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Taekookmin

Pulsos de Veludo e Correntes de Ouro

O sol da manhã filtrava-se pelas persianas automatizadas da suíte master, desenhando listras de luz sobre a pele de Park Jimin. Ela despertou sentindo-se flutuar em um mar de cetim, mas o peso reconfortante em ambos os lados de seu corpo a trazia de volta à realidade luxuosa de sua nova vida. Jungkook ainda dormia com o rosto enterrado em seu ombro, uma das mãos possessivamente fechada sobre o tornozelo dela, enquanto Taehyung, já desperto, apoiava-se em um cotovelo, lendo algo em um tablet enquanto acariciava os cabelos loiros de Jimin com a mão livre.

— Bom dia, pequena — murmurou Taehyung, depositando um beijo casto em sua testa. — Dormiu bem?

— Como se estivesse nas nuvens — respondeu ela, a voz ainda rouca, espreguiçando-se com cautela para não acordar o gigante adormecido ao seu lado. — Que horas são?

— Tarde o suficiente para eu ter cancelado suas três primeiras reuniões — Taehyung sorriu, um gesto calmo que escondia o poder implacável que ele exercia lá fora. — Hoje o dia será diferente. Jungkook e eu temos assuntos da organização para resolver no porto, mas você tem uma tarefa especial aqui na mansão.

Jimin sentiu o aperto no tornozelo aumentar levemente. Jungkook abriu um dos olhos, o brilho escuro e intenso focado imediatamente nela.

— Ela não vai ficar sozinha, Tae — Jungkook disse, a voz vibrando com um tom baixo que sempre fazia o estômago de Jimin dar voltas. — O mestre de equitação chega às dez. E o novo "escritório" dela precisa de uma inauguração oficial.

Após um banho compartilhado onde o controle e o carinho se misturaram em toques possessivos sob a água quente, Jimin foi conduzida ao que eles chamavam de seu novo espaço de trabalho. Quando Taehyung abriu as portas duplas de vidro no final do corredor leste, Jimin parou, sem fôlego. Não era apenas um escritório; era um santuário de tecnologia e opulência. Uma mesa de mogno maciço ficava de frente para uma parede de monitores que monitoravam o mercado financeiro e as rotas de carga da máfia em tempo real. Mas, no canto da sala, havia uma chaise-longue de veludo vermelho e uma pequena estante que continha não apenas livros de direito e economia, mas também uma coleção de diários em couro e... instrumentos de seda.

— Este é o seu domínio — Jungkook explicou, parando atrás dela e envolvendo sua cintura. — Aqui, você é a mente por trás da nossa força. Mas lembre-se da cláusula quarta do contrato, Jimin.

Jimin fechou os olhos, recitando mentalmente:

— "A submissa deve estar disponível para seus mestres a qualquer momento, interrompendo qualquer tarefa profissional se assim for ordenado".

— Exatamente — Taehyung interveio, aproximando-se com uma pequena caixa de veludo negro. — E para garantir que você nunca se esqueça de quem é o tempo que você gerencia, use isto hoje.

Ele abriu a caixa, revelando um relógio de pulso que era uma obra de arte em ouro e diamantes, mas com uma particularidade: a pulseira era, na verdade, uma algema fina e delicada que exigia uma chave minúscula para ser removida.

— É lindo — Jimin sussurrou, estendendo o pulso esquerdo.

— É um símbolo, boneca — Jungkook disse, enquanto Taehyung prendia a joia no pulso dela. — Você controla o tempo do mundo, mas nós controlamos o seu.

Os dois homens partiram para os negócios da máfia pouco depois, deixando Jimin sob a vigilância discreta de uma equipe de segurança de elite. No entanto, o isolamento durou pouco. Como prometido, o mestre de equitação a aguardava nos estábulos recém-construídos nos fundos da propriedade.

Caminhando pelo gramado impecável, vestindo calças de montaria de grife e botas de couro que cheiravam a novo, Jimin sentiu uma liberdade que não experimentava há anos. Ao entrar no haras, ela viu o presente: um garanhão branco puro, de linhagem árabe, cujos olhos inteligentes pareceram reconhecê-la imediatamente.

