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O Banquete de Restos e a Fome de Ana Paula
O silêncio no Quarto do Líder após o furacão de luxúria era quase ensurdecedor. Juliano, o "novinho putanheiro" que havia provado ser muito mais do que um rostinho bonito, já ressonava levemente, abraçado ao travesseiro de seda, com um braço jogado sobre o quadril de Milena. A negra, exausta e saciada, dormia como uma rainha após a batalha. Mas para Ana Paula, o interruptor não havia desligado.
O champanhe ainda borbulhava em suas veias, e embora seu corpo estivesse trêmulo, uma faísca de insatisfação queimava em seu baixo ventre. Ela havia gozado, sim, mas a loira era insaciável. Sua natureza de "puta desbocada" exigia sempre um pouco mais, uma dose extra de perigo, um cenário diferente.
— Esses dois apagaram como se tivessem corrido uma maratona — sussurrou Ana Paula para si mesma, ajeitando o vestido curto que estava um trapo. — Mas eu ainda tô no veneno.
Ela se levantou com cuidado, evitando acordar o líder. Calçou os saltos, pegou uma taça de cristal ainda com um resto de bebida morna e saiu do quarto. O corredor da casa estava silencioso, as luzes baixas indicando que a madrugada ia alta. Ela não queria ir para o seu quarto; queria ver se encontrava algum sinal de vida, algum resto de festa que pudesse alimentar seu fogo.
Ao passar pela porta de um dos quartos comuns, que estava entreaberta, ela ouviu um som rítmico. Um som que qualquer pessoa com a mente suja reconheceria a quilômetros: o som de pele batendo contra pele, seguido de uma respiração pesada e ofegante.
Ana Paula sorriu maliciosamente. Ela empurrou a porta devagar, sem fazer barulho, e a visão que encontrou fez seu sangue ferver instantaneamente. Leandro, um dos participantes mais reservados da edição, estava sentado na beira da cama, com a calça de moletom arriada até os joelhos. Ele estava sozinho, com a mão fechada em torno do próprio membro, movimentando-se com uma urgência desesperada. A luz azulada do monitor da sala refletia em seu rosto suado, revelando uma expressão de puro transe.
— Mas que coisa feia, Leandro... — a voz de Ana Paula cortou o ar como um chicote. — Se divertindo sozinho enquanto a casa toda dorme?
Leandro deu um pulo, tentando cobrir-se freneticamente, o rosto ficando vermelho na mesma hora.
— Ana Paula! Caralho, você quer me matar de susto? O que você tá fazendo aqui?
A loira entrou no quarto com o gingado de quem sabe que tem o controle da situação. Ela fechou a porta atrás de si e encostou-se nela, cruzando os braços e deixando o decote em evidência.
— Eu vim dar uma volta. O Juliano e a Milena cansaram rápido demais lá em cima, e eu fiquei no vácuo. E pelo visto, você também tá precisando de companhia, né?
Leandro tentou recuperar a compostura, mas seu corpo o traía. O membro continuava pulsando, rígido e impaciente.
— Eu... eu não conseguia dormir. A tensão dessa casa tá foda — ele justificou, a voz falhando.
— Tensão, é? — Ana Paula caminhou até ele, parando entre suas pernas abertas. Ela se inclinou, o cheiro de champanhe e sexo que ela trazia do Quarto do Líder atingindo o rapaz em cheio. — Deixa eu te falar uma coisa, Leandro. Eu tô louca. Aqueles dois me deixaram no ponto, mas eu não gozei do jeito que eu gosto. Eu preciso de um homem que não esteja cansado.
Leandro olhou para ela, os olhos percorrendo o corpo da loira com uma fome que ele tentava esconder há semanas.
— Você tá falando sério? Você acabou de sair de um ménage com o líder e quer mais?
— Eu quero tudo, Leandro. Eu quero que você me mostre que esse seu jeito de bom moço é só fachada. Porque o que eu tô vendo aqui embaixo — ela disse, tocando levemente a ponta do membro dele com o dedo indicador — me diz que você é um animal enjaulado.
Leandro não aguentou mais. Ele agarrou a cintura de Ana Paula com força, puxando-a para cima de si.
— Você é uma puta abusada, Ana Paula. Você sabe o que tá pedindo?
— Eu sei exatamente o que eu quero, seu porra — ela rebateu, sentando-se no colo dele e sentindo a rigidez contra sua intimidade. — Eu quero que você me use como se eu fosse um pedaço de carne. Me faz gozar igual a uma cadela, Leandro. Agora!
