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Why you hate me ?

Labirintos de Seda e o Som do Desejo

— Você fica tão linda sob a luz dessas lâmpadas, Sua — sussurrou Mizi, as mãos subindo pela cintura da garota que ainda tremia levemente em seu colo. — Às vezes eu acho que você não é real. Que eu vou acordar e você vai ser apenas aquela estátua de gelo no canto da sala de novo.

Sua sentiu o rosto queimar, mas não desviou o olhar. Pela primeira vez, ela se permitiu ser vulnerável.

— Eu sou real, Mizi. E eu estive aqui o tempo todo, esperando você perceber que o gelo era só uma defesa. Eu tinha tanto medo...

Mizi sorriu, um sorriso doce que carregava uma promessa silenciosa. Ela inclinou a cabeça, roçando o nariz no de Sua, antes de selar seus lábios em um beijo calmo, exploratório. Era um gosto de alívio, de anos de espera sendo condensados em um único contato. As mãos de Sua se perderam nos fios rosa de Mizi, puxando-a para mais perto, querendo fundir seus corpos de uma vez por todas.

— Você é tão doce — murmurou Mizi entre os beijos, a voz tornando-se gradualmente mais baixa, perdendo a doçura e ganhando um matiz mais escuro. — Tão comportada... Mas eu sinto seu coração batendo como um tambor. O que você está sentindo agora, Sua?

Sua tentou responder, mas as palavras ficaram presas na garganta. O tom de Mizi mudara. A "garota de ouro" da escola estava dando lugar àquela faceta predadora que Sua vira brevemente na cozinha de Hyuna.

— Eu... eu sinto que vou explodir — confessou Sua, a voz falhando.

Mizi soltou uma risadinha baixa, um som que enviou arrepios diretamente para a espinha de Sua. Ela desceu as mãos lentamente, parando na barra da saia do uniforme que Sua ainda usava.

— Engraçado você dizer isso — disse Mizi, os olhos dourados brilhando com uma malícia evidente. — Porque eu tenho a impressão de que você está sentindo muito mais do que apenas uma "explosão" emocional.

Sem aviso, Mizi deslizou a mão por baixo da saia de Sua. O contato da palma quente contra a pele da coxa fez Sua dar um sobressalto, mas Mizi não parou. Seus dedos subiram com precisão, encontrando a barreira fina da calcinha de renda.

— Oh... — Mizi arqueou uma sobrancelha, um sorriso zombeteiro brincando em seus lábios. — Olha só o que temos aqui. A senhorita "fria e melancólica" está completamente encharcada.

Sua escondeu o rosto no pescoço de Mizi, soltando um gemido de pura vergonha.

— Mizi, por favor... não brinca com isso...

— Mas eu não estou brincando, Sua. Estou apenas constatando o óbvio — Mizi retirou a mão, mas antes de se afastar, ela roçou os dedos úmidos na bochecha de Sua, forçando-a a olhar para ela. — Você me quer tanto assim?

Antes que Sua pudesse responder, Mizi a empurrou para trás. Sua caiu sobre os lençóis de seda macios da cama, olhando para cima com os olhos roxos arregalados e úmidos. Mizi levantou-se, caminhando com uma calma torturante até a cômoda. Ela pegou uma xuxinha preta e, com movimentos lentos e deliberados, prendeu o cabelo rosa em um rabo de cavalo alto, expondo a linha de seu pescoço e a determinação em seu rosto.

— Tire a roupa — ordenou Mizi. A voz não era um pedido; era um comando que não aceitava contestação. — Agora.

Sua sentiu o peso da submissão esmagar qualquer resquício de hesitação. Suas mãos tremiam enquanto ela desabotoava a camisa, peça por peça, até que restasse apenas sua pele pálida exposta ao ar condicionado do quarto. Ela se sentou na beirada da cama, tentando cobrir-se com os braços, sentindo o olhar de Mizi queimando cada centímetro de seu corpo.

Mizi se aproximou como uma pantera. Ela não se despiu imediatamente; preferiu o jogo de poder. Ela agarrou o cabelo curto de Sua por trás, puxando-o com força moderada, o suficiente para forçar a cabeça da garota para trás e expor a curva delicada de sua garganta.

— Você é tão perfeita, parece uma boneca de porcelana — sussurrou Mizi, antes de atacar o pescoço de Sua com beijos vorazes e mordidas leves.

Sua soltou um grito abafado, as mãos agarrando os lençóis. Mizi subiu para a boca, beijando-a com uma agressividade que roubava todo o seu oxigênio. Não era mais o beijo carinhoso de antes; era uma reivindicação.