— Ele se chama "Sérpico" — disse o instrutor, curvando-se respeitosamente. — O senhor Jeon disse que a senhora tem mão firme para lidar com temperamentos difíceis.

Jimin sorriu, acariciando o focinho do animal.

— Eu trabalho com Jeon Jungkook e Kim Taehyung. Temperamentos difíceis são minha especialidade.

A tarde foi gasta em um galope revigorante pelas trilhas privadas da propriedade. Por algumas horas, Jimin não era a secretária que carregava segredos de sangue, nem a submissa que se ajoelhava no tapete da sala. Ela era apenas Park Jimin, sentindo o vento no rosto e a força do animal sob seu comando. Mas, mesmo ali, o peso do relógio-algema em seu pulso era um lembrete constante de sua âncora.

Ao retornar para a mansão, o sol já começava a se pôr, pintando o céu de tons de laranja e violeta. Ela encontrou a casa silenciosa, mas carregada de uma eletricidade familiar. No centro da sala de estar, sobre a mesa de centro de mármore, havia um envelope de papel pesado e uma taça de vinho tinto.

Jimin tomou um gole do vinho e abriu o envelope. Era um bilhete escrito com a caligrafia elegante de Taehyung:

"Vá para o seu escritório. O monitor central tem uma mensagem para você. Use o que deixamos sobre a cadeira. Obedeça."

O coração de Jimin acelerou. Ela subiu as escadas e entrou em seu escritório. Sobre a cadeira de couro, havia um conjunto de lingerie de renda preta, tão minimalista que era quase inexistente, e um par de saltos altos agulha. Ela se trocou rapidamente, sentindo a vulnerabilidade da nudez parcial misturada ao poder que aquele lugar emanava.

Ao ligar o monitor central, a imagem de uma sala de conferências escura surgiu. Jungkook e Taehyung estavam sentados em cabeceiras opostas de uma mesa longa, cercados por homens armados e sombras. Era uma reunião de cúpula da máfia em algum lugar do porto de Incheon. Eles não podiam vê-la, mas ela podia ouvi-los.

— A carga está atrasada, senhor Jeon — disse uma voz trêmula do outro lado da linha de áudio.

— O atraso não é o problema, Min-ho — a voz de Jungkook saiu fria, cortante como vidro. — O problema é a mentira. Minha secretária me informou que os documentos foram assinados há três dias. Onde está o dinheiro?

Jimin percebeu então o que estava acontecendo. Eles estavam usando o conhecimento dela, a inteligência que ela havia processado mais cedo, para encurralar um traidor em tempo real. Ela se sentou na chaise-longue, observando a dinâmica de poder. Era excitante ver como eles operavam no mundo exterior, sabendo que, em poucas horas, aqueles mesmos homens estariam rendidos ao cheiro do seu perfume.

De repente, a câmera de Taehyung girou levemente, e Jimin percebeu que ele havia ativado o canal de retorno. Ele podia vê-la. Ele olhou diretamente para a lente, um sorriso imperceptível brincando nos lábios enquanto ele ouvia as súplicas do traidor.

— Jimin — a voz de Taehyung soou pelo alto-falante do escritório, mas os homens na reunião não podiam ouvi-lo, pois ele usava um ponto eletrônico. — Você está assistindo, querida?

— Sim, senhor Kim — ela respondeu, sabendo que ele podia ler seus lábios.

— Jungkook quer que você decida — Taehyung continuou, mantendo a expressão gélida para os homens à sua frente. — Min-ho diz que tem uma família. Ele implora por misericórdia. O que a nossa Sentinela diz?

Jimin endireitou a postura, sentindo o peso da responsabilidade. Ela conhecia os registros de Min-ho. Ele estava roubando da organização há meses para sustentar um vício em jogos, colocando em risco a segurança de centenas de famílias leais à máfia.

— A lealdade é a única moeda que aceitamos, senhor — disse Jimin, sua voz firme apesar da pouca roupa. — Se a moeda é falsa, o contrato é nulo. A punição deve ser exemplar para que os outros não esqueçam o valor da honestidade.