O beijo que se seguiu foi violento, uma mistura de dentes e línguas que buscavam desesperadamente o prazer. Leandro a jogou na cama, subindo por cima dela sem qualquer delicadeza. Ele não era Juliano; não havia jogo de sedução ali, apenas a necessidade bruta de um homem que estava se segurando há tempo demais.
— Tira essa merda de vestido — rosnou Leandro, rasgando uma das alças na pressa.
— Rasga tudo! — gritou Ana Paula, as pernas já enroscadas na cintura dele. — Me fode logo, caralho!
Leandro se livrou do moletom e, sem preliminares, penetrou-a com uma força que fez Ana Paula perder o fôlego por um segundo. A dor inicial foi rapidamente substituída por uma onda de prazer avassaladora.
— Isso... — ela gemia, a cabeça jogada para trás, batendo contra a cabeceira da cama. — Vai, Leandro! Me arrebenta!
— Você gosta assim, né? — Leandro dizia entre dentes, mantendo um ritmo acelerado, as mãos apertando os seios dela com força. — Gosta de ser tratada como lixo?
— Eu amo! — Ana Paula gritava, sem se importar se alguém na casa ouviria. — Me fode como se você me odiasse! Me faz sentir que eu sou sua cadela!
O movimento no quarto era frenético. Leandro parecia querer descontar toda a frustração do confinamento nela. Cada estocada era profunda, visceral. Ana Paula sentia que ia explodir a qualquer momento. O prazer que Juliano havia iniciado agora atingia o clímax absoluto com a força bruta de Leandro.
— Eu vou... eu vou gozar! — Ana Paula berrou, o corpo arqueando, os músculos da vagina apertando o membro de Leandro em espasmos violentos.
Ela gozou aos gritos, uma descarga elétrica que a deixou sem forças por alguns segundos. Mas Leandro ainda não tinha terminado. Ele a puxou pelos braços, virando-a de joelhos na cama.
— Não para... — ela balbuciou, ainda sentindo as ondas do orgasmo.
— Eu não terminei com você, sua puta — Leandro disse, a voz carregada de uma autoridade que ela nunca imaginou que ele tivesse. — Fica de joelhos. Agora.
Ana Paula obedeceu, sentindo-se completamente entregue. Ela se posicionou no chão, entre as pernas de Leandro que permanecia sentado na cama. Ela olhou para cima, vendo a figura dele como um mestre que exigia tributo.
— Abre a boca — ele ordenou.
Ana Paula abriu, a língua para fora, os olhos fixos nos dele. Leandro segurou a nuca dela com uma mão firme, guiando-se para dentro da boca dela. Ele não tinha pressa agora; queria saborear a submissão da mulher que passava o dia inteiro gritando com todo mundo na casa.
— Engole tudo, Ana Paula. Quero ver se você é tão boa de boca quanto é de briga.
Ela trabalhava com uma dedicação quase religiosa, os olhos lacrimejando pelo esforço, mas sem desviar o olhar. O som da sucção preenchia o quarto pequeno. Leandro sentia que estava prestes a explodir. A visão da loira mais desejada e odiada do Brasil de joelhos para ele era o combustível final.
— Isso... assim... — Leandro ofegava, sentindo o ápice chegar. — Prepara, que eu vou te marcar, sua cadela.
Com um último movimento vigoroso, Leandro se retirou da boca dela e despejou todo o seu gozo no rosto de Ana Paula. O líquido quente atingiu suas bochechas, testa e lábios. Ela não recuou; pelo contrário, passou a língua nos lábios, saboreando o resultado daquela entrega.
— Satisfeita agora? — perguntou Leandro, respirando fundo, o corpo finalmente relaxando.
Ana Paula limpou um pouco do rosto com as costas da mão, um sorriso de pura vitória nos lábios sujos.
— Satisfeita? — ela repetiu, levantando-se e olhando-se no espelho do quarto, admirando o próprio estado deplorável. — Leandro, meu amor... agora sim, a noite acabou do jeito que eu queria.
Ela se aproximou dele, deu um selinho rápido e sujo, e começou a ajeitar o que restava de suas roupas.
— Amanhã a gente finge que se odeia na votação — ela disse, piscando para ele. — Mas se você ficar carente de novo... já sabe onde me encontrar.
Ana Paula saiu do quarto com a mesma confiança de quem acabara de ganhar a Prova do Líder. Enquanto caminhava de volta para o seu quarto, sentindo o sêmen secar em seu rosto e o corpo finalmente relaxado, ela pensou que o BBB era, de fato, o melhor jogo do mundo. Especialmente quando as regras eram ditadas pelo desejo.