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Por acaso

Entre Sussurros Reais e Desejos Proibidos

A penumbra do quarto real era cortada apenas pelo brilho prateado da lua que insistia em espiar pelas frestas das cortinas pesadas. O silêncio do castelo de Auradon, geralmente solene e quase sagrado, ali dentro era preenchido por uma melodia muito mais carnal e urgente. Hanna sentia o calor da pele de Ben contra a sua, uma conexão que parecia queimar qualquer resquício de protocolo que ainda pudesse existir em suas mentes.

Ela ainda estava por cima dele, sentada em seu colo, sentindo o ritmo acelerado do coração do rei contra o seu próprio peito. Hanna começou a se movimentar lentamente, um balanço hipnótico que testava os limites do autocontrole de Ben. Ela adorava ver como o rosto dele mudava, como a expressão de governante calmo e ponderado dava lugar a algo primitivo, faminto e completamente rendido a ela.

Ben não conseguiu manter as mãos paradas. Elas subiram com urgência, encontrando os seios de Hanna e apertando-os com uma firmeza que a fez arquear as costas.

— Ah... Ben... — O gemido escapou dos lábios dela, um som agudo e necessitado que pareceu vibrar pelas paredes do quarto.

Hanna jogou a cabeça para trás, sentindo o rastro de eletricidade que o toque dele deixava. Ben a puxou para baixo, selando seus lábios em um beijo que era puro fogo. Não havia delicadeza ali; era uma disputa de línguas, um reconhecimento de território. Enquanto a beijava, as mãos dele continuavam a explorar, descendo pelas costas dela, apertando sua cintura e subindo novamente em um carinho possessivo.

Ele se afastou apenas o suficiente para respirar, mas seus lábios logo encontraram o caminho para o pescoço de Hanna. Ele mordiscava e sugava a pele macia, fazendo-a estremecer nos braços dele. Em um movimento ágil e coordenado, Ben inverteu as posições. Hanna sentiu o colchão macio contra suas costas e, em um segundo, o peso reconfortante dele estava por cima dela.

Ben começou a descer o caminho de beijos, sua boca traçando uma linha de fogo pela clavícula de Hanna até chegar aos seus seios. Ele se demorou ali, provocando-a com uma lentidão torturante, antes de continuar a descida. Quando os lábios dele tocaram sua barriga, Hanna sentiu todos os seus músculos se contraírem.

— Você é tão linda, Hanna — murmurou ele contra a pele dela, a voz rouca e vibrante. — Tão perfeita. Minha rainha selvagem.

Hanna agarrou o cabelo curto de Ben, os dedos se perdendo nos fios enquanto ela mordia o próprio lábio inferior, tentando não gritar o nome dele para todo o castelo ouvir. O toque de Ben era estudado, quase como se ele estivesse decorando cada centímetro dela. Ele desceu os beijos até o quadril, enquanto uma de suas mãos deslizava pela perna dela, subindo lentamente pela coxa, um carinho que a deixava em brasas.

— Ben, por favor... — ela ofegou, a voz falhando.

Ele subiu novamente, mas parou na altura da barriga dela, depositando beijos ali enquanto sua mão subia para o pescoço de Hanna, não para apertar, mas para sentir a pulsação frenética dela sob seus dedos. Ele a olhou nos olhos por um segundo — um olhar carregado de uma promessa antiga e de um desejo imensurável — antes de atacá-la com um beijo intenso e faminto.

As mãos de Ben se perderam no longo cabelo preto de Hanna, segurando-o com uma firmeza que a fazia se sentir completamente dominada e, ao mesmo tempo, livre. Ele voltou ao pescoço dela, e desta vez o contato foi tão intenso que Hanna revirou os olhos, sentindo o mundo girar. Suas costas se ergueram do colchão em um arco instintivo, e um gemido longo e profundo preencheu o ar.

— Você é minha, Hanna — sussurrou Ben contra o ouvido dela, a voz carregada de uma autoridade que não vinha da coroa, mas do coração. — Só minha. De mais ninguém. Entendeu?

Hanna, lutando para encontrar fôlego, apenas conseguia concordar com a cabeça, a mente nublada pelo prazer.

— Sim... só sua... — ela respondeu de forma ofegante, sentindo-se a pessoa mais sortuda de todos os reinos.

O resto da noite foi uma celebração silenciosa e intensa daquele amor improvável. Eles se perderam em toques, sussurros e promessas que só o silêncio da madrugada poderia guardar. Não havia mais heróis, vilões ou expectativas sociais. Havia apenas Hanna e Ben, dois jovens que descobriram que, no fim das contas, a verdadeira magia não estava em varinhas ou feitiços, mas na entrega absoluta de um ao outro.

Quando o cansaço finalmente os venceu, eles ficaram deitados de lado, as pernas entrelaçadas sob os lençóis agora bagunçados. Hanna descansava a cabeça no braço de Ben, sentindo o calor constante dele.

— Eu jurava que a Fada Madrinha ia aparecer aqui batendo na porta que nem uma louca depois de escutar o gemido que você me fez dar — Hanna comentou com um fio de voz, soltando uma risadinha fraca.

Ben sorriu, beijando o topo da cabeça dela.

— Ela já deve estar dormindo, Hanna. Na verdade, o castelo inteiro deve estar no décimo sono. E, honestamente? Aquele foi o som mais bonito que eu já ouvi na vida.

Hanna deu um tapinha leve no peito dele, sentindo o rosto esquentar.

— Você é um bobo, Ben.

— Talvez — ele concordou, fechando os olhos. — Mas sou o seu bobo. E você é a minha rainha do caos.

Hanna sorriu, fechando os olhos também. No dia seguinte, haveria reuniões, decretos e as maluquices da Fada Madrinha para lidar. Mas ali, naquele momento, o mundo estava em perfeita ordem. E ela não mudaria absolutamente nada.