Todos loucos, incluindo eu
O Banquete das Sombras e o Alívio do Aço
O silêncio daquela casa isolada era quase palpável, quebrado apenas pelo som rítmico da respiração de Kageyama enquanto ele se movia pelo quarto. Izabelle estava sentada na ponta da cama, observando-o. O choque inicial do sequestro havia sido substituído por uma tensão elétrica que parecia saturar o oxigênio ao redor deles. Ela o olhava, seus olhos verdes/mel fixos naquelas costas largas e musculosas, sentindo uma raiva profunda de si mesma por não conseguir parar de notar como ele era absurdamente bonito.
Kageyama terminou de trancar a porta principal do quarto e se virou para ela. Ele não tinha mais a expressão fria e introvertida da Academia Royale. Seus olhos azuis brilhavam com uma possessividade febril, uma fome que Izabelle nunca tinha visto em ninguém. Ele caminhou em sua direção com a graça predatória de um esgrimista, cada passo calculado, cada movimento exalando poder.
— Você está muito quieta, Iza — disse ele, parando entre as pernas dela, que estavam penduradas na beirada da cama.
— Estou tentando processar o fato de que meu "crush" de escola é um maníaco — respondeu ela, tentando manter a voz firme, embora o calor que emanava do corpo dele a estivesse deixando tonta. — E que eu, aparentemente, sou o tipo de pessoa que acha isso atraente. Misericórdia, Tobio, eu realmente preciso de um psicólogo.
Kageyama soltou um riso curto e sombrio, inclinando-se para frente. Suas mãos, grandes e calejadas pelo treino com o florete, desceram para a cintura dela. Ele não hesitou. Seus dedos apertaram a carne macia sob o tecido fino da blusa, puxando-a para mais perto até que os seios fartos de Izabelle estivessem pressionados contra o peito dele.
— Você não precisa de ninguém além de mim — sussurrou ele, a voz rouca, roçando os lábios no pescoço dela. — Eu conheço cada detalhe seu. Eu sei como você morde o lábio quando está concentrada na cozinha. Eu sei o som que você faz quando está distraída. E eu sei que você me quer tanto quanto eu quero você.
As mãos de Kageyama começaram a subir, explorando as curvas generosas de Izabelle com uma audácia que a fez perder o fôlego. Ele subiu as mãos pelas costelas dela até que seus polegares roçassem a base de seus seios pesados. Ele apertou ali, um toque firme e carregado de intenção, fazendo Izabelle soltar um suspiro baixo e involuntário.
— Tobio... — ela murmurou, a cabeça caindo para trás enquanto ele explorava a pele sensível de seu pescoço com beijos e mordidas leves. — Isso é... você é louco.
— Sou — admitiu ele, a mão subindo agora para envolver completamente um de seus seios, apertando-o com uma possessividade que a fez arquear as costas. — Sou louco pelo seu cheiro, pela sua pele, pelo modo como você me desafia mesmo estando trancada aqui.
Ele a empurrou levemente para trás, fazendo-a deitar nos lençóis de seda. Kageyama se posicionou sobre ela, o peso de seu corpo sólido sendo um lembrete constante de que ela não tinha para onde fugir — e, naquele momento, ela não queria. Ele começou a beijá-la com uma urgência desesperada, uma mistura de fome acumulada e adoração distorcida.
Izabelle sentiu as mãos dele agirem com uma agilidade impressionante. Ele não parava de tocá-la em lugares que a faziam estremecer. Enquanto uma mão acariciava seu rosto com uma delicadeza quase dolorosa, a outra descia, deslizando por baixo da saia dela, subindo pelas coxas com uma lentidão torturante.
— Você é tão perfeita, Iza — ele disse entre beijos, a voz vibrando contra os lábios dela. — Eu passei tantas noites imaginando a sensação da sua pele sob as minhas mãos.
Ele subiu a mão por dentro da blusa dela, encontrando o sutiã que mal continha o volume de seus seios. Com um movimento habilidoso, ele expôs a pele clara e aquecida. Kageyama parou por um segundo, os olhos dilatados enquanto observava a visão diante dele. Ele passou a ponta dos dedos pelos mamilos eretos dela, vendo-a estremecer sob seu toque.
— Misericórdia — sussurrou Izabelle, cobrindo os olhos com o braço, o rosto ardendo de vergonha e desejo. — Eu me odeio por gostar disso. Eu me odeio por querer você.
