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The cat under my bed

O Banquete de Sangue e a Luxúria no Corredor

A rotina da escola secundária era um veneno lento para Sally Sheldon. Sentada na última fileira da sala de aula, ela ignorava a voz monótona do professor de história sobre revoluções passadas. Para Sally, a única revolução que importava estava escondida sob sua pele, no latejar constante que o encontro da noite anterior deixara. Ela ajeitou a franja azulada, sentindo o peso da Polaroid Now+ em sua bolsa. Sob a mesa, seu celular vibrou.

O visor brilhou com uma mensagem de um número desconhecido, mas ela sabia quem era. O texto era tão obsceno que faria um marinheiro corar: "Sinto o cheiro do seu suor daqui de fora, cadelinha. Quero sentir o gosto do mirtilo misturado com o ferro do sangue hoje. Vou te foder tanto que você vai esquecer como se caminha. Me encontre atrás do ginásio em cinco minutos, ou eu entro aí e arranco a cabeça desse velho que não para de falar."

Sally sentiu uma onda de calor percorrer seu corpo. Ela se levantou bruscamente, murmurando uma desculpa sobre um mal-estar, e saiu sob o olhar confuso dos colegas.

O dia estava nublado, as nuvens pesadas como chumbo. Atrás do ginásio, perto das lixeiras industriais, o ar estava carregado. Foi quando ela o viu. Não na forma de gato, mas naquele disfarce humano pálido e inquietante que ele usara antes. Ele estava encurralando um garoto do time de futebol — um tipo atlético, ruidoso e "heróico" que costumava zombar do jeito retraído de Sally.

— Por favor, cara, eu te dou meu relógio! — implorava o atleta, prensado contra a parede de tijolos.

Caramel, no corpo do jovem pálido, virou a cabeça em um ângulo de noventa graus quando viu Sally se aproximar. O sorriso que se abriu em seu rosto humano era largo demais, rasgando levemente o canto da boca falsa.

— Olha só, Sally... o lanche chegou cedo — disse Caramel, a voz oscilando entre o humano e o som de um disco arranhado.

— Ele é um dos que se acham heróis, Caramel — disse Sally, cruzando os braços, os olhos brilhando de antecipação. — Ele acha que o mundo pertence aos fortes e bons.

— Então vamos ver o que tem dentro de um herói — rosnou a criatura.

Em um borrão de movimento, o disfarce humano de Caramel se desfez. O Cartoon Cat explodiu em sua forma original, os membros de borracha preta chicoteando o ar. Com um movimento seco, ele agarrou a cabeça do atleta. O som de ossos quebrando ecoou pelo pátio vazio. Sally não desviou o olhar; ela pegou sua Polaroid e disparou um flash no momento exato em que os dentes de piano de Caramel se fecharam sobre o ombro do rapaz, arrancando um pedaço imenso de carne.

O sangue espirrou no vestido preto de Sally, manchando os laços azul-anil. Ela passou o dedo em uma gota que atingira seu lábio e a provou. Era quente e amargo.

— Delicioso — sussurrou ela.

Caramel devorou o braço do garoto com uma rapidez maníaca, mastigando ossos como se fossem biscoitos. O resto do corpo foi descartado como lixo, uma massa disforme de carne e uniforme escolar. O monstro, ainda com a boca suja de vermelho escuro, virou-se para Sally. Seus olhos imensos estavam dilatados.

— Agora — sibilou o gato, sua anatomia se esticando para envolvê-la — o prato principal.

Ele a arrastou para dentro da escola, movendo-se pelas sombras com uma velocidade que desafiava a percepção humana. Eles entraram no banheiro feminino do bloco C, que estava deserto devido ao horário das aulas. Caramel trancou a porta principal com um pedaço de cano que ele simplesmente entortou com as mãos enluvadas.

O ambiente cheirava a desinfetante barato e, agora, ao cheiro metálico que emanava de Caramel. Ele a prensou contra a parede de azulejos frios, levantando-a do chão.

— Você viu como ele gritou? — perguntou o monstro, lambendo o sangue dos próprios dedos antes de enfiá-los na boca de Sally. — Ele sabia que ia morrer. E você... você adorou.

— Eu quero ser parte disso... — Sally ofegou, sugando os dedos enluvados dele, sentindo o gosto do cadáver que ele acabara de consumir. — Me fode aqui, Caramel. Agora.

Ele a colocou no chão, mas não parou. Suas mãos grandes rasgaram as sapatilhas e as meias dela. Ele a forçou a se sentar no chão de granito, posicionando-se à frente dela. Em um movimento de distorção anatômica, ele fez com que suas pernas se tornassem mais curtas e seu tronco mais largo, permitindo que ele se encaixasse entre as coxas dela.

— Vamos fazer do seu jeito hoje, bonequinha — disse ele, a voz vibrando nas paredes do banheiro. — Vamos "molhar o biscoito" no seu próprio suco.

Ele