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Sexo sexo

O Santuário de Vidro e Obsidiana

Os meses que se seguiram àquela noite no estúdio foram uma montanha-russa de descobertas. Bang Chan não era mais o homem que fugia de si mesmo em braços de modelos; ele havia se tornado um devoto. Seungmin, por sua vez, floresceu sob a atenção possessiva do líder, embora sua língua afiada e seu jeito levemente babaca de "provocar por esporte" continuassem intactos. Eles eram fogo e gasolina, uma mistura que consumia os lençóis do dormitório e os bancos traseiros de vans escuras.

No entanto, havia um elemento que sempre orbitava o casal, uma presença sólida e silenciosa que parecia entender os dois melhor do que eles mesmos: Changbin.

Changbin era o melhor amigo de Chan, o pilar de força do grupo e, teoricamente, o membro mais "hétero" e focado no trabalho. Mas a tensão no ar mudou. Changbin via os olhares, via as marcas de cordas que Seungmin tentava esconder sob as golas altas e, acima de tudo, via como Chan parecia sobrecarregado pela própria intensidade.

A ideia surgiu em uma noite de chuva em Seul, dentro do apartamento privado que Chan havia alugado para terem mais liberdade. O clima estava denso, carregado de um desejo que dois corpos pareciam não ser mais capazes de conter sozinhos.

— Channie... — Seungmin murmurou, sentado no colo do líder enquanto este beijava seu pescoço. — Você viu como o Changbin olhou para a gente hoje no ensaio?

Chan parou o movimento, os olhos escurecendo.

— Ele é meu melhor amigo, Seungmin. Ele sabe de tudo.

— Eu sei que ele sabe — Seungmin sorriu de forma travessa, aquele brilho de "garoto malvado" retornando aos seus olhos. — Mas ele não olha só para você. Ele olha para o jeito que você me toca. Ele olha para a minha boca. Você não acha que ele está... curioso?

Chan sentiu uma pontada de ciúmes, mas, estranhamente, ela veio acompanhada de um frisson de excitação. Ele confiava em Changbin com sua vida. A ideia de compartilhar o que havia de mais precioso com o homem em quem mais confiava era, ao mesmo tempo, aterrorizante e viciante.

— Ele está lá fora, não está? — Chan perguntou, a voz rouca. — Ele veio para terminar de produzir a track nova.

Seungmin apenas assentiu, descendo do colo de Chan e caminhando até a porta do quarto. Ele a abriu apenas um pouco, revelando Changbin sentado no sofá da sala, com fones de ouvido no pescoço e um olhar perdido no horizonte.

— Changbin-hyung? — a voz de Seungmin cortou o silêncio.

Changbin se virou, os músculos dos braços tensos sob a camiseta regata preta. Ele olhou para Seungmin, depois para Chan, que agora estava de pé atrás do mais novo. O entendimento passou entre os três como uma corrente elétrica.

— Vocês têm certeza disso? — Changbin perguntou, a voz mais grave do que o normal. Ele não fingiu que não entendia o convite implícito.

— Entra, Binnie — Chan disse, estendendo a mão. — Não há segredos entre nós.

Changbin se levantou lentamente, caminhando em direção ao quarto. O espaço parecia ter ficado menor com a presença dele. O ar estava saturado com o cheiro de perfume caro, suor e a promessa de algo proibido.

— Eu não quero estragar o que vocês têm — Changbin disse, parando na frente de Seungmin. Ele tocou o rosto do mais novo com o polegar, um gesto carregado de uma ternura que ele raramente demonstrava.

— Você não vai estragar — Seungmin sussurrou, fechando os olhos sob o toque. — Você vai completar.

O beijo que se seguiu foi o estopim. Chan puxou Changbin pelo colarinho enquanto Seungmin se pressionava contra as costas do amigo. Era uma dança de três, um emaranhado de línguas e mãos exploradoras. Changbin, com sua força bruta, ergueu Seungmin como se ele não pesasse nada, jogando-o na cama de lençóis de seda preta.

— Ele é tão bonito, não é? — Changbin comentou para Chan, enquanto começava a desabotoar a calça de Seungmin.

— É a coisa mais linda que eu já possuí — Chan respondeu, já despindo a própria camisa, revelando o peito largo e definido.

A dinâmica mudou instantaneamente. Chan assumiu seu papel natural de comando, mas agora ele tinha um aliado. Eles despiram Seungmin com uma urgência coordenada. O mais novo estava em êxtase, o peito subindo e descendo rapidamente, os olhos vidrados alternando entre os dois homens mais velhos.

— Hoje você vai aprender o que é ser realmente cuidado, Minnie — Chan sussurrou, posicionando-se atrás da cabeça de Seungmin, oferecendo-se para o mais novo enquanto Changbin se ajoelhava entre as pernas dele.

— Por favor... eu quero os dois — Seungmin implorou, a arrogância de antes dando lugar a uma necessidade faminta.

Changbin não perdeu tempo. Ele começou a preparar Seungmin, seus dedos grossos e habilidosos trabalhando a entrada já ansiosa do mais novo. Ao mesmo tempo, Chan guiava a cabeça de Seungmin, preenchendo sua boca e dominando seus sentidos superiores. Seungmin estava no paraíso e no inferno simultaneamente; ele não conseguia focar em apenas uma sensação.

