The cat under my bed
O Delírio de Borracha e Sangue
— Você sente isso, Sally? — a voz de Caramel era um chiado elétrico que parecia vir de todos os cantos do quarto ao mesmo tempo. — Sente como eu estou ocupando cada espaço vazio dessa sua alma imunda?
Ele a mantinha suspensa sobre o colo, seus membros de borracha preta enrolados na cintura dela como serpentes famintas. Sally tinha a cabeça jogada para trás, os cabelos pretos-azulados varrendo o chão enquanto ela se movia freneticamente sobre a extensão monstruosa da criatura. O som da carne se chocando no silêncio da noite era abafado apenas pelos gemidos ruidosos que ela não conseguia mais conter.
— Eu sinto... eu sinto tudo — Sally arfou, as mãos pequenas agarrando os ombros largos e frios de seu "gato". — Você é tão grande, Caramel... parece que vai me rasgar ao meio!
— E se eu rasgar? — O Cartoon Cat abriu o sorriso de piano, os dentes brancos brilhando na penumbra. — Você ia adorar ver suas entranhas misturadas com o meu piche, não ia? Você ia amar ser devorada por dentro enquanto eu te fodo até você perder os sentidos.
Ele a puxou para mais perto, enterrando o rosto no pescoço dela. A língua negra e áspera de Caramel deslizou pela pele parda de Sally, deixando um rastro de saliva viscosa e fria. Ele mordeu o ombro dela com força suficiente para tirar sangue, e o grito de dor de Sally se transformou instantaneamente em um gemido de puro prazer.
— Grita mais, sua vadiazinha — ele sibilou, a voz distorcida como um rádio fora de sintonia. — Quero que seus pais sonhem com o som da sua depravação. Quero que eles saibam, lá no fundo do subconsciente, que a filhinha delicada deles está sendo possuída por um pesadelo.
Sally cavalgava com uma intensidade desesperada. Ela odiava a normalidade, odiava a doçura dos heróis, e naquele momento, sentindo a anatomia impossível de Caramel se moldar dentro dela, ela se sentia finalmente completa. O monstro não tinha limites; ele podia esticar suas partes, aumentar a pressão e vibrar de uma maneira que nenhum humano jamais conseguiria.
— Você é tão apertada, Sally... — Caramel grunhiu, as mãos enluvadas apertando as nádegas dela com uma força bruta. — Dá para sentir como você está pulsando em volta de mim. Você quer que eu vá mais fundo? Quer que eu alcance o seu coração por baixo?
— Sim! — ela exclamou, as lágrimas de êxtase escorrendo por baixo da franja. — Me destrói, Caramel! Me usa como se eu fosse um pedaço de carne, me fode até eu não saber mais quem eu sou!
O Cartoon Cat soltou uma risada maníaca, um som que lembrava desenhos animados dos anos 30 sendo tocados em um funeral. Ele mudou a posição de repente, jogando Sally de costas na cama e ficando por cima dela, seus membros se alongando para que ele pudesse se apoiar no teto enquanto a penetrava com estocadas violentas e rítmicas.
— Olha para essa carinha de santa — ele zombou, os olhos circulares dilatados de luxúria. — Quem diria que a garotinha das fotos Polaroid gosta de ser tratada como lixo. Você é uma porca, Sally. Uma porca deliciosa que eu vou engordar com o meu prazer antes de comer de verdade.
Ele desceu uma das mãos para o clitóris dela, usando os dedos longos e emborrachados para estimulá-la com uma velocidade sobre-humana. Sally arqueou as costas, o corpo entrando em espasmos.
— Isso... chupa a minha língua enquanto eu te arrombo — ordenou ele, invadindo a boca dela com sua língua negra e comprida, explorando sua garganta de forma invasiva.
O diálogo entre eles era um fluxo constante de obscenidades. Caramel descrevia em detalhes gráficos como o corpo dela reagia a ele, usando palavras vulgares que faziam o sangue de Sally ferver. Ele falava sobre o cheiro dela, sobre o gosto do seu suco misturado com a sujeira das ruas que ele carregava em seu corpo de borracha.
— Você gosta desse cheiro de morte, não gosta? — ele perguntou, retirando-se por um segundo apenas para se enfiar novamente com toda a força, fazendo a cama bater contra a parede. — Gosta de saber que esses mesmos dedos que estão dentro de você hoje, rasgaram a garganta de um humano ontem.
— Eu adoro... — Sally gemia, a voz falhando. — Eu quero o seu rastro em mim... eu quero que todos saibam que eu pertenço ao monstro.
O ápice estava próximo. Caramel começou a rosnar, um som gutural que parecia vir das profundezas de