Kageyama puxou o braço dela para baixo, prendendo seus pulsos acima da cabeça com apenas uma das mãos. Ele se inclinou, abafando os protestos internos dela com sua boca, enquanto a outra mão descia para o centro do prazer dela, pressionando através do tecido da calcinha com uma firmeza que a fez soltar um grito abafado contra os lábios dele.
— Não se odeie — disse ele, a voz agora um comando frio e sensual. — Sinta o que eu sinto. Você é minha, Iza. Cada curva, cada suspiro, cada batida do seu coração acelerado. Eu vou te marcar de um jeito que você nunca mais vai conseguir pensar em outro homem.
Ele começou a beijar o caminho até os seios dela, usando a língua e os dentes para provocar sensações que Izabelle nunca soube que existiam. Ele abocanhou um dos mamilos dela, sugando com força, enquanto sua mão continuava a trabalhar lá embaixo, criando um ritmo que a levava à beira do abismo.
— Mais... — ela implorou, a personalidade forte dando lugar a uma necessidade crua. — Por favor, Tobio...
Ele sorriu contra a pele dela, um sorriso predatório. Ele soltou os pulsos dela, mas apenas para que ela pudesse segurá-lo. Izabelle enterrou as mãos nos cabelos escuros dele, puxando-o para mais perto, sentindo a ereção dele pressionada contra sua coxa, dura e impaciente.
Kageyama livrou-se rapidamente das próprias roupas, revelando um corpo esculpido por anos de disciplina e esgrima. Ele era impecável. Quando ele voltou para cima dela, a pele nua contra pele nua, Izabelle sentiu que estava finalmente queimando na fogueira que ele havia preparado.
Ele a tocou em lugares suspeitos, seus dedos explorando cada dobra e cada segredo de seu corpo com uma curiosidade insaciável. Ele não tinha pressa. Ele queria ver as reações dela, queria ouvir cada som que saía de sua garganta.
— Diga meu nome — ele exigiu, enquanto penetrava nela com uma estocada lenta e profunda que a fez arquear o corpo, as unhas dela cravando-se nos ombros dele.
— Tobio... Kageyama... seu... seu maníaco — ela arquejou, as lágrimas de prazer começando a nublar sua visão.
— Seu homem — corrigiu ele, começando um movimento rítmico e poderoso. — O único que vai te possuir assim.
O quarto foi preenchido pelo som da carne batendo contra a carne e pelos gemidos de Izabelle, que ecoavam pelas paredes luxuosas. Kageyama era incansável. Ele a virava, trocava de posição, sempre mantendo as mãos nela, apertando seus seios, puxando seu cabelo curto para trás para que pudesse ver seu rosto distorcido pelo prazer.
Quando o ápice finalmente os atingiu, foi como uma explosão de cores e sensações que os deixou exaustos e trêmulos. Kageyama desabou sobre ela, escondendo o rosto na curva de seu pescoço, respirando pesadamente.
Minutos depois, ele se afastou apenas o suficiente para olhar nos olhos dela. Ele passou o polegar pelos lábios inchados de Izabelle, um gesto de carinho que contrastava com a violência da paixão de instantes atrás.
— Você não vai fugir, vai? — perguntou ele, a possessividade voltando à sua voz.
Izabelle olhou para ele, sentindo o peso do que acabara de acontecer. Ela estava presa, sim. Ela estava nas mãos de um louco, sim. Mas, enquanto olhava para aquele rosto bonito e sentia o calor do corpo dele ainda unido ao seu, ela soube que a fuga era a última coisa em sua mente.
— Para onde eu iria? — respondeu ela, um sorriso fraco e desafiador surgindo em seus lábios. — Você é o único que sabe como lidar com uma mulher como eu, Tobio. Mas não pense que isso te dá o direito de não me deixar cozinhar amanhã. Eu quero meu curso de gastronomia particular aqui dentro.
Kageyama soltou uma risada genuína, beijando-a com uma ternura inesperada.
— Você terá tudo o que quiser, Iza. Contanto que eu seja o único a provar o que você preparar. E contanto que você nunca se esqueça de quem é o dono do seu coração.
Izabelle fechou os olhos, deixando-se envolver pelos braços dele. Ela definitivamente precisava de um psicólogo, mas, por enquanto, o abraço possessivo de Kageyama era o único remédio que ela desejava tomar. A escuridão entre eles era profunda, mas era uma escuridão que brilhava com a promessa de uma obsessão eterna.