— Ele está tão apertado, Chan — Changbin rosnou, sentindo os músculos de Seungmin pulsarem ao redor de seus dedos. — Você o mima demais.

— Então me ajude a alargá-lo — Chan respondeu, os olhos fixos no prazer de Seungmin.

Quando Changbin finalmente entrou, Seungmin soltou um grito abafado contra a pele de Chan. A espessura de Changbin era diferente, preenchendo-o de uma forma que o fazia sentir que ia partir ao meio, mas a dor era rapidamente eclipsada por ondas de prazer visceral.

— Isso... Hyung... mais! — Seungmin gemia, as unhas cravando-se nos lençóis.

Chan, vendo que Seungmin estava devidamente aclimatado à presença de Changbin, mudou de posição. Ele se colocou atrás de Changbin por um momento, observando o amigo foder o namorado, antes de decidir que queria sua parte.

— De quatro, Seungmin — Chan ordenou.

Seungmin obedeceu mecanicamente, os sentidos já nublados. Changbin se posicionou na frente dele, deixando que Seungmin o tomasse com a boca novamente, enquanto Chan se preparava atrás.

— Você está pronto para isso? — Chan perguntou, a mão espalmada nas costas de Seungmin, sentindo o tremor do corpo do mais novo.

— Eu quero... eu preciso de vocês dois dentro de mim — Seungmin conseguiu articular entre os movimentos que fazia em Changbin.

Chan não hesitou. Ele lubrificou a si mesmo e a entrada de Seungmin, que já estava ocupada pelo ritmo constante de Changbin. Com um movimento lento e calculado, Chan começou a se forçar para dentro, dividindo o espaço com o amigo.

O som que saiu de Seungmin foi algo que nenhum dos dois jamais esqueceria. Foi um grito de sobrecarga sensorial, um som que beirava o agônico, mas que terminava em um suspiro de puro deleite. A sensação de ter dois homens, os dois pilares de sua vida, reivindicando seu corpo ao mesmo tempo, era mais do que ele poderia processar.

— Meu Deus... — Changbin arfou, sentindo o aperto impossível de Seungmin ao redor de ambos. — Chan, ele é... ele é perfeito.

— Eu te disse — Chan rosnou, começando a se mover em sincronia com Changbin.

O ritmo era hipnótico. Changbin e Chan moviam-se como se fossem um único organismo, um empurrando enquanto o outro recuava, esticando as paredes internas de Seungmin até o limite absoluto. Seungmin era uma poça de tesão e fluidos. Suas pernas tremiam tanto que ele mal conseguia se sustentar, sendo mantido firme apenas pelas mãos fortes de Chan em seus quadris e pelos braços de Changbin que o envolviam pela frente.

— Eu vou... eu vou quebrar... — Seungmin delirava, a cabeça jogada para trás, os olhos revirando.

— Você não vai quebrar — Chan sussurrou em seu ouvido, a voz como um trovão. — Você vai aguentar cada centímetro. Você nasceu para isso, Minnie. Para ser nosso.

A intensidade aumentou. O som de pele batendo contra pele e os gemidos guturais dos três preenchiam o quarto. Seungmin já havia gozado duas vezes sem sequer ser tocado na frente, apenas pela pressão interna e pela estimulação da próstata que era atingida por dois ângulos diferentes.

— Eu estou quase lá — Changbin avisou, sua voz falhando enquanto ele acelerava as estocadas.

— Eu também — Chan respondeu, apertando a cintura de Seungmin com tanta força que deixaria marcas por dias.

Em um clímax coordenado, os dois despejaram tudo dentro de Seungmin. O mais novo sentiu o calor inundá-lo, uma sensação de plenitude que o fez gritar o nome dos dois até sua voz falhar. Ele gozou pela quinta vez, um orgasmo tão violento que o deixou sem ar, o sêmen sujando seu próprio rosto e o peito de Changbin.

Eles desabaram na cama, um emaranhado de membros, suor e exaustão. Seungmin estava no centro, os olhos vidrados, o corpo ainda tendo espasmos involuntários. Ele era, literalmente, uma poça de prazer.

— Você está bem? — Changbin perguntou minutos depois, a voz suave, enquanto acariciava o cabelo suado de Seungmin.

Seungmin não conseguiu responder com palavras. Ele apenas soltou um suspiro trêmulo e se aconchegou mais ao peito de Changbin, enquanto Chan o abraçava por trás, cobrindo os dois com o próprio corpo.

— Eu acho que isso responde à sua pergunta — Chan riu baixo, beijando a nuca de Seungmin.

— Nunca mais... — Seungmin começou, a voz rouca — nunca mais ousem fazer isso sem o outro.

Changbin e Chan trocaram um olhar cúmplice sobre a cabeça de Seungmin. A negação de Chan havia acabado há meses, mas aquela noite havia selado algo novo. O segredo deles, o pequeno santuário de vidro e obsidiana que haviam construído, agora era inquebrável.

— Prometido — disseram os dois, em uníssono.

Lá fora, a chuva continuava a cair sobre Seul, mas dentro daquele quarto, o tempo havia parado. Seungmin, exausto e completamente satisfeito, adormeceu sentindo o peso e o calor dos dois homens que agora eram seu mundo inteiro. Ele não era mais apenas o "filhote" ou o membro mais novo; ele era o centro de gravidade de uma força que nada no mundo dos idols poderia destruir.