grito agudo, as mãos cravando-se nos ombros largos do demônio.

— Ah! Guy, dói! — exclamou ela, embora estivesse empurrando o peito ainda mais contra a boca dele.

— Eu sei que dói — murmurou ele entre as sucções, mudando para o outro seio e tratando-o com a mesma ferocidade. — E eu sei que você ama essa dor. Eu vou deixar esses seios tão sensíveis que você vai sentir o roçar do seu vestido como se fosse fogo pelo resto do dia.

Rimuru sentiu uma nova onda de lubrificação atingir sua intimidade. A dor nos seios, a fraqueza nas pernas e a visão de Guy, o ser mais orgulhoso do mundo, devorando-a como se ela fosse sua única fonte de vida, era um coquetel inebriante. Ela começou a rebolar no colo dele, sentindo a ponta dele cutucando sua entrada, buscando o calor que já conhecia tão bem.

— Então não pare... — Rimuru sussurrou, puxando o rosto de Guy para cima para que ele pudesse ver a luxúria em seus olhos amarelos. — Se é para me marcar, termine o serviço. Quero que o Veldora sinta o cheiro do seu poder em mim a quilômetros de distância.

Guy soltou um rosnado animal. Ele a ergueu ligeiramente e, com um movimento único e impiedoso, empalou-a. Rimuru jogou a cabeça para trás, o grito de prazer ecoando pelas paredes de pedra do quarto. Era mais intenso do que na noite anterior. O corpo dela já estava sensível, as paredes internas já estavam dilatadas e prontas, e a entrada de Guy pareceu atingir sua alma.

— Você... é... minha! — Guy ditava o ritmo, as mãos agora segurando a nuca de Rimuru, forçando-a a olhar para ele enquanto ele a possuía com uma cadência violenta.

— Sim! — Rimuru gritava, os pulos no colo dele tornando-se desgovernados. — Mais, Guy! Mais!

O som do sexo era o único ruído no quarto — o estalo da pele, os gemidos de Rimuru e os rosnados de Guy. Ele não estava sendo cuidadoso; ele estava usando Rimuru para satisfazer um desejo que parecia crescer quanto mais ele a tomava. Ele chupava seus seios até que eles ficassem com um tom roxo-escuro, mordia seus ombros e pescoço, deixando novas marcas sobre as que ela estava admirando momentos antes.

— Olhe para o que eu estou fazendo com você — Guy ordenou, afastando-se o suficiente para que ela visse o ponto onde seus corpos se uniam, a carne de Rimuru se moldando ao redor dele, esticando-se para acomodar sua grandeza. — Você nunca vai pertencer a mais ninguém. Nem mesmo aquele dragão pode te proteger de mim.

— Eu não quero... ser protegida... — Rimuru arquejou, o orgasmo começando a nublar sua visão. — Eu quero ser usada por você... destruída por você...

Guy acelerou, as estocadas tornando-se curtas e brutais, atingindo o colo do útero de Rimuru repetidamente. Ela entrou em convulsão, as paredes de seu corpo apertando-o em espasmos de puro êxtase. Guy não ficou atrás; com um último rosnado de posse, ele atingiu seu próprio ápice, preenchendo-a novamente, sentindo o calor emanar do centro de Rimuru.

Eles desabaram um contra o outro, Rimuru soluçando de prazer enquanto Guy a mantinha apertada contra si, o coração dele batendo contra o dela em um ritmo frenético.

— Agora... — Guy sussurrou, sua voz voltando a ser o veludo perigoso de sempre — ...agora você pode ir ao banho. Mas eu vou com você. E não pense que a água vai lavar o que eu fiz.

Rimuru, exausta e com os seios latejando de dor, soltou uma risada fraca e feliz.

— Você é um monstro, Guy Crimson.

— Eu sou o seu monstro, Rimuru Tempest — corrigiu ele, levantando-a nos braços como se ela não pesasse nada. — E você não teria de outra forma.

Enquanto ele a carregava em direção às termas privadas, Rimuru olhou para o próprio corpo no espelho do corredor. Ela estava um desastre — coberta de marcas, inchada e trêmula. Ela mal podia esperar para ver a cara de Veldora na próxima reunião, sabendo que, por trás de sua fachada calma e sarcástica, ela carregava o segredo ardente de ser a única criatura capaz de domar, e ser domada, pelo Orgulho Vermelho.