— Sabe o que o Ivan me disse uma vez? — Mizi murmurou contra a pele de Sua, descendo novamente para o pescoço, deixando marcas arroxeadas que seriam impossíveis de esconder no dia seguinte. — Ele disse que você era feita de gelo. Que ninguém nunca conseguiria te derreter. Ele ficaria tão surpreso se visse como você está implorando por mim agora...

As palavras de Mizi, misturadas ao prazer físico, faziam Sua delirar. Ela sempre fora a garota quieta, a intelectual, mas ali, sob o domínio de Mizi, ela descobria uma faceta que nem sabia que existia.

— Mizi... por favor... — Sua choramingou, a voz quebrada. Ela inclinou a cabeça para o lado, lambendo o lóbulo da orelha de Mizi em um gesto de puro desespero. — Começa logo... eu não aguento mais... eu quero você.

Mizi soltou um riso vitorioso. Ela desceu o corpo, a boca encontrando os seios de Sua, provocando-a até que a garota estivesse arqueando as costas, buscando mais contato. Enquanto sua boca trabalhava em cima, a mão de Mizi desceu.

Dois dedos invadiram a intimidade de Sua com uma força e rapidez que a pegaram de surpresa.

— Ah! Mizi! — O grito de Sua ecoou pelo quarto luxuoso.

Mizi começou um movimento de bombeio rítmico e profundo. Ela conhecia o corpo de Sua melhor do que a própria garota, encontrando os pontos certos com uma facilidade cruel. Sua começou a falar coisas sem nexo, uma mistura de súplicas e o nome de Mizi repetido como um mantra sagrado.

De repente, Mizi parou. Seus dedos continuaram lá dentro, mas ela cessou todo o movimento.

Sua abriu os olhos, confusa e ofegante, o corpo vibrando em busca da finalização que estava tão próxima.

— Por que... por que você parou? — Sua perguntou, os olhos suplicantes.

Mizi fez uma expressão de falso tédio, inclinando a cabeça para o lado.

— Sabe, Sua... eu não sei se estou gostando tanto assim. Você faz muito barulho. Talvez a gente devesse parar por aqui e ir dormir.

O pânico brilhou nos olhos de Sua. O desespero de ser deixada naquele estado, somado ao medo constante de não ser o suficiente para Mizi, a fez agarrar o braço da outra com força.

— Não! Por favor, Mizi, eu faço o que você quiser! Eu fico quieta, eu... eu faço qualquer coisa, só não para! Por favor!

Mizi observou a reação desesperada por alguns segundos antes de abrir um sorriso largo e genuíno.

— Relaxa, boba. Eu só estava brincando — Mizi sussurrou, voltando ao movimento com uma intensidade ainda maior do que antes. — Eu adoro o seu barulho. Quero que os vizinhos saibam exatamente quem está aqui comigo.

O alívio e o prazer voltaram como uma onda gigante. Sua se agarrou ao pescoço de Mizi, as unhas cravando-se levemente nas costas da garota rosa. O ritmo aumentou até que o mundo de Sua se resumisse apenas ao toque de Mizi e ao som de sua própria voz preenchendo o quarto. Quando o ápice veio, foi devastador. Sua gozou com força, o corpo tremendo em espasmos longos enquanto ela escondia o rosto no ombro de Mizi, abafando os gritos finais.

Mizi retirou os dedos lentamente, sentindo o calor residual de Sua. Ela se ajoelhou no meio das pernas da garota, observando-a recuperar o fôlego. Sua parecia exausta, os cabelos pretos colados na testa pelo suor, os olhos roxos nublados de satisfação.

— Você foi muito bem — disse Mizi, fazendo carinho na parte interna da coxa de Sua, um toque agora suave e reconfortante. — Viu? Não foi tão difícil deixar o gelo de lado.

Sua respirou fundo, sentindo uma paz que nunca conhecera. Ela olhou para Mizi, que ainda estava ajoelhada ali, parecendo uma divindade vitoriosa.

— Eu te amo, Mizi — Sua sussurrou, a voz ainda rouca. — Eu faria tudo de novo. Mil vezes.

Mizi inclinou-se e beijou a testa dela.

— Eu sei que faria. E eu vou estar aqui para garantir que você faça. Mas agora... — Mizi olhou para o relógio — ...temos algumas horas antes do sol nascer. E eu ainda não terminei com você.

Sua sorriu, sentindo a antecipação crescer novamente. O teatro da escola continuaria no dia seguinte, as ofensas seriam trocadas e Ivan continuaria suas provocações. Mas ali, naquele quarto, sob o lençol de seda, a "sombra" e a "garota de ouro" tinham encontrado uma luz que ninguém mais poderia apagar.