Tf is This???
Batimentos Cardíacos e Tinta Fresca
O fim de semana de Sua foi uma tortura silenciosa, pontuada por rabiscos frenéticos em seu caderno que ela acabava rasgando minutos depois. Cada vez que fechava os olhos, sentia a pressão das mãos de Mizi contra o metal do armário e o gosto doce e amargo de café que parecia ter ficado impregnado em sua alma. Ela se sentia a pessoa mais covarde do mundo por ter fugido, mas, ao mesmo tempo, o pânico de ser apenas um "experimento" de Mizi a consumia.
Segunda-feira chegou com um céu nublado e uma tensão que Sua sentia vibrar em seus ossos. Ela caminhou pelos corredores como uma sombra, evitando os lugares onde Mizi costumava ficar. Durante as primeiras aulas, seus olhos roxos buscavam constantemente as pontas azuis daquele cabelo rosa, mas Mizi parecia ter evaporado.
Quando o sinal do intervalo tocou, Sua sentiu que precisava de ar. Ou melhor, de isolamento. Luka e Hyuna haviam se enfiado na biblioteca; ele estava tentando, com uma paciência quase científica, explicar física para uma Hyuna que parecia mais interessada em ver vídeos de manobras de skate no celular. Ivan e Till simplesmente não apareceram, provavelmente matando aula em algum fliperama ou garagem barulhenta.
Sua caminhou até o prédio das artes. A sala de pintura era seu refúgio, o único lugar onde o cheiro de terebintina e tinta a óleo conseguia acalmar o caos em seu peito. A sala estava vazia, mergulhada em uma luz suave que entrava pelas janelas altas. Ela entrou, deixando a mochila em um canto, e suspirou, sentindo o silêncio a envolver.
O estalo seco da porta fechando e o som da tranca girando a fizeram dar um pulo.
Ao se virar, seu coração quase saiu pela boca. Mizi estava encostada na porta, com os braços cruzados sobre o blazer preto. O cabelo rosa estava preso em um coque bagunçado, com alguns fios soltos caindo sobre o rosto, e seus olhos dourados brilhavam com uma mistura de diversão e algo muito mais predatório.
— Fugiu de mim por que, Sua? — A voz de Mizi ecoou pela sala vazia, carregada de um sarcasmo suave. — Estava ficando tão legal na sexta-feira.
Sua deu um passo para trás, tropeçando em um cavalete.
— Eu... eu não fugi. Eu só... tive um compromisso.
— Mentir é feio, sabia? — Mizi começou a caminhar em direção a ela, os passos lentos e decididos.
Sua tentou contornar a mesa central para chegar à saída, mas Mizi foi mais rápida. Ela estendeu o braço, bloqueando o caminho de Sua. Não havia força no gesto, apenas uma barreira firme. Sua parou, a respiração ficando curta, o rosto começando a arder.
— Mizi, por favor... — Sua murmurou, sem saber o que pedir.
Sem dizer uma palavra, Mizi segurou os ombros de Sua e a guiou para trás, até que as costas da garota batessem na borda da grande mesa de madeira do professor. Com um movimento ágil, Mizi segurou a cintura de Sua e a levantou, sentando-a na mesa. Mizi deu um passo à frente, posicionando-se exatamente entre as pernas de Sua, prendendo-a ali.
A proximidade era avassaladora. Mizi levou a mão ao rosto de Sua, afastando uma mecha de cabelo preto para trás da orelha com uma delicadeza que contrastava com a intensidade de seu olhar.
— Por que você correu, Sua? — Mizi perguntou novamente, a voz baixinha, quase um sussurro contra a pele dela.
Sua não respondeu. Ela sentia que se abrisse a boca, apenas um som ininteligível sairia.
— Hein? — Mizi insistiu, inclinando o rosto, a ponta do nariz roçando na bochecha de Sua.
O silêncio de Sua pareceu ser o gatilho. Mizi segurou as coxas de Sua por baixo da saia preta e a puxou bruscamente para a beirada da mesa, colando o corpo de ambas. A intimidade de Sua, protegida apenas pelo tecido fino, pressionou-se contra a barriga de Mizi. O choque térmico e a pressão fizeram Sua soltar um arquejo.
Mizi segurou o queixo de Sua com firmeza, forçando-a a manter o contato visual.
— Responde.
Sua desviou o olhar, as lágrimas de nervosismo começando a brotar nos cantos dos olhos.
— Eu tive medo — Sua confessou, a voz trêmula. — Medo de que você estivesse só brincando. De que eu fosse só... um passatempo porque você estava no tédio.
