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Why you hate me ?

O Labirinto de Prazer e Punição

O quarto de Mizi, antes banhado em uma luz suave e romântica, agora parecia ter se transformado em uma arena de dominação absoluta. O cheiro de morangos estava misturado ao aroma metálico do desejo e ao suor que brotava da pele pálida de Sua. Mizi não estava mais apenas brincando; ela havia despertado uma faceta sombria, uma fome que exigia submissão total da garota que, por tantos anos, fingira não sentir nada.

— Você achou que eu ia ser gentil o tempo todo, Sua? — Mizi murmurou, sua voz agora desprovida de qualquer doçura. Era um comando vibrante que reverberava nos ossos de Sua.

Sem dar tempo para uma resposta, Mizi segurou os quadris de Sua com uma força que certamente deixaria marcas e a girou de costas no colchão. Com um movimento brusco e experiente, ela forçou Sua a ficar de quatro, a cabeça baixa contra os lençóis de seda e o quadril empinado, em uma postura de total vulnerabilidade.

— Fica assim. Não ouse se mexer — ordenou Mizi.

Sua mal teve tempo de processar a ordem quando sentiu a invasão. Mizi não usou apenas um ou dois dedos; ela forçou três de uma vez, entrando com uma agressividade que fez Sua arquear as costas violentamente, um grito de choque morrendo em sua garganta seca. Mizi começou a bombear sem qualquer sinal de dó, um ritmo rápido, profundo e implacável que parecia querer alcançar o âmago da alma de Sua.

— Mizi... dói... é demais... — Sua choramingou, a voz abafada contra o travesseiro, as mãos agarrando o lençol com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos.

— Eu mandei você ficar quieta, não mandei? — O tom de Mizi era gélido.

Para enfatizar sua autoridade, Mizi levantou a mão livre e desferiu três tapas fortes e sonoros na nádega direita de Sua. O som de estalo ecoou pelo quarto silencioso. A dor aguda e ardente se misturou ao prazer avassalador que os dedos de Mizi causavam lá dentro. Sua não aguentou; as lágrimas começaram a rolar livremente, um choro que era metade dor física e metade êxtase por estar sendo finalmente possuída pela pessoa que amava.

— Você é minha, Sua. Cada centímetro desse corpo é meu para eu fazer o que eu quiser — disse Mizi, enquanto continuava o movimento frenético lá embaixo.

Mizi então inclinou o corpo para frente, pressionando o próprio peso contra as costas de Sua. Ela enfiou dois dedos da mão livre na boca da garota, forçando-os para dentro até que Sua começasse a engasgar levemente. Agora, Sua não tinha mais as mãos para se apoiar, pois Mizi estava por cima dela, controlando cada um de seus movimentos. Tremendo violentamente, Sua tentava manter a posição de quatro, babando nos dedos de Mizi enquanto os outros três dedos continuavam a devastar sua intimidade. Era demais para seus sentidos; ela sentia que ia desmaiar a qualquer momento.

Percebendo que Sua estava no limite de suas forças físicas, Mizi retirou os dedos da boca da garota e a puxou bruscamente para trás pelo quadril. Ela fez Sua sentar entre suas pernas, de costas para ela, encostada no peito de Mizi.

— Você está demorando demais para gozar, Sua — Mizi sussurrou em seu ouvido, e havia um tom de irritação real em sua voz, uma impaciência que beirava a raiva. — Eu não tenho a noite toda para esperar você se decidir.

— N-não é minha culpa... — Sua soluçou, a cabeça pendida para trás, descansando no ombro de Mizi. — É que... é muito... eu nunca...

— Você tem razão, não é sua culpa. É culpa minha por não estar sendo dura o suficiente — rebateu Mizi.

Em um movimento súbito e brutal, Mizi forçou mais um dedo. Agora eram quatro. A invasão foi tão intensa que Sua sentiu como se estivesse sendo rasgada ao meio, mas de uma forma que a fazia querer mais. Ela forçou o corpo para trás com tanta intensidade contra Mizi que, se a garota rosa não fosse mais forte e não estivesse bem apoiada, as duas teriam tombado na cama.

Mizi continuou com uma força e rapidez sobre-humanas. Sua agora chorava de verdade, um pranto desesperado.

— Tira... Mizi, por favor, tira! São muitos! — ela implorava, a mente nublada pelo excesso de estímulo.

— Cala a boca e aguenta! — Mizi rosnou, a mão trabalhando sem parar. — Você queria isso há anos, não queria? Pois agora você vai ter exatamente o que pediu.

Em um reflexo de agonia e prazer, Sua tentou fechar as pernas, tentando aliviar a pressão ou talvez fugir da sensação que a estava consumindo. O movimento sufocou a mão de Mizi entre suas coxas, mas Mizi não parou. Pelo contrário, ela usou a resistência de Sua como combustível.

— Você está me desobedecendo? — Mizi perguntou, e Sua pôde sentir o sorriso perverso na voz dela. — Eu mandei você aguentar. Agora você vai ser punida.

Mizi retirou a mão esquerda das costas de Sua e enfiou três dedos fundo na garganta da garota, forçando-a a abrir a boca o máximo que podia.

— Chupa — ordenou Mizi. — Como se sua vida dependesse disso. Chupa e geme para mim.

Sua obedeceu. Ela não tinha mais escolha. Entre soluços e gemidos abafados, ela começou a envolver os dedos de Mizi com a língua, chupando-os com uma urgência febril, enquanto os quatro dedos lá embaixo continuavam a bombear com uma velocidade desumana. A dor do estiramento, o gosto salgado de sua própria pele nos dedos de Mizi e a pressão insuportável criaram um curto-circuito em seu cérebro.

As mãos de Sua subiram para trás, encontrando o cabelo rosa de Mizi. Ela se segurou ali como se fosse sua única âncora em um mar revolto. Em um último esforço de entrega, Sua mordeu levemente os dedos de Mizi que estavam em sua boca, ao mesmo tempo em que seu corpo entrava em um espasmo final e violento.

— Mizi... eu te amo! Eu sou sua! — Sua gritou internamente, embora apenas um gemido agudo e molhado tenha saído de sua boca enquanto ela gozava.

O orgasmo foi tão forte que a visão de Sua escureceu por alguns segundos. Suas pernas fraquejaram e ela desabou completamente contra o corpo de Mizi, o peito subindo e descendo em uma respiração curta e ruidosa.

Mizi retirou os dedos lentamente, sentindo a pulsação frenética das paredes internas de Sua. Ela relaxou o corpo, permitindo que Sua se acomodasse melhor entre suas pernas, e começou a acariciar o cabelo preto e suado da garota com uma ternura súbita que contrastava violentamente com a agressividade de momentos antes.

— Viu só? — Mizi murmurou, beijando o topo da cabeça de Sua. — Você só precisava de um incentivo.

Sua não conseguia falar. Ela apenas se aninhou mais fundo no abraço de Mizi, sentindo-se finalmente completa, finalmente vista. O segredo que guardara desde o 8º ano não era mais um fardo; era a base de uma nova e perigosa realidade que ela aceitaria de bom grado, quantas vezes Mizi exigisse. Ali, no silêncio do quarto, as máscaras da escola não importavam. Só importava o calor de Mizi e a certeza de que a "sombra" finalmente encontrara seu lugar sob o sol mais brilhante e impiedoso de todos.