No monitor, ela viu Jungkook inclinar-se para frente. Ele não podia ouvir a voz dela, mas Taehyung repetiu a sentença com um aceno de cabeça. Jungkook levantou-se lentamente, tirando uma arma do coldre de couro sob o paletó.

— Você ouviu a sentença, Min-ho — disse Jungkook. — E minha pequena nunca erra em seus julgamentos.

A tela ficou preta antes que o disparo fosse efetuado, mas o som ecoou no escritório de Jimin, fazendo-a estremecer. Ela permaneceu em silêncio, o peso do que acabara de acontecer assentando em seus ombros. Ela não era apenas uma submissa para o prazer deles; ela era parte da engrenagem de morte e justiça que eles comandavam.

Cerca de uma hora depois, o som do motor de um carro esportivo ecoou no pátio. Jimin permaneceu em seu escritório, exatamente como fora instruída. Quando a porta se abriu, Jungkook e Taehyung entraram. Havia um cheiro de pólvora e perfume caro impregnado neles.

Jungkook caminhou até ela, seus olhos percorrendo seu corpo com uma luxúria sombria.

— Você foi magnífica hoje — ele disse, puxando-a para cima e prendendo-a contra a mesa de mogno. — O modo como você deu a ordem... você nasceu para isso, Jimin.

— Eu apenas segui a lógica que vocês me ensinaram — ela respondeu, as mãos repousando nos ombros largos dele.

Taehyung aproximou-se, retirando a chave minúscula do bolso e abrindo a algema do relógio de Jimin, apenas para prender o pulso dela ao de Jungkook por um momento.

— Você tomou uma decisão difícil hoje — Taehyung disse, acariciando o rosto dela com os dedos frios. — E decisões difíceis exigem um tipo especial de relaxamento. Você está pronta para deixar o mundo lá fora e voltar para o nosso?

— Por favor — ela suplicou, sentindo a necessidade de ser cuidada e comandada após a tensão do dia.

Eles a levaram para o quarto principal, mas antes de chegarem à cama, Jungkook parou em frente ao grande espelho de moldura dourada.

— Olhe para você, Jimin — ele ordenou.

Ela olhou. Viu uma mulher poderosa, adornada com joias que valiam fortunas, marcada pela proteção de dois dos homens mais perigosos da Ásia. Viu a submissão em seus olhos e a força em sua postura.

— Você é a nossa rainha de sombras — Taehyung sussurrou em seu ouvido, começando a abrir o zíper de sua própria calça. — E esta noite, vamos recompensar sua lealdade com cada grama de prazer que o seu corpo puder suportar.

A noite que se seguiu foi uma sinfonia de controle e entrega. Não havia pressa. Jungkook era intenso, suas mãos grandes deixando marcas temporárias na pele clara de Jimin, enquanto Taehyung era o maestro, ditando o ritmo, garantindo que cada sensação fosse levada ao limite. Eles a usaram, a adoraram e a moldaram, transformando o estresse da vida na máfia em uma explosão de sentidos.

Em algum momento da madrugada, enquanto Jimin estava deitada entre eles, exausta e com o coração finalmente em paz, ela sentiu Jungkook puxar sua mão.

— Amanhã você começa a gerenciar o haras oficialmente — ele disse, com a voz embargada pelo cansaço. — E o escritório de Seul terá uma nova regra. Ninguém entra na sua sala sem a minha permissão ou a do Tae. Você não é mais apenas a secretária.

— Eu sei — Jimin murmurou, fechando os olhos. — Eu sou de vocês.

— Sim — Taehyung completou, abraçando-a por trás, sua respiração acalmando-se conforme o sono chegava. — E nós somos o seu porto seguro. O contrato pode ser de ouro e sombras, Jimin, mas o que nos une é muito mais profundo que papel e tinta.

Dormindo sob a proteção de seus mestres, Jimin soube que, embora o mundo exterior a visse como uma peça no tabuleiro da máfia, ali, entre aquelas quatro paredes, ela era o centro de um universo particular, onde a dor de uma decisão difícil era sempre curada pelo prazer de pertencer.