Mizi suavizou a expressão por um segundo, mas não se afastou.
— Você é muita coisa, Sua, mas um passatempo não é uma delas.
Mizi não deu tempo para tréguas. Ela atacou os lábios de Sua com uma fome renovada, enfiando a língua com uma urgência que não deixava espaço para dúvidas. Sua retribuiu o beijo com um desespero acumulado, as mãos agarrando o blazer de Mizi como se aquilo fosse a única coisa que a impedia de cair em um abismo.
Enquanto a língua de Mizi explorava cada canto da boca de Sua, suas mãos começaram a trabalhar com uma agilidade surpreendente. Mizi soltou os botões da blusa social branca de Sua, um por um, enquanto o beijo se tornava mais profundo, mais úmido. Ela deslizou o blazer de Sua pelos ombros, deixando a peça cair no chão da sala de artes.
Quando a blusa de Sua caiu, revelando apenas o sutiã de renda escura, Sua sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Mizi levou o braço para trás das costas de Sua, e com um clique seco, desabotoou o fecho.
Sua sentiu o ar frio da sala tocar sua pele. Ela estava morrendo de vergonha, o rosto virado para o lado, as bochechas em um tom de rosa violento. Suas mãos apertavam a beirada da mesa de madeira com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos.
Mizi se afastou apenas alguns centímetros, parando para observar. Seus olhos dourados percorreram o corpo de Sua, descendo pelos ombros pálidos até os seios pequenos e delicados que agora estavam expostos.
— O que foi? — Sua perguntou em um fio de voz, notando o silêncio de Mizi. — É... é feio?
— Não — Mizi respondeu, a voz rouca e carregada de uma sinceridade que Sua nunca tinha ouvido nela. — É perfeito. Você é linda, Sua.
Mizi inclinou-se e desceu a boca para o peito de Sua. Quando a língua quente de Mizi encontrou o mamilo ereto, a cabeça de Sua pendeu para trás, os olhos fechando-se com força. Ela mordeu o lábio inferior, tentando abafar os suspiros que ameaçavam escapar por entre seus dentes.
O calor que subia pelo corpo de Sua era insuportável. Mizi subiu a saia preta de Sua e, com um movimento decidido, desceu a calcinha da garota até a altura das canelas. Sua sentiu-se completamente vulnerável, exposta sobre a mesa do professor, cercada por telas e tintas.
Mizi subiu o corpo novamente, beijando o pescoço de Sua, onde o pulso da garota batia freneticamente.
— Posso? — Mizi murmurou contra a pele dela.
— Sim... — Sua respondeu em um gemido baixo, a palavra mal saindo de sua garganta.
Mizi não hesitou. Ela deslizou dois dedos para dentro da intimidade já úmida de Sua. O impacto fez Sua dar um solavanco na mesa. Mizi começou a bombear, um ritmo constante e profundo que fazia as pernas de Sua tremerem violentamente a cada movimento.
Sua inclinou-se para frente, enterrando o rosto no ombro de Mizi. Ela mordeu o tecido do uniforme da outra garota, tentando desesperadamente silenciar os gemidos que agora saíam sem controle. Mizi adicionou velocidade, sentindo a resistência de Sua diminuir enquanto a garota se entregava ao prazer.
— Mizi... por favor... — Sua implorava, as unhas cravando-se nos ombros de Mizi, as pernas balançando no ar, incapazes de encontrar apoio, mesmo estando sentada.
Mizi continuou, focada no prazer de Sua, sentindo as contrações começarem a envolver seus dedos. Ela beijou a testa suada de Sua, sussurrando palavras desconexas enquanto a levava ao limite. Quando o ápice finalmente atingiu Sua, a garota soltou um grito abafado contra o pescoço de Mizi, o corpo inteiro retesando-se antes de desabar, exausto, contra o peito da garota de cabelos rosa.
O silêncio voltou à sala de artes, preenchido apenas pelas respirações pesadas das duas. Mizi retirou os dedos lentamente e abraçou Sua, mantendo-a firme contra si.
— Viu? — Mizi sussurrou, acariciando o cabelo preto curto. — Nada de fugir agora.
Sua, ainda trêmula e com o rosto escondido, apenas apertou o abraço. O medo ainda estava lá, em algum lugar, mas pela primeira vez, a certeza de que Mizi a queria era muito maior do que qualquer insegurança. Naquela sala de artes, entre o cheiro de tinta e o eco de gemidos, o mundo escolar e suas regras pareciam ter deixado de existir. Havia apenas elas, e o começo de algo que nenhum desenho melancólico seria capaz de retratar.